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Ideias de Turismo Responsável

Ideias de Turismo Responsável

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Hoje, no blog da IATI Seguros, a referência no que toca a seguros médicos de viagem, Mar Villalba, do blog Mi Ruta, dá-nos a conhecer um pouco mais sobre o Turismo Responsável. As férias estão a aproximar-se, e já estamos todos a pensar na próxima viagem ou na próxima escapadela…. Com certeza que sonhamos com aquela praia espetacular, com florestas refrescantes, com excursões divertidas, com a surpresa de conhecer outras culturas e trazer aquela fotografia espetacular para publicar rapidamente nas nossas redes sociais. E certamente procuramos aquela oferta irresistível de voo e alojamento, mas já pensaste em como a tua visita afeta estes destinos? Para onde quer que viajes, a tua primeira responsabilidade como viajante é viajar em segurança, por isso não te esqueças de fazer um seguro de viagem. O que é o turismo responsável? Turismo responsável significa que, onde quer que vamos no mundo, adotamos uma atitude responsável. Isto significa viajar de uma forma que respeite e beneficie as populações locais, a sua cultura, a sua economia e o seu ambiente. Mas se não estivermos familiarizados com o termo, por vezes é difícil saber o que significa ser um turista responsável. As Nações Unidas declararam 2017 o Ano do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento: um ano inteiro dedicado a recordar-nos que o turismo não é apenas uma questão de ver lugares, mas de nos ligarmos às pessoas e culturas locais, respeitando os seus recursos naturais e o seu património, e que a nossa visita tem sempre um impacto positivo no destino. Como ser um viajante responsável Antes de viajar: O primeiro sinal de respeito para com uma pessoa é tentar conhecê-la. Antes de viajar, procura informações sobre o local que vais visitar: a sua história, cultura, economia, natureza, religião, gastronomia… e, por cortesia, aprende algumas expressões na língua local. Todos nós procuramos pechinchas quando viajamos, mas nem sempre temos consciência de que por detrás destas ofertas existem empresas cujas condições de trabalho dos seus empregados raiam a exploração. Se puderes, escolhe operadores turísticos, companhias aéreas e hotéis que se comprometam com os seus trabalhadores, as comunidades de acolhimento e o ambiente. Outra decisão antes de viajar é escolher o meio de transporte; há meios mais ou menos poluentes, podes tomar a decisão com base no preço, na distância ou no conforto, mas e se tivermos em conta, a partir de agora, também o critério da sustentabilidade? Durante a viagem: Se em casa reciclas, gostas de animais, respeitas os teus vizinhos, independentemente da sua cultura ou religião, e cozinhas produtos frescos na tua cozinha… não te esqueça de todos estes bons hábitos quando estiveres de férias. Escolhe um alojamento que respeite o ambiente e comporta-te como se estivesse em casa. Nos hotéis, não abuses do duche ou das toalhas, pois a água é um bem comum e muito escasso. Se ficares em apartamentos ou no campo, não te esqueças de gerir os teus resíduos. Come produtos locais, aprecia a gastronomia local, os mercados de produtos frescos, os restaurantes onde os habitantes locais se divertem, assim comes de forma mais saudável e terás um impacto económico positivo no destino. Integra-te na cultura: há lugares onde certas palavras ou gestos têm significados diferentes, podem até ofender, por isso integra-te na cultura local e respeita os seus costumes. Há sítios onde não é permitido entrar em templos sem cobrir a cabeça, por exemplo. Lembra-te que és tu que os vais visitar. Para as mulheres, é uma boa ideia viajar sempre com um lenço ou xaile, para o ter sempre à mão quando precisares de cobrir os ombros ou a cabeça. Se reservares excursões ou atividades, fá-lo com empresas ou guias locais, desta forma apoiarás o desenvolvimento local e o desenvolvimento económico de pequenos empresários, mesmo projetos que são o sustento de pequenas cidades. Utiliza os transportes públicos, aluga uma bicicleta ou anda a pé: irás encontrar pessoas locais e conhecer o destino muito melhor do que atrás da janela de um carro ou de um táxi. Não economizes nas entradas em parques, monumentos ou museus. Gostas de os encontrar em perfeitas condições, não é verdade? Se há uma coisa que muitos viajantes gostam de fazer é regressar a casa com uma lembrança para recordar a sua viagem. Aproveita para conhecer o artesanato local, compra uma lembrança única e autêntica. Estarás a ajudar a manter vivo o artesanato tradicional, ao mesmo tempo que apoias pequenos empresários e artistas independentes. Mas evita comprar objetos feitos de presas ou chifres de animais em vias de extinção ou de plantas protegidas. E não regateies – a não ser que se trate de um costume local, o artesanato envolve muitas horas e habilidade, e uma pequena quantia para ti pode ser extremamente importante para o vendedor. Provavelmente já pensaste em visitar um jardim zoológico, andar de elefante ou nadar com golfinhos. Nunca participes em atividades com animais, sem fazer primeiro o trabalho de casa. Muitas destas atividades são apresentadas aos turistas como esforços de conservação ou como diversão amiga dos animais, mas a realidade pode ser muito mais negra do que pensas, com animais criados em cativeiro, maltratados e negligenciados. Exclui as atividades que utilizam os habitantes locais como adereços, como as visitas a orfanatos, onde muitas vezes as crianças não são órfãs, mas sim filhos de famílias que foram forçadas a acreditar que mandando os seus filhos para longe lhes darão uma melhor educação e uma vida melhor. Na minha opinião, há poucos viajantes irresponsáveis, mas muitos desinformados. Se és um amante de fotografia, já te sentiste muitas vezes tentado a fotografar lugares ou pessoas que podem não gostar muito das câmaras. Pede autorização antes de fotografar, em algumas culturas, é também uma violação das suas crenças espirituais e culturais. Além disso, pedir autorização antes de fotografar dá-te a oportunidade de ter uma conversa e é disso que gostamos quando viajamos, não é? Podes oferecer uma cópia dessa fotografia para ajudar a fazer um intercâmbio. Há destinos excitantes para descobrir mas, infelizmente, mostram-nos situações de extrema pobreza. Pensa em como é ético tirar fotografias de crianças com olhos grandes e sorrisos bonitos nesses países. Ultimamente, o “turismo de pobreza” está na moda e não podemos dizer que seja muito responsável, embora isso dependa também das intenções da viagem. Tem cuidado ao dar presentes ou dinheiro a mendigos ou crianças, por vezes é inevitável e com boas intenções, mas só vai perpetuar o estereótipo do turista como salvador, e muitas vezes essas moedas que dás nem sequer chegam às mãos da pessoa a quem as deste, especialmente no caso de crianças mendigas, muitas vezes vítimas de uma organização. Apoiar a comunidade através de uma escola local ou de um projeto de desenvolvimento pode ser mais construtivo. E, em caso de dúvida, um sorriso é um sinal internacional de cordialidade e simpatia, por isso, se tiveres um problema, sorri! Depois da viagem: Espalha a palavra, partilha com outros viajantes sobre questões, organizações e causas locais, mantendo o ciclo do turismo responsável. Cumpre as tuas promessas e, acima de tudo, DESFRUTA DA VIAGEM!

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🇲🇦 Ação Solidária Marrocos

🇲🇦 Ação Solidária Marrocos

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Na IATI, com mais de 135 anos de experiência como líderes no setor dos seguros de viagem, somos apaixonados por Marrocos. No nosso blog encontras guias detalhados que te vão inspirar e o ajudar a aproveitar ao máximo este incrível país. Itinerários, o que fazer nos seus principais destinos, conselhos práticos… acabamos por voltar lá uma e outra vez para absorver tudo o que tem para oferecer e não vamos deixar de o fazer agora. Não cancelem as vossas viagens a Marrocos No dia 8 de setembro, o terramoto mais intenso registado atingiu algumas partes de Marrocos, deixando milhares de pessoas mortas, feridas e desaparecidas. As equipas de salvamento continuam a lutar contra o relógio para resgatar e encontrar pessoas sob os escombros. Os edifícios, maioritariamente de adobe, desmoronaram-se e soterraram centenas de pessoas, tornando o trabalho de salvamento muito mais complexo. Marrocos precisa de nós. Apesar da grande tragédia e destruição, o principal circuito turístico do país ainda é visitável e milhares de famílias afetadas vivem, direta ou indiretamente, do turismo. Por favor, não cancelem as vossas viagens a Marrocos. Visitar o país agora e descobrir os seus encantos, culinária e cultura é uma forma de ajudar milhares de pessoas a sobreviver. A partir do #compromisoIATIvamos doar 100% dos lucros gerados pelas vendas de seguros de viagem para Marrocos, desde ontem até à próxima segunda-feira, dia 18 de setembro, ao Comité de Emergência, uma união de 6 ONG que será responsável por levar a cabo a ajuda direta no terreno. Marrocos precisa de nós. Contamos convosco.

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Como ver elefantes na Tailândia de forma responsável

Como ver elefantes na Tailândia de forma responsável

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Viajar para a Tailândia e ver elefantes são duas ideias que muitas vezes andam de mãos dadas. Felizmente, cada vez mais viajantes querem ver os elefantes na Tailândia de uma forma responsável. Mas por vezes, devido à falta de informação, podemos contribuir para uma atividade irresponsável, visitando um falso “santuário”. Neste artigo dizemos-te o que é um santuário de elefantes e, mais importante, damos-te as ferramentas para distinguir um santuário verdadeiro de um falso, para que na tua próxima viagem à Tailândia possas ver elefantes e praticar o turismo responsável ao mesmo tempo! Um pouco de história: Tailândia e elefantes Os elefantes sempre fizeram parte da vida diária das pessoas na Ásia: participando em festivais e desfiles, sendo utilizados como transporte, explorados como animais de carga na indústria madeireira e, finalmente, sendo introduzidos no setor do turismo, em equitação e espectáculos. No final dos anos 80, a sua utilização na indústria madeireira foi proibida. Isto significava que os proprietários de elefantes tinham de encontrar outras formas de ganhar dinheiro com os elefantes. A única saída legal que encontraram, e que ainda hoje está a funcionar, foi a indústria do turismo. O aumento do turismo no Sudeste Asiático nas últimas décadas também contribuiu para o crescimento das actividades dos elefantes. Assim, só no norte da Tailândia existem agora mais de 200 centros ou ‘santuários’ que mantêm os elefantes em cativeiro para o turismo. Considerando isto e o facto de dos cerca de 15.000 elefantes asiáticos em cativeiro, 3.800 estarem só na Tailândia, é evidente que a Tailândia é o país mais problemático da Ásia. E, consequentemente, o papel económico desempenhado por estes animais neste país é de importância vital. O negócio dos ‘santuários’ Atualmente, mais de metade dos centros que mantêm em cativeiro elefantes denominam-se “santuários” ou “centros de salvamento”. O problema é que, para a maioria dos turistas, isto é garantia suficiente para ser considerado um lugar responsável e atencioso. Mas nada poderia estar mais longe da verdade: qualquer lugar que mantenha animais em cativeiro pode intitular-se “santuário”, “refúgio”, “centro de salvamento” ou “centro de recuperação” sem ter de cumprir quaisquer requisitos específicos, uma vez que não há nenhuma lei que o regule. Sob o rótulo de “santuário” encontramos tanto centros que cuidam dos seus animais e oferecem uma visita respeitosa, como centros que continuam a oferecer passeios e espectáculos. E no meio destes dois extremos, há aqueles que oferecem fotografias, banhos e outras atividades em que a interacção com o elefante é o protagonista. E sim, estamos a ficar cada vez mais conscientes de que os espectáculos e a equitação não são responsáveis. Consequentemente, muitos destes centros foram forçados a deixar de oferecer estas atividades para não afetarem os seus negócios e continuarem a receber visitantes. A maioria destes centros promove-se como centros responsáveis sob o slogan “NO RIDING”, como se isto fosse uma prova inequívoca de que são bons. Contudo, tal como montar um elefante é um critério claro para classificar um santuário de elefantes como um “santuário falso”, o facto de não oferecerem a equitação não garante que sejam um centro ético e responsável. Há muito mais critérios importantes a considerar. Então, o que é realmente um santuário? Um santuário é um lugar que abriga animais resgatados, quer porque foram explorados por humanos, quer porque sofreram um acidente ou doença que os impede de viver no meio selvagem. O santuário oferece-lhes um espaço o mais próximo possível do seu habitat natural, para que possam recuperar e viver o mais próximo possível da forma como o fariam na natureza. Além disso, o principal objetivo do santuário não é o lucro, mas sim o bem-estar dos animais. Desta forma, o centro deve ser concebido por e para o animal, não para os visitantes. As visitas são um extra que utilizam para poder recuperar parte do dinheiro investido e assim poder continuar a cuidar dos animais e oferecer-lhes uma boa vida, ao mesmo tempo que aproveitam estas visitas para explicar o seu trabalho e sensibilizar as pessoas. Dicas para distinguir um verdadeiro santuário de elefantes de um falso santuário de elefantes Se quiseres ver elefantes na Tailândia ou noutro lugar, aqui estão os pontos a considerar ao analisares um centro para ver se ele é ético e responsável. Todos e cada um deles são importantes, não basta que um centro cumpra apenas alguns deles. 1. Sem espectáculos ou comportamento antinatural Este ponto é inequívoco e simples de identificar. Qualquer centro que faça um espectáculo do tipo circo ou que os envolva em comportamentos que não estejam de acordo com a sua natureza (por exemplo, pintura ou desenho, pontapé numa bola, dança, posturas estranhas ou impróprias, etc.) não pode ser considerado um centro de santuário/resgate. Isto inclui cavalgar, como na natureza um elefante nunca carregaria um humano de costas, com ou sem sela. 2. Nenhuma interação homem-animal Num verdadeiro santuário, deve haver pouca ou nenhuma interacção com os animais. Os elefantes são animais selvagens. Não importa há quanto tempo estejam com humanos, mesmo que tenham nascido em cativeiro, não podem ser considerados animais domésticos. E, como animais selvagens, mantêm os seus instintos naturais. Isto significa que, para além de serem animais perigosos e imprevisíveis para os humanos (devido à sua força e tamanho), são animais que ficam facilmente stressados pelo contacto com estranhos. Muitos dos centros que permitem interações próximas e diretas com elefantes desculpam-se justificando que estes animais são seres muito sociais e que o contacto com os humanos os beneficia. Embora seja verdade que os elefantes são animais muito sociais, é de notar que são sociáveis uns com os outros, não com os humanos. Pensa desta forma: um elefante na natureza nunca procuraria contacto com humanos, mas sim preferiria fugir. Assim, um verdadeiro santuário evita sempre o contacto direto com os visitantes e reserva esse contacto para o pessoal e veterinários do centro (especialmente com os mahouts), como uma questão de necessidade e cuidado. As atividades típicas de interação incluem: alimentá-los (uma actividade que só pode ser justificada de uma forma muito controlada, com animais específicos, por uma razão específica e com distâncias de segurança), dar-lhes banho, tocar-lhes e tirar fotografias e selfies com eles, entre outras. O banho de elefantes é uma atividade que se tornou muito na moda. Em muitos centros, os elefantes são forçados uma, duas ou mesmo três vezes por dia (dependendo dos grupos que passam) a entrar na água, esticar-se e ser esfregados e banhados pelos visitantes. Tem em mente que um elefante não precisa de ser banhado, muito menos esfregado com um pincel por um grupo de estranhos. Além disso, o que os elefantes normalmente fazem como comportamento natural é ficar enlameados para proteger a sua pele do sol e dos parasitas. Um verdadeiro santuário deve encorajar o animal a desenvolver os seus comportamentos mais naturais: tomar banho sozinho, alimentar-se sozinho, e interagir e socializar com os outros elefantes do santuário. 3. Nenhuma reprodução Um bom centro nunca encoraja a reprodução, mas antes tenta impedir os animais de se reproduzirem a qualquer custo. A única excepção seria no caso de um programa de reintrodução no meio selvagem, o que é realmente muito complicado. A explicação para isto é muito simples: nenhum centro está interessado em ter descendentes para tomar o lugar de outros indivíduos que poderiam ser resgatados, bem como em não querer condenar novos animais a uma vida em cativeiro, e assim perpetuar o problema. 4. Proporcionar-lhes um ambiente natural tão próximo do seu habitat quanto possível Um verdadeiro santuário tenta reproduzir em cativeiro as condições naturais do habitat do animal. Faz o que pode para o tornar o mais semelhante possível, a fim de promover os seus comportamentos mais intrínsecos e naturais. Portanto, o centro é concebido por e para o animal, não para o turista. O visitante deve observar o animal a comportar-se natural e livremente, mantendo sempre uma distância segura e não interferindo na sua vida diária. Trata-se de observar os elefantes sendo elefantes, e comportando-se como elefantes. Estes quatro pontos que explicámos não são os únicos que determinam um bom centro, mas são os mais fáceis de diferenciar. São também aplicáveis a qualquer outro centro que mantenha animais selvagens em cativeiro. Ou seja, um santuário de tigres, por exemplo, não deve apresentar espectáculos ou atividades de interação com tigres, não deve reproduzi-los e deve proporcionar-lhes um ambiente tão próximo quanto possível do habitat desta espécie em particular. Como detetar se um santuário é real ou falso antes de viajares É essencial que antes de visitares um santuário ou de participares numa atividade relacionada com animais, faz a tua pesquisa e investigação com bastante antecedência. Aqui estão alguns passos a seguir: 1. Consulta o website do centro e os meios de comunicação social. 1. Lê comentários e observa as fotos no TripAdvisor. 1. Pergunta às pessoas que estiveram recentemente no centro. 1. Consulta a página Web da FAADA sobre Turismo Responsável com Animais. Encontrarás informação detalhada e atualizada, alternativas éticas tais como centros de resgate e santuários reais, e um mapa interativo que te permite verificar país por país. Com tudo isto poderás ter uma ideia do que eles fazem naquele centro, que atividades promovem, como é a visita e como tratam os animais e poderás determinar se cumprem ou não os pontos acima mencionados. Ver os elefantes na Tailândia de forma responsável Se esperavas encontrar neste artigo uma lista de locais responsáveis para veres elefantes na Tailândia, lamentamos dizer-te que este não é esse tipo de artigo. Não queríamos dar-te o peixe, queríamos dar-te a vara para aprenderes a pescar. Acreditamos que com esta informação terás terminado este post, tendo aprendido a distinguir por ti próprio o que é uma atividade responsável e o que não é. Se depois de pesquisares um lugar ou atividade e não tiveres a certeza, o melhor a fazer é sempre não participares. E se por qualquer razão te encontrares a participar numa atividade turística irresponsável, não te envergonhes ou tentes justificá-la, denuncia-a e diz a toda a gente. A falta de informação é a principal razão pela qual tantas pessoas participam em atividades nestes falsos santuários. Esperamos que tenhas achado isto útil e que, se viajares para a Tailândia ou qualquer outro país e quiseres ver elefantes ou qualquer outro animal, o faças de forma responsável e partilha este artigo para que chegue a muito mais pessoas! Artigo escrito por Andrea Torres ( Travelleating) Carlas Llamas ( La Maleta de Carla ) PS: Não te esqueças que é essencial viajares com um seguro de viagem. Consulta a nossa oferta aqui. Para um tipo de viagem mais aventureiro, aconselhamos o IATI Mochileiro.

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Guião essencial para voluntariado em Cabo Verde

Guião essencial para voluntariado em Cabo Verde

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Já falamos nas 10 razões pelas quais deves fazer voluntariado da importância do mesmo e do quão enriquecedor pode ser. São muitas as opções e sítios onde podes fazer voluntariado, contudo hoje trazemos-te um guião essencial para voluntariado em Cabo Verde. Tu podes fazer a diferença, desde ensinar crianças, construção comunitária, protegeres tartarugas marinhas e muitas outras atividades. Tu podes fazer a diferença e hoje queremos elucidar-te dos principais pontos que precisas de saber antes de rumares à aventura. Fica connosco! Porquê fazer voluntariado em Cabo Verde Cabo Verde é composto por dez ilhas e apesar de não ser um local com mais necessidade para exerceres um projecto de trabalho voluntário, porque, ao contrário de outras nações africanas, apenas uma percentagem muito pequena (7%) pode ser classificada como pobre e a frequência escolar, especialmente a nível primário, é praticamente universal, há espaço para melhorias e para acrescentares algo novo às comunidades. Como explicamos, há possibilidade para desenvolveres trabalho voluntário, principalmente na área da conservação e da educação em matéria de desflorestação. Cabo Verde tem poucos recursos naturais, pelo que aquilo que existe, precisa de ser preservado e é necessário novos recursos para proteger as ilhas das secas que regularmente afectam a área. Os voluntários podem apoiar e ajudar as crianças, ensinar inglês ou fazer trabalho comunitário para proporcionar um futuro melhor a quem lá vive. Outra hipótese para fazeres voluntariado, como já mencionámos é através da proteção da biodiversidade em Cabo Verde. Podes fazê-lo através do voluntariado para programas de conservação de tartarugas marinhas. Muitos projectos centram-se na recolha de dados, conservação, nidificação, incubação e muito mais. A vida em Cabo Verde Alojamento O alojamento é algo que vai depender da associação que escolheste para fazer voluntariado. O mais comum é ficares acomodado em escolas, residências ou na própria casa dos locais. Transporte O transporte em Cabo Verde, especificamente a rede rodoviária é bastante deficiente. Contudo, nas ilhas de Santiago, S. Vicente, Sal e Santo Antão têm vindo a ser construídas algumas boas estradas nos principais eixos rodoviários. Na cidade da Praia a ligação entre as diferentes localidades é assegurada através de duas empresas de transportes, Solatlântico e Moura Company. Apesar da rede rodoviária não ser muito boa, a entidade responsável pelo teu voluntariado, à partida fica encarregue de assegurar o teu transporte, seja transfers na chegada e regresso em Cabo Verde, como deslocação lá, se for preciso e muitas incluem ainda transporte privado para as visitas guiadas e atividades (se as fizerem). Comida A alimentação está quase sempre incluída durante o programa de voluntariado. Não existe melhor maneira de provares a comida típica de Cabo Verde, que não feita pelos locais. Aproveita para provar Cachupa, Djagacida e feiijoada. Os melhores projectos para fazer voluntariado em Cabo Verde São vários os programas que oferecem às pessoas oportunidades de viajar para o exterior em troca de trabalho voluntário. Há muitas possibilidades para as mais diversas áreas de atuação e idades, para estadias curtas ou longas. Deixamos-te aqui 3 associações muito conhecidas. Aldeias Infantis SOS Cabo Verde É uma organização de desenvolvimento social independente, não-governamental, sem fins políticos nem religiosos, que atua em favor das crianças desfavorecidas e suas respetivas famílias e comunidades. Em Cabo verde, através das aldeias de Assomada e São Domingos, proporcionam um lar e uma família a cerca de 200 crianças, sem os cuidados parentais adequados. Para ajudares esta organização podes ser voluntário, no entanto também existem outras formas de ajudar como: comprar produtos, fazer doações e apadrinhar. Sabe mais aqui. VidaEdu São uma empresa portuguesa especializada em experiências educativas no estrangeiro, portanto o seu foco não é apenas voluntariado. Contam com projetos de voluntariado em muitas áreas, com animais e o meio ambiente, com crianças ou adultos, nas áreas social, educação, saúde e muitas outras. Sabe mais sobre o voluntariado internacional. Para Onde São parceiros da maior rede de voluntariado internacional apoiada pela UNESCO – o Service Civil International (SCI). Oferecem a possibilidade de voluntariado de curta duração (1-3 semanas) e longa duração (1 mês mín.). Têm mais de 800 campos de voluntariado e mais de 10 programas de longa duração em todo o Mundo. Poderás fazer tarefas mais manuais, desenvolver atividades para crianças ou adolescentes, ensinar, fazer desporto, trabalhar com refugiados, dar apoio à organização de um festival, fazer uma horta comunitária, entre outras possibilidades. Conhece o programa deles aqui. Conselhos para fazer voluntariado em Cabo Verde Seguro de viagem para viajar como voluntário para Cabo Verde Um seguro viagem é um documento indispensável para qualquer destino, e muitas instituições de voluntariado não têm incluídas um seguro de viagem para ti, pelo que se torna fundamental contratares um. Afinal, imprevistos não escolhem hora nem sítio para acontecer. Na IATI não temos um seguro específico para quem vai fazer voluntariado, contudo temos as seguintes opções: • Se a duração do teu voluntariado for entre 6 e 12 meses aconselhamos o seguro IATI Grandes Viajantes • Se a duração for mais curta aconselhamos para países fora da Europa (como é o caso de Cabo Verde), dois seguros: • IATI Standard – se a tua viagem não incluir atividades nem desportos; • IATI Mochileiro ou IATI Estrela – se a tua viagem incluir atividades ou desportos Estamos à tua disposição para te ajudar a escolher o seguro de viagem que mais se enquadra à tua viagem de voluntariado, bastando enviares-nos uma mensagem, para que te auxiliemos. Documentação para fazer voluntariado em Cabo Verde Não existem propriamente documentos que tenhas obrigatoriamente de ter, contudo vai sempre depender do projecto de voluntariado a que te juntas. Mesmo assim, existe algo que te aconselhamos sempre a que fazer: Consulta do viajante. Porquê? Ao viajares para Cabo Verde, inevitavelmente há uma mistura de culturas e muitos viajantes que, não estando no seu país e devido às mudanças climatéricas, ecossistemas diferentes, poderão vir a sofrer alguns problemas de saúde devido a essas alterações. Uma consulta de viajante vai-te permitir não só a possibilidade de te proteger a ti como às populações locais do destino do voluntariado. Muitas destas consultas são pagas pela entidade que está responsável pelo teu voluntariado, mas confirma sempre junto dos mesmos. Há certos documentos que tens que ter em conta independentemente se é o propósito da viagem é voluntariado ou não, como é o caso: • Passaporte com validade mínima de seis meses, a contar da data de saída de Cabo Verde. • Não precisas de visto de entrada para estadias inferiores a 30 dias. Contudo precisas de fazer um pré-registo na plataforma online www.ease.gov.cv, de preferência até 5 dias antes da viagem, tens que registar os dados do teu passaporte, datas previstas de entrada e saída de Cabo Verde, número do voo de entrada e local de alojamento. Esperemos muito que tens gostado desde guião e que o mesmo te seja útil para a tua boa ação. Independentemente do sítio que escolhas e entidade organizadora, temos a certeza que vais fazer um ótimo trabalho! Ficamos muito contentes por existirem pessoas como tu, dispostas a ajudar os outros e contribuir para um mundo melhor. A IATI Seguros deseja-te uma boa viagem, cheia de experiências enriquecedoras!

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Queres fazer Voluntariado Internacional? O guia essencial

Queres fazer Voluntariado Internacional? O guia essencial

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O voluntariado é uma experiência enriquecedora que pode mudar a nossa vida. Embora seja vulgarmente associado a uma prestação de ajuda ou serviço, é muito mais aquilo que ganhamos com o voluntariado do que aquilo que conseguimos dar. O voluntariado faz de nós melhores pessoas e cidadãos mais conscientes do mundo em que vivemos. Cada vez mais surgem ofertas de voluntariado internacional nas mais diversas áreas e países. Neste sentido, a IATI Seguros organizou um guião essencial onde compilamos as principais plataformas com projetos de voluntariado além-fronteiras. Porém, antes de mais, não se esqueça de subescrever o seu seguro de viagem com a IATI Seguros para que possa desfrutar de uma experiência com a máxima segurança. Voluntariado nas Nações Unidas “International UN Volunteers promote peace and development in communities around the globe, while upholding the ideals and aspirations of the United Nations.” Todos os anos as Nações Unidas lançam cerca de 2000 projetos de voluntariado, nas mais diversas áreas, desde Gestão e Desenvolvimento de Projetos, Assuntos Legais, Ciência Política, Engenharia, Saúde, etc. Os voluntários internacionais provêm de cerca de 160 países, promovendo um espírito multicultural, com diferentes ideias e backgrounds. Os requisitos mínimos necessários para se tornar voluntário das Nações Unidas são ter idade mínima de 25 anos, um grau de formação superior, pelo menos 2 anos de experiência profissional na área e bons conhecimentos linguísticos de inglês, francês ou espanhol. AIESEC – Global Volunteer “Global Volunteer is a cross-cultural experience for youth who want to gain personal development and leave an impact on the world.” A AIESEC é uma plataforma internacional que possibilita o desenvolvimento pessoal e profissional de jovens estudantes. A Global Volunteer é uma das vertentes da AIESEC que engloba projetos de voluntariado internacional. Estes projetos destinam-se a jovens entre os 18 e os 30 anos, provenientes de cerca de 120 países. Para se poder candidatar terá primeiro de criar um perfil no Portal de Oportunidades da AIESEC. Os projetos têm uma duração média de 6 a 8 semanas, e ocorrem nos mais variados países como Nigéria, Egito, Turquia, Índia, Indonésia, etc. Serviço de Voluntariado Europeu “O objetivo do Serviço Voluntário Europeu (SVE) é desenvolver a solidariedade e promover uma cidadania ativa, bem como um entendimento mútuo entre os jovens.” O Serviço de Voluntariado Europeu (SVE) é uma plataforma que visa promover a solidariedade entre jovens. Além dos benefícios que traz às comunidades locais, estes projetos de voluntariado permitem aos jovens adquirirem novas competências sociais, pessoais e linguísticas. Os projetos de voluntariado do SVE tem uma duração mínima de 2 semanas e máxima de 12. Destinam-se a jovens adultos entre os 17 e 30 anos. As principais áreas de incidência são cultura, juventude, desporto, serviço social, património cultural, arte, proteção civil, ambiente, cooperação para o desenvolvimento, etc. O SVE não realiza intervenções em áreas de risco ou em situações de pós-crise. AMI “Temos desde 1984 uma única missão, ajudar o ser humano. Não importa quando, como e onde. Do indivíduo à escala global enfrentamos todos os desafios com a mesma atitude.” A AMI foi fundada em 1984 e desde então já desenvolveu projetos em cerca de 82 países em todo o mundo. É uma fundação que realiza três tipos de intervenções, nomeadamente missões de emergência, missões de desenvolvimento com equipas expatriadas e Projetos Internacionais em Parceria com Organizações Locais (PIPOL). Os projetos podem durar entre algumas semanas até alguns meses. Geralmente são programas de longa duração que requerem médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, engenheiros, etc. Para se ser voluntário na AMI é necessário realizar uma pequena formação, toda a informação necessária é disponibilizada no site. Global Volunteers “Volunteering abroad holds magic on so many fronts. It’s the springboard for my global explorations. I can’t imagine one without the other anymore.” A Global Volunteers é uma associação sem fins lucrativos que promove a paz e a justiça em todo o mundo através de parcerias com outras organizações. Apoia o desenvolvimento humano e económico, trabalhando arduamente em 3 focos principais – fome, saúde e conhecimento. Criada em 1984, a Global Volunteers já teve 34000 voluntários internacionais a dar o seu apoio em mais de 200 comunidades espalhadas em cerca de 35 países. Alguns desses países englobam a China, Cuba, Equador, Nepal, Tanzânia, Vietname, Grécia, Peru e Polónia. CCS – Cross Cultural Solutions “Excellence is a driving mantra for Cross-Cultural Solutions. First and foremost, the CCS model produces real difference for developing communities and empowers local home grown non-profits, fostering sustainability.” A CCS tem como missão principal melhorar as condições de saúde e acesso à educação para crianças em países em desenvolvimento. A CCS existe há cerca de 24 anos e já trabalhou com mais de 35 000 voluntários. Os projetos disponíveis atualmente passam pela Costa Rica, Gana, Guatemala, Peru, Tailândia e Grécia (campos de refugiados), com a duração de 1 até 12 semanas. Estes projetos de voluntário têm a única desvantagem de serem pagos. Para Onde “O mundo, fora de Portugal ou ao lado de casa, não é só aquilo que conheces e há muito para explorar, tanto para conhecer e muito para dar.” A Para Onde é uma associação portuguesa sem fins lucrativos existente há cerca de 3 anos. Esta associação oferece projetos de voluntariado tanto em Portugal como no estrangeiro, que podem ser de curta (2 semanas) ou longa duração (vários meses). A nível internacional a Para Onde atua em áreas como poio infantil/juvenil, apoio comunitário, proteção ambiental e animal, saúde, empoderamento de mulheres, artes, desporto, apoio a migrantes e refugiados, etc. Só em 2017 foram concretizados cerca de 300 projetos de voluntariado além-fronteiras. A própria associação oferece também uma pequena formação para todos aqueles que se candidatem a um dos muitos projetos de voluntariado disponíveis. Workaway e Worldpackers A Workaway e Backpacking não são plataformas dirigidas diretamente ao voluntariado internacional. No fundo, ambas são plataformas independentes, onde qualquer pessoa pode colocar um anúncio de voluntariado e outras poderão então ver o anúncio e candidatar-se. E não funciona apenas para voluntariado, existem também ofertas de trabalho em troca de alojamento, entre outros. A diferença é que os projetos encontrados nestes sites são organizados por pequenas associações, normalmente sediadas em países em desenvolvimento, que ainda não têm a dimensão suficiente para terem a sua própria plataforma de voluntariado online. Ainda assim, existem aqui imensas oportunidades de voluntariado incríveis. WWF – World wide Fund for Nature “Our mission is to conserve nature and reduce the most pressing threats to the diversity of life on Earth.” A WWF é uma ONG sem fins lucrativos com a sua própria vertente em Portugal, a Associação Natureza Portugal (ANP). A WWF atua em seis áreas principais: Clima, Água, Vida Selvagem, Florestas, Oceanos e Comida. A sua missão principal passa por promover a conservação da biodiversidade e ecossistemas florestais bem como a promoção da sustentabilidade ambiental e consumo energético. Existem vários projetos internacionais no Butão, Índia, Madagáscar, Paraguai e Senegal.

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5 alojamentos ecológicos na Europa

5 alojamentos ecológicos na Europa

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Hoje damos-te a conhecer projetos que trabalham diariamente para manter o equilíbrio entre viajantes exploradores e a natureza, onde nos mostram que é possível associar as viagens a um impacto positivo. Como não poderia deixar de faltar, se estás a pensar entrar numa nova aventura, o seguro de viagem deve ser uma das principais tarefas a pensar, e na nossa página podes encontrar o que se adapta melhor ao que precisas. Vamos lá a 5 alojamentos ecológicos na Europa? Já várias vezes falamos na importância de viajar de forma responsável para evitar que o impacto que deixamos nos lugares seja negativo e que as comunidades, economia e espaços não sejam prejudicados . Só assim será possível continuar a visitar destinos incríveis e conhecer realmente novas culturas sem que o turismo em massa destrua aquela ilha que tanto queríamos conhecer ou a tal montanha que gostaríamos de escalar. 5 alojamentos ecológicos na Europa BBCamping, Portugal Comecemos pelo nosso Portugal e por um cantinho lindamente preservado na paisagem natural em Vimieiro. Um parque de campismo muito pouco convencional que rentabiliza os recursos da natureza, como a luz solar e a água da chuva, em harmonia com a vida selvagem e as atividades disponíveis do parque. Para os mais aventureiros que viajam de mochila e tenda às costas, este pode ser o parque mais intocado do Alentejo, para os que viajam de forma mais leve, têm ao seu dispor tendas, caravanas e uma casa no local. Aproveitando a forte produção de cortiça da região, os edifícios da recepção e a casa disponível para os hóspedes são revestidos desse mesmo material e o pequeno almoço tem delícias como pão de bolota feito no parque e outras tantas iguarias produzidas pelos agricultores vizinhos. A piscina natural vai permitir fugir ao calor e o pôr do sol, garantimos, vai ser das coisas mais bonitas que vais ver este verão. Os carros são permitidos apenas para cargas e descargas para que a paisagem e sensação de paz absoluta não seja condicionada. Leitlhof, Itália Se estás à procura de um retiro nas montanhas, onde possas tratar do corpo e da mente e ainda experimentar alguns desportos de natureza, este cantinho de céu nos Alpes vai ser a tua perdição. Apesar de ter crescido e aumentado as instalações nos últimos anos, os seus valores mantêm-se os mesmos de sempre: preservar o ambiente e o espaço que envolve o Leithof, a sua equipa defende um equilíbrio sustentável na gestão dos recursos do hotel. O objetivo é permitir às pessoas que o visitam usufruir de um momento de lazer e relaxamento em harmonia com a natureza dos Alpes ao mesmo tempo que preservam o ambiente. Possuem uma estação de eletricidade alimentada pela floresta e todo o hotel é sustentado por essa estação aliada à utilizam de energia termal. Utilizam madeira local para os móveis e produtos regionais na sua cozinha e fazem questão de trabalhar com fornecedores locais para evitar longas distâncias no transporte. Se ainda não estás convencido, as ervas e aromas utilizados na cozinha vêm direitinhos da horta biológica do hotel. Arrancamos? WhitePod, Suíça Se sempre sonhaste em passar um noite num cenário ao estilo de um filme de Missão Impossível ou James Bond, este cenário na neve é para ti. O objetivo é provar que hotelaria e conservação do ambiente são dois conceitos que podem coexistir. O uso da eletricidade e água é controlado, os ingredientes utilizados são provenientes de produtores locais, a equipa vive nas redondezas e caminha para o trabalho e o uso de veículos motorizados é reduzido ao máximo. Dormir num pod (tenda iglô) de luxo com vista para o infinito e o céu estrelado é o sonho de muitos e saber que, enquanto de férias, contribuímos para o desenvolvimento da economia local, melhor! Para além disso, utilizam produtos de limpeza 100% biodegradáveis, apenas consomem produtos de época e tentam sempre sensibilizar os hóspedes para a importância da fauna e flora que rodeiam o espaço. Milia Mountain Retreat, Grécia Já te falamos de parques de campismo no meio da natureza, spas no Alpes e até iglôs na neve, mas se o que gostas mesmo é de uma casinha simples e cómoda na aldeia, tens de ir à Grécia, mais concretamente a Creta. Não, não é certamente nessa zona de Creta que estás a pensar, mas na parte montanhosa e ambientalmente sensível zona de Milia. Este projeto nasceu para recuperar conscientemente o terreno destruído e esquecido da zona, mantendo sempre o ciclo tradicional de vida de forma a servir humanos e natureza. Milia significa “de volta às origens” e a estadia por cá vai ser, mais que tudo, um encontro genuíno com a natureza e com a essência da vida. Tudo isto com direito a provares dos melhores produtos locais, cultivados biologicamente nos terrenos, Finca de Arrieta, Espanha Se procuras algo mais perto da praia, mas queres fugir dos pacotes de férias turísticas, temos a solução ideal na ilha de Lanzarote! Construído com materiais adquiridos localmente, este espaço gerido por uma família funciona aproveitando a energia gerada pelo sol e vento. A quantidade de água utilizada é controlada e é pedido aos hóspedes que aproveitem a água fria que sai antes dos banhos para a rega das plantas. A separação e redução do lixo é promovida entre todos e o desperdício de comida é reutilizado para alimentar as galinhas da quinta. Têm espaços dedicados às crianças e o ambiente não podia ser melhor. Inspirado? Já te falámos sobre 5 alojamentos ecológicos na Europa, agora só precisas comprar os voos, contratar o seguro e arrancar! Autora: Janete Silva, Flearound

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5 tipos de voluntariado internacional

5 tipos de voluntariado internacional

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O voluntariado internacional é uma tendência que tem vindo a ganhar expressão nas últimas décadas com milhões de voluntários a viajar anualmente. São diversas as razões que levam cada vez mais pessoas a sair de casa para contribuir para o desenvolvimento de comunidades geograficamente distantes. Os seres humanos têm este sentido de querer contribuir e o voluntariado é uma excelente forma de fazer a diferença na vida dos outros. Uma das principais razões que leva as pessoas a procurar este tipo de experiência é o impacto positivo que cada pessoa sente que tem na vida da comunidade por onde passa e nos habitantes que nela habitam. Além disso, é uma oportunidade de estar integrado numa comunidade com uma cultura completamente diferente e uma excelente forma de desenvolver novas competências. Durante a tua experiência no estrangeiro serás apoiado por uma organização local que te irá ajudar a adaptar ao contexto onde estás inserido, dando as ferramentas para que desenvolvas o teu trabalho e para que te prepares para as diferenças culturais. Ainda assim, vais estar num ambiente completamente diferente do teu a lidar com situações sensíveis e, muitas vezes, em situações precárias onde podem surgir imprevistos por isso não te esqueças de tratar do seguro de viagem antes. Tipos de voluntariado internacional Da mesma forma que existem mais voluntários, também existem cada vez mais oportunidades de voluntariado. Há oportunidades para todos os gostos e feitios. É importante fazer uma pesquisa exaustiva para termos a certeza de que estamos a escolher a oportunidade certa para nós. Neste artigo, procuramos esclarecer os diferentes tipos de voluntariado que vais encontrar para que escolhas a experiência de voluntariado mais adequada aos teus objetivos. Voluntariado Ambiental Comecemos pelo ambiente. Aquilo que te move é a proteção e conservação de espécies e da natureza? Despertar a consciência ambiental nas comunidades locais? Cuidar de animais? O objetivo deste tipo de voluntariado é que contribuas para a proteção de ecossistemas existentes, promovendo a sustentabilidade nas comunidades locais. Pode ser feito através da limpeza de florestas, de programas de sensibilização ambiental, cuidando de animais feridos num centro de proteção, entre outras atividades. Tem em consideração que este tipo de voluntariado costuma ser exigente fisicamente devido ao esforço inerente às tarefas realizadas. Voluntariado Cultural És apaixonado por cultura? Imaginas-te a desenvolver atividades que promovam a arte? Então aqui tens a oportunidade de imergir nas tradições locais enquanto desenvolves trabalho relacionado com a recuperação e difusão do património histórico, assim como a promoção da criatividade. Podes tanto fazer voluntariado numa entidade de apoio ao desenvolvimento turístico, como em festas culturais da comunidade ou exposições de movimentos artísticos. Voluntariado Educativo Voluntariado em Educação é para aqueles que querem partilhar os seus conhecimentos e experiência para dar empowerment às comunidades locais. Embora o possas fazer nas mais diversas áreas, ensinar inglês como segunda língua é o mais comum. Os alunos podem ser de todas as idades e terem os mais diversos interesses. Existem organizações que pedem para ser uma certificação para dar aulas de inglês como o TEFL / TESL, enquanto outros se baseiam apenas na tua fluência e no teu background. Voluntariado em Saúde A maioria das oportunidades na área da Saúde necessita de uma certificação e treino adequado para as funções a desempenhar. No entanto, há organizações que oferecem formação no terreno para desempenhar tarefas mais simples. Neste caso, é importante ter em mente a tua responsabilidade por estares a cuidar diretamente da saúde dos membros da comunidade, desempenhando um papel vital. Os programas podem ir desde a acompanhamento médico a pessoas desfavorecidas, prevenir doenças através de iniciativas de saúde pública ou sensibilização da comunidade para as questões da Saúde. Voluntariado Social Gostas de estar próximo de pessoas? Então este é o teu tipo de voluntariado e aquele que é mais comum. O objetivo é desenvolver atividades que melhorem a qualidade de vida das pessoas destinatárias ao projeto, como por exemplo, pessoas com limitações físicas ou cognitivas, crianças / adolescentes, idosos, imigrantes e refugiados, entre outros. As tarefas realizadas variam consoante o tipo de projeto, mas estão relacionadas com organizar de atividades de lazer e cultura, construir infraestruturas para a comunidade local, dar competências para que as possam aplicar na sua vida ou apoiar a organização no trabalho administrativo. Agora que já conheces 5 tipos de voluntariado internacional, chegou a altura de começares a tua pesquisa. Infelizmente, são comuns as histórias sobre organizações que se aproveitam da vulnerabilidade das populações ou de um ecossistema desfavorecido para lucrar com a generosidade dos voluntários. Por isso, a pesquisa é fundamental. Procura organizações com boas referências de participantes, de patrocinadores e da população local. Entra em contacto com eles com antecedência para saberes de que forma é que te podem ajudar nos preparativos da viagem ou para te colocarem em contacto com ex-voluntários. É importante que faças uma pesquisa exaustiva para que a tua experiência seja o mais enriquecedora possível e para que tenhas um impacto positivo para a comunidade local. Além disso, reflete se aquilo que procuras realizar é voluntariado ou voluntarismo. Não sabes a diferença? Descobre aqui. Chegou a altura de meter as mãos na massa. Começa a planear a tua experiência de voluntariado internacional tendo em conta os teus objetivos. Vamos lá tornar o mundo um lugar melhor! Autores: Gap Year Portugal

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Como acampar de forma sustentável

Como acampar de forma sustentável

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As alterações climáticas estão na ordem do dia, são uma preocupação global e cabe a cada um de nós mudar o rumo do planeta. Todas as atitudes fazem diferença e juntos podemos trazer esperança para um futuro mais sustentável para as gerações seguintes. Muitas das vezes, pensamos que adoptar um estilo de vida mais sustentável, minimalista e ecológico implica um grande investimento em novos produtos, mas hoje vamos mostrar-te como isso não é verdade. Uma das melhores formas de combatermos o mundo capitalista e promovermos um estilo de vida mais saudável, é a interação e preservação da natureza. Das melhores formas de conseguir aliar esse estilo de vida ao relaxamento enquanto se viaja é fazer campismo. Não só tens a oportunidade de abrandar o ritmo e parar para contemplar a natureza como podes, muitas vezes, aproveitar os recursos que a terra te dá. Independentemente do destino, é importante estar prevenido para esta aventura na natureza, por isso um seguro internacional de saúde é sempre importante. Como acampar de forma sustentável A parte mais complicada do dia a dia e do planeamento para uma viagem mais sustentável é o planeamento. É certo que exige mais esforço e preparação mas também é verdade que, saber que não vamos condicionar o local e comunidade que estamos a visitar, vai compensar todo o esforço. Acessórios a levar Esta é, provavelmente, a forma mais eficiente de evitar desperdício durante o campismo, se levarmos o material apropriado e necessário evitamos a compra e utilização de descartáveis que facilmente entram na nossa rotina. Pratos, copos e talheres Podem ser de plástico resistente, metal ou mesmo de vidro se não tiverem mais opção. Com isto evitam que se descarte a opção plástica que tende a vender-se pela facilidade com que arruma. Mas pensem se será necessário utilizar algo por 15 minutos que ficará pela terra, provavelmente, centenas de anos. Para além disso, se forem ao bar do campismo ou a um bar ou festa (no verão há romarias por todo o lado) podem levar o copo para beberem à vontade. Sabão em barra e esfregão de lufa ou tricot De certeza que lá por casa em alguma das gavetas existe uma bolsinha de tricot feita pela avó com sabonetes de cheirinho. Ou paninhos de base daqueles que já ninguém usa para os candeeiros. Pois é, são ótimos esfregões para a louça e podem embrulhar o bom velho sabão rosa/azul/macaco e assim lavem a louça ou lavarem não há problema, é tudo natural. Para além disso, cortem um pedaço de sabão a mais e têm champô e gel de banho sem embalagem. Garrafa reutilizável Andar na natureza é ótimo mas, principalmente no verão, convém andar hidratado! Por isso, uma garrafa que se possa utilizar várias vezes é sempre boa ideia, dica: guarda as garrafas de vidro da polpa de tomate e voilà! Elásticos, corda e molas Podem te salvar em momentos inesperados. Cobertores ou edredons Se não tiveres saco cama, não há problema, um cobertor serve. Comida É neste campo que descartamos, muitas vezes, embalagens e plásticos sem fim. A melhor solução? Preparar em casa uns quantos petiscos e snacks para poder levar. Snacks caseiros Bolinhos salgados ou doces, falafel, fruta, frutos secos, cenouras (que mais tarde se podem partir em palitos), ovos cozidos, sandes de compota, etc. Todos estes são, hoje em dia, facilmente encontrados sem embalagens de plástico nos supermercados e feiras/mercados locais. Recipientes e frascos de vidro São uma boa aposta para transportar a comida: quer a que vem de casa, quer a que possam comprar no mercado ou pastelaria locais. Produtos de Higiene Esta é outra área em que facilmente gastamos muitos frasquinhos, embalagens e produtos desnecessários para cabelo, para a cara, para o corpo, para as unhas, para o banho, para depois do banho, etc. Vamos descomplicar pelo planeta e pela nossa saúde, ok? Banho Sabão natural (existem vários de marca portuguesa e nos supermercados) pode facilmente servir para o cabelo, cara e corpo. Se já estás a pensar que o teu cabelo é complicado e espesso e tal: sabias que se juntares um fundinho de vinagre num frasco pequeno de vidro e encheres com água (podes perfumar com lavanda ou cascas de laranja) consegues um amaciador infalível? Não, não ficas a cheirar a salada. Hidratação Óleo de coco é natural, fácil de conseguir e hidrata a maioria das peles, de pequenos a graúdos. Cuidado oral Existem inúmeras pastas naturais em frascos de vidro. Mas também existem inúmeras receitas de pasta de dentes naturais e caseiras online. Protector solar Já existem várias marcas no mercados com apenas ingredientes naturais: podem encontrar várias opções online ou em lojas de produtos ecológicos e naturais. Compras Mesmo que preparem comidinha boa e caseira é natural que, se acamparem mais do que dois dias, eventualmente necessitem de abastecer. Aqui, uma vez mais, a preparação é a melhor táctica. Guardanapos e sacos de pano Seja para as refeições, para embrulhar uma sandes para o lanche, para levar uns bolos da pastelaria ou para limpar alguma coisa que se sujou, é sempre útil ter alguns trapos e paninhos por perto. O mesmo para o pão para o pequeno almoço ou para as compras, se não tens nenhuns, não há problema: corta umas tiras de uma camisa ou lençóis velhos para guardanapos ou recorta uma t shirt velha para um saco. Material de campismo Por fim, se adoras acampar mas não tens todo o material: pede emprestado, afinal é algo que apenas se utiliza algumas vezes ao ano ou então espreita as mil e uma opções em segunda mão, lembra-te que o desperdício de uns é o tesouro de outros. Autora: Janete Silva, Flearound Outros artigos sobre viagens sustentáveis e campismo: • 5 passos para viajar sem plástico • Planear férias com um impacto positivo • Como viajar de forma mais sustentável • 4 experiências a não perder nas Ilhas Cíes • Como preparar a tua mochila

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Andar à boleia: o que fazer e o que não fazer

Andar à boleia: o que fazer e o que não fazer

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As boleias são um dos meios de transporte prediletos dos viajantes de hoje em dia; seja pela adrenalina e pelo sentimento de aventura, pelo facto de se poupar dinheiro ou pela vontade de estar o mais próximo dos locais possível. Há inúmeras razões que levam os viajantes a trocar os meios de transporte convencionais pelas boleias, de tal forma que, cada vez mais, se tornou numa prática comum. Mas isto não é uma coisa de agora. Nos anos 70, era muito usual andar à boleia pela Europa. Há quem diga que estava ligado ao estilo de vida hippie e livre, outros justificam como “a forma mais barata e fácil de viajar na altura”. Andar à boleia: o que fazer e o que não fazer O que é certo é que, com o passar dos anos, possivelmente por todo o medo criado em redor das boleias e pelo decréscimo dos preços das passagens aéreas, esta prática foi decrescendo, até recentemente. Esticar o dedo voltou a voltou à conversa, especialmente quando se tratam de viagens com pouco dinheiro. Se te queres aventurar à boleia pelo mundo, há algumas coisas a ter em conta. Segurança primeiro! Antes de tudo, convém teres um seguro de viagem internacional à tua medida que te deixe tranquilo/a quanto a determinados imprevistos. Durante a viagem, uma das coisas mais importantes é seguires os teus instintos. Se te sentires desconfortável, se o condutor não te inspirar confiança, sai do carro. Não tenhas medo de dizer que não ou de inventar uma desculpa. A probabilidade de voltares a ver aquela pessoa é muito baixa, senão nula. O teu bem-estar e segurança estão em primeiro lugar! Sê fiel a ti próprio/a, às tuas regras e aos teus instintos. O verdadeiro kit Tu não és a única pessoa que tem de se sentir confortável e confiante; o condutor também precisa de estar na mesma página. Procura não ter nada que te tape a cara como óculos de sol ou chapéu, e evita ter um ar desgrenhado (embora em viagem nem sempre seja fácil!). Manter o contacto visual é crucial. Não é obrigatório ter um cartaz com o nome da cidade, mas ajuda a estabelecer confiança e acaba por fazer uma espécie de triagem aos condutos, já que aqueles que pararem, em princípio, vão na mesma direção que tu. Escolhe o lugar certo O lugar adequado poupa-te tempo e dá-te mais segurança. Quando estás numa cidade desconhecida, por vezes pode ser complicado. Daí a criação, em 2006, do site hitchwiki, com o objetivo de ajudar todos aqueles que querem andar à boleia pelo mundo. Aqui poderás encontrar dicas de outros viajantes, em diversas línguas, sobre inúmeros países. A escolha do lugar certo, às vezes, pode ser relativa. Por norma, as saídas das cidades, fora dos centros urbanos, são uma escolha segura, tal como as bombas de gasolina ou as paragens de autocarros. Se decidires pedir boleia na estrada, tenta encontrar um lugar com bastante visibilidade e espaço para que o condutor possa parar em segurança. Em caso de dúvida, o melhor é procurares as rotas mais habituais e teres sempre um mapa contigo, físico ou utilizando uma app. Está preparado/a para esperar Se só agora é que vais experimentar andar à boleia, é natural que tenhas de esperar algum tempo. Tens de te habituar ao ritmo, apanhar os truques e sentires-te confortável. Mas acredita que com o tempo, vais ganhar prática! O importante é teres paciência. Leva um livro contigo, uma boa playlist ou um caderno para escreveres as tuas aventuras. Atenção às horas e à meteorologia Não é novidade nenhuma que é mais fácil e mais seguro pedir boleia durante o dia. Está atento/a às horas e evita esticar o dedo às escuras. Verifica a meteorologia para o dia seguinte; não sejas surpreendido/a por chuva repentina ou por um frio de rachar. Com um pouco de sorte, pode ser que os condutores tenham compaixão e te dêem boleia com rapidez. Mas não contes muito com o isso! O melhor é esperares até ao dia seguinte e ver se o tempo melhora. Mantém a vibe positiva Boa disposição gera boa disposição. O mesmo aplica-se à generosidade e simpatia. A atitude positiva vai conseguir-te mais boleias! Sentes-te pronto/a para te lançares numa aventura à boleia? Autor:

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Voluntariado vs Volunturismo: dicas e alertas

Voluntariado vs Volunturismo: dicas e alertas

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O voluntariado é uma ação muito poderosa e geradora de impacto, pelo que devemos medir todos os pontos e refletir sobre eles. Neste artigo damos-te algumas dicas que assegurem a sustentabilidade dos projetos a que te candidatas. Toda a ajuda é necessária, claro. Mas devemos ajudar de forma sustentável, garantindo que estamos a gerar impacto positivo e estruturado, sem prejudicar o andamento de outros projetos. Também será importante distinguir os termos ”voluntariado” de ”volunturismo”. Em qualquer um dos casos não te esqueças de contratar um seguro de viagem online antes de partires para teres a certeza de viajar com segurança e cobertura contra possíveis acidentes. Voluntariado vs Volunturismo: dicas, alertas e quais as diferenças? O voluntariado deve ser acompanhado de uma etapa de formação para o voluntário, que lhe permita perceber os contornos de toda a ação de forma consciente e com as competências necessárias. O voluntariado relaciona-se com uma atitude de cooperação e compromisso prolongado, gerando impacto de uma forma regular e constante. Há quem seja voluntário em associações da sua região, há quem passe algum tempo no terreno e até fora do país. Se optares pelo último caso, não te esqueças de fazer o teu seguro de viagem, para que imprevistos não te estraguem os planos. Já o “volunturismo” normalmente assenta em ações de voluntariado pontuais, não se estabelecendo nenhum compromisso entre o voluntário e a comunidade. Este tipo de ação normalmente está incluído num formato de férias e o impacto poderá não corresponder ao esperado. Entrar numa comunidade culturalmente diferente da nossa, por pouco tempo e sem ações bem estruturadas poderá ser insustentável. Quando se integra um projeto de voluntariado é essencial que o mindset seja o certo. Estamos ali para ajudar a comunidade local a solucionar alguns problemas, a desenvolver estratégias para o futuro e não por pura diversão ou satisfação pessoal. Para olharmos para este tema mais de perto, deixamos-te aqui alguns pontos essenciais: O voluntariado pode mudar vidas A tua ação tem um impacto real. Quer seja a plantar árvores, distribuir comida, criar projetos locais, desenvolver negócios de apoio à comunidade, (…) – a tua ação tem mesmo um impacto real. Mas devemos alertar que uma ação que gera impacto é uma ação que deve ser bem pensada. Se por um lado pode ter consequências positivas, por outro lado, também pode ter negativas! Um conselho que deixamos: escolhe bem o projeto e tem a certeza que mudará vidas de forma sustentável. Devemos “ensinar a pescar” e não “dar o peixe” É importante pensarmos que quando entramos num projeto de voluntariado, em Portugal ou no estrangeiro, levamos connosco crenças, aprendizagens e tradições pessoais. O nosso “modus operandi” pode ser muito diferente, e até contraditório, do método local. O apoio deve passar pelo desenvolvimento de estratégias, pensamento crítico e ajuda à implementação, mas não a implementação por si só. Mas atenção: o intuito não deve ser ensinar porque “quem é voluntário sabe mais”, mas sim ajudar os locais a pôr as competências pessoais em prática. A ideia é passar as ferramentas, para que os intervenientes a possam concretizar, de forma autónoma, daí para a frente. O voluntariado é acessível a todos Diz-se, em erro, que fazer voluntariado é caro. Não é. Mesmo. Primeiro, podes ser voluntário no teu bairro, na tua cidade, prestando apoio a associações ou por ti mesmo, gerando impacto através de boas ações. Segundo, para todos os que querem fazer voluntariado fora do país: sabias que existem experiências de voluntariado internacional completamente financiadas? As oportunidades são muitas e só dependem de ti. Pesquisa, pergunta, fala com quem já fez, envolve-te em associações e não desistas à primeira barreira. É simples e pode mudar a tua vida e de outros. Tu és o convidado Este ponto é dedicado a todos os interessados em fazer voluntariado fora da sua cultura e “zona de conforto”. Quando se emerge numa comunidade diferente da nossa, com tradições próprias e formas de vida próprias, é importante sublinhar que nós é que somos os “diferentes”. Ao contactares com atitudes diferentes das esperadas, com que muitas vezes não concordarás, é importante distanciares-te por momentos e teres a oportunidade de refletir. Naquele local aquelas são as tradições e por muita confusão que nos cause, são o normal lá. O nosso background é isso mesmo – o NOSSO background. Quando a boas intenções não chegam A verdade é que nem todo o trabalho voluntário é positivo ou sustentável. Apesar de acreditarmos que quem se dedica a causas de forma voluntária tem boas intenções, isso nem sempre chega. O “volunturismo” está a gerar cada vez mais situações de risco, por exemplo, a Unicef estima que 75% das crianças em orfanatos no Cambodja não são, na verdade, órfãs. Tudo porque certas associações locais se aproveitam do interesse dos turistas e transformam os orfanatos em verdadeiros negócios. Esta questão é muito sensível e deves garantir que não estás a ajudar mais um desses negócios. Para além de que alta rotatividade de voluntários pode ser prejudicial, pela criação e, recorrente, quebra de ligações emocionais. Por isso, se o teu tempo é curto, opta por projetos que não envolvam a componente humana, podes plantar árvores, trabalhar em abrigos, ajudar a construir casas, entre muitos outros projetos. Porquê? Para que não se criem ligações emocionais fortes, que serão quebradas dentro de semanas e isso gere um impacto negativo. O voluntariado vai mudar a tua vida A mudança acontece de forma natural e o teu gesto pode fazer a diferença, só depende de ti. Pode levar tempo, exigir mais esforço do que calculavas, dedicação contínua e um nível de compromisso alto, mas acredita, vale sempre a pena. Lança-te ao voluntariado. Cresce. Aprende. Gera impacto. Sê sustentável. Está na hora de mudares vidas. Lembra-te que podes começar por ajudar os teus, o teu bairro, o teu país. Fazer voluntariado é possível para todos. Não te irás arrepender de gastar do teu tempo por uma causa em que realmente acreditas. Autores: Gap Year Portugal

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15 coisas que deves ter em atenção quando viajas para um país novo

15 coisas que deves ter em atenção quando viajas para um país novo

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Viajar é diferente para toda a gente. Uns viajantes são mais preocupados e planeiam mais que outros, uns ficam meros dias nos países por onde passam, outros ficam até vários meses! Seja quanto tempo for, hoje trazemos-te uma lista de 15 coisas que deves ter atenção quando viajas para um país novo. Apesar de alguns pontos desta lista não serem essenciais para uma viagem feliz existem 4 que são absolutamente imprescindíveis: documentação válida (passaporte e vistos), vacinas em dia e um seguro de viagem que se adeque à tua viagem. Tudo o resto é ao teu critério. 15 coisas a ter em atenção ao visitar um país novo 1 – Passaporte válido O viajante português tem uma liberdade incrível. Para viajar dentro do espaço Schengen apenas é necessário o cartão de cidadão português. Fora desta área garante que tens passaporte válido e podes cruzar dezenas e dezenas de fronteiras sem vistos. Atenção que existem países que exigem um prazo de validade do passaporte de até 6 meses. 2 – Vistos Vistos são autorizações concedidas por países à entrada de estrangeiros. Alguns países requerem um visto para entrada de portugueses. Uns permitem fazer-se à chegada, outros têm de ser feitos com antecedência (ex: E.U.A). Garante que tens a tua autorização normalizada com tempo! Podes ver mais informação sobre cada país no portal das comunidades portuguesas. 3 – Vacinas Para a entrada no território de certos países são requeridas certas vacinas, por exemplo a febre amarela em Angola. E para entrada noutros países são altamente aconselhado outras, como por exemplo febre tifóide na Colômbia. Pesquisa o teu país de destino no Centro de Controlo e Prevenção de Doenças. 4 – Seguro de Viagem É essencial ter um seguro de saúde que se adeque à tua viagem. A última coisa que te queres preocupar em caso de emergência é de como arranjar um tratamento de qualidade que não acabe com a tua conta bancária. Para além de que ter um seguro de viagem vai aumentar a tua tranquilidade e confiança para aproveitares as tuas aventuras! Os seguros da Iati são especialmente feitos para viajantes e, para além das altas coberturas médicas e em equipamento tecnológico, não tem franquias, ou seja, assumimos as despesas da assistência que necessitares desde o primeiro euro. Ainda para mais, tu não necessitas de te preocupar com nada, nem de adiantar dinheiro, nós ocupamo-nos diretamente das faturas por ti. Podes escolher entre os planos mais acessíveis e outros mais completos. 5 – Estação / Época Para alguns viajantes a meteorologia não afecta a viagem, mas para outros é muito importante! Se este é o teu caso, garante que o teu país de destino não se encontra na pior época possível. Por exemplo se não gostas de frio evita invernos. Ou se não gostas de chuvas evita as épocas de chuvas dos países tropicais. Esta informação pode ser encontrada facilmente na internet. 6 – Eventos culturais ou religiosos Tem atenção a possíveis eventos culturais ou religiosos do país que planeias visitar, pois podem afectar a tua viagem! Por exemplo se planeias visitar os Estados Unidos da América no dia de acção de graças (Thanksgiving day) conta que as tuas viagens fiquem mais caras. Ou, se fores visitar certas zonas da Índia durante o “Kumbh Mela” o maior evento religiosos do mundo que movimenta mais de 100 milhões de pessoas, conta com dificuldades de transporte e de alojamento. 7 – Segurança – Regras Básicas Todos os países são diferentes, e cada um vai requerer diferentes atenções da tua parte para te manteres em segurança. Investiga um pouco as regras de segurança básica dos países que visitas. Por exemplo: não andar à noite na rua na América do Sul ou não andar de mota nas grandes cidades do Sudeste Asiático. 8 – Moeda É importante ter noção de qual a moeda local, de qual a conversão para a tua moeda e da facilidade com que conseguirás ter dinheiro no país em que visitas sem ter que pagar taxas absurdas. Existem aplicações para o telemóvel que facilmente te ajudarão com a conversão, como por exemplo XE Currency. 9 – Água da torneira é potável? Coisas simples que só se dão valor quando não se têm. Muitos países em desenvolvimento não são como Portugal em que se pode beber água da torneira tranquilamente. Informa-te previamente quais são as condições de saneamento do país que visitas. 10 – Cartão Crédito/Débito Adequado Garante que o tens um cartão de crédito ou débito apropriado para o país que visitas. Não queres estar na posição de alguém que confia toda a viagem num cartão que ou não é aceite ou cujas taxas para o usar são enormes.Existem cartões gratuitos como o Revolut Card que são uma alternativa bancária digital e incluem um cartão de débito pré-pago e taxas de câmbio e uso quase nulas. 11 – Fuso Horário Caso tenhas algumas responsabilidades cujo horário é importante, seja para entregares um trabalho online ou para falares com os teus pais, talvez seja importante teres conhecimento prévio do fuso horário do país que visitas em relação ao teu país de origem. 12 – Transporte inteligente Qual vai ser o teu meio de transporte no país que vais visitar? Nas grandes cidades e nas pequenas vilas? Autocarro, comboio, carros privados, aplicações? Investiga quais as melhores opções quanto a segurança, preço e conforto. Por vezes aplicações como a Uber poderão ser mais seguras, mas cuidado em alguns países (como na Colômbia) estas aplicações são ilegais. 13 – Conflitos Internos ou externos O mundo não é perfeito e existem zonas no planeta que deves evitar a todos os custos. A última coisa que queres durante a tua viagem é estar numa região que esteja em conflitos ou guerra. Isto aplica-se a conflitos internos como no caso do Myanmar e a conflitos externos como em algumas zonas do Médio Oriente. 14 – Apps Locais Cada país tem a sua lista de aplicações móveis que apesar de não serem essenciais podem ajudar e muito a tua experiência. Desde aplicações para transportes públicos ou privados, informativos, mapas, restaurantes, etc. Por exemplo, se fores viajar para Bali, uma app importante a teres no teu telemóvel é a Go-Jek, tudo o que precisares, desde transporte a comida, itens de supermercado e até massagens esta aplicação irá levar-te a casa o que necessitas por um custo ridiculamente barato. 15 – Deixa-te Envolver Esquece todos os sítios que já visitaste e tenta envolver-te ao máximo com o sítio que estás a visitar. Observa, analisa, compreende, absorve, adapta-te! Cada sítio tem a sua magia, cabe-nos a nós visitantes tentar encontrá-la! Chegamos assim ao fim da lista de 15 coisas que deves ter em atenção quando viajas para um país novo. Para que tudo corra tranquilamente e que aproveites ao máximo, sem preocupações! Autor: TravelB4Settle

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O turismo e os animais: atrações a evitar

O turismo e os animais: atrações a evitar

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Muitos dos viajantes que participam em atividades com animais, não têm ideia do sofrimento que está por detrás daquela atração e simplesmente querem conhecer e explorar um pouco mais de perto a vida selvagem. Na IATI Seguros, lider em seguros de viagem online, vamos tentar dar-te a conhecer um pouco mais desta realidade e algumas precauções a tomar. O turismo e os animais: atrações a evitar Quando desenvolvido de forma responsável e sustentável, o turismo, pode ser benéfico para o ambiente e a natureza. No caso dos animais, o lucro proveniente de certo tipo de atividades pode ajudar reservas e parques naturais a preservar e proteger algumas espécies. Por outro lado, algumas atividades e atrações turísticas que envolvem animais são vistas única e exclusivamente como fonte de rendimento, fazendo com que os animais sejam considerados o meio para o sucesso e a sua liberdade e qualidade de vida sejam postas em causa. Elefantes Apesar de parecerem dóceis, serenos e tranquilos mesmo quando estão ser montados, os elefantes são um animal de grande porte difícil de controlar. Assim sendo, são, maioritariamente, capturados ilegalmente e retirados às mães com pouco tempo de vida de forma a serem domesticados o mais precocemente possível. Em países como a Tailândia esta é uma atração muito conhecida e por isso o número de elefantes cativados é, ainda maior. Se gostarias de ter contacto com elefantes durante a tua viagem, investiga o historial e missão do santuário em questão e certifica-te que não é permitido que os visitantes montem os elefantes. Tigres Muitas vezes utilizados para uma fotografia de recordação, encontram-se numa jaula toda a sua vida e são submetidos a alterações no corpo de forma a evitar acidentes com humanos (as garras e os dentes mais afiados são removidos). Para além disso, encontram-se muitas vezes drogados para que as pessoas possam tocá-los sem perigo. Cobras Muitas vezes capturadas da selva, são torturadas e as suas glândulas venenosas removidas de forma a participarem em espetáculos de encantamento. Recomendamos a que não tires fotos ou pares na rua para alimentar e dar atenção a esta atividade. Civetas O Kopi Luwak ou café de civeta, famoso na Indonésia, é dos cafés mais caros do mundo e é produzido através de grãos de café extraídos das fezes das civetas. Os animais são, em muitos casos, capturados e mantidos em jaulas pequenas para que posteriormente os grãos sejam vendidos nas quintas e internacionalmente. A alternativa passa por procurar produtores locais que recolhem as fezes diretamente do habitat natural dos animais sem as capturarem. Golfinhos Os golfinhos são frequentemente encontrados em parques aquáticos e aparentam ser felizes e bem tratados uma vez que durante os espetáculos os vemos ser alimentados. Contudo, em vários casos, o alimento só é facultado se o golfinho desempenhar a atividade exigida, para além disso não têm o espaço suficiente para mergulharem e se protegerem dos raios ultravioleta e o tratamento da água da piscina (cloro) é prejudicial à sua saúde. Se gostarias mesmo de vê-los de perto, existem excursões que te levam ao seu habitat natural (respeitando o seu espaço e com uma interferência mínima ou inexistente na sua rotina). Tubarões-baleia Em muitos locais que oferecem esta atividade, os tubarões-baleia são alimentados frequentemente (durante todos os dias do ano) alterando a sua rota migratória e consequentemente o ecossistema a que pertencem. Temos disponível um post inteiro sobre este tema para que possas saber mais sobre esta realidade e as suas consequências. Se vais viajar em breve e gostavas de interagir com animais sem contribuir para o seu sofrimento, não penses, com o nosso post, que não é possível. Com a pesquisa necessária e as informações corretas podes encontrar centros, santuários e parques naturais que realmente têm como objetivo a proteção das espécies. Tenta descobrir sempre de que forma é que a intervenção e o trabalho do sítio ou excursão em questão condiciona a vida dos animais para que possas entender se a influência é positiva ou negativa comparadamente ao seu habitat natural. E lembra-te, tu como viajante também deves estar protegido, não te esqueças do teu seguro Iati.

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Planear férias com um impacto positivo

Planear férias com um impacto positivo

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Para a Iati, líder na contratação de seguros de viagem online, o turismo responsável é importante e, por isso, tentamos sempre apresentar aos nossos clientes e leitores novas dicas e recomendações para viajar de forma a deixar um impacto positivo nos destinos visitados. Se ainda não leste, convidamos-te a ler os artigos que escrevemos anteriormente sobre 5 passos simples para viajar sem plástico, 5 formas sustentáveis de poupar durante as tuas viagens e Como viajar de forma mais sustentável. Planear férias com um impacto positivo Hoje vamos-te falar sobre formas sustentáveis de pesquisar e planear as tuas viagens, plataformas, sites e agências alternativas que te vão permitir contribuir para o desenvolvimento de alguns destinos e culturas. Ecosia Esta é a nossa primeira dica uma vez que, na realidade, podes utilizar este navegador de pesquisa no teu dia-a-dia e não só quando estás a planear e pesquisar sobre viagens. Como funciona? Basicamente só tens de substituir o teu navegador de pesquisa pelo Ecosia, os anúncios e publicidade geram rendimento e com esse lucro os projetos envolvidos plantam árvores. Incrível, não? Não requer nenhum esforço da tua parte e estás a plantar árvores desde casa! Hotels that help Baseado no mesmo conceito do anterior, este site permite reservar voos, acomodação e atividades, sem qualquer custo extra, ao mesmo tempo que ajudam instituições sem abrigo no Reino Unido. Depois de escolheres o teu alojamento ou tour, és redirecionado para o site principal da empresa (por exemplo booking), contudo, uma vez que fizeste a reserva através desta plataforma parte do lucro reverte para uma instituição social. BookDifferent Parte do grupo Booking.com, esta plataforma vai ser uma óptima ferramenta se queres saber quão verde ou ecológico é a acomodação que estás a pesquisar. Os resultados de hotéis, residências ou afins apresentam-se do mais ecológico para o menos e rotulados com ecolabels, ou seja ícones eco, onde podes facilmente detectar as políticas em marcha de cada acomodação. Estes ícones classificam os locais desde o respeito pelo ambiente, à cultura passando pelas condições de trabalho. GreenHotelWorld Também direcionado para acomodação, ao iniciares a tua pesquisa neste site, sem custo extra, a comissão recebida pelo Green Hotel World vai reverter para a compensação de emissões de CO2 libertada com a indústria hoteleira. Basicamente só tens de utilizar este site para aceder ao Booking.com, Hotels.com, Expedia, Trivago, Tripadvisor, Lastminute.com, Ctrip ou Agoda e todo o processo de reserva é igual, mas assim estás a compensar, de alguma forma, o dano feito pela emissão de CO2. Holiable Uma espécie de enciclopédia de informação para férias sustentáveis, desde acomodação, atividades e restaurantes. Podes pesquisar por destino ou tipo de serviço procurado e através de uma lista ou mapa vais poder encontrar as opções disponíveis. Indigo Se vais viajar por uns tempos e gostavas de colaborar com uma instituição de voluntariado, a Indigo ajuda-te a escolher o sítio ideal sem teres que pagar nenhuma taxa. Desde fundações que ajudam refugiados, locais afetados por catástrofes naturais ou áreas de desenvolvimento, serás avaliado de forma a encontrarem o local ideal para ti. Simbiotico Um projecto nascido em Portugal que tem como objetivo juntar na mesma plataforma tudo o que de melhor e sustentável se produz a nível nacional. Aqui pode encontrar várias soluções ecológicas para o que procura, o Simbiótico pretende ser a ligação entre um mercado responsável, de qualidade e um consumidor consciente. Desde restaurantes, hotéis, restaurantes, cosmética, decoração, roupa em segunda mão passando por atividades ao ar livre, um infindável mar de opções. Agora que tens esta lista de plataformas por uma causa não tens desculpas, começa já a marcar a próxima viagem! Autora: Janete – Flearound

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Como viajar de forma mais sustentável

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Um dos valores da IATI, empresa líder em seguros de viagem online, é a promoção do turismo sustentável, acreditamos que podes conhecer o mundo e deixar um impacto positivo nos locais visitados. A sustentabilidade pode parecer um assunto complexo mas na realidade é o único caminho a seguir se queremos continuar a viajar e conhecer lugares autênticos a longo prazo. É bem mais simples do que pensas. Resumidamente, vai-te permitir viajar sem comprometer o futuro das culturas e dos espaços que visitas e nós vamos-te mostrar como. Viajar de forma sustentável e explorar o mundo e viajar de forma consciente Explorar o mundo, no sentido de te deslocares a outro local, implica, na maioria das vezes, uma viagem de avião (o que contribui para o aumento da emissão de poluentes). Sendo que essa é, por vezes, inevitável, podes compensar com as deslocações internas: transportes públicos, deslocação a pé, bicicleta ou mesmo à boleia; são opções mais baratas, divertidas e genuínas. Nada melhor do que utilizar os mesmos meios que os locais para mergulhar na cultura de uma cidade, certo? Alojamento, comida, lembranças, passeios, actividades, etc. São inúmeras as áreas e momentos onde vais necessitar de consumir ou pagar por um serviço durante a tua viagem. Se optares por grandes cadeias de hotéis ou restaurantes, por produtos importados ou empresas internacionais, o lucro gerado pelo turismo nessa região nunca irá beneficiar a comunidade ou a economia locais. Neste sentido, não será possível investir em infra-estruturas, postos de trabalho, cultura ou produção local e esse lugar perderá, eventualmente, o que te levou a visitá-lo. Aposta em comida e estabelecimentos locais e familiares, artesanato típico e actividades com guias ou profissionais da região, vais ficar surpreendido com o que vais ver e experienciar para além do produto ou serviço que estão a vender. tradições, por exemplo, num hotel gigantesco do que numa guesthouse gerida por uma família que lá vive; mais complicado entender como se faz aquela peça de artesanato se não vires a madeira ganhar forma na frente dos teus olhos ou a lenda daquela montanha se alguém que a conhece desde sempre não te a contar emocionado. Desde restaurantes a comércio, tenta que o investimento que vais fazer (se possível ou pelo menos uma vez durante essa viagem) possa beneficiar uma causa específica que contribui para o desenvolvimento local ou social. Existem sítios que doam parte do lucro a instituições, outros que apenas utilizam produtos de agricultura local ou espaços que vendem produtos fabricados por pessoas que se encontram em alguma situação de desvantagem ou recuperação. Em alguns casos implica gastar um pouco mais do que tínhamos pensado mas em outras situações o valor é o mesmo, como é o caso de lembranças feitas por locais. Diminui o desperdício e lixo deixado Em alguns países de continentes como a Ásia, o plástico, a qualidade da água e a poluição dos mares são problemas em grande escala e podes adotar alguns hábitos e rotinas que vão fazer de ti um viajante mais consciente. Neste artigo da Iati, podes ler mais sobre os passos a seguir para viajar sem plástico e diminuir o desperdício deixado nos locais que visitas que, muitas vezes, não estão preparados para tal. Não participes em atividades onde exploram animais santuários ou centros de reabilitação que visitas priorizam o bem-estar dos animais e os seus direitos em detrimento do lucro. Existem ecossistemas inteiros a serem afetados pela interferência humana, animais que deveriam ser migratórios e se instalam num lugar porque lhes facultam comida, por exemplo. A melhor forma de protesto é não contribuir para o crescimento destas actividades. Não compres lembranças a crianças crianças são vistas como fonte de rendimento para as famílias e muitos viajantes têm a melhor intenção ao fazer a compra de uma pulseirinha. A questão é muito complexa uma vez que, em muitos casos, é a pobreza ou desigualdade social que leva as famílias a vender nas ruas. No entanto, ao comparar algo que as crianças vendem na rua ou mesmo a dar dinheiro, estamos a alimentar esta situação: se a criança traz dinheiro para casa, a ida à escola fica para segundo plano. Tal como a exploração de animais, a melhor solução é não contribuir para estas atividades. Viajar em época baixa ou visitar um espaço fora das horas de ponta, pode ser benéfico para todos. Ninguém gosta de dispensar uma hora numa fila para ver um templo no Camboja, esperar horas para visitar uma catedral, pagar rios de dinheiro por uma viagem em Agosto ou partilhar as águas cristalinas de Menorca com meio mundo… Tudo isto são realidades que podes evitar se tentares viajar em alturas menos óbvias; por exemplo, Abril e Maio são ótimas alturas para explorar as ilhas europeias: tempo agradável e a praia quase só para ti. Para além de evitar multidões, estás a contribuir para que o espaço em questão não fique sobrelotado e os seus recursos possam ser melhor geridos. Se gostas de aventuras e surpresas, viajar para destinos menos conhecidos é a solução ideal, reserva o teu seguro preferido e lança-te à descoberta! Autora: Janete – Flearound

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