Roteiro de 10 dias no Myanmar

Roteiro de 10 dias no Myanmar

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O Myanmar é a nova jóia turística do Sudeste Asiático. Durante muitos anos o país esteve fechado ao turismo e só há relativamente pouco tempo começou a receber estrangeiros. Este é um dos motivos que mais têm atraído pessoas para este país, a oportunidade de conhecer um país puro que ainda não foi desvirtuado pelo turismo massivo como já acontece na maioria dos países desta região. É no Myanmar que poderás conhecer uma cultura ancestral, que se manteve intocável durante anos e anos, e ver paisagens deslumbrantes. Mas o melhor do Myanmar são as pessoas e os sorrisos. É esta a alma da Birmânia. O turismo no Myanmar tem crescido largamente nos últimos anos e a rede de hotéis e restaurantes disponível é já bastante eficiente. Hoje apresentamos-te um roteiro de 10 dias pela antiga Birmânia, para que possas planear a tua viagem. Antes de mais, não te esqueças de contratara um seguro médico internacional com a IATI para que possas viajar em segurança. Roteiro de 10 dias pelo Myanmar Yangon – 2 dias Yangon foi durante muitos anos a capital da Birmânia e por isso é a maior cidade do Myanmar. É aqui que fica o principal aeroporto do país por isso esta será a melhor porta de entrada no país. Embora Yangon seja uma grande cidade, não é caótica ou confusa como a maior parte das capitais asiáticas. Caminhando pelas ruas de Yangon sentimos que, de alguma forma, fomos transportados para os anos 90, onde a evolução tecnológica ainda não chegou. Uma das principais atrações de Yangon é o Shwedagon Pagoda, o pagoda mais importante do país já que aqui estão guardados 8 fios de cabelo de Buda, o que torna o local especialmente sagrado. A entrada custa 10 000 MMK. Outro pagoda bastante famoso é o Sule Pagoda, que é, ao mesmo tempo, um pagoda e uma rotunda no centro da cidade. O preço de entrada ronda os 4 000 MMK. No final do dia e depois de visitares ambos os templos sugerimos um passeio por um dos principais parques da cidade, o People’s park ou Mahabandoola Garden. Neste último situa-se também o lago Kandawgyi. No dia seguinte poderás visitar outras atrações da cidade como o City Hall e a China town. Caminhar pelas ruas da zona histórica faz também parte do roteiro já que só assim poderás absorver o ritmo e a dinâmica do país. Se tiveres interesse, há uma igreja portuguesa a cerca de 8 km de Yangon, a Ancient Portuguese Church. A melhor forma de lá chegar é de táxi. No local encontrarás um senhor que te explicará tudo sobre a influência portuguesa no Myanmar e a construção da igreja, vale bem a pena. No final do segundo dia recomendamos que apanhes o autocarro noturno até Bagan, aquela que será a segunda paragem deste roteiro. Bagan – 2 dias Bagan é, sem dúvida, a cidade dos templos e pagodas. Uma espécie de Angkor Wat sem centenas de turistas. Assim que entrares em Bagan terás de pagar um ticket que te custará 25 000 MMK e lhte dará acesso a esta zona histórica. Tem-no sempre contigo pois durante a tua estadia é provável que te peçam o bilhete várias vezes. A melhor forma de explorar os templos de Bagan é de scooter elétrica. O preço do aluguer ronda os 5 000 MMK por dia. Tem em atenção que, desde Dezembro de 2018, é estritamente proibido subir ou escalar a qualquer um dos templos. Tem cuidado e lembra-te sempre que estás perante património histórico importantíssimo datado do século XI. Em Bagan é obrigatório assistir ao nascer do sol. O céu pinta-se em tons de vermelho e laranja, ao mesmo tempo que dezenas de balões de ar enfeitam o céu. A paisagem é deslumbrante e vale muito a pena. O templo mais famoso para ver o nascer do sol é o Shwesandaw Pagoda. Se quiseres evitar multidões logo pela manhã poderás escolher qualquer outro lugar. Será um belo momento de qualquer das formas. Durante o resto dos dias recomendamosmos que explores os vários templos desta zona. Poderás fazê-lo de forma independente ou com um guia e ambos têm as suas vantagens. Se, de forma independente, poderás explorar templos completamente vazios e visitar ao seu próprio ritmo, com um guia sempre poderás aprender um pouco mais sobre a história por detrás dos templos. Bagan não é nem de perto tão famoso como Angkor Wat, a maior parte dos templos não estão sequer sinalizados no mapa e, depois de 3 ou 4, poderás sentir que todos são iguais. Neste caso, o guia será a melhor opção. Bagan pode ser muito quente por isso sugerimos que escolhas um hotel com piscina onde poderás refrescar-te no final do dia depois de um dia inteiro a explorar templos. Trekking desde Kalaw até Inle Lake – 2 dias Caso tenhas tempo suficiente aconselhamos também fazer um trekking até ao Inle Lake, aquela que será a terceira paragem deste roteiro. O trekking começa na pequena cidade de Kalaw pelo que terás de ir desde Bagan até Kalaw de autocarro. Lá encontrarás várias agências que fazem trekkings de 2 ou 3 dias. A dificuldade é média e poderás ainda pernoitar num mosteiro no meio das montanhas e passar por aldeias isoladas. Os preços começam em 30 000 MMK. Inle Lake – 2 dias O Inle lake é, a par de Bagan, uma das principais atrações do Myanmar. Este é um dos maiores lagos do país em torno do qual, ao longo de décadas, se desenvolveram várias vilas e aldeias flutuantes. Estando estas tão isoladas acabaram por desenvolver as suas próprias técnicas de cultivo e de pesca, o que torna este lugar único no mundo. Tal como em Bagan, também aqui terás de pagar cerca de 15 000 MMK por um ticket que lhe dará acesso a esta zona. Nyaung Shwe é a vila onde se concentram a maior parte dos hotéis. Aqui terás de alugar um barco que te levará, durante o dia, a vários pontos turísticos ao longo do Inle Lake. Normalmente começam bem cedo, para poder assistir ao nascer do sol nas montanhas. Depois, passarás por vilas flutuantes, mercados, fábricas de prata e de tabaco artesanal e até jardins flutuantes. Poderás também acordar com o teu guia que locais preferes visitar. O preço do barco ronda os 49 500 MMK e leva no máximo 6 pessoas. No dia seguinte sugerimos que alugues uma bicicleta e dês a volta ao lago. Passarás também por pequenas aldeias, escolas e mercados locais. Nos hotéis costumam ter mapas para te ajudar já que este passeio de bicicleta é muito comum. No final poderás voltar de barco com a bicicleta até Nyaung Shwe, apenas terás de acordar o preço com um dos muitos barcos que lá esperam pelos turistas. Mandalay – 2 dias De seguida, e como última paragem, recomendamos Mandalay, aquela que também foi, em tempos, capital da Birmânia. As principais atrações de Mandalay não se situam no centro da cidade mas sim na periferia. O mais famoso é sem dúvida o templo branco, Hsinbyume Pagoda, em Mingun. Para lá chegar terá de apanhar um barco, cujo bilhete de ida e volta custa 5 000 MMK. Do porto até ao templo serão uns 10 minutos de caminhada e passará também por outras atrações como Mingun Pahtodawgyi, um templo que seria o mais alto do mundo se tivesse sido acabado, e o Mingun Bell, o segundo maior sino do mundo, com 90 toneladas. Já na parte da tarde sugerimos que vá até Amarapura, pois é aqui que se situa a famosa U Bein Bridge, onde poderá assistir a um fantástico pôr-do-sol. Mas além da famosa ponte vale também a pena visitar o Mosteiro Mahagandhayon e o Mosteiro Bagaya. No segundo dia aconselhamos que explore a cidade de Mandalay de bicicleta, para que também possa absorver a dinâmica da cidade. Como atrações tem o Palácio de Mandalay e o Templo do Buda Mahamuni. Este último é um dos mais importantes locais de peregrinação no Myanmar. A imagem de Buda pesa 6,8 toneladas e tem cerca de 3,8 metros de altura. É comum que os homens coloquem folhas de ouro na imagem de Buda, como que por tradição (a entrada é proibida para mulheres). Contudo, ao longo dos anos, esta tradição fez com que a própria imagem de Buda ficasse desfigurada pois já conta com uma camada de cerca de 15 cm em folhas de ouro. É possível ver no templo a evolução da imagem de Buda ao longo dos anos. Uma outra atração muito interessante será assistir a um show dos Moustache Brothers. É uma espécie de teatro formado por membros da mesma família onde as pessoas contam as suas histórias de vida em jeito de comédia, abordando também, de uma forma satírica, como era a vida durante o regime militar birmanês. O espetáculo custa 10 000 MMK e é em inglês. Por fim recomendamos que use o aeroporto de Mandalay como porta de saída do país, já que este é também um dos aeroportos principais. Autora: Patricia Carvalho, Girl From Nowhere

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A Cidade Velha de Jerusalém

A Cidade Velha de Jerusalém

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Ora bem, uma breve história de Jerusalém, assim para contextualizar a coisa. Vou reforçar, breve história. A história deste lugar é tão longa, com tantas variantes e com tantas personagens importantes, que é facílimo uma pessoa perder-se nela. Começando pelo início, assim como todas as boas histórias. A sua lenda inicia-se como cidade Jebusita, isto bem fundo na era a.C., sendo depois conquistada por David que fez de Jerusalém capital do Reino de Israel e Judah (como este momento há mais de 3000 anos ainda têm tanta influência nos dias de hoje). Após a morte do rei David, iniciou-se o reinado do seu filho Salomão, que construiu o famoso Templo de Salomão, que mais tarde deu lugar ao Templo de Herodes, do qual ainda sobrevive uma peça bem conhecida chamada Muro das Lamentações. Com a morte do Rei Salomão, o Reino de Israel e Judah divide-se formando dois reinos, o de Israel e o de Judah, ficando Jerusalém como capital do Reino de Judah. Pouco tempo mais tarde, a Assíria conquista o Reino de Israel, assim como Judah e Jerusalém, consequentemente. Depois existiu uma série que conquistas e reconquistas, com gregos e arquemênidas à mistura, até que por volta o ano 63 a.C. aparece o Império Romano na jogada. O general Pompeu Magno, que andava em guerra com Júlio César, conquistou vários territórios a Oeste de Roma, na esperança de reforçar o poder. Um desses territórios foi Jerusalém, que por volta do ano 40 a.C. passou a pertencer ao território, renomeado, de Judeia, como uma província romana. Por volta do ano 30 d.C., com Pôncio Pilatos como governador de Judeia, dá-se, muito provavelmente, o acontecimento mais “famoso” da história de Jerusalém, a crucificação de Jesus de Nazaré, mais conhecido como Jesus Cristo. Todos conhecemos esta história, não é? Agora vou acelerar. Jerusalém no início da era d.C. era uma cidade com inteiro traço romano, mas sempre muito contestada pelo povo judeu (conquistaram-lhes o território, dá para perceber a revolta). Entre mais uma revoltas e reviravoltas, e com Adriano como imperador romano, iniciou-se uma espécie de processo de judaização do território, proibindo todos os Judeus de entrar em Jerusalém. Esta proibição, com maior ou menor rigor, durou cerca de 8 séculos (muito tempo, não é?). No “reinado” de Adriano, a Judeia passou a denominar-se de Síria Palestiniana. Depois disto, e da marca do Império Romano, Jerusalém passou por diversas mãos e crenças. Foi Bizantina, Templária, Persa, Islâmica ou Otomana. Lugar de muito sangue e muitas batalhas, onde foram construídas, como camadas, diferentes culturas. Esse legado, embora a intenção de quem chegava de novo fosse destruir tudo o que ligava a cidade ao seu antecessor, foi permanecendo no tempo, a grande escala e bem visível como o Muro das Lamentações ou o Santo Sepulcro, ou em pormenores, normalmente escavados, de vestígios do inicio dos tempos. A história contemporânea de Jerusalém, isto nos últimos 100 anos, começou com a conquista da cidade pelos britânicos e com administração da cidade pela Palestina, vivendo, no início do séc. XX, em constantes divisões religiosas, entre Muçulmanos e Judeus. No ano de 1948, e já com os britânicos fora da jogada, Israel declara independência, fruto do fulgor conquistado com o final da 2a Grande Guerra Mundial. E tudo muda novamente. Em 1967, acontece a Guerra dos 6 dias, entre o recém criado estado de Israel e os estados vizinhos Árabes, com particular destaque para o Egipto. Israel conquista e ocupa Jerusalém, passando esta a ser a capital deste estado, e ao mesmo tempo, capital do futuro estado palestiniano. Situação que com maior ou menor discussão, se mantém até aos dias de hoje. Bem, por tudo isto, visitar Jerusalém é quase como uma viagem de uma vida, dada a importância histórica deste lugar. Quando me refiro a Jerusalém particularizo, sobretudo, a Cidade Velha de Jerusalém. Jerusalém é um tema que divide opiniões e gera discussões. Vou manter-me neutro e focar-me mais nas sensações e emoções, e claro, na grandeza histórica deste lugar inigualável. Era bem cedo quando entrei pela porta de Jafa. Uma das 8 portas da Cidade Velha. Isto em Outubro de 2018. E a cada passo, a já agitada mini cidade muralhada, parecia em silêncio. Sentia-me a entrar numa bolha, muitas vezes adjetivada em filmes de fantasia como universo paralelo. O que estava a viver, as pedras por onde caminhava, as muralhas que atravessara, eram reais. Mas sentia-me num filme que incorporava o conceito de viagem no tempo. O impacto visual é grande, mas esta viagem e consequentes emoções também são fruto de todas as milhares de histórias que ouvi sobre este lugar durante a minha existência. A gestão das expectativas nem se colocou, o lugar amarrou-me no primeiro segundo. A Cidade Velha, toda entre muralhas, está dividida em 4 bairros. O Cristão, o Muçulmano, o Judeu e o Arménio. Neles existem 3 crenças distintas. O Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo. Não é necessário placas a identificar os bairros. Tudo se vê e tudo se sente, com bastante clareza. Não procurei seguir um roteiro ou fazer um check em lugares obrigatórios. Sentia-me a navegar pelas ruas, quase como estar dentro de um labirinto, mas onde o objetivo não era encontrar a saída. Nesta “navegação” passei por todos os bairros. Toquei no Muro das Lamentações, estive no suposto local da Última Ceia, percorri todas as estações da Via Dolorosa, bebi um e comprei uns souvenirs no Bairro Muçulmano, comi um falafel no Bairro Arménio, fiquei, literalmente, fechado no Santo Sepulcro (apanhei uma procissão a meio da visita e fecharam todas as portas), percorri as ruas do Bairro Judeu, falei com pessoas de diferentes culturas e crenças, e naveguei, naveguei muito. Pelo presente e pelo passado. Já tinha estado em outros lugares religiosamente imponentes, mas nada comparado com Jerusalém. Existem muitos turistas, muitos peregrinos, muitos curiosos. Mas este não é um lugar imaculado ou transformado para turista ver. É um lugar real e quase que diria, transparente ou cru. E muito intenso. Não é uma peça de teatro, é uma história real. Sentia-me absorvido por tudo, por cada pormenor. Esta visão é muito cinematográfica, talvez eu seja assim, mas até me sentia fraco com o avançar do dia. Sim, parece quase a saga do Frodo com o seu anel (sim, estou a falar do Senhor dos Anéis). Não sou muito espiritual, sentia-me quase que apoderado pelo lugar. Apesar das expectativas serem muitas, e muito altas, tal como já referi, rapidamente foram superadas. Mas apesar disso, nada era como imaginava. O Santo Sepulcro é dos lugares mais frios e obscuros onde já estive. A minha ideia passava pelo universo de uma catedral graciosa. Mas lá está, foi quase como meter toda a mão na ferida. É um lugar transparente e sem folhetos turísticos. O Bairro Judeu e o seu muro famoso, é arrepiante. Não pela arquitetura, mas pelo choque cultural. Os judeus ultra-ortodoxos, são um povo diferente. Um diferença tão grande, que fugiu completamente às minhas expectativas. O Bairro Muçulmano parece uma teia, ao nível de um rolo compressor. É arrebatador e intenso, como em todos os países árabes, mas com algo de diferente que ainda não consigo definir muito bem. Apesar de todas estas diferenças, entre culturas e crenças, todos circulam pelos bairros uns dos outros. Não me parece que exista uma relação, mas parece-me que existe algum respeito. Já com a luz do dia a cair, voltei a sair pela porta de Jafa. Foi como a bolha rebentar e voltar a ouvir e ver. A “outra” Jerusalém, não a da Cidade Velha, é uma cidade cosmopolita. Mas a Cidade Velha, bem, essa é outro mundo. Tenho de voltar para viver tudo de novo. Mas desta vez mais preparado para o que vou encontrar. Talvez encontre mais respostas para as emoções recebidas. Crónica escrita por Carlos Bernardo, O meu escritório é lá fora Outras crónicas do Carlos Bernardo: • “Welcome to India” e a chegada a Trivandrum • Visitando La Valetta, Malta • O mercado semanal de Rissani • 10 dias em São Roque do Pico • A experiência de viajar de comboio pela Índia

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Roteiro de 10 dias na Malásia e Singapura

Roteiro de 10 dias na Malásia e Singapura

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Malásia e Singapura são dois países da região do Sudeste Asiático que muitos turistas têm atraído nos últimos anos. Se a Malásia é um país de misturas e contrastes dada a sua multiculturalidade, já Singapura é um país moderno e futurista, onde tudo parece ter saído de um filme. Contudo, desengane-se quem pense que Singapura é um país caríssimo para visitar. Em relação aos países vizinhos o custo de vida é bastante alto, mas em comparação aos países europeus Singapura é bastante acessível e bem mais barato do que cidades como Londres, Paris ou Berlim. Neste artigo desenhamos um roteiro de 10 dias na Malásia e Singapura para explorar ambos os países. Mas antes demais não te esqueças de contratar um seguro de vida internacional para que possas viajar em segurança. O que ver em 10 dias na Malásia e Singapura O nosso roteiro começa na cidade-estado de Singapura, que visitarás durante 3 dias para depois viajares até à Malásia e desfrutares de 7 dias a descobrir o país e algumas das suas praias e ilhas. 3 dias – Singapura Singapura é uma das únicas três cidades estado do mundo e, portanto, é relativamente pequena pelo que 3 dias serão mais do que suficientes para a visitar. No primeiro dia sugerimos começar pela Fountain of Wealth, uma fonte situada no meio de um grande complexo empresarial. A 10 minutos a pé daqui fica o Esplanade, bastante famoso por receber inúmeros espetáculos de teatro. Ainda que não queiras assistir a nenhum espetáculo, vale a pena passar por aqui já que terás uma visão espetacular sobre o famoso hotel Marina Bay. Daqui segue em direção à Helix bridge que por sua vez te levará ao shopping do Marina Bay. Mesmo por trás deste estão os famosos jardins luminosos Gardens by the bay. Se quiseres assistir ao show de luzes noturnos, vale a pena confirmar o horário no site oficial. A entrada é gratuita mas se quiseres subir lá cima o preço do ticket será de 8 SGD (dólares de Singapura). Podes também comprar um outro ticket (28 SGD) que te dará acesso não só aos jardins, como a todo o complexo onde existem vários shows e atividades. De seguida, segue para a Waterfront street onde poderás ver o famoso leão Merlion, um dos cartões-postais de Singapura. Para o fim do dia sugerimos o Bar Cé La Vie para poderes relaxar e beber algo. Uma opção interessante para jantar poderá ser um dos restaurantes Michelin tão característicos de Singapura. No segundo dia sugerimos começar pela Little India, um famoso bairro com um estilo bastante diferente. Daqui continua para a Arab Street e deslumbra-te com a Sultan Mosque. Não te esqueças que, se quiseres entrar, deverás cobrir os joelhos e ombros. De seguida sugerimos que sigas até à famosa Hill Street, onde estão concentradas as maiores lojas de luxo de Singapura. Depois vale a pena descansar um pouco e beber algum refresco em Clarke Quay, uma zona de bares e restaurantes com uma vibe muito animada. Se ainda tiveres pernas para andar continua para a Chinatown e aproveita para jantar num dos muitos mercados noturnos conhecidos como Hawker Centres (os mais famosos são o Chinatown complex, Old airport road e Maxwell road). Para o terceiro dia sugerimos a ilha de Sentosa, onde a diversão será garantida. Aqui poderás desfrutar tanto de praias artificiais, saltos de para-quedas e até andar de teleférico. É também em Sentosa que fica o Museu Madame Tussauds e os Estúdios da Universal. Estes são alguns dos locais que recomendamos visitar em Singapura. Na restante parte do dia sugerimos que partas para Kuala Lumpur. Poderás fazê-lo diretamente de avião ou mesmo de autocarro já que existem autocarros a todas as horas a ligar ambas as cidades. A viagem fica por 15 SGD e dura aproximadamente 5h. 3 dias – Kuala Lumpur Kuala Lumpur é uma típica capital asiática. Porém, embora aparentemente confusa e cheia, é bem mais limpa e organizada do que Banguecoque ou Hanói. Para te moveres em Kuala Lumpur sugerimos que utilizes a opção Grab, similar ao uber. É simples, prático e bastante barato em Kuala Lumpur. Se queres descobrir mais informações sobre a Malásia, lê o nosso artigo sobre os 10 factos sobre a Malásia que desconhecias. O dia nesta cidade começa na zona moderna onde estão as tão famosas Petronas Towers. Em frente está um pequeno jardim com um chafariz onde poderástirar imensas fotos e tentar tirar uma fotografia com as torres completas, acredita que não será tarefa fácil já que estas têm 452 m de altura. Dentro do edifício existe também um shopping com uma enorme concentração de lojas de marcas de luxo. Do outro lado das torres fica o KLCC Park, um parque verde com um lago que convida também ao descanso. Poderás também subir ao topo das Petronas e deslumbrar-te com a vista desde lá de cima. Porém, uma opção também bastante fiável será optar por subir à KL Tower, pois não só fica mais barato, como também terás uma vista sobre as Petronas. Depois e para terminar o dia sugerimos um dos imensos Sky Bars onde poderás tomar uma bebida enquanto aprecias o pôr-do-sol do alto de Kuala Lumpur. Alguns dos mais famosos incluem o Heli Lounge Bar, Luna Bar e Marini’s on 57. De seguida segue para a Changkat Bukit Bintang, uma rua de bares e restaurantes bastante famosa. No segundo dia sugerimos que visites a zona mais antiga da cidade. Aqui incluem-se o Central Market onde poderás comprar imensos souvenirs. Logo a seguir fica a famosa Chinatown, também conhecida como Petaling street, com alguns templos chineses e também o templo hindu Sri Mahamariamman. Continua para a zona árabe onde encontrarás o famoso edifício do Sultão Abdul Samad, a antiga estação de comboios Jalan Sultan Hishamuddin a Dataran Merdeka, a principal praça da cidade onde foi proclamada a independência da Malásia. Por fim vale também a pena visitar a zona da Little India – Brickfields e jantar no mercado noturno Alor Street. No terceiro e último dia não poderás deixar de visitar as tão famosas Batu Caves. Estas situam-se a sensivelmente 13 km de Kuala Lumpur, no distrito de Gombak, mas o trajeto até lá de comboio é bastante acessível e utilizado pela maioria dos turistas. Para tal terás apenas de te deslocar à estação de comboios KL Sentral Station e apanhar o comboio Komuter na plataforma 3. A viajem durará em média 45 minutos e terás de sair na paragem designada por Batu Caves. 5 minutos de caminhada e estarás nas famosas escadas coloridas. Leva contigo uma garrafa de água pois tens à tua espera 272 degraus. 2 dias – Penang, George Town Neste roteiro de 10 dias na Malásia e Singapura, a próxima paragem na Malásia será a cidade de George Town, onde poderás fugir um pouco à confusão e poluição das grandes cidades. George Town é uma cidade na ilha de Penang e a melhor forma de lá chegar será de avião desde KL já que os voos internos na Malásia são bastante baratos e muitas vezes mais acessíveis que os preços de autocarro. Outra opção poderá também ser de comboio ou autocarro. Aqui sugerimos que num dos dias aproveites a cidade de George Town, famosa pela sua Street Art. Afinal o seu centro histórico foi considerado Património Mundial pela UNESCO. O melhor será pedires no teu hotel um mapa da cidade, onde costumam estar assinalados os principais pontos com arte de rua. Passeando a pé pelo centro histórico acabarás também por passar por alguns monumentos históricos como o City Hall, Queen Victoria Clock Tower e Fort Cornwalls. A Malásia é um país multicultural, portanto é provável que tropeces a toda a hora em templos, igrejas e mesquitas. Os mais famosos em George Town são a Mesquita Kapitan Keling, a Catedral de Assunção e o templo hindu Sri Mahamatiamman. Vale também a pena visitar os Clan Jetties, o antigo bairro chinês que ainda sobrevive na ilha de Penang. No segundo dia sugerimos uma visita ao Parque Nacional de Penang, as paisagens são incríveis e há vários trilhos para fazer que terminam em praias paradisíacas. Embora seja uma ilha, Penang não tem praias atraentes em comparação com outras ilhas, mas acredita que estas valem a pena. O principal trilho dura cerca de 1h30 e termina numa fantástica praia deserta. Se não quiseres fazer o caminho de volta, poderás utilizar um taxi-boat para regressar. No final do dia assiste ao pôr do sol no Penang Hill e regressa depois à cidade. Sugerimos também que experimentes um dos muitos mercados noturnos como o Chulia Hawker ou o Padang Kota Lama. 2 dias – Langkawi (1ª opção praia) Por fim e como não poderia deixar de ser, reservamos dois dias da tua viagem para ficares pela praia. Langkawi é, a seguir a Penang, a maior ilha da Malásia e, portanto, tem várias estruturas de restaurantes, alojamentos e atividades. A melhor forma de cá chegar desde Penang será diretamente de avião já que Langkawi tem aeroporto. Aqui poderás tirar dois dias para relaxar na praia ou poderás também incluir algumas atividades como tours de snorkeling por algumas ilhas desertas ou mesmo fazer alguns trilhos. Um dos pontos altos de Langkawi é o teleférico, um dos maiores da Malásia que oferece uma visão panorâmica sobre a ilha e termina numa famosa ponte suspensa. Esta ilha é também conhecida por ser dutty free, o que pode atrair alguns turistas viciados em compras. Embora tenha mais estrutura e atividades, Langkawi não oferece praias paradisíacas como a Tailândia. Se estiveres à procura de um local calmo apenas para desligar a mente, continua para a próxima sugestão. 2 dias – Perenthian (2ª opção praia) As Perenthian são um conjunto de pequenas ilhas situadas na costa oeste da Malásia. As duas ilhas principais são Perenthian Besar, tranquila e mais adequada para famílias, e Perenthian Kecil, com um ambiente mais jovem e festivo. Ambas são praias de areia clara e com poucas infra-estruturas, já que aqui não circulam quaisquer veículos motorizados. Esta zona é também muito conhecida pela prática de mergulho já que assenta sobre uma zona de corais. Existem muitas escolas de diving na zona e é uma das principais atividades destas ilhas. Tirando isto aproveita estes dois dias para relaxar, beber um copo num dos muitos bares de praia e para assistir aos magníficos pores do sol. Que te pareceu este roteiro de 10 dias na Malásia e Singapura? Antes de começares a tua viagem, recomendamos que faças uma Consulta do Viajante e tomes as vacinas recomendadas para viajar para o Sudeste Asiático. Autora: Patrícia Carvalho, Girl from nowhere

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Bundi, a pequena cidade mágica do Rajastão

Bundi, a pequena cidade mágica do Rajastão

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A Índia é daqueles países que te surpreende a cada dia que passa. É um país gigante onde o idioma, a forma de vestir e algumas rotinas vão mudando conforme as regiões. Desde as praias calorosas de Goa, às montanhas nevadas do país, verás uma constante mudança de hábitos e tradições! De que estás à espera para preparar a mochila? Mas primeiro, não te esqueças de contratar o teu seguro de viagem online e parte à aventura. O que ver e descobrir em Bundi A região do Rajastão é das mais famosas e mais interessantes de se visitar neste país. Bundi fica nesta região e mesmo não sendo nada turística, não podes deixar de incluir no teu itinerário. Neste artigo vamos escrever as melhores dicas para explorares os melhores sítios de Bundi. Garh Palace e Taragarh Fort É um dos muitos palácios reais do Rajastão. Desde o alto da colina e com uma vista espetacular para o lago da cidade, este é daqueles sítios que te vai fazer recuar aos tempos dos marajás e das suas múltiplas esposas. Sem dúvida, não vais querer perder este espetáculo arquitetónico. Como a maioria dos palácios, este também se encontra protegido por um forte imenso que vais perder de vista. Sukh Mahal Este monumento está construído no lago Jait Sagar. Ideal para um passeio ao fim da tarde para ver a sua beleza arquitetónica, construída maioritariamente por mármore branco. Sendo a Índia um país cheio de histórias e lendas, dizem que este monumento está ligado por um túnel secreto ao palácio do rei, assim este podia escapar em segurança em caso de ataque ao palácio. Também se ouve pelas ruas que o Sukh Mahal foi construído para que os príncipes da cidade pudessem exercer os seus rituais malignos. Nawal Sagar Tank Este é o lago principal da cidade que te oferece uma vista incrível do reflexo do palácio na água! É um sítio a não perder para ver e interagir com os as pessoas locais que aqui fazem a sua vida, rezas, rituais, lavam roupa, passeiam e convivem com a família e amigos junto do lago. Jait Sagar Tank Sendo o maior lago de Bundi, este tem uma curiosidade. Na altura mais quente da região, este lago fica completamente seco e os agricultores usam-no para o cultivo. Na altura de chuvas, este volta a ser o maior lado da cidade. Shikar Burj Se és daqueles que gosta de aproveitar bem o dia, este é o melhor sítio para aproveitar o nascer do sol. Está um pouco afastado do centro da cidade, mas não te vais arrepender. Este é um dos muitos templos abandonados do país. Dhabhai Kund – Stepwell Visitar os Poços de armazenamento de água, ou stepwells como são chamados na Índia, é obrigatório neste país! São obras arquitetónicas incríveis, onde antigamente armazenavam água para as alturas mais secas do ano. Bundi tem mais de 50 poços. Incrível, não é? Uns estão abertos ao público, outros fechados, uns servem de piscina e diversão para os miúdos e outros onde cobram entrada aos turistas. Um dos mais bonitos é o Dhabhai Kund. Fica perto do centro de Bundi e merece uma visita e admirar as suas centenas de degraus. Chudi Bazar Não há melhor forma de ver a vida dos locais e interagir com eles que ir a um bazar ou mercado local. É um local onde há movimento e vida todo o dia, tudo acontece ao mesmo tempo e é um autêntico mergulho na cultura da cidade. Se és um amante de mercados e produtos locais não percas este. Desde fruta, vegetais, comida de rua e vendedores ambulantes, roupa e animais. Deixa-te levar pela mistura de cheiros e cores, pela confusão e simpatia das pessoas de Bundi! Chouth Mata Mandir Este é um templo ainda em construção, mas que todos os dias há celebrações e rezas. Ao fim da tarde é uma boa hora para o visitar pois é quando a maioria das pessoas vão fazer as suas rezas e doações e podes ver o pôr do sol desde aqui. Cenotaph dos 84 pilares Mandado construir por um dos Marajás da cidade, é um sítio a não perder especialmente à noite quando está todo iluminado. Durante o dia também podes visitar, no entanto, este lugar é mais encantador à noite. Bundi é um pequeno tesouro perdido no Rajastão, cheio de história e sorrisos para oferecer. Caminhar pelas ruas sem destino e ver a forma simples e humilde que as pessoas vivem, é das melhores coisas que podes fazer nesta cidade. As pessoas têm muita curiosidade quando vêm um estrangeiro, pedem fotos e muitas vezes convidam-te para as suas casas a tomar o tradicional masala chai, que dizemos já que é delicioso. Ainda tens dúvidas que a Índia é um destino incrível e digno de uma visita? Não percas tempo e parte para esta aventura! E se estása pensar viajar pela Índia, não te esqueças de experimentar uma viagem num dos comboios indianos. Autores: The Globetrotter Duo

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10 factos sobre a Malásia que não sabias

10 factos sobre a Malásia que não sabias

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A Malásia é um país que muitas vezes passa ‘debaixo do radar’ no roteiro dos visitantes ao Sudeste Asiático. No entanto, este país maioritariamente muçulmano que divide o continente asiático da Oceânia, é um país cheio de personalidade, particularidades e natureza absolutamente incrível. Se decidires ires explorar essa natureza, aconselhamos-te a que não te esqueças do teu seguro de viagem e verifiques quais as vacinas recomendadas para a Malásia! Hoje trazemos-te 10 factos sobre este país único a não perder numa visita ao Sudeste Asiático que muito provavelmente não conhecias 10 factos desconhecidos sobre a Malásia Desde as montanhas imponentes, às florestas imensas e ilhas paradisíacas… a Malásia é palco de uma biodiversidade única no planeta. Podes encontrar espécies raríssimas, tais como, o tigre da Malásia (simbólico no país), plantas carnívoras e o icónico, mas fortemente ameaçado, orangotango de Bornéu. 1 – Grande multiculturalidade A Malásia é composta por 50% de Malaios, 23% Chineses, 7% Indianos e uma grande variedade de povos indígenas. Esta multiculturalidade apareceu nos tempos coloniais e originou um nível de inglês muito alto e uma tolerância religiosa por todo o país. 2 – Território dividido A Malásia é divida em 2 grandes territórios, a Malásia Peninsular e a parte norte da ilha de Bornéu e centenas de pequenas ilhas. Bornéu é uma ilha partilhada com a Indonésia e Brunei que depois da Gronelândia e da Nova Guiné é a terceira maior ilha do mundo! 3 – As maiores torres gémeas do mundo Petronas Towers situadas na capital Kuala Lumpur são o 6º edifício mais alto do mundo e, depois dos ataques do 11 de Setembro, tornaram-se as torres gémeas mais altas do mundo. Estas torres estão ligadas por uma ponte no 41º andar. 4 – Não existe ‘4º andar’ O som da palavra ‘quatro’ é semelhante à palavra ‘morte’ em chinês e por isso existem muitos edifícios sem 4º andar. Passam directamente do 3º para o 5º ou então é substituído o 4º andar pelo 3ºA. Curioso, não? Portanto em algumas zonas da Malásia este artigo só teria 9 pontos e este ponto não existiria. 5 – A maior flor do mundo Rafflesia é a maior flor do mundo e pode ser encontrada pelas florestas da Malásia. Esta flor pode medir até 1 metro de diâmetro e pesar até 10 kilos. Alguns locais chamam-lhe a flor-cadáver ou flor-carne pelo odor nauseabundo que emite. 6 – … e a maior folha do mundo! A maior folha do mundo também vive na Malásia. Alocasia Macrorrhiza pode ser encontrada na ilha de Bornéu e medir até 3 metros de comprimento e 2 metros de largura. 7 – Um feriado diferente O dia do nascimento do chefe de estado do país (também chamado de rei) é feriado nacional. 8 – Uma das maiores populações das maiores serpentes venenosas do mundo A Malásia tem uma das maiores populações da cobra-real que é a maior serpente venenosa do planeta. Esta espécie de serpente, que pode medir mais de 5 metros de comprimento, está ameaçada por destruição do seu habitat. 9 – A maior gruta do mundo A maior gruta do mundo é também em território Malaio na ilha de Bornéu. A gruta Sarawak tem mais de 700 metros de comprimento e dizem que cabe um avião Boeing 747 lá dentro. Consegues imaginar?! 10 – E claro… a maior rotunda do mundo! A maior rotunda do mundo é em Putrajaya, a capital administrativa da Malásia. Esta rotunda mede mais de 3,5 km de diâmetro e no meio tem edifícios icónicos da cidade e até uma mesquita! Claramente o povo Malaio tem um orgulho muito grande e faz questão de ser os maiores em muita coisa! São certamente factos impressionantes e que tornam este país tão único na Ásia e no mundo! Infelizmente também são dos maiores produtores de óleo de palma o que ameaça muito da sua natureza, mas torcemos para que isso mude para que a sua biodiversidade prospere. Esperemos que estes factos tenham colocado a Malásia na tua bucket list. A verdade é que é um sítio no planeta que merece muito a tua visita Muita da bela natureza da Malásia é também perigosa. Se decidires explorá-la, não arrisques e viaja seguro com a IATI Seguros! Autor: TravelB4Settle

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A experiência de viajar de comboio pela Índia

A experiência de viajar de comboio pela Índia

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Se existe experiência icónica para ser vivida na Índia, é fazer uma viagem de comboio. Eu fiz. Para reforçar a coisa, fiz essa viagem à noite, com a duração de 8 horas. Num dos últimos dias da minha viagem pela região de Kerala, fiz a ligação entre Kanhangad e Kochi de comboio. Era inicio de noite quando cheguei à estação local. Enorme e tal como em todos os lados da Índia, com pessoas por todo o lado. Umas deitadas, outras cheias de filhos, outras com animais. Normal. Estava um calor infernal, de colar a roupa ao corpo e de não se estar confortável em lado nenhum. Com cerca de meia hora de atraso lá chega o comboio, literalmente, a perder de vista. Era gigante. Não existe primeira classe ou algo parecido por ali. Existem duas hipóteses ou vais sentado ou vais deitado. Eu tinha bilhete para a hipótese deitado. Cada compartimento tinha 8 camas, num espaço com pouco mais de 9m2. Eu estava a viajar com um grupo de cerca 30 viajantes, de várias nacionalidades. Quase todos ficaram juntos. No meu compartimento, apenas ficou uma viajante ucraniana. O resto, tudo indiano. Primeiro “problema”, para 8 camas, existiam umas 15 pessoas. Ou seja, esta malta compra um bilhete para uma pessoa, e esse bilhete dá também para os filhos e os sobrinhos. Assim que lá cheguei, era a anarquia total. Apesar de todos indianos, poucos falavam a mesma língua e pela confusão com os lugares poucos tinham andado de comboio anteriormente. Resultado provisório, a viajante ucraniana fugiu e eu só me ria. Cumprimentei um a um. Passados 5 minutos já estava sentado no meio deles. Nessa altura percebi que dois, um casal, falava um pouco de inglês. Passados 15 minutos já estava a mostrar fotografias da minha viagem pela Índia. Passados 30 minutos, mesmo os que não falavam inglês já me tratavam pelo nome e já tinham guardado uma cama, com lençóis para mim. Passado uma hora, o filho do casal já era o meu melhor amigo e passava o tempo em cima de mim para brincar com ele. Durante as cerca de 4 horas de viagem sem estar deitado, para dormir, mostrei fotos de Portugal, mostrei fotos da Liliana, falei na Alice, mostrei vídeos do Youtube a mostrar receitas de bacalhau, enfim, deu para quase tudo. Sempre na maior da tranquilidade. Enquanto eu confraternizava com os meus novos amigos indianos, o meu grupo de viagem mantinha-se compacto. No nosso grupo existam também indianos, fotógrafos, guias ou membro do departamento de turismo. De vez em quando lá passavam pelo meu compartimento e riam-se por eu estar feliz e contente no meio daquela algazarra toda. A bem dizer, isto já era procedimento comum meu ou melhor, os indianos em muitas outras situações já tinham procurado conviver comigo, com mais frequência do que com os meus companheiros de outros países. Um fotografo indiano, o Jinson, tinha uma teoria que era por eu ser moreno e ser parecido com os indianos. Numa das passagens pelo compartimento, o Jinson, mais uma vez, riu-se e disse qualquer coisa do tipo “lá estás tu outra vez no meio dos indianos”. Eu ri-me e expliquei ao casal que falava inglês a teoria do Jinson. Ao que a mulher responde com um cara de espanto a olhar para mim e diz: “tu não és nada parecido com os indianos, tu és é muito simpático. E nós gostamos de pessoas simpáticas”. É claro que ia morrendo de orgulho. Antes de deitar, despedi-me de todos, em especial deste casal e do seu filho. Até trocámos e-mails. Crónica escrita por Carlos Bernardo, O meu escritório é lá fora Outras crónicas do Carlos Bernardo: • “Welcome to India” e a chegada a Trivandrum • Visitando La Valetta, Malta • O mercado semanal de Rissani • 10 dias em São Roque do Pico

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Koh Rong: o paraíso do Camboja

Koh Rong: o paraíso do Camboja

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Ainda que muita gente não associe o Camboja a um destino paradisíaco, perto da costa de Sihanoukville, encontra-se Koh Rong, a segunda maior ilha do Camboja: um sonho de águas transparentes e areia branca. Hoje desde a IATI trazemos-te algumas dicas para que possas aproveitar esta cantinho de paraíso ao máximo! Contrata o teu seguro de viagens IATI Mochileiro e parte à aventura! Koh Rong: a segunda maior ilha do Camboja O Camboja é internacionalmente conhecido por ser casa do maior complexo religioso do mundo: Angkor Wat, mas existe um mar de outras maravilhas para conhecer e explorar e Koh Rong é isso mesmo, uma daquelas ilhas de filme onde alguém naufragou. Contudo, como sempre, facilmente estes lugares ficam inundados por serviços virados ao turismo e há sempre sítios que devemos evitar se queremos desfrutar da natureza em paz. Transporte Se preferires reservar tudo com antecedência, podes utilizar o site 12go Asia ou o Cambotickets para ver os autocarros desde o sítio onde te encontrar até Sihanoukville e o ferry de Sihanoukville até Koh Rong. Actualmente, com a Camboticket tens um desconto de 10% se fizeres a reserva desde a App, se preferires comprar pessoal existem imensas agências tanto nas cidades como em Sihanoukville para o ferry. Pensa antes do tempo Sendo uma ilha tudo passa a ser mais caro, levantar dinheiro ou mesmo trocar é difícil e não existem muitos supermercados nem uma vasta lista de restaurantes. Por isso podes levantar dinheiro antes de deixar Sihanoukville e recomendamos a que compres alguns snacks para os dias seguintes. Em frente ao porto existe uma barraca de fruta e sumos que é uma opção barata, saudável e sem plástico para pequenos-almoços, compra bastante fruta e leva-a contigo, vai fazer falta. P.s- Podes levar a tua própria caneca ou copo para os sumos e assim evitas copos descartáveis. Evita o porto O porto onde chegam a maioria dos barcos, é onde encontras a maior concentração de bares (onde normalmente há bastantes festas e happy hours), restaurantes e hoté Se preferes algo mais tranquilo para poder aproveitar o cenário tranquilo, podes optar por alojamento noutras partes da ilha, sendo que provavelmente o único sítio para comer vai ser o restaurante do teu alojamento. Experimenta o Nice Foods II Como dissemos antes os preços dos restaurantes vão-te parecer muito diferentes comparados aos que te habituaste pelo resto do país, mas nas ilhas o acesso é menor e é normal acontecer. Para não gastares todo o orçamento das férias em comida, recomendamos que visites este restaurante que é, sem dúvida o mais barato a ilha, gerido por uma família local. Viagem de barco Existem várias opções de tours à volta da ilha, esta é uma ótima opção para conhecer os pontos opostos da ilha, fazer snorkelling, ver o pôr-do-sol e passar um dia no mar enquanto conheces novas pessoas. Caminhadas Não existem estradas e o caminho faz-se ou pelo mato ou pela areia, por isso mesmo esta é a melhor forma de conheceres os cantos à ilha, tem atenção ao repelente de insectos e à lanterna que vais precisar, uma vez que o sol se põe, se estiveres afastado do porto a visibilidade é reduzida. Alojamento Como já referimos, onde ficar depende muito do que procuras, mas se queres algo deserto e paradisíaco afasta-te do porto e procura um bungalow ou uma tenda glamping em frente ao mar, ainda que tenhas de caminhar 40m desde o porto, acordar na praia com o barulho apenas das ondas, vai valer a pena. Se tiveres oportunidade, acorda para o nascer do sol! Aproveita com calma Quer estejas de passagem, a viajar pela Ásia ou numas férias prolongadas, aproveita o lugar incrível onde estás, não é todos os dias que tens a oportunidade de nadar em águas como essa ou de adormecer com o bater das ondas. Agarra um livro, deita-te na cama de rede e relaxa, o mundo pode esperar mais uns dias. Koh Rong é um dos locais que te aconselhamos no nosso roteiro de 10 dias pelo Camboja. Autora: Janete Silva, Flearound

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Os melhores lugares para fazer mergulho na Indonésia

Os melhores lugares para fazer mergulho na Indonésia

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A Indonésia é um paraíso imperdível para os amantes de mergulho. Geograficamente estas ilhas situam-se naquele que é conhecido como o triângulo de coral, a região que abriga a maior variedade de espécies marinhas do mundo. Além disso os preços para esta prática são também bastante apetecíveis. A Indonésia é mesmo considerada como o lugar mais barato para obter a certificação PADI, que depois te dará maior autonomia para explorar a vida subaquática. Neste artigo apresentamos-te os melhores locais da Indonésia para fazer mergulho. Mas antes, não te esqueças de contratar um seguro de saúde internacional para desfrutares da vida marinha com a máxima segurança. Os melhores locais para mergulhar na Indonésia A Indonésia está já bem preparada a nível de escolas de mergulho e de instrutores profissionais, quer para iniciantes como para experts. Caso esta seja a tua primeira vez terás de assistir a uma curta aula onde te serão apresentados os princípios básicos para a prática de mergulho. De seguida farás o batismo de mergulho em piscina e só depois estarás habilitado para ir para o mar. O preço para o batismo e primeiro mergulho no mar ronda em torno de 1 000 000 IDR. Se pretendes obter o certificado PADI existem já vários pacotes de cursos com aulas teóricas e práticas, tanto em piscina como no mar. Estes cursos têm, em média, uma duração de 3 dias com cerca de 4 a 5 mergulhos no mar a diferentes profundidades, desde os 10 aos 30 metros. Os cursos custam cerca de 5 000 000 IDR. Se, por outro lado, já tiveres o certificado poderás fazer diretamente mergulho no mar quantas vezes quiseres. Cada diving custará cerca de 500 000 IDR. Amed, Bali Na ilha de Bali, Amed é, sem dúvida, o melhor lugar para a prática de mergulho. A praia de Jemeluk é o spot principal já que aqui se encontram centenas de corais e peixes tropicais e moluscos como os tridacnas, nudibrânquios e até mesmo o peixe leão. Mas não é só vida marinha que poderás encontrar por aqui. Ainda na praia de Jemeluk existe um templo submerso cercado de corais e numerosos cardumes. Nas proximidades existem também dois barcos naufragados da Segunda Guerra Mundial que atraem a atenção dos turistas, o USS Liberty e o Japanese Shipwreck. A melhor escola de mergulho em Amed é a Adventure Divers Bali. Ilhas Gili As ilhas Gili são também um paraíso para os amantes de mergulho já que é aqui que fica o famoso turtle point que, por recolher certas condições naturais, alberga dezenas de tartarugas marinhas. Poderás ver desde tartarugas-de-pente, de couro, amarelas e verdes. Além disso a posição geográfica destas ilhas é ótima para a prática de mergulho já que a corrente é praticamente inexistente e por isso a visibilidade é excelente. A zona tem também paredes de corais onde podes até conseguir ver alguns tubarões de pequeno porte. A Blue Marlin Dive e a DSM Dive são algumas das escolas mais famosas em Gili Trawangan. Nusa Penida Nusa Penida é uma pequena ilha perto de Bali também muito aconselhada para a prática de mergulho. Especialmente porque é aqui que se localiza o chamado manta point cleaning station. São locais típicos do oceano onde pequenos peixes e parasitas se reúnem e se alimentam da pele morta de mantas e tubarões, sendo, portanto, regiões onde podemos ver estes seres vivos em abundância. Num único mergulho poderás ver dezenas de mantas sendo que estas pode chegar até aos 5 metros de comprimento. Já entre Maio e Outubro é também possível avistar o gigante peixe-lua. Octopus Dive, Blue Corner Dive e Nusa Penida Watersport são algumas das escolas presentes nesta ilha. Flores A ilha das Flores, bem perto da ilha de Komodo, faz também parte dos melhores lugares para fazer mergulho na Indonésia. Aqui a corrente é mais forte, o que traz os nutrientes necessários para alimentar as mais de 1000 espécies de peixes presentes no Parque Nacional de Komodo. Por este motivo, todos os peixes, mantas e tubarões que encontrarás aqui serão de maiores dimensões face às outras zonas. Aqui poderás encontrar mantas, cavalos marinhos, golfinhos, tubarões e até o polvo-de-anéis-azuis. A biodiversidade aqui é imensa, já foram catalogadas cerca de 3200 espécies de peixes e 600 espécies de corais. E ainda hoje se continuam a encontrar novas espécies. Algumas escolas de mergulho na ilha das Flores incluem a Divine Diving e a Dive Komodo. Raja Ampat Raja Ampat tem, oficialmente, o ambiente marinho mais rico e variado de todo o mundo já que fica exatamente no centro do triângulo de coral. Aqui existem cerca de 1 500 espécies de peixes, 500 tipos de corais e mais de 700 espécies de moluscos. Mas Raja Ampat não é para todos. Pouco importa se tens muita ou pouca experiência em mergulho já que aqui, o que realmente importa, é ter dinheiro. Esta ilha fica a noroeste da Nova Guiné e faz já parte da província da Papua Ocidental. Por este motivo, fica extremamente caro voar até lá. As facilidades da ilha não são comparáveis às restantes o que também torna tudo relativamente mais caro. Porém, se for para a tua carteira, certamente terás uma das melhores experiências subaquáticas da tua vida. Outros artigos interessantes sobre a Indonésia: • É seguro viajar para a Indonésia? • Roteiro de 7 dias por Bali • Bali, a ilha dos deuses ou das multidões? • Conhece o lado menos turístico de Bali • Locais a não perder no Sudeste Asiático Autora: Patrícia Carvalho

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O Triangulo Cultural do Sri Lanka

O Triangulo Cultural do Sri Lanka

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A norte de Kandy, as emaranhadas colinas verdes das terras altas centrais caem nas planícies da zona seca, uma região quente e sem vegetação coberta de mato espinhoso, pontuada por afloramentos rochosos isolados que se elevam dramaticamente sobre as planícies. Contrata um seguro de viagens que não te deixe pendurado no Sri Lanka, faz a mochila e parte para este país maravilhoso. Neste artigo voamos até ao país em que a bandeira ostenta um leão amarelo de espada na pata, e contamos-te o que não podes deixar de visitar no Triângulo Cultural. O Triangulo Cultural do Sri Lanka Apesar do ambiente natural pouco promissor, estas planícies do norte, tradicionalmente conhecidas como Rajarata, ou “Terra do Rei” (embora agora mais popularmente conhecidas como o Triângulo Cultural), foram as zonas onde nasceram as civilizações cingalesas primitivas, centradas nas grandes cidades de Anuradhapura e Polonnaruwa, cujos monumentos grandiosos ainda servem como lembretes poderosos da era de ouro da civilização cingalesa. O Triângulo Cultural é assim chamado porque inclui três lugares que formam um triângulo. Anuradhapura ao norte, Polonaruwa ao leste e Kandy ao sudoeste. Dentro do triângulo, existem outros locais de interesse como Dambulla. Dois são apenas ruínas, mas todos têm um grande valor histórico e cultural, por isso há muito para ver e fazer. Uma semana não será demasiado tempo, para visitar os principais pontos de interesse. Anuradhapura No coração espiritual do Triângulo está a grande cidade arruinada de Anuradhapura, capital da ilha do século III aC a 993 dC e uma das grandes metrópoles da Ásia medieval, pontilhada de vastos mosteiros, palácios elaborados, enormes tanques e um trio de monumentos monumentais. As Stupas eram ultrapassadas em tamanho, no mundo antigo, apenas pelas pirâmides egípcias. Polonnaruwa Os restos de Polonnaruwa, a segunda capital da ilha, são mais compactos, mas igualmente absorventes. Polonnaruwa é incrível, não há outra palavra para descrever. É Património Mundial da UNESCO, por isso tem sido bem preservado ao longo dos últimos anos. Há mil anos, esta cidade era a capital do Sri Lanka, mas as vastas ruínas estavam abandonadas, sendo lentamente tomadas pela selva invasora. É impressionante o trabalho de escavação que trouxe de volta à luz o complexo de templos. Não deixem de visitar o Museu para observarem as fotografias do “antes e depois”. O que torna Polonnaruwa tão especial? Não é um destino turístico amplamente visitado, por isso não está muito lotado. Isso significa que serás capaz de explorar áreas completamente silenciosas, longe do resto das multidões, com espaço para sentires o peso da história deste local. Lindas esculturas, desenhos e até estátuas gigantes de buda envolvem-nos e transportam até tempos antigos. A melhor forma de te deslocares é de bicicleta, pois a cidade ainda é grande. Não deixes nada de importante no cesto da bicicleta, especialmente comida ou bebida, pois os macacos, que existem às centenas, estão sempre atentos. Cidadela de Sigiriya É a mais extraordinária vista do Sri Lanka e também, o local mais visitado. Trata-se de uma imponente rocha de 200 metros de altura, coberta com as ruínas de um antigo palácio, e decorada com frescos reconhecidos como património da UNESCO desde 1982. A rocha foi escolhida em 477 aC pelo rei Kasyapa como o local de seu novo palácio e capital do Sri Lanka, movendo assim o centro do império de Anuradhapura para Sigiriya. Quando ele morreu, apenas duas décadas depois, a capital foi transferida de volta para Anuradhapura e os monges budistas retornaram ao mosteiro que estava lá já oito séculos antes da construção do palácio. O mosteiro foi ocupado até o século XIV. Apesar das multidões que sobem e descem em Sigiriya, com filas serpenteantes transbordando pelas várias escadas, a maioria das estruturas inferiores e até mesmo algumas de nível superior são profundamente pacíficas, e é fácil encontrar um local tranquilo mesmo num local que recebe milhares de visitantes por ano. Cavernas de Dambulla Além dos antigos templos de Anuradhapura e Polonnaruwa, o Triângulo Cultural é o lar do famoso Templo da Caverna de Dambulla e de alguns outros templos e cavernas menores. O Templo da Caverna de Dambulla abriga uma gigantesca estátua de Buda em repouso, cercada por estátuas menores e pinturas murais retratando a vida de Gautama Buddha. O complexo é composto de cinco templos e um Buda dourado gigante. Uma caixa mágica de tesouros de escultura e pintura budista e o centro religioso de Mihintale, o lugar da introdução do budismo na ilha. O templo da caverna de Dambulla é um local muito interessante no triângulo cultural do Sri Lanka, porque o templo é construído num labirinto de cavernas dentro de uma grande rocha. E tem mais de 2000 anos! Uma vez nas cavernas, as coisas são muito mais solenes. As estátuas e pinturas de Buda são altamente respeitadas, e as frescas e escuras cavernas ainda são hoje um mosteiro ativo e lugar de adoração. Devido a isso, assim como a maioria dos outros lugares no Sri Lanka, os joelhos e ombros cobertos são necessários. Kandy A ponta mais meridional do triângulo é a cidade de Kandy. É em Kandy que a relíquia do dente sagrado é guardada no Templo do Dente, um grande complexo de templos cheio de esculturas e pinturas representando o Buda Gautama. O Templo do Dente e a cidade de Kandy são os principais atores de um dos mais magníficos festivais do Sri Lanka, o Poya Perahera. Agora que já sabes mais sobre o Trinângulo Cultural do Sri Lanka e os locais a não perder, aproveita para saber mais sobre os 10 pratos típicos do Sri Lanka e outros 5 locais que deverias incluir no teu roteiro pelo Sri Lanka. Bons Passeios! Autores: Onde andam os Duarte?

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Cosmopolita Singapura – Locais a visitar

Cosmopolita Singapura – Locais a visitar

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Singapura é uma cidade-estado cosmopolita que se tornou independente de Inglaterra em 1965, e hoje é um dos principais centros económicos do Mundo. Se estás a visitar Singapura de mochila, ou com um orçamento mais humilde, fica a saber que não é tão grande como outros países asiáticos, e que podes visitar vários lugares interessantes. Hoje deixamos-te um resumo sobre algumas das coisas que poderás encontrar por lá e que não deves deixar de visitar. Por isso faz a mala, compra o teu seguro de viagens online, apanha um avião e desbrava Singapura! Singapura, uma das cidades mais cosmopolitas da Ásia A primeira coisa que deves saber é: Singapura é mais cara comparativamente com o padrão do Sudeste Asiático, mais ou menos tudo custa o dobro. O alojamento pode chegar a 5 vezes mais. A maioria das pessoas vai a Singapura por dois ou três dias, de passagem para uma Ásia mais longínqua e aproveitam para conhecer esta divertida cidade, que começa agora a brilhar pela gastronomia e atividades que mantém ocupados os visitantes e os locais. Singapura é uma das nossas cidades favoritas no mundo. Tem tanto de cultura oriental como herança europeia, fruto dos muitos emigrantes que lá trabalham. Singapura merece mais dias do que aqueles que os visitantes lhe costumam oferecer. Faz calor lá. O ano todo. Relembramos uma conversa com uma habitante num restaurante, em que ela lamentava o facto de nunca poder usar as camisolas de inverno que vê nas revistas, e que gostava de visitar a Europa para experimentar uma cultura diferente, com um casaco e luvas vestidas! 7 atrações a não perder em Singapura Admirar o Templo Thian Hock Keng Arquitetura impressionante faz de Thian Hock Keng um dos edifícios mais fotogénicos que vais apreciar em Singapura. O templo foi construído em 1840 e feito a partir dos melhores materiais disponíveis na época, e é o mais antigo templo chinês em Singapura. É dedicado a Mazu, a Deusa do Mar, e os imigrantes chineses vieram aqui para pedir uma passagem segura antes de partirem para cruzar o Mar da China Meridional. O templo foi assinalado como monumento nacional em 1973 e está aberto diariamente das 7h30 às 17h30. A entrada é gratuita. Jantar no Boat Quay O Boat Quay é um local muito movimentado, e é também, o local ideal para refeições e entretenimento. Os bares e restaurantes com esplanadas ao ar livre também tornam o Boat Quay ideal para relaxar após um longo dia de passeios. Desde bife japonês de qualidade preparado em fogo de carvalho branco, ou cozinha indiana do norte, ou caranguejo do Alaska, aqui a gastronomia é a atriz principal. Em redor deste porto vais encontrar arranha-céus e uma série de estátuas singulares, em que toda a gente fica parada a fotografar. Vaguear pela Chinatown Chinatown engloba 2km quadrados de vida tradicional chinesa, alojada ao lado do moderno Central Business District. Este continua a ser o lugar para se ter uma noção real da cultura chinesa em Singapura. As ruas estão repletas de templos, lojas de artesanato, barraquinhas e restaurantes e são um ótimo lugar para comprar uma pechincha. Procura a Chinatown Food Street para encontrares os pratos mais típicos, como os noodles fritos, as pernas de sapo ou carnes grelhadas no espeto. Viajar da China até à India Nenhuma viagem a Singapura está completa sem uma visita a Little India. E neste caso é o bairro vizinho. Aqui vais encontrar mais comida incrível, barata e deliciosa, legumes frescos e lembranças interessantes. Se não sabes o que comer, começa por um Roti (panquecas) e um tarik (chá forte). Vais comer com as mãos, como todos por lá. Visita o templo hindu Sri Mariammam, este templo extremamente colorido e ornamentado foi construído no que é conhecido como o estilo Dravidian e é dedicado à deusa Mariamman, conhecida por curar doenças e enfermidades. Durante os tempos coloniais, foi um centro de atividades comunitárias e até mesmo o registro de casamentos para os hindus. Está aberto diariamente das 07: 00h às 12: 00h e das 18: 00h às 21: 00h. Ver as árvores gigantes em Gardens By the Bay Localizado ao longo da Marina Bay, este projeto de paisagismo urbano é uma série de monumentos que imitam árvores gigantes. Têm entre 25 metros e 50 metros de altura, e estão completamente forradas de 200 espécies de plantas tropicais que formam uma pele colorida e natural. O passeio entre as árvores é gratuito, mas se quiseres subir a uma ponte, ao Skyway, e observar as árvores de um ponto mais alto, terás de pagar. Merlion O Merlion é o símbolo de Singapura e tem a cabeça de um leão e o corpo de um peixe. Sabes que estás no centro de Singapura quando encontras o original, em Merlion Park. Também percebes logo pelo número de pessoas que tentam tirar fotografias à volta da estátua. Este não é o maior, o maior está na ilha de Sentosa e tem 37 metros. Ilha de Sentosa Esta pequena ilha artificial é popular entre os habitantes locais e os turistas. Podes visitar a Tiger Sky Tower, a torre de observação mais alta da Ásia ou a Universal Studios, que também ficam na ilha. Há uma série de bares, restaurantes e praias aqui também. Podes passear no Bora Bora Beach Bar, e sentir a Polinésia Francesa ou experimentar a experiência de jantar no teleférico (embora não seja barato). Se vais para a Ásia não esqueças de partir à aventura com o melhor seguro, à tua medida, o IATI Standard. Este seguro é ideal como seguro para viagens pela Europa por períodos maiores que 30 dias ou para países do Sudeste Asiático. Tem uma cobertura de despesas médicas de 1.000.000€, para além das nossas coberturas essenciais, como repatriações, roubos, danos de bagagem, adiantamento de dinheiro, atrasos e perdas de serviços, etc. Autores: Onde andam os Duarte?

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Bali, a ilha dos deuses ou das multidões?

Bali, a ilha dos deuses ou das multidões?

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Bali tem sido, nos últimos anos, um destino muito discutido e procurado nas redes sociais e das ilhas mais visitadas do Sudeste asiático. Pelas paisagens naturais, a simpatia do povo, os sabores deliciosos, as temperaturas e a cultura fascinante. Motivos não faltam e o facto de ser um local com um baixo custo de vida (para estrangeiros) faz com que muitos nómadas digitais escolham esta ilha indonésia como casa por longos períodos de tempo. Se estás a pensar viajar para a Ásia (ou para outro destino mesmo), o nosso primeiro conselho é fazer um seguro de viagem adequado. Bali, ilha dos deuses ou das multidões? A questão que cada vez mais se debate é: ainda vale a pena visitar este paraíso hindu? A resposta pode ser um pau de dois bicos e é mais cinzenta que branca ou preta. Por isso, na IATI ajudamos-te a entender melhor as duas perspectivas e damos-te a conhecer os dois lados deste destino de forma a que possas tomar a decisão acertada para ti. Turismo de massas Tal como muitos dos destinos de praia espalhados pelo mundo, Bali sofre da concentração de turismo em massa principalmente nas zonas perto da costa e, neste caso, do aeroporto. É verdade que a confusão e o aglomerado de visitantes, hotéis e restaurantes é bastante elevado junto das praias. No caso de Bali, esta situação é visível principalmente nas zonas costeiras perto do aeroporto, devido ao seu fácil acesso. Surf, comida e bom tempo, como não adorar, verdade? Contudo existe muito mais em Bali para explorar e quanto mais afastados destes pontos mais contacto com a cultura local e a verdadeira essência da ilha dos deuses. Onde ir para evitar as multidões? Uluwato tem das mais bonitas praias da ilha e é o spot perfeito para quem quer experimentar aulas de surf sem ter um mar de gente. Para chegar a esta parte da ilha, podem alugar uma moto ou utilizar a app Grab (normalmente recomendamos os transportes públicos mas a oferta em Bali neste campo é quase nula). O norte de Bali é uma ótima opção para quem não gosta de multidões, adora andar perdido na natureza e quer conhecer o lado menos turístico de Bali: desde florestas gigantes, a infinitas cascatas passando por lagoas gémeas e plantações de arroz. A distância dos centros turísticos faz com que possas aproveitar a gastronomia ao preço local e que vejas como é, realmente, o dia-a-dia das aldeias. Ainda que seja bastante visitado e tenha algumas lojas comerciais, Ubud mantêm a sua essência, é conhecido por ser o coração da arte e cultura de Bali e a sua visita é altamente recomendada. Os edifícios típicos trabalhados são tão majestosos que facilmente se confunde um restaurante ou uma casa de família por um tempo. A vida é ligeiramente mais agitada que nas aldeias do interior da ilha, no entanto a tradição e cultura balinesa estão presentes e fortemente preservadas. Em suma, tal como em tantos outros destinos turísticos e falados, o facto de um destino ser bastante popular não significa automaticamente que o devemos excluir da nossa lista. Se realmente queremos visitar um sítio existem várias formas de contornar o turismo em massa: • Visitar durante a época baixa (das mais eficientes) • Ficar em guesthouses e homestays geridas por famílias locais em detrimento de grandes cadeias de hotéis • Comer em restaurantes locais • Evitar as horas de maior afluência em locais turísticos Estes são apenas algumas das formas alternativas para escapar ao turismo em massa e viajar de forma mais sustentável, se o tema da sustentabilidade te interessa, devias espreitar o que escrevemos aqui. Temos também um roteiro de 7 dias por Bali aqui no blog, para te ajudar a organizar a próxima viagem Autora: Janete, Flearound

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Conhece o lado menos turístico de Bali

Conhece o lado menos turístico de Bali

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Bali, ou a ilha dos deuses como também é conhecida, é um dos destinos turísticos mais populares em todo o mundo. Assim que se aterra na ilha somos inundados com a massiva oferta turística que vai desde restaurantes, a hotéis, bares, tours, aulas de yoga e até de culinária. Semynak, Kuta, Canggu, Ubud e Uluwatu são alguns dos destinos principais da ilha onde a oferta é grande, mas o preço também. Bali é bem capaz de ser um dos destinos mais caros do sudeste asiático, completamente inflacionado pelo turismo em massa. Contudo, nem tudo são más notícias. A verdade é que Bali é uma ilha gigante e não é assim tão difícil escapares aos destinos mais badalados e refugiares-te num dos recantos da ilha. Neste artigo, a IATI seguros apresenta-te um outro lado da ilha de Bali, menos turístico e onde a calma e a serenidade estão garantidas. Mas antes demais não te esqueças de fazer o teu seguro de viagens com a IATI para que possas viajar com a máxima segurança. O lado menos turístico de Bali Amed Amed é uma pequena vila localizada na costa leste de Bali, a cerca de 2h de distância de Ubud. Embora Amed tenha praia, esta não te vai surpreender: a água é quente e sem ondas, mas a areia, além de preta, é constituída maioritariamente por pedras, onde andar sem chinelos pode ser doloroso. Contudo, não risques já Amed da lista pois é aqui que se encontra um dos maiores aquários vivos do mundo, acessíveis a toda a gente. Pois bem, a vida marinha nesta zona de Bali é deslumbrante e em qualquer café ou restaurante podes alugar uma máscara de mergulho e barbatanas e fazer-te ao mar. Não precisas de ir muito longe para encontrar peixes coloridos, cardumes enormes, estátuas, templos afundados e até barcos naufragados. Recomendamos a praia de Jemeluk como o melhor local para se hospedar. Mesmo em frente ao restaurante Sama Sama está o melhor spot para fazer snorkeling. É também aqui que poderás encontrar um famoso templo afundado. Já para os barcos naufragados, poderás explorar tanto o Japanese Shipwreck como o USS Liberty. É fácil encontrar a sua localização no google maps e, chegando ao local, terás mais algumas informações sobre a localização exata dos barcos. Nenhum deles está a mais de 20/30 m da costa. Mas Amed não se caracteriza só pelo snorkeling e vida marinha. Esta vila é também o local base ideal para explorares um dos templos mais famosos e instagramáveis do momento, o Pura Lempuyang. Se ainda tiveres tempo, explora também o Tirta Ganggu, um majestoso templo que facilmente se confunde com um labirinto de canais e piscinas. A melhor forma de chegar a Amed é de táxi ou de mini-van desde Ubud. Munduk Munduk fica numa parte montanhosa da ilha de Bali e sem acesso direto a praias. Provavelmente Munduk é hoje aquilo que Ubud foi há 20 anos atrás, com o mesmo ar húmido e vegetação densa que tanto caracteriza a capital mais espiritual do mundo. Mas aqui esquece as cadeias de hotéis e a desmensurada oferta espiritual: no centro da vila de Munduk poderás encontrar alguns hotéis e guesthouses, mas nada que se compare ao resto de Bali. Munduk fica a cerca de 2h de Ubud e poderá ser acessível de táxi ou de mini-van (para a mini van, consultar a empresa Pemuteran Shuttle). O ponto alto de Munduk é a natureza, com as suas deslumbrantes cascatas. São dezenas e todas elas são facilmente acessíveis por mota e pequenos trekkings. Munduk waterfall, Banyumala Twin, Sekumpul e Git Git são alguns nomes das cascatas mais famosas da região. Ainda em Munduk vale também a pena visitares o templo Ulun Danu Beratan, com uma paragem no Twin Lake. Aqui poderás também desfrutar de uma vista incrível dos dois lagos, rodeados por montanhas. Nesta zona existem também muitos cafés, restaurantes e viewpoints de onde conseguirá tirar excelentes fotografias. Para os amantes de natureza, existem também magníficos campos de arroz em Munduk, muito similares aos famosos campos de Tegalalang em Ubud. Lovina Lovina é uma pequena vila costeira que se situa no norte de Bali. Embora a sua praia não seja apaixonante, Lovina é o destino ideal para relaxar e descansar, depois de dias corridos a explorar o lado mais caótico de Bali. Apesar de não ser muito turístico, esta vila possui uma boa rede de hotéis e de restaurantes com um bom ambiente e música ao vivo, onde reina a tranquilidade. O melhor a fazer por aqui será descansar numa das praias, fazer uma massagem relaxante ou um tratamento num dos muitos SPAs, e, ao fim do dia, fazer um passeio de barco para observar e fotografar as dezenas de golfinhos que por aqui vivem. O passeio custa cerca de 4€ por pessoa e pode ser fechado em qualquer hotel ou agência de turismo. spots de mergulho e snorkeling interessantes. Vulcão Batur – Kintamani A ilha de Bali é também famosa pelos seus dois vulcões, o Batur com 1717 m de altitude e o Agung, o ponto mais alto da ilha dos deuses, com 3142 m. O tour para ver o nascer do sol do topo do Monte Batur é bastante conhecido e parte, todos os dias, de todos os pontos turísticos de Bali. Esta tour começa entre a meia noite e a uma da manhã, hora a que as vans começam a recolher os turistas, nos seus respetivos hotéis. Depois seguem então para Kintamani, a aldeia mais próxima, que fica a cerca de 1h30 de Ubud. Lá para as 4h da manhã começa então o trekking de 5 km que dura ainda umas 2h, com chegada ao topo do vulcão por volta das 6h da manhã para ver então o nascer do sol. Ora, aquilo que sugerimos é que, em vez de fechar o tour desde Ubud e sair do hotel entre a meia noite e a uma da manhã, pernoita na pequena aldeia no sopé do vulcão, Kintamani. Não é uma aldeia grande, mas tem várias agências de turismo, guesthouses e hotéis com uma vista lindíssima sobre o lago e vulcão Batur sendo por isso o local ideal para relaxares depois da subida noturna ao vulcão. É uma oportunidade de poderes conhecer um outro local de Bali onde o ritmo é muito mais desacelerado. Além disso, se fizeres o tour a partir da aldeia, não precisarás de acordar tão cedo para começar a caminhada. Lá em cima, a vista para o nascer do sol é imperdível pois além de poder admirar os tons de rosa e laranja que tingem o céu, poderá ainda ver o vulcão Agung, que fica mesmo em frente ao Batur. Em dias de céu limpo ainda é ainda possível vislumbrar um outro vulcão, este já na ilha de Lombok. Estas dicas são perfeitas para inserir no Roteiro de 7 dias por Bali que apresentamos há algum tempo! Autora: Patrícia Carvalho, Girl From Nowhere

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7 razões pelas quais deverias visitar Laos

7 razões pelas quais deverias visitar Laos

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Laos é uma pérola natural pouco conhecida e, muita vezes, esquecida no Sudeste Asiático. Um país pouco explorado, com transportes públicos reduzidos, paisagens verdes extensas e bastante atividade rural. Se estás ponderar visitar ou não o tinhas pensado, mas querias visitar um sítio na Ásia mais tranquilo que o habitual, vamos ajudar-te a decidir! Prepara as malas, contrata o teu seguro de viagens online e parte para o Laos! 7 razões para visitar o Laos Natureza Se és adepto de andar perdido na natureza, de explorar novos trilhos e subir montanhas, se adoras a vida de campo e visitar aldeias do interior, Laos vai ser uma escolha acertada. Explorar de mota as aldeias e os campos é uma experiência única, vais encontrar animais a divagar pelas estradas (de terra batida na maioria das vezes), crianças a brincar pelos caminhos e ver de perto como realmente é a vida dos locais. A região norte, mais montanhosa e menos explorada, proporciona a todos que a visitam uma experiência única de imersão na natureza e na vida selvagem, pelo contrário, a região mais a sul, que rodeia o rio Mekong, é plana mas igualmente incrível e verde. Tranquilidade A realidade é que, devido ao seu interior inexplorado e à escassez nos transportes de longa distância (só em algumas zonas é que o comboio está disponível), percorrer alguns quilómetros pode demorar o dobro do tempo a que estamos acostumados. As viagens pelo Norte, por exemplo, são feitas em minivans e, dependendo onde queremos ir, facilmente passamos quase todo o dia numa carrinha. A vantagem é que as paisagens são incríveis, parecem ter sido tiradas dum filme e a viagem é partilhada com locais por isso é das melhores formas de conhecer a cultura de Laos. Por outro lado, para pessoas que estão a visitar o país apenas por um curto período de tempo ou não estão confortáveis em passar tanto tempo em viagem, pode ser complicado: mas é uma experiência que recomendamos sem dúvida alguma! Fronteiras Para quem está de viagem à Tailândia, Vietname ou Camboja, não está condicionado por limite de tempo e gostaria de experimentar um pouco da cultura de Laos, facilmente cruzam a fronteira e podem visitar uma região, aldeia ou cidade perto. Em algumas zonas, como na fronteira com a Tailândia, apenas um rio separa os dois países. Comida Influenciada pela cozinha dos vizinhos Vietname e Tailândia, a cozinha de Laos consegue facilmente ser um paraíso para quem não perde um bom prato. Uma mistura de doce e picante com verduras frescas e molhos de chorar por mais. A cerveja local, Beer Lao, não fica atrás e casa bem com qualquer prato. Pôr do sol Dos mais mágicos finais de dia que já vivemos, desde o Nong Khiaw viewpoint, até ao Golden Buddha em Pakse passando pelas margens do rio Mekong, há algo de muito especial nos pores do sol em Laos. Seja porque o sol se põe atrás do rio na cidade ou porque se esconde lentamente nas montanhas verdes que não têm fim, serão momentos que valem ouro e te vão fazer querer voltar. Nong Khiaw Na região norte do Laos fica uma das suas jóias mais bem guardadas, muito rural e ainda pouco explorada, uma aldeia rodeada de gigantes montanhas rochosas e atravessada por um rio. Acordar nas margens do rio numa das cabanas de madeira, rodeado de tanta beleza natural é das melhores experiências que se pode ter durante uma viagem a Laos. Não existem mil e uma atividades para fazer mas trilhos, cascatas e miradouros nas montanhas não faltam, kayak pode também ser uma das opções. No entanto, o que realmente fascina neste pedaço de paraíso natural, é caminhar pela aldeia e ver a vida acontecer, respira-se tranquilidade e natureza em cada canto. Só existe uma estação de autocarros e, para que entendas o quão tranquilo é o sítio, se não houver passageiros suficientes, simplesmente espera-se até que os lugares estejam mais completos. Cascatas Kuang Si A 30km da cidade considerada património histórico da humanidade pela UNESCO, Luang Prabang (que por si só é umas das razões pelas quais tens de visitar Laos), podes encontrar as cascatas Kuang Si. Três níveis de quedas de água azul turquesa (quando visitadas durante a época seca), rodeadas de uma floresta imensa são tudo o que precisas para passar um dia de mergulhos e merenda pelo parque. Se não tinhas a certeza, seguramente estás mais que convencido, toca a fazer planos, o Laos espera por ti! Autora: Janete Silva, Flearound

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“Welcome to India” e a chegada a Trivandrum

“Welcome to India” e a chegada a Trivandrum

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O exotismo da Índia sempre fez parte dos meus sonhos. Aquele destino longínquo, que marcou a história de Portugal e sempre me fez sentir intrigado com nomes e expressões como “Caminho Marítimo para Índia”, “Descobrimentos”, “Vasco da Gama” ou “Rota das Especiarias”. Intrigado, no sentido da expressão máxima da palavra curiosidade. Curioso por saber mais sobre esse outrora gigante e desconhecido “Novo Mundo”, do qual tanto ouvi falar nos primórdios da minhas aulas de história, e também em livros, filmes ou documentários. Não fugindo a toda a parafernália de património material e imaterial, existente por todo Portugal, directa e indirectamente ligada a essa importante conquista de Vasco da Gama, ao descobrir o caminho marítimo para Índia, em 1497. Uma gigante “auto-estrada” comercial, de elevada importância, que nos permitiu (nós, Portugal) ser uma espécie de “reis do mundo” da altura. Com base nesta informação, que quase nasce com todos os portugueses, como uma espécie de legado intemporal, a minha expectativa perante a partida para uma viagem à Índia, acredito que seja completamente distinta de um viajante da Australia ou da Russia, por exemplo. Existe algo muito forte, a unir a cultura e história portuguesa à cultura e história indiana. Quase como uma espécie de irmãos, filhos do mesmo pai e com mães diferentes, que pouco contactaram entre si. Têm traços em comum, conexões de sangue, mas são completamente diferentes. É assim que sinto a Índia e o seu povo, em relação a mim, enquanto português. Foi isso que senti, quando recebi o convite do Departamento de Turismo de Kerala, no início de Fevereiro, para visitar essa região, bem no sul da Índia, curiosamente o primeiro pedaço de terra que Vasco da Gama pisou em solo indiano. Senti que ia partir para uma espécie de viagem pela minha história, apesar de saber que tudo o que me é familiar ficaria bem distante do que iria encontrar e viver. Iria começar a minha viagem em Thiruvananthapuram (sim, eu sei. Parece o nome de um antibiótico), cidade também conhecida por Trivandrum. Para facilitar as questões linguísticas. Iria ficar cerca de 20 dias e viajar de sul para norte, com a viagem a terminar em Kochi. No “guião” ou plano de viagem que me entregaram antes da viagem seria uma espécie de “best of” Kerala, o objectivo desta viagem. Raramente iria ficar dois dias no mesmo lugar. Muitas vezes iria partir em busca do mais genuíno que existe por ali, com o pessoal do departamento de turismo a facilitar-me o encontro com as melhores experiências e com as melhores pessoas. A região de Kerala, é da mais pequenas da Índia, o que não a impede de, comparando com a realidade europeia, ser enorme. Tem pouco mais de 600 quilómetros, de norte a sul, e conta com mais 30 milhões de pessoas, como sua população. Sim, muita gente. É quase como imaginar Portugal com 3 vezes mais pessoas. O que, na mesma proporção, implica imaginar as grandes cidades, como Lisboa ou Porto, com 3 vezes mais população. Sim, a Índia é assim. Estas 30 milhões dividem-se em 3 distintas crenças religiosas. Cerca de metade são Hindus, e os restantes são Muçulmanos e Cristãos. Mas confesso que pouco investiguei sobre Kerala antes da partida. Sonhei muito, com aquela imagética da Índia, dos cheiros, das cores, da comida, do clima, mas não queria ter certezas de nada. Queria viver tudo e ser chocado (ou não) com tudo. Talvez movido pela adrenalina da chegada, tudo passou num ápice. Nas primeiras horas da manhã, chegava pela primeira vez à Índia. O aeroporto de Trivandrum não é pequeno, mas também está longe de ser grande. A uma escala indiana, é pequeno. Saí do avião e encaminhei-me para as autoridades para me carimbarem o passaporte. Um filme. O meu passaporte passou por umas três mãos, que distavam entre si uns bons 100 metros. Só pensava: “estes não gostam do Vasco da Gama, vão me lixar por causa disso e nem o facto de ser do mesmo país que o Cristiano Ronaldo me vai safar”. Só vi todas as outras pessoas a irem embora e eu ali parado, a ver o meu passaporte a circular e ouvir uma língua que, para mim, não passava de sons. Nem percebia quando uma frase acabava. De vez em quando lá perguntava se estava tudo bem e só me abanavam a cabeça. No sentido negativo do movimento “abanar a cabeça”. Mas com cara amigável. Confesso que me estava a sentir confuso, sem, no entanto, me sentir atrapalhado. Assim no meio do nada, e passado uma boa meia hora, lá ouço um barulho. Era o carimbo no meu passaporte, seguido de um “Welcome to India”, com um sorriso de orelha a orelha. Nunca cheguei a perceber o porquê de demorar tanto tempo. Dias mais tarde percebi que o tal “abanar de cabeça”, não queria dizer que não. Queria dizer que estavam a perceber e de acordo com o que estava a dizer. Um movimento de cabeça bastante engraçado e característico do povo de Kerala. Muito me ri depois com os meus amigos indianos, comigo a recordar a situação. Eu perguntava “está tudo bem?”, eles abanavam a cabeça a dizer que não. Eu perguntava “vai ser rápido, tenho gente à minha espera?”, eles abanavam a cabeça a dizer que não. Eu perguntava “falam inglês?”, eles abanavam a cabeça a dizer que não. E depois no final disto, lançam-me um sorriso e um “Welcome do India”, como se nada fosse. É claro que tinha de me sentir confuso. Na verdade foi só um caso real de Lost in Translation. Poucos minutos depois do barulho do carimbo no meu passaporte, estava na rua, à porta do aeroporto, a suar em bica e com a roupa colada ao corpo. Este é o primeiro impacto real da Índia. Parece que tinha acabo de entrar, com a minha roupa de Primavera vestida, para dentro uma sauna misturada com uma estufa. E depois assistir e sentir o nosso corpo a lutar pela adaptação. À minha espera tinha um batalhão de gente, de sorriso fácil e prontos para me fazer sentir em casa. Entrei dentro de um táxi e parti para aventura. Tal como alguém que está num parque aquático e sobe um bom lanço de escadas e chega ao topo e não existe outra hipótese, é lançar-se escorrega abaixo e sentir as emoções. Foi isso que senti quando entrei no táxi e comecei a percorrer as caóticas ruas de Trivandrum. Tal como no escorrega, pensamos em muita coisa quando vamos a subir as escadas. Boas e más. Eu também as pensei sobre a Índia. Mas depois de começar a escorregar, normalmente as sensações são boas. Eu sinto-me vivo e farto-me de rir. Naquele primeiro táxi também ri muito sozinho. Estava dentro do meu primeiro filme de Bollywood. Tal como eu sonhara. Muito barulho, toda a gente a buzinar, tuk tuks sem regras, muitas pessoas na rua, pessoas diferentes daqueles eu já tinha visto, cores diferentes, cores muito quentes de acordo com o clima que se fazia sentir, os cheiros também muito diferentes. Mas no meio desta confusão toda, só conseguia sorrir. Não era um sorriso atrapalhado e constrangedor. Mas um sorriso sincero, de alguém que está a viver um bom momento. Aquela Índia maluca e exótica dos meus sonhos era verdadeira. Estava confirmado. O que eu não sabia, é que me iria sentir estranhamente confortável com ela. Desde o primeiro momento. Não digo que me senti em casa, porque a Índia é demasiado diferente para conseguir sentir uma coisa dessas. Mas senti-me bem na diferença. Senti prazer em estar noutro mundo. Calculo que o Vasco da Gama tenha extrapolado esse sentimento, no seu primeiro momento de Índia. Também pensei nele, durante o tempo em que estive no táxi. Mais uma vez, com um infinito a separar os elementos em comparação. Mas senti-me pronto para descoberta. Queria ver tudo e conhecer tudo. Sentia que estava apenas no início do percurso. Sentia que iria ver muito e viver muito. O táxi terminou a sua viagem, num hotel de estilo colonial, bem no centro de Trivandrum. É claro que a internet funcionava mal e que dizia que tinha uma bela piscina, quando na verdade não tinha. Mas isto é a Índia e estava radiante por ela ser assim. Disfuncional, caótica e incrivelmente magnética. Já estava preso a ela, de uma forma que não tinha sonhado. Sim, também no hotel todos foram incrivelmente simpáticos. Todos me deram um sincero “Welcome to India”. Crónica escrita por Carlos Bernardo, O meu escritório é lá fora

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