
Apesar de a CP – Comboios de Portugal organizar um programa especial dedicado às Amendoeiras em Flor, que é sempre uma opção disponível, o roteiro que te propomos aqui implica que vás de carro. Deslumbra-te com as paisagens, as cores, os cheiros.
De Freixo de Espada à Cinta a Barca d’ Alva
Freixo de Espada à Cinta é conhecida como a “vila mais manuelina de Portugal”, o que não é pouca coisa. O estilo Manuelino personifica um dos períodos arquitectónicos mais esplendorosos do país. Ao começares o teu passeio aqui, visita a vila. Passeia pelas suas ruas estreitas e silenciosas, visita a igreja matriz, surpreende-te com o freixo de espada à cinta, com idade superior a quinhentos anos (classificada em 2018 como “Árvore de Interesse Público”), e visita a Torre do Galo, uma torre heptagonal, que é exemplar único.
Segue em direção a Barca d’Alva e prometemos-te 20 km de beleza ímpar. Montes e vales que parecem estar cobertos por uma manta de retalhos, de desenhos e texturas diferentes. Campos infindáveis de oliveiras e amendoeiras já em flor, que se perdem de vista, e onde as ovelhas se passeiam. A cada curva, uma paragem, dezenas de fotografias e minutos de contemplação.

De Barca D’ Alva a Castelo Rodrigo
Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo. Aliás, à medida que nos aproximamos da vila o nosso olhar começa a fixar-se nas ruínas que, lá do alto do monte, nos capta a atenção. É lá que fica uma das mais conhecidasAldeias Históricas de Portugal, a Aldeia de Castelo Rodrigo, que mantém a característica traça medieval, com um património histórico inestimável. Visita as muralhas do castelo (construído em 1209), as ruínas do palácio de Cristóvão de Moura (edificado em 1590), o Pelourinho quinhentista, a cisterna medieval e a igreja matriz (século XII/ XIII). Passeia pelas ruas e delicia-te com uma prova “livre” de amêndoas revestidas de uma tanta variedade de sabores, na loja e salão de Chá Sabores do Castelo. Chocolate, coco, sementes de sésamo, caril, especiarias, lavanda…mas o verdadeiro sabor está mesmo na amêndoa… que é deliciosa. As Amendoeiras em a Flor presenteiam-te à chegada e à saída.

Já em direção a Torre de Moncorvo, pára em Foz Côa. Pode ser uma paragem mais demorada, caso queiras visitar o Parque Arqueológico do Vale do Côa, um museu ao ar livre com pinturas rupestres da época do Paleolítico. Mas não te esqueças que as visitas têm de ser agendadas e só decorrem em grupos acompanhados com guias do Museu do Côa ou com agentes autorizados. Ou pode ser uma paragem mais rápida, com uma visita a Castelo Melhor, povoação que tem um dos castelos mais antigos de Portugal, datado do século XII ou XIII. É considerada uma das ruínas medievais de carácter militar mais impressionantes e menos adulteradas. Foz Côa intitula-se a Capital das Amendoeiras, e tem uma das Festas da Amendoeira em Flor mais conceituadas da região. Vale a pena espreitar o programa e organizares a tua ida nessas datas.
Torre de Moncorvo, um pequeno passeio a pé pelo centro histórico dá-te uma perspetiva do núcleo medieval que o compõe, do qual se destaca a Igreja Matriz de Torre de Moncorvo e o chafariz Filipino, de 1636, que adorna a praça central. A embelezar a vila, as casas solarengas e as várias lojas de venda de produtos regionais e de confeção da amêndoa coberta. Não te esqueças de comprar e levar de recordação.
Vila Flor e o fim da rota das amendoeiras em flor
Vinte e cinco quilómetros separam Torre de Moncorvo de Vila Flor. E, mais uma vez, é o caminho que nos surpreende. Quando chegares a Vila Flor, és recebido pela Rainha Santa Isabel que, formosa, embeleza a praça principal da Vila, cercada das rosas que tanto a caracterizam. Vila Flor é uma janela virada para o vale da Vilariça, rico em história e tradição. “Que outra terra teve o privilégio de ser batizada por um Rei?”
Vai um passeio?
Não te esqueças que o essencial é viajar em segurança e, por isso, a IATI, deseja-te um bom passeio.

Autores: Vera e Marcelo – Ir em Viagem