
É seguro viajar para o Médio Oriente? Recomendações por país (2026)
À data de hoje, viajar para o Médio Oriente exige cautela redobrada. O contexto regional continua instável e, antes de marcar ou manter uma viagem, é essencial confirmar os avisos oficiais mais recentes, bem como o estado dos voos e do espaço aéreo. Mais do que olhar para a região como um bloco único, o mais útil é perceber que países devem ser evitados neste momento, onde só faz sentido viajar por necessidade essencial e em que destinos a deslocação só é aceitável com prudência reforçada e plano de contingência. O que está a acontecer no Médio Oriente e porque é importante confirmar fontes oficiais? A 28 de fevereiro, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, através do Portal das Comunidades, passou a desaconselhar as viagens ao Médio Oriente e recomendou aos cidadãos portugueses na região que redobrassem os cuidados. Mais tarde, a 8 de março, reforçou esse desaconselhamento face aos desenvolvimentos mais recentes. Além da situação no terreno, há também impacto direto nos voos e no espaço aéreo. A ANAC recomenda confirmar o estado do voo com a companhia aérea antes de ir para o aeroporto e consultar os Conselhos aos Viajantes do MNE, que podem ser atualizados a qualquer momento. Neste momento, a Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) mantém um aviso operacional para várias zonas do espaço aéreo do Médio Oriente e do Golfo, incluindo Bahrein, Irão, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Na prática, isto significa que o impacto da situação pode não sentir-se apenas no destino final, mas também nas escalas, nas rotas escolhidas pelas companhias e em eventuais restrições no espaço aéreo da região. Para a apresentação da informação seguinte, cruzámos os avisos do Ministério dos Negócios Estrangeiros português com outras fontes oficiais de elevada autoridade, como o Foreign, Commonwealth & Development Office (FCDO) do Reino Unido e o Ministério dos Assuntos Exteriores de Espanha. Países do Médio Oriente para os quais as fontes oficiais recomendam não viajar ou viajar com máxima precaução A forma mais útil de ler a situação, hoje, é perceber que há destinos onde a viagem deve ser adiada, outros onde só faz sentido avançar se for mesmo indispensável e alguns em que a deslocação só é aceitável com prudência reforçada, plano de contingência e confirmação diária do estado dos voos e dos avisos oficiais. Desta forma, agrupámos os países abaixo segundo o nível de prudência que exigem neste momento, com base no cruzamento das principais fontes oficiais consultadas. Países a evitar neste momento Neste grupo entram os destinos onde a recomendação prática é adiar a viagem ou não viajar: • Irão; • Israel e Territórios Palestinianos; • Iraque; • Iémen; • Síria. Países onde só faz sentido viajar se for mesmo essencial Aqui estão os destinos onde a viagem só deve avançar se houver necessidade real e depois de confirmar o estado dos voos, do espaço aéreo e dos avisos oficiais: • Jordânia; • Líbano; • Qatar; • Emirados Árabes Unidos; • Kuwait; • Bahrein. Países onde a viagem exige prudência reforçada e plano de contingência Nestes casos, a viagem depende muito da zona para onde vais, da rota aérea e da flexibilidade do itinerário: • Arábia Saudita; • Omã; • Egito; • Turquia. Tabela-resumo de leitura rápida por país Esta tabela resume a recomendação prática para cada destino e o enquadramento das fontes oficiais consultadas. Em resumo, Irão, Israel e Territórios Palestinianos, Iraque, Iémen e Síria são hoje os casos mais claros de destinos a evitar. Jordânia, Líbano, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein entram no grupo em que só faz sentido viajar se houver necessidade real. Já Arábia Saudita, Omã, Egito e Turquia exigem prudência reforçada, com acompanhamento diário do espaço aéreo e dos avisos oficiais.
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