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Belém – Um Dia à Beira Rio

Belém – Um Dia à Beira Rio

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Uma visita à capital portuguesa não fica completa sem uma visita a Belém. A oferta de Monumentos e Museus é extensa. Para além de inúmeras atividades, desde passeios pelo Rio Tejo, passeios à Beira Rio, ou apreciar o dia na relva dos jardins da Torre de Belém. Claro que a dica extra é que não deves viajar sem seguro de viagem. Na Iati ajudamos-te a escolher qual o seguro que melhor se adapta ao tipo de viagem que vais fazer. Deixamos-te com algumas das muitas atividades que podes fazer em Belém. O que ver em Belém Torre de Belém A Torre de Belém foi em 1983, classificada como Património Cultural da Humanidade pela UNESCO. Foi construída para proteção da cidade, através de um plano estratégico de defesa da barra do Tejo concebido por D. João II. Tendo a sua construção apenas ocorrido no reinado de D. Manuel. Igreja da Memória A igreja da memória também é conhecida poi igreja de Nossa Senhora do Livramento e de São José. É aqui se encontra sepultado o Marquês de Pombal. E foi construída em memória do atentado sofrido pelo Rei D. José, e que desencadeou o Processo dos Távora. A igreja foi construída perto do local do atentado. Padrão do Chão Sagrado Este Monumento fica localizado no Beco do Chão Sagrado, atrás dos Pastéis de Belém. O padrão foi mandado erigir pelo Marquês de Pombal em memória da condenação de D. José de Mascarenhas, Duque de Aveiro e do Marquês de Távora e da sua família pela alegada implicação no atentado contra o Rei D. José. Neste local era onde se encontrava o Palácio do Duque de Aveiro. O atentado ocorreu perto deste local. E o Palácio foi confiscado e o seu chão salgado, num ato simbólico, para que nada voltasse a nascer ali. Foi proibida também qualquer construção perto daquele local. Palácio Nacional da Ajuda O Palácio Nacional da Ajuda foi a residência oficial da família real portuguesa durante o reinado de D. Luís I e até ao final da monarquia em 1910. Conserva ainda hoje a decoração tal como se encontrava na época em que a família real ali residia. Biblioteca da Ajuda Esta é uma das Bibliotecas mais antigas de Portugal e está localizada numa das alas do Palácio Nacional da Ajuda. Para além de todas as obras, tem magníficos tetos decorados com frescos. Esta era a Biblioteca Real, inicialmente instalada no Paço da Ribeira. Perdeu uma grande parte do seu espólio no terramoto de 1755. É foi transferida para o Brasil, quando a família real também foi para o Brasil na sequência das invasões francesas. Volta para Portugal quando D. João VI regressa ao país em 1821. Picadeiro Real O Picadeiro Henrique Calado está situado na Calçada da Ajuda em Belém, e é aqui que a Escola Portuguesa de Arte Equestre (situada nos jardins do Palácio Nacional de Queluz) se apresenta ao público. As apresentações ao público são feitas através dos treinos diários, que são abertos ao público, e através de apresentações semanais e de Espetáculos de Gala. Assistir ao Render da Guarda No terceiro domingo de cada mês às 11 horas, é possível assistir ao render da guarda no Palácio Nacional de Belém, este que é a Residência Oficial do Presidente da República. É uma cerimónia com grande simbolismo em que participam 160 militares da Guarda Nacional Republicana (GNR). Relaxar nos Jardins da Torre de Belém Fazer um Pic nic, relaxar, ler ou conviver com amigos são algumas das atividades que podes fazer nos jardins da Torre de Belém. É também aqui que tem lugar o Out Jazz, um festival de música que acontece aos fins de semana na primavera e verão em vários jardins Lisboetas. Brunch do Museu do Oriente Aos fins de semana há Brunch no restaurante do Museu do Oriente. Localizado no último piso do museu. Pastéis de Belém Tens de provar os icónicos Pastéis de Belém, feitos a partir da receita secreta dos monges do Mosteiro dos Jerónimos. Sud Lisboa No Sud Lisboa podes dar um mergulho na piscina do terraço deste restaurante com um conceito de “comida para partilhar”, enquanto desfrutas de uma vista magnifica sobre Lisboa e o rio Tejo. Autora: Sónia Justo, Lovely Lisbonner

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Roadtrip pelos encantos de Provença e Côte d’Azur

Roadtrip pelos encantos de Provença e Côte d’Azur

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Entre a metade de junho e agosto é a melhor época para explorares a região de Provença e Côte d’Azur, no sul da França, e encantar-te com os floridos campos de lavanda e as magníficas paisagens. Reunimos aqui um roteiro para não perderes nenhum cenário especial pelo caminho: confirma o seguro de saúde internacional IATI que melhor se adapta às tuas necessidades e bon voyage! 1. Avignon Os vilarejos franceses são puramente charmosos! Para começar esta roadtrip, adiciona uma paragem em Avignon, a cidade que foi lar dos Papas católicos por séculos e só passou ao domínio da França em 1791. Visita o Palácio dos Papas, a Fortaleza de Santo André, o centro histórico e as pontes que datam do século XIII! 2. Aix-en-Provence Aix-en-Provence foi o lar que serviu de inspiração para as obras do pintor Paul Cézanne, então já podes imaginar o que encontrarás por lá, não é? As paragens obrigatórias na cidade são a Catedral de Saint-Sauveur, a avenida Cours Mirabeau e o museu-estúdio de Cezanne. 3. Gorges du Verdon O lago Sainte-Croix-du-Verdon, combinado com a grandiosidade dos canions de Verdon, formam uma das paisagens mais belas da Europa! Os desfiladeiros estendem-se por 25km e atingem até 700 metros de altura, garantindo uma beleza natural única. Não resistas à água de uma impressionante cor turquesa e aproveita as elevadas temperaturas do verão para nadar neste belo lago e fazer um passeio de barco ou pedalinho! 4. Moustiers-Sainte-Marie A maior vantagem de fazer esta rota a conduzir é teres a liberdade de fazer quantas paragens te apetecer ao longo do trajeto, aproveitando o máximo de cada sítio! Sem dúvidas, não faltarão vilarejos charmosos para conheceres, mas o Moustiers-Sainte-Marie é um daqueles que não pode faltar no roteiro. Perde-te pelas suas ruas e experimenta uma cerveja artesanal famosa na região, com um sabor muito especial: lavanda! 5. Bonnieux Ao longo do trajeto, vais encontrar incontáveis campos de lavanda e lavandin, um mais convidativo que o outro. Em Bonnieux estão alguns deles, que se estendem como tapetes lilases às margens de colinas. Interessante saber que a lavanda fina verdadeira cresce somente nas regiões de altitude entre 800 e 1300 metros acima do nível do mar. Sempre que encontrares campos abaixo desta altitude, serão de lavandin, uma flor desenvolvida a partir da lavanda, mas que não tem as mesmas propriedades medicinais e é usada para fins diferentes da lavanda. 6. Museu da Lavanda Conhecer o Museu da Lavanda, em Coustellet, é uma ótima oportunidade para aprenderes as diferenças entre lavanda e lavandine, o processo de produção e extração da essência de lavanda e suas propriedades medicinais. Afinal, para verdadeiramente viveres uma experiência completa, precisas também aprender, além de apreciar a beleza das flores, certo? O Museu da Lavanda está aberto diariamente, entre 1 de fevereiro e 31 de dezembro (exceto 25 de dezembro), e o acesso custa € 8,00 por pessoa (sujeito a descontos). Para mais informações e horários completos, aceda ao site oficial aqui. 7. Luberon Este roteiro não estaria completo sem mencionar o Parque Nacional de Luberon: uma reserva da biosfera, adicionada à lista da Unesco em 2010! Nesta região, encontrarás vilarejos que enfeitam os 75 quilómetros de montanhas abrangidos pelo parque, além da fauna e flora preservados. 8. Valensole Pelas planícies de Valensole estendem-se os mais apaixonantes campos de lavanda. Prepara-te para muitas paragens ao longo do caminho para eternizar o melhor destes campos em fotografias! 9. Cassis e Parque Nacional dos Calanques Para finalizar a tua viagem, conduz até Cassis e admira a beleza de Côte d’Azur e o Parque Nacional dos Calanques! Podes fazer trilhas pelos calanques até as suas belíssimas praias ou, ainda, em embarcar em um passeio que levar-te-á a 3 ou até 9 calanques. Há diversos tours disponíveis, para que possas escolher de acordo com a tua disponibilidade de tempo e orçamento. Se ainda tiveres mais tempo para desfrutar na região, não deixes de visitar Marselha, Eze, Nice e Cannes, que também arrancarão muitos suspiros teus! Apesar de pela autoestrada o trajeto ser feito muito mais rapidamente, nós sugerimos que faças a viagem pelas estradas secundárias, para que, no caminho, passes também por outras aldeias e paisagens incríveis. Gostaste do roteiro? Então desfruta muito das tuas férias com a IATI e depois conta-nos tudo! Autora: Amanda sem Fronteiras

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Tomar, Cidade Templária

Tomar, Cidade Templária

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Desta vez levamos-te a viajar até à época dos Templários, através da história e cultura da antiga sede da Ordem dos Templários: Tomar. Mais do que uma cidade com grande diversidade monumental, Tomar convida-te à sua descoberta também pela sua paisagem singular e pelo seu legado histórico, ainda muito presente no quotidiano e vivências da cidade. Se viajas desde o Brasil para Portugal ou para a Europa, recomendamos que contrates um seguro IATI Básico, com assistência médica suficiente para a obtenção do visto internacional. Um pouco da história de Tomar Tomar situa-se nas margens do Rio Nabão, e foi conquistada aos mouros, pelo Rei D. Afonso Henriques. Após esta conquista, em 1159, o rei cedeu as suas terras à Ordem dos Templários, como forma de agradecimento pelo esforço prestado pelos Cavaleiros da Ordem, em manterem e expandirem a Fé Cristã no território português. Um ano depois, Dom Gualdim Pais, o Grão-Mestre da Ordem, iniciou a construção do Castelo e do Convento, tornando-se a Sede dos Templários e, posteriormente, da Ordem de Cristo. Isto porque, dois séculos mais tarde, com o desejo do Papa em extinguir a Ordem dos Templários na Europa, o Rei D. Dinis tornou possível a criação da Ordem de Cristo, que acabou por tomar posse das propriedades e membros da extinta Ordem dos Templários. Hoje em dia, estes monumentos são Património da Humanidade, classificados pela UNESCO. O que visitar em Tomar? No centro de Tomar, existe um Convento em cada um dos pontos cardeais, formando assim uma cruz. No Norte, tem o Convento da Anunciada, a Sul está o Convento de São Francisco, a Este está o Convento de Santa Iria e a Oeste tem o Convento de Cristo, o mais conhecido e procurado pelos turistas. No centro da cruz, encontra-se a Câmara Municipal e a Igreja de São João Baptista. Igreja de São João Baptista Esta igreja, destaca-se pelo seu Portal Manuelino e pelo Campanário octogonal. No interior, irás encontrar um conjunto de pinturas de Gregório Lopes, do séc XVI. Parque do Mouchão Na margem do Rio Nabão, podes relaxar num bonito parque e apreciar a Roda do Mouchão, símbolo da prosperidade económica que se viveu em Tomar. Ponte Velha Localiza-se perto do Convento de Santa Iria e poderá ter sido construída sobre uma edificação Romana, ou ter mesmo origem nesse período. Aqueduto dos Pegões Um dos mais bonitos aquedutos de Portugal, com cerca de 6km e construído com a função de abastecer o Convento de Cristo. Levada de Tomar Os primeiros Moinhos e Lagares d’El Rei, foram mandados construir pela Ordem dos Templários, junto ao rio. Dos lagares que perduraram até aos nossos dias, os mais antigos são os que se situam junto à Ponte Velha. Igreja Santa Maria do Olival Um importante exemplo do estilo gótico português! Foi esta igreja que serviu de Sede à Ordem dos Templários e foi aqui que foram sepultados vários mestres da Ordem. Visita também a Igreja da Nossa Sra da Conceição, da Nossa Sra da Piedade e a Capela S.Gregório. Castelo Templário e Convento de Cristo É o ex-libris da cidade e recebe milhares de visitas por ano. Este conjunto monumental é composto por diversos estilos arquitetónicos que atravessam vários séculos de história, nomeadamente, estilo gótico, românico, manuelino e renascentista. Mata dos Sete Montes Conhecida como o pulmão da cidade. Aproveita esta zona verde para recuperares energias e contemplares as maravilhas da natureza envolvente. Sinagoga A sua visita é importante pois, é o templo hebraico mais antigo de Portugal. Aqui encontra-se o Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto. Tomar tem tradição Umas das festas mais emblemáticas de Tomar, é a Festa dos Tabuleiros. Única no Mundo, esta festa que se realiza de 4 em 4 anos, tem uma origem anterior à nacionalidade, que remota ao tempo dos romanos e à evocação da Deusa Ceres, nas antigas festas das colheitas, seja pela abundância de flores, seja pela presença de pão e das espigas de trigo. O ponto alto desta festa é o Desfile dos Tabuleiros, que representam as freguesias do concelho, e percorre cerca de 5 km pelas ruas de Tomar, ladeado pelas colchas que a população pendura à janela, e pelos milhares de visitantes que procuram a cidade para contemplar esta festa tão tradicional. O tabuleiro é transportado por uma rapariga vestida de branco, e terá que ter a altura da mesma. Este é decorado por flores de papel colorido, espigas de trigo, 30 pães de 400g cada, enfiados em canas que saem de um cesto de vime, envolvido por um pano branco bordado. O topo do tabuleiro é ainda composto por uma coroa, encimado pela Cruz de Cristo ou a Pomba do Espírito Santo. Autor: Gato Vadio Travel Blog

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Roteiro de 20 dias pela Colômbia

Roteiro de 20 dias pela Colômbia

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Antes de chegar ao roteiro final, que efetivamente tivemos a sorte de fazer, falámos com vários aventureiros que já tinham estado na Colômbia para ter uma melhor noção de dias a ficar em cada local; zonas mais ou menos seguras; coisas a não perder e, claro, comida a provar! Uma das prioridades nas nossas viagens é também a segurança e, como tal, aqui na IATI recomendamos sempre que o façam com seguro, escolhendo o que melhor se adaptar ao tipo de viagem/viagens que realizam, mas garantindo uma assistência à altura em caso que algum problema de saúde ou até mesmo com a bagagem, como por exemplo o IATI STANDARD. Roteiro de 20 dias pela Colômbia As nossas viagens são de pouco descanso e por vezes podem não se adaptar ao que procuram, mas fica a nossa sugestão para 20 dias, muito bem passados, na Colômbia: Bogotá – Salento – Medellín – Guatape – Cartagena das Índias – Santa Marta – Cali – Bogotá. Entrámos e saímos do país por Bogotá, portanto, a primeira paragem lá foi mesmo muito curta, apenas para descansar das várias horas de avião e repor o sono. No dia seguinte acordámos cedo, explorámos um bocadinho da zona antiga da cidade e seguimos caminho rumo ao terminal de autocarros, para apanhar o que faz ligação de Bogotá até Arménia, para depois seguir para Salento. De Bogotá para Arménia fizemos o percurso de autocarro, mas não vamos mentir: custou imenso! O que toda a gente nos dizia que seriam 5 a 7 horas foram na realidade 10 horas, pois a estrada estava com algumas obras de manutenção e acabou por ocupar o dia todo – ninguém nos recomendava fazer a viagem à noite e, sendo a primeira que fazíamos neste país, seguimos esse conselho. Chegámos a Arménia perto das 21h! E, SURPRESA, o último autocarro com destino a Salento tinha sido às 20h… Assim sendo, tivemos de ir de táxi (mais caro) … Eram perto de 22h quando conseguimos, finalmente, chegar ao nosso destino! No dia seguinte conseguimos facilmente esquecer as peripécias do caminho até lá, Salento é in-crí-vel! Recomendamos ficar por aqui o tempo que ficámos, 3 dias completos! É “obrigatório” visitar toda a vila de casas coloridas; a Calle Real, repleta de restaurantes, lojas típicas e vendedores de arepas onde se consegue provar este ícone gastronómico da Colômbia; subir os 250 degraus para chegar ao Mirante Alto de La Cruz; sair da vila e ir passar um dia completo ao Valle de Cocora, que fica no Parque Nacional de Los Nevados – vale mesmo a pena cada km que por lá se caminha! O dia no Valle é muito cansativo, mas é mesmo imperdível. Para quem não tiver medo, ainda recomendamos o passeio a cavalo que inicia no centro da vila e segue pelas redondezas de Salento até uma pequena cascata. De Salento para Medellín, ainda estávamos reticentes com as viagens de autocarro e as previsões de duração que nos diziam, acabámos por mudar o nosso plano inicial de fazer este percurso novamente de autocarro. Optámos por comprar um voo interno e fizemos este trajeto de avião… mas alertamos que é bastante mais caro, pior ainda comprando com pouco antecedência. Medellín era a nossa primeira experiência numa cidade grande e cuja segurança era um fator a ter em conta! Íamos ficar 2 dias completos por aqui, num deles explorámos por nós mesmos e provámos a famosa Bandeja Paisa, um dos pratos mais típicos da Colômbia e, no outro dia, fizemos uma tour de dia completo. A tour incluía conhecer uma réplica de um antigo município Paisa; a Praça Botero; o Parque dos Pés Descalços; as imediações do Estádio do Atlético Nacional (Prado Verde); andar de Metro e Metrocable e, a parte mais incrível de todas, conhecer a Comuna 13. Aqui a recomendação IATI é que só vão se acompanhados por um guia, mas é fantástico, ver toda a história política e urbana que a arte de rua deste bairro nos conta! Ficámos encantados com esta cidade e talvez tivesse sido boa ideia mais 1 dia por aqui…, mas, 2 dias deu-nos para isto! A manhã seguinte seria já para despedir de Meddelín e apanhar um autocarro para uma pequena viagem até Guatapé. O trajeto de autocarro (Medellín – Guatapé) é seguro e rápido, apesar de parte do percurso ser de curva e contracurva, é a melhor forma de ir até lá! Ainda aproveitámos a tarde pela vila dos famosos zócalos. Ficámos mais 2 dias completos em Guatapé, que viemos a perceber que podia ter sido apenas 1, mas deu para descansar… A não perder por aqui é mesmo a subida ao topo da Piedra Del Peñol, que recomendamos que o façam pela manhã cedo – por o calor ser mais suportável e para ter menos turistas; e o passeio de barco onde vão conseguir ver a antiga quinta e casa de Plabo Escobar, a La Manuela, que agora está entregue ao exército e já não é permitido encostar os barcos e sair para explorar… Ou seja, no dia que se sobe até à famosa Piedra dá para fazer o passeio de barco também. Nós como tínhamos ainda um dia, aproveitámos para conhecer muito bem este Pueblo, conhecido pelos zócalos, os “abuelos” a fumar cigarros na praça central em frente à igreja e comida paisa que parece melhor de restaurante em restaurante…que perdição de comida a deles! Tivemos por lá na altura da Páscoa, o que também lhe deu algum encanto com as cerimónias típicas. Os zócalos, terminando o suspense, são nada mais nada menos do que as pinturas coloridas e com relevo que decoram maior parte dos edifícios e tornam a vila muito típica e fotogénica. A próxima paragem era mais distante e fazia mudar o ambiente envolvente, apanhámos novamente autocarro até Medellín e fomos diretos ao aeroporto, para voar até Cartagena das Índias! Dada a distância e como são as estradas, recomendamos mesmo avião. Cartagena das Índias é de facto lindíssimo, ficámos por lá 3 dias completos e sentimos que tem muita coisa para ver além das praias que lhe dão fama! Aqui conhecemos um estilo de música e dança típico, a Champeta! Que ritmo que esta gente tem e como dançam…! Os finais de tarde foram sempre passados perto da Torre do Relógio a ver atuações de rua, não nos cansávamos… Há uma tour, com um preço bastante acessível, que dá uma passagem geral pela cidade e redondezas num “comboio turístico”, o que vale a pena pois permite ter noções de distâncias entre os pontos turísticos e conhecer, mesmo que rápido, todos os locais de atração. A cidade só por si é muito bonita e não nos fartávamos de caminhar pelas animadas ruas. À noite há muita animação também, foi provavelmente a zona da Colômbia que sentimos mais isso. Um dos dias dedicámos a fazer praia nas famosas Islas del Rosario, é um dia muito bem passado, mas entre a praia aqui e a que fizemos mais à frente na nossa viagem, já no Tayrona, recomendamos claramente o Tayrona… De Cartagena seguíamos caminho até Santa Marta, mais especificamente para a vila piscatória próxima a Santa Marta, Taganga! Esta vila além de ter o carisma próprio de uma vila piscatória é o local perfeito para apanhar uma lancha até ao Parque Nacional Tayrona… Mas vamos por partes: percurso de Cartagena até Santa Marta, fizemo-lo de minibus, confortável e relativamente rápido (não chega a 4 horas). Após chegados a Santa Marta, um táxi de 15 minutos deixou-nos em Taganga…e que sorte tivemos nós com o taxista que apanhámos! Após entender que gostávamos do jogador El Pibe, um ícone colombiano do futebol, fez-nos uma pequena tour por Santa Marta antes de nos levar ao nosso destino. Estávamos cada vez mais encantados com este povo e cultura. Em Taganga ficámos num hostel com uma vista de cortar a respiração… ficámos por aqui 2 dias completos, sendo que em 1 dia se conhece perfeitamente Taganga e no outro é claramente obrigatório ir até ao parque Tayrona. Há várias formas de ir até ao Tayrona, nós obviamente optámos por a que nos parecia mais aventureira…LANCHA! Todos os relatos sobre viagens atribuladas que tínhamos ouvido e/ou lido mostraram-se reais… mas não é que vale a pena e voltávamos a fazer tudo igual?! O Tayrona é impressionante e, após chegarmos lá é fácil esquecer a hora de lancha contra a corrente do mar…e na hora de regressar, tudo é mais pacifico pois já vamos a favor da corrente. Há quem fique a dormir no Tayrona, talvez ao voltarmos a organizar esta viagem tivéssemos pernoitado por lá e só regressávamos no dia seguinte… Mas diria que muito mais tempo do que isso, num país com tanto por conhecer, também não se justifica. A nível de praia, o dia no Tayrona foi de facto o ponto alto, é só preciso ter alguma atenção aos crocodilos que se passeiam pelo parque… De Taganga seguíamos novamente viagem, até Santa Marta para daí seguir de avião novamente até a uma cidade icónica…estava na hora de conhecer a Capital Mundial de Salsa e ter aulas com quem sabe! Cali! Estávamos particularmente ansiosos!! Iam ser apenas 2 dias completos nesta cidade, portanto havia que aproveitar bem cada segundo. Nestes casos consideramos que tours que percorram toda a cidade são sempre boa opção. Chegámos a Cali ainda de dia, portanto nesse dia explorámos logo um pouco de forma autónoma a zona próxima ao nosso hostel e fomos logo conhecer o famoso gato de Cali, o símbolo da cidade. No dia seguinte tínhamos então uma tour completa que nos levava de carro aos chavões turísticos, com degustação de Lulada (que delicia!) e a terminar da melhor forma numa aula de Salsa! Destacamos o Cristo Rey; o percurso à beira rio com os seus típicos gatos e a aula de Salsa. Mas em Cali nós simplesmente adorámos a mística da cidade, sem sabermos explicar muito bem o porque, foi uma cidade que gostámos mesmo muito de conhecer. Os grafitis pelas ruas, os vendedores ambulantes, os donos do hostel que nos acolheram e ajudaram a aproveitar a cidade ao máximo mesmo não ganhando nada a mais por isso. Dali tínhamos planeado seguir até ao deserto de Tatacoa mas, devido a uma greve chamada Paro, organizada pelos povos indígenas, as estradas que iriamos percorrer desta vez ao volante um carro alugado ficaram por conhecer…Estavam completamente cortadas, situação que se chega a manter vários dias seguidos.. Tivemos de improvisar, remarcar e reorganizar o final de viagem que levávamos planeado, onde mais uma vez a ajuda dos nossos anfitriões foi fulcral! Assim sendo, seguíamos antecipadamente para Bogotá, onde íamos terminar a viagem com 4 dias completos para explorar a capital Colombiana. Fizemos o percurso longo de autocarro, não queríamos vir embora sem enfrentar uma vez mais uma viagem das longas (e baratas), agora noturna. Sendo noturna a viagem de autocarro de Cali a Bogotá é perfeitamente suportável! Repetíamos o plano. Em Bogotá ficámos alojados no bairro mais famoso e antigo da capital: La Candelaria – Amámos a cidade e o bairro! Aqui, apesar de termos sempre muita atenção e cuidados com a nossa segurança, conhecemos tudo de forma autónoma. Tínhamos tempo, portanto não sentimos necessidade de guias/tours/etc. Toda a zona da Candelaria merece claramente ser explorada e fotografada! Vamos deixar então alguns pontos a não perder: Museo Botero (gratuito); Museo del Oro (gratuito ao domingo); Plaza de Bolívar; Cerro Monserrate e procurar uma free WalkingTour para explorar mesmo bem a Candelaria caso não se sintam confortáveis sozinhos como fizemos…mas aqui sim, os grafitis são de perder conta e com cores que não parecem reais! Adorámos o país, sentimo-nos seguros e surpreendidos pela positiva pois levávamos uma ideia completamente errada e, não fosse faltar-nos tanto mundo para conhecer e repetíamos já para o ano…! Ficou muita coisa por conhecer, 20 dias acabam por ser pouco para tamanho País, Pessoas e Cultura! Se ficaste interessado nesta viagem, dá uma vista de olhos ao artigo que escrevemos com curiosidades sobre a Colômbia! Autora: Mara Bento – Anda Comigo

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Roteiro de 10 dias na Malásia e Singapura

Roteiro de 10 dias na Malásia e Singapura

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Malásia e Singapura são dois países da região do Sudeste Asiático que muitos turistas têm atraído nos últimos anos. Se a Malásia é um país de misturas e contrastes dada a sua multiculturalidade, já Singapura é um país moderno e futurista, onde tudo parece ter saído de um filme. Contudo, desengane-se quem pense que Singapura é um país caríssimo para visitar. Em relação aos países vizinhos o custo de vida é bastante alto, mas em comparação aos países europeus Singapura é bastante acessível e bem mais barato do que cidades como Londres, Paris ou Berlim. Neste artigo desenhamos um roteiro de 10 dias na Malásia e Singapura para explorar ambos os países. Mas antes demais não te esqueças de contratar um seguro de vida internacional para que possas viajar em segurança. O que ver em 10 dias na Malásia e Singapura O nosso roteiro começa na cidade-estado de Singapura, que visitarás durante 3 dias para depois viajares até à Malásia e desfrutares de 7 dias a descobrir o país e algumas das suas praias e ilhas. 3 dias – Singapura Singapura é uma das únicas três cidades estado do mundo e, portanto, é relativamente pequena pelo que 3 dias serão mais do que suficientes para a visitar. No primeiro dia sugerimos começar pela Fountain of Wealth, uma fonte situada no meio de um grande complexo empresarial. A 10 minutos a pé daqui fica o Esplanade, bastante famoso por receber inúmeros espetáculos de teatro. Ainda que não queiras assistir a nenhum espetáculo, vale a pena passar por aqui já que terás uma visão espetacular sobre o famoso hotel Marina Bay. Daqui segue em direção à Helix bridge que por sua vez te levará ao shopping do Marina Bay. Mesmo por trás deste estão os famosos jardins luminosos Gardens by the bay. Se quiseres assistir ao show de luzes noturnos, vale a pena confirmar o horário no site oficial. A entrada é gratuita mas se quiseres subir lá cima o preço do ticket será de 8 SGD (dólares de Singapura). Podes também comprar um outro ticket (28 SGD) que te dará acesso não só aos jardins, como a todo o complexo onde existem vários shows e atividades. De seguida, segue para a Waterfront street onde poderás ver o famoso leão Merlion, um dos cartões-postais de Singapura. Para o fim do dia sugerimos o Bar Cé La Vie para poderes relaxar e beber algo. Uma opção interessante para jantar poderá ser um dos restaurantes Michelin tão característicos de Singapura. No segundo dia sugerimos começar pela Little India, um famoso bairro com um estilo bastante diferente. Daqui continua para a Arab Street e deslumbra-te com a Sultan Mosque. Não te esqueças que, se quiseres entrar, deverás cobrir os joelhos e ombros. De seguida sugerimos que sigas até à famosa Hill Street, onde estão concentradas as maiores lojas de luxo de Singapura. Depois vale a pena descansar um pouco e beber algum refresco em Clarke Quay, uma zona de bares e restaurantes com uma vibe muito animada. Se ainda tiveres pernas para andar continua para a Chinatown e aproveita para jantar num dos muitos mercados noturnos conhecidos como Hawker Centres (os mais famosos são o Chinatown complex, Old airport road e Maxwell road). Para o terceiro dia sugerimos a ilha de Sentosa, onde a diversão será garantida. Aqui poderás desfrutar tanto de praias artificiais, saltos de para-quedas e até andar de teleférico. É também em Sentosa que fica o Museu Madame Tussauds e os Estúdios da Universal. Estes são alguns dos locais que recomendamos visitar em Singapura. Na restante parte do dia sugerimos que partas para Kuala Lumpur. Poderás fazê-lo diretamente de avião ou mesmo de autocarro já que existem autocarros a todas as horas a ligar ambas as cidades. A viagem fica por 15 SGD e dura aproximadamente 5h. 3 dias – Kuala Lumpur Kuala Lumpur é uma típica capital asiática. Porém, embora aparentemente confusa e cheia, é bem mais limpa e organizada do que Banguecoque ou Hanói. Para te moveres em Kuala Lumpur sugerimos que utilizes a opção Grab, similar ao uber. É simples, prático e bastante barato em Kuala Lumpur. Se queres descobrir mais informações sobre a Malásia, lê o nosso artigo sobre os 10 factos sobre a Malásia que desconhecias. O dia nesta cidade começa na zona moderna onde estão as tão famosas Petronas Towers. Em frente está um pequeno jardim com um chafariz onde poderástirar imensas fotos e tentar tirar uma fotografia com as torres completas, acredita que não será tarefa fácil já que estas têm 452 m de altura. Dentro do edifício existe também um shopping com uma enorme concentração de lojas de marcas de luxo. Do outro lado das torres fica o KLCC Park, um parque verde com um lago que convida também ao descanso. Poderás também subir ao topo das Petronas e deslumbrar-te com a vista desde lá de cima. Porém, uma opção também bastante fiável será optar por subir à KL Tower, pois não só fica mais barato, como também terás uma vista sobre as Petronas. Depois e para terminar o dia sugerimos um dos imensos Sky Bars onde poderás tomar uma bebida enquanto aprecias o pôr-do-sol do alto de Kuala Lumpur. Alguns dos mais famosos incluem o Heli Lounge Bar, Luna Bar e Marini’s on 57. De seguida segue para a Changkat Bukit Bintang, uma rua de bares e restaurantes bastante famosa. No segundo dia sugerimos que visites a zona mais antiga da cidade. Aqui incluem-se o Central Market onde poderás comprar imensos souvenirs. Logo a seguir fica a famosa Chinatown, também conhecida como Petaling street, com alguns templos chineses e também o templo hindu Sri Mahamariamman. Continua para a zona árabe onde encontrarás o famoso edifício do Sultão Abdul Samad, a antiga estação de comboios Jalan Sultan Hishamuddin a Dataran Merdeka, a principal praça da cidade onde foi proclamada a independência da Malásia. Por fim vale também a pena visitar a zona da Little India – Brickfields e jantar no mercado noturno Alor Street. No terceiro e último dia não poderás deixar de visitar as tão famosas Batu Caves. Estas situam-se a sensivelmente 13 km de Kuala Lumpur, no distrito de Gombak, mas o trajeto até lá de comboio é bastante acessível e utilizado pela maioria dos turistas. Para tal terás apenas de te deslocar à estação de comboios KL Sentral Station e apanhar o comboio Komuter na plataforma 3. A viajem durará em média 45 minutos e terás de sair na paragem designada por Batu Caves. 5 minutos de caminhada e estarás nas famosas escadas coloridas. Leva contigo uma garrafa de água pois tens à tua espera 272 degraus. 2 dias – Penang, George Town Neste roteiro de 10 dias na Malásia e Singapura, a próxima paragem na Malásia será a cidade de George Town, onde poderás fugir um pouco à confusão e poluição das grandes cidades. George Town é uma cidade na ilha de Penang e a melhor forma de lá chegar será de avião desde KL já que os voos internos na Malásia são bastante baratos e muitas vezes mais acessíveis que os preços de autocarro. Outra opção poderá também ser de comboio ou autocarro. Aqui sugerimos que num dos dias aproveites a cidade de George Town, famosa pela sua Street Art. Afinal o seu centro histórico foi considerado Património Mundial pela UNESCO. O melhor será pedires no teu hotel um mapa da cidade, onde costumam estar assinalados os principais pontos com arte de rua. Passeando a pé pelo centro histórico acabarás também por passar por alguns monumentos históricos como o City Hall, Queen Victoria Clock Tower e Fort Cornwalls. A Malásia é um país multicultural, portanto é provável que tropeces a toda a hora em templos, igrejas e mesquitas. Os mais famosos em George Town são a Mesquita Kapitan Keling, a Catedral de Assunção e o templo hindu Sri Mahamatiamman. Vale também a pena visitar os Clan Jetties, o antigo bairro chinês que ainda sobrevive na ilha de Penang. No segundo dia sugerimos uma visita ao Parque Nacional de Penang, as paisagens são incríveis e há vários trilhos para fazer que terminam em praias paradisíacas. Embora seja uma ilha, Penang não tem praias atraentes em comparação com outras ilhas, mas acredita que estas valem a pena. O principal trilho dura cerca de 1h30 e termina numa fantástica praia deserta. Se não quiseres fazer o caminho de volta, poderás utilizar um taxi-boat para regressar. No final do dia assiste ao pôr do sol no Penang Hill e regressa depois à cidade. Sugerimos também que experimentes um dos muitos mercados noturnos como o Chulia Hawker ou o Padang Kota Lama. 2 dias – Langkawi (1ª opção praia) Por fim e como não poderia deixar de ser, reservamos dois dias da tua viagem para ficares pela praia. Langkawi é, a seguir a Penang, a maior ilha da Malásia e, portanto, tem várias estruturas de restaurantes, alojamentos e atividades. A melhor forma de cá chegar desde Penang será diretamente de avião já que Langkawi tem aeroporto. Aqui poderás tirar dois dias para relaxar na praia ou poderás também incluir algumas atividades como tours de snorkeling por algumas ilhas desertas ou mesmo fazer alguns trilhos. Um dos pontos altos de Langkawi é o teleférico, um dos maiores da Malásia que oferece uma visão panorâmica sobre a ilha e termina numa famosa ponte suspensa. Esta ilha é também conhecida por ser dutty free, o que pode atrair alguns turistas viciados em compras. Embora tenha mais estrutura e atividades, Langkawi não oferece praias paradisíacas como a Tailândia. Se estiveres à procura de um local calmo apenas para desligar a mente, continua para a próxima sugestão. 2 dias – Perenthian (2ª opção praia) As Perenthian são um conjunto de pequenas ilhas situadas na costa oeste da Malásia. As duas ilhas principais são Perenthian Besar, tranquila e mais adequada para famílias, e Perenthian Kecil, com um ambiente mais jovem e festivo. Ambas são praias de areia clara e com poucas infra-estruturas, já que aqui não circulam quaisquer veículos motorizados. Esta zona é também muito conhecida pela prática de mergulho já que assenta sobre uma zona de corais. Existem muitas escolas de diving na zona e é uma das principais atividades destas ilhas. Tirando isto aproveita estes dois dias para relaxar, beber um copo num dos muitos bares de praia e para assistir aos magníficos pores do sol. Que te pareceu este roteiro de 10 dias na Malásia e Singapura? Antes de começares a tua viagem, recomendamos que faças uma Consulta do Viajante e tomes as vacinas recomendadas para viajar para o Sudeste Asiático. Autora: Patrícia Carvalho, Girl from nowhere

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Bundi, a pequena cidade mágica do Rajastão

Bundi, a pequena cidade mágica do Rajastão

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A Índia é daqueles países que te surpreende a cada dia que passa. É um país gigante onde o idioma, a forma de vestir e algumas rotinas vão mudando conforme as regiões. Desde as praias calorosas de Goa, às montanhas nevadas do país, verás uma constante mudança de hábitos e tradições! De que estás à espera para preparar a mochila? Mas primeiro, não te esqueças de contratar o teu seguro de viagem online e parte à aventura. O que ver e descobrir em Bundi A região do Rajastão é das mais famosas e mais interessantes de se visitar neste país. Bundi fica nesta região e mesmo não sendo nada turística, não podes deixar de incluir no teu itinerário. Neste artigo vamos escrever as melhores dicas para explorares os melhores sítios de Bundi. Garh Palace e Taragarh Fort É um dos muitos palácios reais do Rajastão. Desde o alto da colina e com uma vista espetacular para o lago da cidade, este é daqueles sítios que te vai fazer recuar aos tempos dos marajás e das suas múltiplas esposas. Sem dúvida, não vais querer perder este espetáculo arquitetónico. Como a maioria dos palácios, este também se encontra protegido por um forte imenso que vais perder de vista. Sukh Mahal Este monumento está construído no lago Jait Sagar. Ideal para um passeio ao fim da tarde para ver a sua beleza arquitetónica, construída maioritariamente por mármore branco. Sendo a Índia um país cheio de histórias e lendas, dizem que este monumento está ligado por um túnel secreto ao palácio do rei, assim este podia escapar em segurança em caso de ataque ao palácio. Também se ouve pelas ruas que o Sukh Mahal foi construído para que os príncipes da cidade pudessem exercer os seus rituais malignos. Nawal Sagar Tank Este é o lago principal da cidade que te oferece uma vista incrível do reflexo do palácio na água! É um sítio a não perder para ver e interagir com os as pessoas locais que aqui fazem a sua vida, rezas, rituais, lavam roupa, passeiam e convivem com a família e amigos junto do lago. Jait Sagar Tank Sendo o maior lago de Bundi, este tem uma curiosidade. Na altura mais quente da região, este lago fica completamente seco e os agricultores usam-no para o cultivo. Na altura de chuvas, este volta a ser o maior lado da cidade. Shikar Burj Se és daqueles que gosta de aproveitar bem o dia, este é o melhor sítio para aproveitar o nascer do sol. Está um pouco afastado do centro da cidade, mas não te vais arrepender. Este é um dos muitos templos abandonados do país. Dhabhai Kund – Stepwell Visitar os Poços de armazenamento de água, ou stepwells como são chamados na Índia, é obrigatório neste país! São obras arquitetónicas incríveis, onde antigamente armazenavam água para as alturas mais secas do ano. Bundi tem mais de 50 poços. Incrível, não é? Uns estão abertos ao público, outros fechados, uns servem de piscina e diversão para os miúdos e outros onde cobram entrada aos turistas. Um dos mais bonitos é o Dhabhai Kund. Fica perto do centro de Bundi e merece uma visita e admirar as suas centenas de degraus. Chudi Bazar Não há melhor forma de ver a vida dos locais e interagir com eles que ir a um bazar ou mercado local. É um local onde há movimento e vida todo o dia, tudo acontece ao mesmo tempo e é um autêntico mergulho na cultura da cidade. Se és um amante de mercados e produtos locais não percas este. Desde fruta, vegetais, comida de rua e vendedores ambulantes, roupa e animais. Deixa-te levar pela mistura de cheiros e cores, pela confusão e simpatia das pessoas de Bundi! Chouth Mata Mandir Este é um templo ainda em construção, mas que todos os dias há celebrações e rezas. Ao fim da tarde é uma boa hora para o visitar pois é quando a maioria das pessoas vão fazer as suas rezas e doações e podes ver o pôr do sol desde aqui. Cenotaph dos 84 pilares Mandado construir por um dos Marajás da cidade, é um sítio a não perder especialmente à noite quando está todo iluminado. Durante o dia também podes visitar, no entanto, este lugar é mais encantador à noite. Bundi é um pequeno tesouro perdido no Rajastão, cheio de história e sorrisos para oferecer. Caminhar pelas ruas sem destino e ver a forma simples e humilde que as pessoas vivem, é das melhores coisas que podes fazer nesta cidade. As pessoas têm muita curiosidade quando vêm um estrangeiro, pedem fotos e muitas vezes convidam-te para as suas casas a tomar o tradicional masala chai, que dizemos já que é delicioso. Ainda tens dúvidas que a Índia é um destino incrível e digno de uma visita? Não percas tempo e parte para esta aventura! E se estása pensar viajar pela Índia, não te esqueças de experimentar uma viagem num dos comboios indianos. Autores: The Globetrotter Duo

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Ruta del Cares: Pelos Picos da Europa

Ruta del Cares: Pelos Picos da Europa

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A Ruta del Cares esta localizada no Parque Nacional dos Picos da Europa, em Espanha, mais precisamente entre a aldeia de Caín e Poncebos. E o que torna este trilho um dos mais emblemáticos e bonitos do mundo? Pois bem, um caminho de 12 km escarpado numa montanha, entre desfiladeiros, vistas vertiginosas e a natureza sempre presente. São motivos suficientes para te fazer sonhar? Não te esqueças que até nos sonhos pode haver quedas. Por isso arrisca em segurança e contrata o seguro de viagem perfeito e que se adequa a aventureiros como tu. Como foi criada a Ruta del Cares? Entre 1916 e 1921 mais de 500 homens foram encarregados de abrir um caminho na montanha que serviu para construir um canal de alimentação da central hidroelétrica de Camarmeña-Poncebos. A parte trágica desta construção foi que cerca de 11 desses construtores faleceram. Mais tarde, entre 1945 e 1950 foram realizadas melhorias que permitiram transformar este caminho num trilho percorrido agora por milhares de apaixonados pela natureza e as suas maravilhas. Para quem se está a iniciar no mundo dos trilhos não precisa ter receio, é um trilho bastante acessível a qualquer pessoa, só é necessário não ter vertigens e estar pronto para caminhar 12km para um lado e mais 12 para o outro, num total de 24km. Onde começar o trilho? Existem duas opções: iniciar o trilho na aldeia de Poncebos ou na aldeia de Caín. Para quem começar em Caín, não terá que descer até Poncebos e voltar a subir cerca de 3km, a subida mais ingreme e difícil de todo o trilho. Mas quem iniciar o caminho em Poncebos não se vai livrar da subida, mas fará o trilho na sua totalidade e podes acreditar que será uma experiência inacreditável. Assim sendo, aconselhamos-te a que comeces o trilho em Poncebos e desfrutes desta experiência na sua totalidade. Iniciando em Poncebos podes deixar o carro mesmo na aldeia e seguir até Caín durante 12km. Quando chegares a Caín vais poder molhar os pés na água gelada do rio Caín, o que te vai dar força para a viagem de volta. Em Caín poderás também comprar um cajado, comer num restaurante e recuperar para a volta. Se estiveres disposto a pagar 100€ podes voltar de táxi para Poncebos. São cerca de 100km pela estrada. Ao longo deste fantástico trilho vais poder encontrar uma companhia bastante agradável, mas uma quanto perigosa, as cabras. Estes animais vão estar ao longo do trilho muitas vezes em locais que parecem impossíveis e atentos aos turistas que estão a comer. Por isso tem cuidado se elas perceberem que tens comida podem saltar e levar a quedas. Recomendações práticas • Calçado confortável, • Roupa adequada incluindo um corta vento, • Snacks e água adequada à época; • Cuidado com as cabras (evitar dar comida); • Câmara fotográfica para registar todos os momentos; • Atenção durante o trilho, evitar correr ou movimentos bruscos durante o caminho; • Se pretendes almoçar em Caín reserva algum tempo devido às filas de espera; • Protetor solar, chapéu; • Cuidados redobrados com as crianças. O que não podes perder no Parque Nacional dos Picos da Europa • Fuente Dé: Sube no teleférico todo vidrado a 1823 m de altitude em apenas 4 minutos e aproveita as vistas para a montanha. Se fores no inverno, podes aproveitar as atividades na neve ou fazer o Trilho Puertos Aliva • Lagos de Covadonga: Vais poder encontrar o lago Enol e o lago Ercina que são lagos glaciares localizados no cimo de uma montanha com vistas arrebatadoras. Se tiveres oportunidade podes ficar alojado no refúgio Vega de Enol e desfrutar de uma verdadeira experiência de montanha; • Santuário de Covadonga: Um santuário no cimo da montanha com uma igreja escarpada numa gruta, uma deslumbrante construção que é procurado por religiosos e curiosos; • Mirador del Tombo: Um miradouro localizado num local privilegiado que permite ver a montana de baixo para cima e ler num painel os relevos da montanha. • Mirador del Fito: Localizado a 20km da cidade de Cangas de Onis é possível encontrar um miradouro com vista a 360º que nos faz viajar entre a montanha e a praia. • Sotres: Considerada a aldeia mais alta dos Picos da Europa, a cerca de 1050m de altitude tem acesso apenas de carro por uma estrada sinuosa, por isso sê prudente. Aqui vais poder encontrar aquele que é considerado o melhor queijo dos Picos da Europa, o queijo Cabrales que é maturado em cavernas naturais. E se gostas de natureza e de trilhos em Parques Naturais, aconselhamos-te a conhecer as 10 cascatas imperdíveis do Gerês! Autor: Tworistas

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Seis coisas que deves saber antes de visitar a Polónia

Seis coisas que deves saber antes de visitar a Polónia

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Visitar a Polónia, um país ainda algo fora da habitual rota turística pela Europa, é um destino que tem tudo para se tornar um dos principais destinos para viajantes que procuram história, cultura, gastronomia e entretenimento. Quer em Varsóvia, a capital, quer em Cracóvia, a segunda maior cidade, é garantido que sairás deste país com a certeza de teres escolhido bem o teu destino. E para que nada te estrague a experiência, não te esqueças do seguro de viagem! 6 coisas que deves saber antes de visitar a Polónia A sua gastronomia é variada e absolutamente deliciosa Com influências de vários países e culturas diferentes, a gastronomia polaca é rica e deliciosa. O uso dos cereais manifesta-se através do elevado consumo de pão e dos tradicionais dumplings que dão pelo nome de Pierogi (pastéis de massa cozida com vários recheios diferentes), sendo bastante frequente o uso de outros produtos agrícolas como beterrabas, cogumelos, batatas ou pepinos. A carne é dominante na gastronomia polaca, em especial a de porco, a de ganso na altura do Natal, e o famoso bife tártaro que se encontra em praticamente todos os menus de restaurantes. As sobremesas são algo absolutamente obrigatório com uma variedade incrível de bolos e doces de várias espécies e feitios. Quando visitares a Polónia, prepara-te para dares por ti a repetir com frequência “não consigo comer mais nada…”. Se visitares a Polónia durante o inverno aproveita para conhecer os seus mercados de Natal e beber vinho ou cerveja quente, a bebida por excelência do inverno polaco. Tem regras e são para serem cumpridas A Polónia tem algumas regras/leis que é importante teres em conta quando a visitas. De uma forma geral, beber em locais públicos na Polónia não é permitido. Existem algumas exceções, criadas por cada cidade, que o permitem em alguns locais específicos mesmo sendo públicos, mas pelo sim pelo não é melhor não facilitares, limitando o consumo aos espaços criados para o efeito. Praguejar em público também é proibido, apesar de esta lei se aplicar em particular à língua polaca. Tem isto em conta caso te aventures a dizer as tuas primeiras palavras em polaco. E não te esqueças também de atravessar sempre nas passadeiras, respeitando os semáforos. Apesar de esta lei também existir em Portugal, na Polónia é efetivamente levada a sério, implicando uma multa caso seja infringida. Tem na vodka a sua bebida oficial e na cerveja uma obsessão Prepara-te para mudares a tua opinião em relação à vodka. Esta bebida de elevado teor alcoólico é a bebida oficial da Polónia e o que não faltam por lá são inúmeras marcas com diferentes sabores. Numa saída à noite é quase impossível não dares por ti a beber um shot de vodka, quer simples, quer misturado com sumos ou especiarias. A cerveja é também, a par da vodka, uma das bebidas mais consumidas no país. Para além das tradicionais marcas Žywiec, Tyskie e Okocim, a Polónia tem vindo a apostar bastante ultimamente nas cervejas artesanais. A sua História vai muito além dos acontecimentos da II Guerra Mundial Declarada oficialmente como Reino em 1025, a História da Polónia foi fortemente influenciada pela sua posição geográfica que a coloca no centro de várias culturas diferentes. Quer em Varsóvia quer em Cracóvia, encontras por todo o lado vestígios de um passado extremamente rico quer a nível cultural, quer a nível arquitetónico. Foi neste país também que nasceram algumas das maiores personalidades do mundo da cultura e ciência como o famoso compositor Frederic Chopin, a cientista Marie Curie ou o astrónomo e matemático Nicolau Corpernicus. O tempo não é sempre ártico A primeira ideia que surge quando se pensa no clima da Polónia é frequentemente de que é marcado por temperaturas de nível ártico. Isso pode ter alguma dose de verdade no Inverno, quando as temperaturas podem baixar até aos -20ºC, mas não no Verão, altura em que podem atingir máximas de 30º a 35ºC. Evita dizer a um polaco que a Polónia é um país da Europa do Leste Se o fizeres, é certo que serás rápida e rigidamente corrigido por qualquer polaco que te lembrará que a Polónia é um país da Europa Central. A necessidade de se afastarem por completo de qualquer associação ao regime soviético é uma das causas para esta veemente afirmação. A Polónia é um dos destinos que não deves deixar de fora do teu interrail pela Europa! Apesar de não ter uma ligação ferroviária excelente como noutros países, é uma ótima opção para viajar até Praga, Lvov e outras cidades próximas. Vais visitar a Polónia? Autora: Maria João, Joland

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O que não podes perder no Alentejo

O que não podes perder no Alentejo

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Hoje levamos-te a descobrir o Alentejo… uma das regiões mais pitorescas de Portugal Continental e vamos contar-te tudo sobre o que não podes perder no Alentejo. Neste artigo sugerimos-te várias atividades e experiências, para poderes usufruir ainda mais do Alentejo! Seja uma viagem com amigos, família, ou até mesmo individual, esta bonita região irá marcar-te para sempre. Contrata o teu seguro IATI Básico, perfeito para uma escapadela por Portugal e parte à descoberta de uma das zonas menos conhecidas do nosso país! O que ver no Alentejo Nesta região cheia de histórias e tradições, podes-te perder pelos seus castelos e ruas estreitas, dar mergulhos nas praias alentejanas, passear de barco pelas tranquilas águas do Alqueva ou até mesmo, fazeres caminhadas pelas planícies douradas. Castelos: cidades, vilas e aldeias Ao percorreres o Alentejo, irás deparar-te com uma grande diversidade de cidades, vilas e aldeias com tradições comuns, mas com traços próprios! O ideal é que escolhas algumas mais emblemáticas e outras menos conhecidas, para que te possas aperceber das diferenças. Após a escolha, visita os seus centros históricos, os museus e se tiveres oportunidade, visita alguns artesãos. No Alentejo, irás encontrar muitos castelos também. Dada a sua proximidade com a fronteira, esta região foi muito importante para a história portuguesa! Alguns dos castelos que te sugerimos são Castelo de Vide, Marvão, Elvas e Évora, mas existem muitas mais para explorar. Praias e areias douradas Se és amante de praia, no Alentejo encontras areais extensos e cuidados, com mais de 30 praias com bandeira azul. Algumas delas com falésias, que proporcionam paisagens de cortar a respiração. As praias do Alentejo, com os fáceis acessos e boas infraestruturas, são também muito procuradas por praticantes de modalidades aquáticas, como o surf e o bodyboard. Não percas, entre outras, a praia de Vila Nova de Mil Fontes, Porto Corvo e Zambujeira do Mar. Barragens e lagoas Ao deslocares-te pela região, vais-te aperceber que no Alentejo existem várias barragens e lagoas, que acumulam água para abastecimento das populações e para uso agrícola, mas que cada vez mais, são usadas para desportos náuticos como a canoagem ou o SUP. A mais famosa é a Barragem do Alqueva, e no seu cais, existem pequenos cruzeiros que te levam a navegar pelas aldeias ribeirinhas. Gastronomia Alentejana Viajar também é sinónimo de gastronomia, e no Alentejo não te vais desiludir. As famosas açordas alentejanas, onde adicionam o pão alentejano ao molho de tomate, as migas com carne de porco, o sarapatel, a cabeça de xara e carne de porco à alentejana, são alguns dos pratos obrigatórios para quem lá passa. Nas zonas mais costeiras, os pratos mais habituais são as massadas de peixe, as feijoadas de búzios, as Caldeiradas e as Cataplanas de peixe fresco, pescado naquelas zonas. No que diz respeito a sobremesas, terás que provar a Sericaia e o Pão de Rala, doces tradicionais que abundam em açúcar e ovos. Vinhos e Adegas A par da gastronomia, o vinho é outro ex-libris desta região. Com um clima seco e as características únicas do solo alentejano, os viticultores têm as condições perfeitas para a elaboração de vinhos de excelente qualidade. O tinto é um vinho bem encorpado, com aroma a frutos silvestres e muito rico em taninos. Já o branco, não é tão encorpado, apresentando um cariz mais suave com aromas de frutos tropicais. Aproveita a oportunidade e visita uma Adega! Monumentos Megalíticos No Alentejo, existe uma grande concentração de monumentos megalíticos e, porque não aproveitares para viajar até ao passado? aproveita e faz uma visita ao Menir dos Almendres, à Anta Grande do Zambujeiro e ao Cromeleque dos Almendres, o maior monumento megalítico da Península Ibérica e um dos mais antigos do mundo. Atividades únicas e originais Aproveita a passagem no Alentejo, para viveres experiências únicas e diferentes. Por toda a região, o Birdwatching é uma atividade que cada vez mais tem mais adeptos. Um passeio de balão, também é uma boa aposta já que o clima é perfeito para este tipo de atividades. Para terminar, uma visita ao Centro de Ciência Viva das Minas do Lousal, para conheceres as antigas rotinas diárias de uma pequena aldeia mineira que há alguns anos, extraiam pirites de cobre das profundezas. Autor: Ricardo Couto, Gato Vadio

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Descobre os encantos de Bratislava!

Descobre os encantos de Bratislava!

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Um destino um tanto invulgar, mas que realmente merece toda a nossa atenção: descobre os encantos de Bratislava neste artigo que preparamos para ti. Explora este novo destino e depois conta-nos tudo! Bratislava é uma cidade de tamanho médio e é possível conhecer todo o seu centro histórico a pé. Apesar de não ser uma capital com atrações turísticas demasiado famosas, Bratislava também tem o seu charme e muita história para contar. O nosso seguro de viagens IATI Escapadinhas é o seguro ideal para escapadelas pela Europa, já que tem um preço bastante acessível e coberturas básicas, que te protegem no caso de que aconteça algum acidente inesperado. O que ver em Bratislava Ao longo da história, a Eslováquia passou pelo domínio de diversos povos e sofreu muito com a opressão comunista, mas foi através da paz que conquistou a sua independência e democracia. Por isso, a cultura do país mistura-se muitas vezes com a das nações vizinhas, como o extinto Império Austro-Húngaro e a atual República Checa, com quem formava a extinta Checoslováquia. Na era medieval Bratislava era uma cidade amuralhada, como tantas outras, e o portão de St. Michael dava acesso à área que hoje é conhecida como Cidade Velha. Na tua caminhada pela cidade, não deixes de apreciar a beleza arquitetónica do Teatro Nacional da Eslováquia. Curioso é que a fachada está decorada com bustos de diversos artistas “nacionais”, já que foi construído durante o período em que a Eslováquia fazia parte do Império Austro-Húngaro. Portanto, nenhum deles é, na verdade, eslovaco. Bratislava é marcada, também, por algumas estátuas curiosas. Talvez a mais interessante delas seja a de Cumil, um homem que está dentro de um esgoto. Por trás da estátua há muitas histórias, mas dizem que, na verdade, o objetivo era atrair a curiosidade e mais pessoas para o centro histórico, que estava abandonado pela população local (e funcionou!). Muitos também dizem que a estátua traz boa sorte para quem lhe passar a mão na cabeça. Por via das dúvidas não custa tentar, não é?! A Catedral de St. Martin é outro ponto icónico da cidade e possui um alto valor histórico. É uma das poucas igrejas no mundo que resistiu às guerras e ainda mantém o seu estilo gótico original de 1452. Nesta catedral, foram coroados diversos reis e rainhas do Reino Húngaro, entre 1563 e 1830. Pelas ruas de Bratislava podemos encontrar símbolos que marcam o trajeto percorrido pelos monarcas após a coroação, o chamado Caminho da Coroação. No início da década de 70, Bratislava passou por um processo de modernização, com a construção de uma nova ponte e um miradouro de aspeto futurista, visto que o governo da extinta Checoslováquia quis tornar Bratislava na “capital moderna do país”, enquanto Praga seria mantida como a capital oficial e histórica. O Castelo da Bratislava, construído no século X, já passou por inúmeras remodelações, como consequência da sua destruição durante as guerras, e estas acabaram por alterar o seu estilo arquitetónico original. Mesmo que não queiras visitar o castelo por dentro, subir ao topo da sua colina é indispensável. Daqui poderás contemplar a brutal vista para a Cidade Velha, a nova ponte e o rio Danúbio! A Igreja de Santa Isabel, também conhecida como Igreja Azul, é outra paragem obrigatória numa visita a Bratislava, já que se destaca de qualquer outra igreja! Foi construída em 1910 pelo arquiteto húngaro Ödön Lechner e é de estilo Art Noveau, típico da época. Apesar de estar a uns 10 minutos a pé do centro da cidade, vale a pena visitá-la pois não é todos os dias que vês uma igreja completamente azul! Não podemos falar na Eslováquia sem comentar a sua gastronomia tradicional! Durante a tua visita não deixes de experimentar o Bryndzove pirohy e o Bryndzove halusky. O primeiro é um tipo de tortellini e o segundo parece um mini-gnocchi de batata, ambos cobertos de queijo de ovelha. Para acompanhar, toma um copo de Kofola, o refrigerante eslovaco feito à base de ervas, com menos açúcar e corantes do que as bebidas mais conhecidas. De sobremesa, come uma empada recheada com sementes de papoila, cujo sabor é muito suave. A Eslováquia, apesar de não ser um destino turístico muito comum, impressiona os seus visitantes pela força e paz com que superaram tantas fases difíceis da sua história. Mesmo sendo uma cidade pequena, Bratislava é adorável e já entrou na nossa lista de recomendações para viagens na Europa! Já visitaste ou está a planear esta viagem? Conta-nos nos comentários! Se estás a pensar fazer um interrail pela Europa, Bratislava é uma boa opção e uma paragem que recomendamos! Autora: Amanda sem fronteiras

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10 dias em São Roque do Pico

10 dias em São Roque do Pico

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Cais do Pico, São Roque do Pico, Ilha do Pico, Açores e Portugal. Uma espécie de construção matrioska da minha projecção de um postal, onde o genuíno impera. Estava um nevoeiro cerrado no Cais do Pico. Assim começa a minha história. Hoje em dia todos os nomes de grandes e pequenas povoações dos Açores são-me familiares. Há poucos anos não eram. Sabia o nome das ilhas. Hoje, com sorte, se me disseram um nome de uma rua da ilha do Pico, corro o risco de acertar. Como adoro aquela terra. Não é o lugar onde nasci, não vivo lá e muito provavelmente não irei lá viver lá. Mas já considero este pedaço de terra Atlântica como minha. Percebem o sentimento? Acho que um sentimento tão típico dos Açores. Sinto-o como algo magnético. Onde o natural é ser belo e onde o simples é perfeito. No final de Maio, do ano 2018, decidi viver durante 10 dias na ilha do Pico e mais concretamente no concelho de São Roque do Pico. Há anos, poucos, São Roque do Pico era um daqueles nomes dos Açores que eu não conhecia. Hoje é quase tão familiar como a palavra casa. Recuo a esse mês de Maio e ao Cais do Pico, e ao nevoeiro cerrado. O Cais do Pico, para mim, é o coração de São Roque. Junto à antiga Fábrica da Baleia Armações Baleeiras Reunidas, Lda, hoje Museu da Indústria Baleeira, com vista para a marginal de São Roque e para os contornos da ilha de São Jorge, sentei-me na rampa de entrada das baleias (a caça e transformação da baleia foi extinta em 1984) a ouvir o mar a bater nos muros de pedra e viajar no tempo. No tempo dos homens do vinho licoroso e das baleias. No tempo em que não existiam aviões. No tempo em que chegar ao Pico era apenas para os mais audazes. Não tinha plano e iria ficar durante 10 dias. Levantei-me e dei inicio à viagem. Já vos disse que estava um nevoeiro cerrado? São Roque do Pico, é um dos três concelhos que formam o território da ilha do Pico (juntamente com as Lajes do Pico e a Madalena). Tem cerca de 3500 habitantes e cerca de 150 km2 de área. Foi terra marcada pela caça à baleia, tal como todas as ilhas do triângulo (Pico, Faial e São Jorge), e foi, e ainda é, terra de vinho e de vinhas muito particulares (rasteiras e muradas), onde “vive” destacada a casta Verdelho. Também é terra de paisagens sem fim. Para o mar, com a ilha de São Jorge a funcionar com um grande quadro onde acaba o azul. Para a terra, claro com a montanha mágica (Montanha do Pico, ponto mais alto de Portugal) a absorver todas as atenções. Também é terra de boa comida, com peixe e carne quase em igualdade pontual, no que toca ao maior destaque. Tem bons restaurantes, mas o melhor (é sempre o melhor) é encontrarem a casa da avó de alguém e comerem (e beberem) ao som de uma boa história açoreana. Não encontrei nenhuma avó, pronta a receber-me, mas encontrei a Cristina, que me recebeu de uma forma que deveria constar em todos os manuais que falam em bem receber. Tudo do melhor. Só a conversa e as histórias bastavam, mas a comida também era do melhor. Comida verdadeira, sabem? Aquela que conforta o coração. Isto tudo na Adega Buraca (portanto, vocês também podem ir visitar a Cristina). Já tinha mencionado que era terra vinho e vinha, mas ainda não tinha enaltecido que também é terra de quem faz vinho. Tenho destacar o Czar (que nome altivo para um vinho) do amigo Fortunato, que honra gerações, com uma espécie de dádiva dos deuses. Também é terra de barcos e de mestres de barcos, com a lindíssima freguesia de Santo Amaro em destaque. Santo Amaro e o seu cantinho chamado Terra Alta, dignos de um sonho do qual não vamos querer sair. Qual segredo dentro do segredo. Não posso sair de Santo Amaro sem dar um beijinho às irmãs gémeas Alzira e Conceição Neves, que são das melhores contadoras de histórias com quem já me cruzei e que fazem da sua casa e da sua escola de artesanato, uma espécie de santuário de coisas boas e genuínas. E ainda tenho de passar pela Prainha. Mais uma freguesia de São Roque. Bem, falar da Prainha é tocarem-me no coração. As ruas, a vista da Igreja, o cais, o bar da Neide, as laranjas da mãe da Sílvia, o sorriso da Sílvia, a simpatia do Daniel. Enfim, é um lugar a roçar aqueles lugares são feitos com poções mágicas. Lindíssima e com pessoas do melhor. Falando da Prainha, não posso esquecer o caminho da Prainha para São Roque. Um misto de bosque, com uma floresta que acaba no mar, e prados, com desníveis, a desafiar a física, a perder de vista. Claro, o azul do mar e a imponência estão sempre presentes. E depois também é terra acolhedora. Sim, acolheu-me a mim, como se acolhe um filho, durante os tais meus 10 dias disfarçado de açoreano. Mas também acolheu, por exemplo, o Pavel. Um russo que chegou ao Pico para mergulhar, apaixonou-se por aquele lugar (fácil!) e ali assentou arraiais. É dono do Casa Âncora, que fica em plena marginal de São Roque. Um dos restaurantes mais boa pinta, não só o Pico, mas dos Açores. E no final, como no início, é regressar ao Cais do Pico, voltar a sentar-me no muro e ouvir o som do mar. Como se o mar dissesse tudo, e onde nesse tudo o mais importante é o silêncio. Silêncio que nos faz olhar para dentro, sentir o lugar e sentirmo-nos como parte dele. Para quem acredita em fantasia, como eu, a palavra magia tem sempre que entrar aqui. Esta terra é mágica. Sentado no muro do Cais Pico, num lugar dos baleeiros, com tal nevoeiro cerrado, tão típico dos Açores e do Pico. Que não afeta porque sabemos que tudo muda, num segundo, sabendo que o Sol vai aparecer e aquecer. Já vos tinha falado em magia? Sentado no tal muro, penso se São Roque pode ser um postal. Normalmente, os postais são de areia branca e em lugares que não existem da maneira como são mostrados. Para mim, um postal é pegar numa fotografia e entrar para dentro dela, numa mistura entre sonhos, fantasia e uma confortante realidade. São Roque, para mim, não só é um postal, como é um dos meus favoritos. Com essa conclusão, e no tal silêncio que diz tudo, fiquei no muro que ainda deve ter a minha marca. Maravilhoso, este meu São Roque. Crónica escrita por Carlos Bernardo, O meu escritório é lá fora Outras crónicas do Carlos Bernardo: • “Welcome to India” e a chegada a Trivandrum • Visitando La Valetta, Malta • O mercado semanal de Rissani

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Viagens ao Brasil com crianças. Sim ou não?

Viagens ao Brasil com crianças. Sim ou não?

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O Brasil pode não ser o destino preferencial para muitas pessoas, mas na verdade é um destino incrível para se visitar com crianças e familiares. Viaja para o Brasil com crianças e prepara-te para uma aventura emocionante! Sabias que o nosso seguro de viagens IATI Estrela é uma excelente opção para umas férias no Brasil? Tem cobertura de 5.000.000€ em despesas médicas, para além de todas as outras vantagens como a repatriação e o atendimento em português. E se costumas viajar várias vezes em família, a melhor opção é o seguro IATI Anual Multiviagens, que independentemente do número de viagens que faças ao longo do ano, estarás sempre coberto pela apólice, e é mais económico. É seguro viajar para o Brasil com crianças? As longas distâncias no Brasil podem tornar as viagens familiares desafiadoras, especialmente se quiseres conhecer vários locais, mas as recompensas são consideráveis: diversão sem fim em praias de águas calmas, passeios em florestas tropicais, passeios de barco e bastantes oportunidades de observação da vida selvagem. O melhor de tudo é a calorosa hospitalidade dos brasileiros, que fazem de tudo para que as crianças se sintam bem-vindas. A maior parte do país está livre de malária, tem excelentes instalações hoteleiras e boa acessibilidade para pais que viajam com carrinhos de bebé. Fora das cidades a vida selvagem é abundante (em terra ou no mar) e pode ser vista a pé, de barco, carro ou até a cavalo, mantendo as crianças muito entretidas. Recomendamos que leias o nosso artigo para saberes mais sobre a segurança no Brasil e os conselhos do Ministério dos Negócios Estrangeiros português. Como é comer fora? Comer fora normalmente não é um problema, mesmo para crianças que não gostam de todos os alimentos. Existem imensos restaurantes que vendem comida a peso e são lugares bons para uma refeição: as crianças terão uma enorme variedade de opções, e como são geralmente sítios barulhentos, ninguém se importa com as famílias. Comida mais prática – pizza, hambúrgueres, gelados – é amplamente disponível, e às vezes toma novas formas divertidas (pizza com chocolate, ou com banana e canela). Fruta descascada, com casca ou em sumo, há de tudo, por todo o lado, seja cidade, praia ou interior. (Nota: em sumo, se não quiseres açúcar, tens de pedir. 99% das vezes colocam umas boas colheradas) As lanchonetes (cafézinhos) oferecem também sandes variadas, pão de queijo, batatas ou mandioca frita, etc, para refeições rápidas. A maioria dos restaurantes grandes tem uma cadeira alta, embora poucos tenham menus para as crianças. As porções, no entanto, são enormes, não vale a pena pedir um prato só para uma criança pequena. Leva lápis de cera, papel ou outro divertimento, se precisares pois os restaurantes brasileiros não costumam ter. E não te esqueças do teu seguro IATI! Vale a pena alugar carro? Ou utilizar transportes públicos? Dada a grande dimensão do Brasil, o transporte apresenta alguns desafios. E depende do tempo disponível e do quanto se pretende gastar. Ou passas longas horas num autocarro, ou vais de avião e é muito mais caro. Passar um dia inteiro num autocarro pode não ser um grande drama, se tiveres muitos dias para passar no Brasil. Os autocarros costumam parar várias vezes nos percursos intercidades para os clientes comerem e irem ao WC. Crianças habituadas, não se aborrecem. Outra coisa boa dos autocarros é que se a criança for ao colo não paga bilhete. Se for sentado paga tarifa completa. O melhor é arriscar, normalmente há vários lugares livres, ou livres durante parte do percurso. Alugar um carro pode poupar-te algum dinheiro e ajudar a movimentar com mais eficiência, se não te importares de conduzir. As empresas de aluguer de carros, raramente têm os bancos para crianças, é melhor confirmares antes da viagem. Quando é a melhor época para viajar com crianças ao Brasil? Para evitar multidões, mas ainda desfrutar do clima quente da praia, planeia ir de novembro a janeiro (exceto entre o Natal e a Passagem do Ano) ou final de março e abril. O clima no Brasil não é o típico que encontras na Europa. O inverno prevalece desde os meses de Maio até Setembro (estação seca) e é o momento perfeito para fazer caminhadas, visitar parques naturais ou acampar com crianças. O que não te podes esquecer? – Existe um pouco de tudo, em toda a parte. Mas se a criança usa algum produto específico ou comprado com receita médica, convém levar. – Levar cadeira automóvel. – Confirmar que o hotel tem berço ou cama-extra, pois muitos não têm. Crianças até 5 anos geralmente não pagam nos hotéis, e até aos 12 pagam metade da tarifa. – Fazer uma consulta do Viajante. – Contratar um Seguro de Viagem. Muitas localidades pequenas só têm um pequeno, e mal equipado, Posto de Primeiros Socorros. Se alguma coisa acontecer, precisas de te deslocar para uma cidade com hospital, no primeiro momento, e sem pensar nas despesas. Com belas praias e florestas verdejantes, o Brasil tem um apelo bastante óbvio para quem tem que entreter crianças. Brasil com crianças? SIM! E se ainda não estás completamente convencido de que deverias fazer um seguro para viajar com crianças, recomendamos que leias o nosso artigo sobre este tema! Bons Passeios! Alguns destinos brasileiros que não deves deixar de visitar: • O que ver e fazer em Jericoacoara, destino brasileiro exclusivo • Pipa, para além da Praia do Amor • Fortaleza, a porta de entrada para o Paraíso do Ceará Autores: Onde andam os Duarte?

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Quinta da Regaleira, o lugar mais místico de Sintra

Quinta da Regaleira, o lugar mais místico de Sintra

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A Quinta da Regaleira é um dos locais mais místicos que podes conhecer em Portugal. Com inúmeras referências à Maçonaria, a Quinta é toda ela um apelo ao nosso imaginário. Visitar a Quinta da Regaleira é como entrar num conto de fadas, ou num dos livros do Harry Potter. Se gostas do espírito e ideais românticos, esta visita é para ti. Ao ser uma visita que podes fazer durante uma escapadela de fim-de-semana, recomendamos-te o seguro de viagem IATI Escapadinhas, que cobre até 50.000€ de despesas médicas por um preço bastante económico. Esta cobertura é também suficiente para os viajantes brasileiros que necessitam de um visto para viajarem para a Europa. A Quinta da Regaleira A Quinta da Regaleira é um dos mais impressionantes monumentos da serra de Sintra. É composta por um conjunto de fantásticas construções (torres, grutas, estátuas, lagos, fontes e poços). Destacamos o poço iniciático como ponto obrigatório numa visita à Quinta. Subir ou descer este poço é uma experiência a não perder. Todas estas construções são rodeadas por magníficos jardins, dos quais fazem parte várias espécies de árvores e plantas, todas elas identificadas. Atenção que é proibido colher flores. A Quinta é uma obra resultante dos sonhos do seu proprietário, António Carvalho Monteiro conhecido como Monteiro dos Milhões, e do arquiteto e cenógrafo italiano Luigi Manini. Está situada em pleno Centro Histórico de Sintra, este que foi classificado como Património Mundial pela UNESCO desde 6 de dezembro de 1995. Como Chegar A circulação automóvel está bastante condicionada no centro histórico, pelo que se optares por ir de carro o melhor é estacionar fora do centro histórico e ir a pé. Podes também optar por transportes públicos. Tens o comboio da linha de Sintra e autocarros, para além de tours organizados. Da estação de comboios de Sintra até à Quinta da Regaleira são sensivelmente 30 a 40 minutos a pé. Tens de ter este tempo em atenção se pretendes fazer a visita guiada, uma vez que são muito rigorosos com o início das visitas. Se não chegares com pelo menos 10 minutos antes da visita, já não podes participar. O melhor é colocares no Google Maps e pores os pés ao caminho. Quando passares pelo famoso Hotel Lawrence, já estás muito perto. A entrada e a saída são feitas por locais diferentes. A primeira porta que vais ver é a saída, para chegar à entrada ainda vais ter de andar mais um pouco. Os últimos metros são a pique e os que custam mais a subir, mas acredita que vai valer a pena. Como visitar Existem duas formas de visitar a Quinta. Através de visita guiada ou através de visita livre. Se optares pela visita livre tens a opção de alugar um audioguia, com vários pontos espalhados pelo recinto e que te vão contando a história e curiosidades de cada local onde te encontras. Bem como relatando alguns dos mitos e lendas que fazem parte deste lugar. Existe ainda uma aplicação para telemóvel, a Regaleira 4.0, que te permite fazer a visita em realidade aumentada (disponível na App Store e Google Play). Os bilhetes compram-se exclusivamente dentro da Quinta da Regaleira, mas podes fazer a tua reserva online. As bilheteiras estão instaladas nas antigas cocheiras, mesmo a seguir à entrada. Com a compra do bilhete é-te entregue o mapa da Quinta, essencial se fores fazer a visita livre. Depois de comprares o bilhete tens à disposição pequenos cacifos onde podes guardar os teus pertences. • Visitas Guiadas – é possível conhecer a Quinta através de uma visita guiada, de terça-feira a sábado. Com dois horários fixos, às 10h00 e às 14h00. As visitas são feitas por guias especializados e têm a duração aproximada de 90 minutos. Os bilhetes têm de ser adquiridos na bilheteira, e tal como já referimos, têm de ser adquiridos até 10 minutos antes do início da visita. A fila para a visita livre e para a visita guiada é a mesma, pelo que podes ter de estar na fila ainda algum tempo até conseguires comprar o teu bilhete. Só é possível fazer reserva para grupos com número de participantes superior a 10 pessoas, e com exigência de pagamento antecipado. Aconselhamos a fazeres pelo menos uma vez na vida a visita guiada. Esta proporciona a contextualização dos vários elementos que fazem parte da Quinta da Regaleira. Na Visita livre podes alugar o áudio guia, mas a explicação é sem dúvida mais rica. • Visitas Livres – Aqui podes visitar a Quinta ao teu ritmo, com o mapa (essencial), e com ou sem audioguia (o aluguer do audioguia não está incluído no preço do bilhete), e existem trinta pontos de escuta espalhados pelo Palácio, Capela e Jardins. Estão disponíveis em português, inglês, espanhol, francês, alemão, italiano e russo. Existe também uma versão infantil em português, e versões acessíveis em audiodescrição e língua gestual portuguesa. Percurso dentro da Quinta Caso tenhas optado pela visita livre, o mapa que te dão é muito bom, e permite fazer a visita tranquilamente ao teu ritmo, e passar pelos 30 pontos de escuta do audioguia. • Palácio – O Palácio é constituído por várias salas, que podem ser visitadas e onde também estão pontos de escuta. Tens a sala da caça, a sala da renascença, a sala do fumo, a sala dos reis e a sala da música. Não te esqueças que dentro do palácio não é permitido fotografar com flash. • Os pontos que vais poder visitar para além do Palácio: Casa da Renascença; Patamar dos Deuses; Capela; Estufa; Gruta do Labirinto; Lago; Loggla; Casa dos Ibis; Gruta de Leda; Torre da Regaleira; Fonte da Abundância; Oficina das Artes; Zigurate; Lago da Cascata; Patamar do Ténis; Gruta do Oriente; Aquário; Portal dos Guardiães; Poço Imperfeito; Poço Iniciático e Gruta da Virgem. Dicas • Vestuário e calçado – Vestuário e calçado confortáveis. Tem em atenção que estás na serra de Sintra, por isso mesmo de verão é aconselhável levar um agasalho. • Fotos E Filmagens – Dentro do palácio não são permitidas fotos com flash. Não é permitido filmar, usar tripé e drones. • Piso Escorregadio – Em alguns locais o piso é escorregadio. • Fumar e Fazer lume – Não é permitido fumar ou fazer lume. • Animais – Não são permitidos animais. • Carrinhos de bebés – Em alguns locais dentro da Quinta não são permitidos. • Comida e bebidas – dentro do recinto também são proibidas. Há uma cafetaria dentro da Quinta. • Bilhetes – Os residentes em Sintra não pagam a entrada, em qualquer dia da semana. Informações importantes Site: www.regaleira.pt Morada: Rua Barbosa du Bocage, Sintra Horário: De abril a 30 de setembro: Abertura – 9h30 Encerramento – 19h00 De 1 de Outubro a 31 de março: Abertura – 9h30 Encerramento – 17h00 Durante todo o ano o Palácio, a Capela e espaços de exposição encerram meia hora antes da Quinta. A Quinta Encerra nos dias 24 e 25 de dezembro e 1 de janeiro. Sabias que Sintra está na nossa lista de 8 destinos incrivelmente românticos na Europa? Descobre quais são os outros e prepara uma viagem romântica para a tua cara metade! Autora: Sónia Justo, Lovely Lisbonner

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6 Destinos Imperdíveis em Marrocos!

6 Destinos Imperdíveis em Marrocos!

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Marrocos é um destino muito diferente do que estamos habituados por aqui, marcado por uma cultura e belezas naturais ímpares. Não temos dúvidas de que esta fascinante viagem surpreenderá qualquer viajante. Antes de embarcares, não te esqueças de contratar o teu seguro de viagem com a IATI para poderes viajar tranquilamente e desfrutares ao máximo da tua estadia no país! 6 destinos a não perder em Marrocos Recomendamos também que leias o nosso artigos sobre o que precisas de saber antes de viajar a Marrocos para que o possível “choque cultural” seja uma experiência agradável e não intimidante. Lembra-te que Marrocos é um país muçulmano e que algumas regras poderão ser diferentes das que conhecemos. 1. Marraquexe Conhecer esta cidade é fundamental para iniciares a tua imersão na cultura marroquina! Reserva pelo menos 2 dias para Marraquexe e perde-te pelas vibrantes lojas dos souks, visita o Palácio Bahia, os coloridos Jardins de Majorelle, a icónica praça Djemaa El Fna, admira a arquitetura da Madraça Ben Youssef e a história do Museu de Marraquexe. Lê mais detalhes sobre cada um destes fascinantes lugares no nosso artigo com o roteiro completo por Marraquexe! Depois de conheceres os principais pontos de Marraquexe, continua a viagem com um grupo e guia e admira as belezas do interior do país! 2. Ouarzazate A caminho de Ouarzazate, o vilarejo de Ksar Aït Ben Haddou é uma visita a não perder: considerado um oásis no meio do deserto, por haver um riacho e alguma vegetação à volta, desperta a curiosidade de um grande número de turistas diariamente. O que impressiona os visitantes é que as casas são construídas com tijolos artesanais, feitos localmente com uma mistura de pedra, barro e palha. No telhado, são usados tijolos de barro e palha, para que não sejam tão pesados. Com estes materiais de construção, as casas do vilarejo necessitam de uma manutenção frequente, visto que suas estruturas se desgastam com o passar do tempo. Outro detalhe interessante é que a vila já foi usada como cenário em diversos filmes e séries, como Indiana Jones, Gladiador, A Múmia, Game of Thrones e muitos outros. De certeza que te lembras de a teres visto na televisão! Por falar em cinema, aproveita também para te juntares a uma visita guiada ao Atlas Film Studio, em Ouarzazate. É uma excelente oportunidade para explorar o cenário (feito de gesso e esferovite) de diversos filmes e sentires-te uma personagem de Ben Hur, Asterix e Obelix, Gladiador ou Babel! Que papel gostarias de representar? 3. Montanhas Atlas Quem pensa que a paisagem de Marrocos é só marcada pelo deserto do Saara está muito enganado! Imaginavas que também existiriam montanhas rochosas altíssimas, cujos picos chegam a ficar cobertos por neve?! A Cordilheira do Atlas estende-se por quase 2400 km, atravessando o território de Marrocos, da Argélia e da Tunísia, e atinge uma altura de 4167 metros no seu ponto mais alto. Apesar das muitas curvas da estrada, ficarás encantado com a diversidade natural e a imensidão da cordilheira, que ganha um charme especial quando a neblina cobre o vale! 4. Merzouga A experiência de andar de camelo, acampar no Deserto do Saara, fazer sandboard nas enormes dunas de Merzouga e observar o céu estrelado, bem como o pôr e o nascer do sol, é absolutamente única e inexplicável! Não deixes de reservar um dia para este tour! Estes passeios costumam incluir refeições típicas, como os deliciosos tajini, cuscuz e naan, e são acompanhados pelo tradicional chá marroquino. Não percas a oportunidade de experimentar a gastronomia marroquina e conversar com cidadãos locais! 5. Tinerhir Além de conhecer este vilarejo, visita também os impressionantes desfiladeiros o belo oásis de Todra, com o seu rio e um vasto palmeiral, que trazem vida e cor à região. As Gargantas do Todra chegam a uma altura máxima de 160 metros e, em algumas partes, a sua largura é de apenas 10 metros. Nas estações chuvosas, os caminhos podem ficar inundados, então, se Tinerhir e as Gargantas do Todra estiverem no teu roteiro, pesquisa as condições climatéricas da zona antes de organizares a tua visita! Essaouira é uma belíssima e sossegada cidade litoral, com paisagens que ainda não forma exploradas em excesso pelos turistas. Depois de teres viajado tanto e teres conhecido outras cidades incríveis, aproveita os teus últimos dias em Marrocos para descansar destas intensas férias e desfrutar da tranquilidade das praias de Essaouira! Se ainda tiveres mais dias para explorar Marrocos, parta rumo ao norte e aproveita para conhecer Casablanca, Rabat, Fez e a carismática e azulada cidade de Chefchaouen. Ou se preferires, ruma a sul e descobre o mercado semanal de Rissani do qual nos falou o Carlos Bernardo numa das suas estórias pelo Mundo. Boa viagem! Esperamos que desfrutes desta aventura tanto quanto nós! Depois de leres este artigo, temos a certeza que ficaste com vontade de conhecer o país e passar pelo menos uma semana em Marrocos. Mas… Se estás de férias no sul de Espanha e só tens um dia livre para visitar o país magrebino, aqui está um artigo que te poderá ajudar a planear a tua visita de um dia por Marrocos. Não há desculpas, Marrocos merece ser visitado! Autora: Amanda sem Fronteiras

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