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Belém – Um Dia à Beira Rio

Belém – Um Dia à Beira Rio

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Uma visita à capital portuguesa não fica completa sem uma visita a Belém. A oferta de Monumentos e Museus é extensa. Para além de inúmeras atividades, desde passeios pelo Rio Tejo, passeios à Beira Rio, ou apreciar o dia na relva dos jardins da Torre de Belém. Claro que a dica extra é que não deves viajar sem seguro de viagem. Na Iati ajudamos-te a escolher qual o seguro que melhor se adapta ao tipo de viagem que vais fazer. Deixamos-te com algumas das muitas atividades que podes fazer em Belém. O que ver em Belém Torre de Belém A Torre de Belém foi em 1983, classificada como Património Cultural da Humanidade pela UNESCO. Foi construída para proteção da cidade, através de um plano estratégico de defesa da barra do Tejo concebido por D. João II. Tendo a sua construção apenas ocorrido no reinado de D. Manuel. Igreja da Memória A igreja da memória também é conhecida poi igreja de Nossa Senhora do Livramento e de São José. É aqui se encontra sepultado o Marquês de Pombal. E foi construída em memória do atentado sofrido pelo Rei D. José, e que desencadeou o Processo dos Távora. A igreja foi construída perto do local do atentado. Padrão do Chão Sagrado Este Monumento fica localizado no Beco do Chão Sagrado, atrás dos Pastéis de Belém. O padrão foi mandado erigir pelo Marquês de Pombal em memória da condenação de D. José de Mascarenhas, Duque de Aveiro e do Marquês de Távora e da sua família pela alegada implicação no atentado contra o Rei D. José. Neste local era onde se encontrava o Palácio do Duque de Aveiro. O atentado ocorreu perto deste local. E o Palácio foi confiscado e o seu chão salgado, num ato simbólico, para que nada voltasse a nascer ali. Foi proibida também qualquer construção perto daquele local. Palácio Nacional da Ajuda O Palácio Nacional da Ajuda foi a residência oficial da família real portuguesa durante o reinado de D. Luís I e até ao final da monarquia em 1910. Conserva ainda hoje a decoração tal como se encontrava na época em que a família real ali residia. Biblioteca da Ajuda Esta é uma das Bibliotecas mais antigas de Portugal e está localizada numa das alas do Palácio Nacional da Ajuda. Para além de todas as obras, tem magníficos tetos decorados com frescos. Esta era a Biblioteca Real, inicialmente instalada no Paço da Ribeira. Perdeu uma grande parte do seu espólio no terramoto de 1755. É foi transferida para o Brasil, quando a família real também foi para o Brasil na sequência das invasões francesas. Volta para Portugal quando D. João VI regressa ao país em 1821. Picadeiro Real O Picadeiro Henrique Calado está situado na Calçada da Ajuda em Belém, e é aqui que a Escola Portuguesa de Arte Equestre (situada nos jardins do Palácio Nacional de Queluz) se apresenta ao público. As apresentações ao público são feitas através dos treinos diários, que são abertos ao público, e através de apresentações semanais e de Espetáculos de Gala. Assistir ao Render da Guarda No terceiro domingo de cada mês às 11 horas, é possível assistir ao render da guarda no Palácio Nacional de Belém, este que é a Residência Oficial do Presidente da República. É uma cerimónia com grande simbolismo em que participam 160 militares da Guarda Nacional Republicana (GNR). Relaxar nos Jardins da Torre de Belém Fazer um Pic nic, relaxar, ler ou conviver com amigos são algumas das atividades que podes fazer nos jardins da Torre de Belém. É também aqui que tem lugar o Out Jazz, um festival de música que acontece aos fins de semana na primavera e verão em vários jardins Lisboetas. Brunch do Museu do Oriente Aos fins de semana há Brunch no restaurante do Museu do Oriente. Localizado no último piso do museu. Pastéis de Belém Tens de provar os icónicos Pastéis de Belém, feitos a partir da receita secreta dos monges do Mosteiro dos Jerónimos. Sud Lisboa No Sud Lisboa podes dar um mergulho na piscina do terraço deste restaurante com um conceito de “comida para partilhar”, enquanto desfrutas de uma vista magnifica sobre Lisboa e o rio Tejo. Autora: Sónia Justo, Lovely Lisbonner

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Brava, ilha de Cabo Verde

Brava, ilha de Cabo Verde

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Saí da ilha do Fogo já noite. A viagem de ferry dura pouco mais de 30 minutos. Já tiva visto Brava ao longe, a partir do Fogo, mas pouco sonhei com ela. No barco, com caracteres gregos, com a janela junto ao meu banco apenas a representar um vazio escuro, apenas sentia o longo balançar do barco na ondulação do mar cabo-verdiano. Cheguei ao porto da brava ainda meio às escuras, e preocupado com o destino da minha bagagem. Bagagem encontrada, entrar num hiace e viajei para Nova Sintra, a cidade da ilha. Naquele dia não conheci muito além da rua do meu hotel. Apenas senti o cheiro da Brava e gostei. No dia seguinte, com pouco mais de meio dia para conhecer a especial ilha Brava, foi seguir o mesmo processo cabo-verdiano, entrar numa hiace e deixar-me ir. A ilha é pequena e desnivelada, mas o carisma tocante. Tudo parece genuíno. Talvez pela dificuldade do acesso, talvez por não ser um ponto de rota turística, talvez por um grande conjunto de razões políticas e estruturais. Tudo parece estar quase igual ao que era há 100 anos atrás. E talvez seja essa uma das principais bênçãos da Brava. Parece uma planta, bonita, que nunca levou qualquer químico. Nasceu e cresceu naturalmente, braviamente. Toda esta genuinidade sente-se na paisagem, na comida, na cultura, na arquitectura e, sobretudo, nas pessoas. Em todas as ilhas (que visitei) de Cabo Verde encontrei pessoas boas e simpáticas, mas na Brava vi nas suas gentes dos olhares mais ternurentos com os quais já me cruzei em viagem. Fiz quilómetros contornando a ilha. Subi aos pontos mais altos, visitei baías de sonho, bebi uma cerveja num tasco local, visitei aldeias, comi um pelo peixe que ainda cheirava a mar e levei com o vento e com o cheiro de África. Estive pouco tempo, mas vivi-o bem. Fossem sempre assim, todos os momentos da vida. Já no barco de regresso ao Fogo, fiz a tal jura de amor, tão típica dos romances fugazes: “Prometo voltar, Brava!” Autor: Carlos Bernardo, O meu escritório é lá fora.

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5 tipos de voluntariado internacional

5 tipos de voluntariado internacional

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O voluntariado internacional é uma tendência que tem vindo a ganhar expressão nas últimas décadas com milhões de voluntários a viajar anualmente. São diversas as razões que levam cada vez mais pessoas a sair de casa para contribuir para o desenvolvimento de comunidades geograficamente distantes. Os seres humanos têm este sentido de querer contribuir e o voluntariado é uma excelente forma de fazer a diferença na vida dos outros. Uma das principais razões que leva as pessoas a procurar este tipo de experiência é o impacto positivo que cada pessoa sente que tem na vida da comunidade por onde passa e nos habitantes que nela habitam. Além disso, é uma oportunidade de estar integrado numa comunidade com uma cultura completamente diferente e uma excelente forma de desenvolver novas competências. Durante a tua experiência no estrangeiro serás apoiado por uma organização local que te irá ajudar a adaptar ao contexto onde estás inserido, dando as ferramentas para que desenvolvas o teu trabalho e para que te prepares para as diferenças culturais. Ainda assim, vais estar num ambiente completamente diferente do teu a lidar com situações sensíveis e, muitas vezes, em situações precárias onde podem surgir imprevistos por isso não te esqueças de tratar do seguro de viagem antes. Tipos de voluntariado internacional Da mesma forma que existem mais voluntários, também existem cada vez mais oportunidades de voluntariado. Há oportunidades para todos os gostos e feitios. É importante fazer uma pesquisa exaustiva para termos a certeza de que estamos a escolher a oportunidade certa para nós. Neste artigo, procuramos esclarecer os diferentes tipos de voluntariado que vais encontrar para que escolhas a experiência de voluntariado mais adequada aos teus objetivos. Voluntariado Ambiental Comecemos pelo ambiente. Aquilo que te move é a proteção e conservação de espécies e da natureza? Despertar a consciência ambiental nas comunidades locais? Cuidar de animais? O objetivo deste tipo de voluntariado é que contribuas para a proteção de ecossistemas existentes, promovendo a sustentabilidade nas comunidades locais. Pode ser feito através da limpeza de florestas, de programas de sensibilização ambiental, cuidando de animais feridos num centro de proteção, entre outras atividades. Tem em consideração que este tipo de voluntariado costuma ser exigente fisicamente devido ao esforço inerente às tarefas realizadas. Voluntariado Cultural És apaixonado por cultura? Imaginas-te a desenvolver atividades que promovam a arte? Então aqui tens a oportunidade de imergir nas tradições locais enquanto desenvolves trabalho relacionado com a recuperação e difusão do património histórico, assim como a promoção da criatividade. Podes tanto fazer voluntariado numa entidade de apoio ao desenvolvimento turístico, como em festas culturais da comunidade ou exposições de movimentos artísticos. Voluntariado Educativo Voluntariado em Educação é para aqueles que querem partilhar os seus conhecimentos e experiência para dar empowerment às comunidades locais. Embora o possas fazer nas mais diversas áreas, ensinar inglês como segunda língua é o mais comum. Os alunos podem ser de todas as idades e terem os mais diversos interesses. Existem organizações que pedem para ser uma certificação para dar aulas de inglês como o TEFL / TESL, enquanto outros se baseiam apenas na tua fluência e no teu background. Voluntariado em Saúde A maioria das oportunidades na área da Saúde necessita de uma certificação e treino adequado para as funções a desempenhar. No entanto, há organizações que oferecem formação no terreno para desempenhar tarefas mais simples. Neste caso, é importante ter em mente a tua responsabilidade por estares a cuidar diretamente da saúde dos membros da comunidade, desempenhando um papel vital. Os programas podem ir desde a acompanhamento médico a pessoas desfavorecidas, prevenir doenças através de iniciativas de saúde pública ou sensibilização da comunidade para as questões da Saúde. Voluntariado Social Gostas de estar próximo de pessoas? Então este é o teu tipo de voluntariado e aquele que é mais comum. O objetivo é desenvolver atividades que melhorem a qualidade de vida das pessoas destinatárias ao projeto, como por exemplo, pessoas com limitações físicas ou cognitivas, crianças / adolescentes, idosos, imigrantes e refugiados, entre outros. As tarefas realizadas variam consoante o tipo de projeto, mas estão relacionadas com organizar de atividades de lazer e cultura, construir infraestruturas para a comunidade local, dar competências para que as possam aplicar na sua vida ou apoiar a organização no trabalho administrativo. Agora que já conheces 5 tipos de voluntariado internacional, chegou a altura de começares a tua pesquisa. Infelizmente, são comuns as histórias sobre organizações que se aproveitam da vulnerabilidade das populações ou de um ecossistema desfavorecido para lucrar com a generosidade dos voluntários. Por isso, a pesquisa é fundamental. Procura organizações com boas referências de participantes, de patrocinadores e da população local. Entra em contacto com eles com antecedência para saberes de que forma é que te podem ajudar nos preparativos da viagem ou para te colocarem em contacto com ex-voluntários. É importante que faças uma pesquisa exaustiva para que a tua experiência seja o mais enriquecedora possível e para que tenhas um impacto positivo para a comunidade local. Além disso, reflete se aquilo que procuras realizar é voluntariado ou voluntarismo. Não sabes a diferença? Descobre aqui. Chegou a altura de meter as mãos na massa. Começa a planear a tua experiência de voluntariado internacional tendo em conta os teus objetivos. Vamos lá tornar o mundo um lugar melhor! Autores: Gap Year Portugal

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Como fotografar em viagem

Como fotografar em viagem

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Na IATI somos aventureiros por natureza… Por vezes, após comprarmos um bilhete de avião com destino incerto a mais de 1000 km de casa ou decidirmos que vamos pegar no carro e partir em uma aventura ao volante, as primeiras preocupações não são iguais em cada um de nós e os mais apaixonados por fotografia, antes de pensar que roupa levar; saúde e vacinas ou segurança local apenas pensam: quais as máquinas a levar, quais as lentes que têm obrigatoriamente que ir…analógico ou digital…MAS a logística tem de incluir segurança, e ainda para mais viajando com equipamento de fotografia, há que ter cuidado com a bagagem e nada como um seguro de viagem que também a inclua. O que levar na mochila? Rapidamente transformamos a mesa da sala numa alegre banca de feira e constatamos que não vamos ter espaço para tudo…mesmo que abdiquemos de alguma roupa, porque queremos mesmo é mesmo fotografar, estamos claramente a levar demasiadas coisas… Depois de roer todas as unhas possíveis, começamos sim a fazer uma seleção real do que temos mesmo que levar! Uma vez que digital uso sistema Fujifilm, levamos sempre obrigatoriamente: • Máquina Fuji XT-2; • Lentes 23mm f1.4 ; 56mm f1.2 e 50-140mm f2.8 e, no mínimo, • 6 baterias extra + carregador. O problema começa na escolha do equipamento analógico, mas geralmente optamos por levar uma point&shoot bem simples ou caso ainda tenha espaço, um corpo analógico SLR Auto Focus. Apesar de fotografar no meu dia-a-dia apenas analógico, quando estou de viagem o analógico assume, infelizmente, um segundo plano uma vez que quero garantir que tenho mesmo a foto que pretendo. O Analógico de viagem é a surpresa bónus que chega às nossas mãos 7 dias após o regresso a casa, aquele presente que desembrulhamos e que automaticamente regressamos ao outro canto do mundo a recordar o momento em que tirámos aquela fotografia. Para além disto é essencial levar um pequeno tripé e vai sempre, sempre ser muito útil, vários cartões SD e um pequeno kit de limpeza. Querendo levar muitas coisas, logicamente uma boa mochila é essencial. A mochila deverá ser da melhor qualidade possível e própria para equipamento fotográfico, tendo em atenção o acondicionamento do equipamento. Esta é a mochila com que ando muito tempo às costas e para além de ter que ser confortável corro sempre o risco de poder bater em qualquer lado, levar um encontrão, etc e danificar o material. Portanto, nada de improvisar mochilas do dia a dia para este fim. Como fotografar desconhecidos? Mochila nas costas e bilhete na mão é o momento de começar a magia, de viver a viagem também através da lente. Gostamos de fotografar rua, sentir as pessoas dentro da camera, captar o momento em que um cigarro é acesso, o peixe a ser amanhado e, acima de tudo, olhar para uma foto do mercado e automaticamente sentir um turbilhão de cheiros e sons. A nossa postura conta e muito, estamos muita vez em contacto com uma cultura diferente da nossa, há que respeitar! Optamos sempre por uma postura simpática e descontraída quando estamos na rua, as pessoas geralmente reagem bem a uma máquina especialmente se quem as tiver a fotografar estiver tranquilo, brincalhão, respeitador. Sorrimos, falamos com as pessoas, pedimos para fotografar ou fazemos intenção que nos vejam. Caso assumíssemos uma postura de estar escondidos, fotografar e desaparecer, as pessoas veriam isso com estranheza e ficaram certamente desconfiadas, o que nos traria problemas. Já visitámos culturas bem distintas, onde a relação das pessoas com a máquina difere de um país para outro – A título de exemplo: no Vietname as pessoas entram pela máquina adentro, não têm qualquer problema a ser fotografados; por outro lado em Marrocos sentimos que as pessoas são menos recetivas à fotografia. Aí entra a simpatia e acima de tudo o respeito. Cuidados a ter quando fotografamos em viagem Os principais cuidados a ter são bem simples: nunca perder a máquina e mochila de vista. Logicamente que ao andar na rua com uma máquina ao pescoço pode sempre chamar olhares indesejados. Temos uma mochila Lowepro, que não tem fechos na parte de fora, apenas nas costas. Cada vez queremos retirar algum artigo, temos de parar e retirar a mochila. É um processo mais demorado, mas assim temos a segurança que não perdemos uma lente num transporte publico ou em outro local. Para além disso, retirámos as etiquetas com as marcas, para não ser facilmente identificável por alguém que saiba o que anda à procura nos turistas… Quando fotografamos na rua, a máquina aparece no momento da fotografia e rapidamente desaparece debaixo um casaco ou corta-vento, assim também passamos mais despercebidos. Estas pequenas medidas, são os cuidados básicos que adoptamos para ter uma viagem tranquila. Como já dissemos, estamos sempre tranquilos, simpáticos e responsivos e isso faz com que as pessoas também sintam bem e te ajudem ou aconselhem. Um exemplo crasso do que digo passou-se recentemente em Bogotá: estava a fotografar uma rua calmamente e uma senhora aborda-me muito simpática a dizer para não fotografar, pensei que ela não queria que a fotografasse, mas na realidade a senhora estava a querer avisar-me que àquela hora e naquela rua provavelmente não seria seguro fotografar. Agradeci-lhe imenso, trocamos um sorriso e rapidamente guardei a máquina. A Colômbia, que muita gente considera um perigo, está repleta de pessoas extremamente simpáticas e de coração cheio que se preocupam não apenas com o seu próprio umbigo. Até ao dia de hoje, felizmente não tivemos problemas, para alem de puras aselhices e distrações de raspões e batitas aqui e ali… Em todos os locais que visitámos, fotografamos, fotografamos… até que nos venham buscar por uma orelha. Acabamos sempre por enviar inúmeras fotos a pessoas que nos dão os seus contatos…em suma, fizemos imensos amigos em troca de um sorriso e de uns megapixels. Não há fotos certas ou erradas Mas lembrem-se: não há o melhor equipamento X ou Y; não há a melhor fotografia. O melhor ângulo está na vossa cabeça, é essa a magia de fotografar…todos nós temos a capacidade única de ver um mesmo objeto e percebê-lo/fotografa-lo de maneira distinta. Eu não viajo sozinho, mas tenho a plena consciência que muitas vezes me perco totalmente quando estou a fotografar, há que deixar a máquina repousar um pouco…estou a trabalhar neste ponto…! Tem de haver um equilíbrio entre viver a viagem através da lente e fora dela… Mais importante que escolher a máquina A ou B é escolher quem está ao nosso lado, no avião, no metro e até mesmo num táxi em contra-mão em Casablanca…! Não há cartão SD que grave ou lente que capte linguagem gestual Luso-Vietnamita com os locais no Vietname; as peripécias nos estacionamentos Marroquinos ou os passeios pelos bairros Colombianos… As melhores fotos que tirei foram de mãos dadas com a minha “assistente de fotografia/agente de viagens”. Autor: João Oliveira – Anda Comigo

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10 destinos de viagem ideais para descontrair no verão

10 destinos de viagem ideais para descontrair no verão

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Há alturas em que tudo o que precisamos é de um destino perfeito para uns dias passados sem fazer absolutamente nada ou pelo menos muito pouco. Esses dias são essenciais para fazermos “reset” ao sistema e ganharmos mais energias para o que ainda temos pela frente. Neste artigo encontras uma lista de 10 destinos ideais para relaxar totalmente corpo e mente. Agora só precisas de escolher o destino, fazer um seguro de viagem Iati e partir! 10 destinos para descontrair Seychelles Haverá algo mais relaxante do que areias brancas banhadas por águas transparentes de cor turquesa? Dificilmente. Este é um dos destinos que facilmente nos vem à cabeça quando pensamos num sítio onde possamos descontrair e descansar corpo e mente. Preocupa-te apenas em ires-te virando de vez em quando na areia para que o bronzeado fique uniforme. Belize Quando se fala em paraíso, é fácil vir-nos à cabeça a palavra “Caraíbas”. O Belize, estado pertencente às Caraíbas, localizado ao largo da costa do México, é a origem de muitas das fotos que encontramos hoje em dia na Internet quando fazemos uma busca pela palavra “paraíso”. Maldivas Há quem diga que as Maldivas são o lar de algumas das melhores praias do mundo. A julgar pelas fotografias, dir-se-ia que não estará muito longe da verdade. Tal como nas Seychelles, aqui encontras areias brancas e águas transparentes de cor turquesa. Vai ser difícil escolher entre estes 2 destinos! Sabias que é possível conseguir férias de luxo nas Maldivas a preço lowcost? Lago Inle, Myanmar Uma viagem a Myanmar é algo que nunca mais se esquece, não só pelas paisagens, mas principalmente pelo lado puro e autêntico dos seus habitantes, ainda não acostumados a um turismo de massas como alguns dos países vizinhos. O lago Inle em particular, localizado no leste de Myanmar, em Nyaung Shwe, é o lar de centenas de pessoas que dependem das suas águas para sobreviverem. Passear de barco nas suas águas ao amanhecer, entre as casas assentes em estacas de madeira, percorrer os mercados instalados nas margens ou contorná-lo de bicicleta é uma das experiências mais relaxantes que existem em viagem. e estás preocupado com a segurança para viajar pelo Myanmar, temos o artigo ideal para ti. Gili Air A Ilha Gili Air é uma das 3 ilhas ilhas Gili que se encontram ao largo da costa de Bali, Indonésia. Cada ilha tem as suas próprias características, mas a Gili Air é a que reúne o melhor de todas: momentos de tranquilidade e descontração total, com um toque de diversão à noite para animar um pouco mais as tuas férias. Luang Prabang, Laos É fácil deixares-te ficar por Luang Prabang. Bem, na realidade, é fácil deixares-te ficar pelo Laos. É impossível resistir ao estilo descontraído e sem pressas dos seus habitantes e não te deixares embalar pelas águas do grande rio Mekong. O clima quente, a comida deliciosa, a cerveja barata e as paisagens rurais que rodeiam a cidade são a receita perfeita para uns dias de pura descontração e tranquilidade. São uma das 7 razões para visitar o Laos, e uma das mais importantes na nossa opinião! Rishikesh, Índia Se te dissermos que Rishikesh é também conhecida como “a capital de Yoga do mundo”, fica mais fácil perceber porque é que entrou nesta lista dos melhores destinos para relaxar. Rishikesh está localizada no norte da Índia, junto ao local onde nasce o Rio Ganges, aos pés dos Himalayas, e é procurada anualmente por milhares de “yogis” que buscam enriquecimento e limpeza espiritual. Mykonos, Grécia Não há quem não reconheça a Grécia ao ver fotografias de casas pintadas de branco, rodeadas por um mar em tons de azul profundo. Muitas vezes, as fotos que vê são de Mykonos. A melhor altura para lá ires caso procures paz, sossego e praias quase só para ti é mesmo fora da época alta que vai de julho a setembro. Ubud, Bali Quem já viu o filme “Comer, orar, amar” reconhece de imediato o nome Ubud. Terra de campos de arroz e de um ambiente em que se respira tranquilidade e paz, Ubud é o coração cultural de Bali. Apesar de ser hoje em dia um destino bastante procurado, ainda consegue manter uma aura zen, sendo perfeita para uns dias tranquilos, ideais para recuperar energias. Se fizeres um roteiro de 7 dias por Bali, aconselhamos a que fiques pelos menos 2 deles em Ubud. Lago Bled, Eslovénia A imagem do Lago Bled, na Eslovénia, parece saída de um conto de fadas. O seu cartão de visita é a igreja, datada de cerca de 1740, que se encontra numa pequena ilha no meio do lago. É difícil encontrares uma imagem tão serena como a do lago Bled, rodeado por um luxuriante manto verde e emoldurado pelas montanhas cobertas de neve no pico. Autora: Maria João, Joland

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Roadtrip pelos encantos de Provença e Côte d’Azur

Roadtrip pelos encantos de Provença e Côte d’Azur

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Entre a metade de junho e agosto é a melhor época para explorares a região de Provença e Côte d’Azur, no sul da França, e encantar-te com os floridos campos de lavanda e as magníficas paisagens. Reunimos aqui um roteiro para não perderes nenhum cenário especial pelo caminho: confirma o seguro de saúde internacional IATI que melhor se adapta às tuas necessidades e bon voyage! 1. Avignon Os vilarejos franceses são puramente charmosos! Para começar esta roadtrip, adiciona uma paragem em Avignon, a cidade que foi lar dos Papas católicos por séculos e só passou ao domínio da França em 1791. Visita o Palácio dos Papas, a Fortaleza de Santo André, o centro histórico e as pontes que datam do século XIII! 2. Aix-en-Provence Aix-en-Provence foi o lar que serviu de inspiração para as obras do pintor Paul Cézanne, então já podes imaginar o que encontrarás por lá, não é? As paragens obrigatórias na cidade são a Catedral de Saint-Sauveur, a avenida Cours Mirabeau e o museu-estúdio de Cezanne. 3. Gorges du Verdon O lago Sainte-Croix-du-Verdon, combinado com a grandiosidade dos canions de Verdon, formam uma das paisagens mais belas da Europa! Os desfiladeiros estendem-se por 25km e atingem até 700 metros de altura, garantindo uma beleza natural única. Não resistas à água de uma impressionante cor turquesa e aproveita as elevadas temperaturas do verão para nadar neste belo lago e fazer um passeio de barco ou pedalinho! 4. Moustiers-Sainte-Marie A maior vantagem de fazer esta rota a conduzir é teres a liberdade de fazer quantas paragens te apetecer ao longo do trajeto, aproveitando o máximo de cada sítio! Sem dúvidas, não faltarão vilarejos charmosos para conheceres, mas o Moustiers-Sainte-Marie é um daqueles que não pode faltar no roteiro. Perde-te pelas suas ruas e experimenta uma cerveja artesanal famosa na região, com um sabor muito especial: lavanda! 5. Bonnieux Ao longo do trajeto, vais encontrar incontáveis campos de lavanda e lavandin, um mais convidativo que o outro. Em Bonnieux estão alguns deles, que se estendem como tapetes lilases às margens de colinas. Interessante saber que a lavanda fina verdadeira cresce somente nas regiões de altitude entre 800 e 1300 metros acima do nível do mar. Sempre que encontrares campos abaixo desta altitude, serão de lavandin, uma flor desenvolvida a partir da lavanda, mas que não tem as mesmas propriedades medicinais e é usada para fins diferentes da lavanda. 6. Museu da Lavanda Conhecer o Museu da Lavanda, em Coustellet, é uma ótima oportunidade para aprenderes as diferenças entre lavanda e lavandine, o processo de produção e extração da essência de lavanda e suas propriedades medicinais. Afinal, para verdadeiramente viveres uma experiência completa, precisas também aprender, além de apreciar a beleza das flores, certo? O Museu da Lavanda está aberto diariamente, entre 1 de fevereiro e 31 de dezembro (exceto 25 de dezembro), e o acesso custa € 8,00 por pessoa (sujeito a descontos). Para mais informações e horários completos, aceda ao site oficial aqui. 7. Luberon Este roteiro não estaria completo sem mencionar o Parque Nacional de Luberon: uma reserva da biosfera, adicionada à lista da Unesco em 2010! Nesta região, encontrarás vilarejos que enfeitam os 75 quilómetros de montanhas abrangidos pelo parque, além da fauna e flora preservados. 8. Valensole Pelas planícies de Valensole estendem-se os mais apaixonantes campos de lavanda. Prepara-te para muitas paragens ao longo do caminho para eternizar o melhor destes campos em fotografias! 9. Cassis e Parque Nacional dos Calanques Para finalizar a tua viagem, conduz até Cassis e admira a beleza de Côte d’Azur e o Parque Nacional dos Calanques! Podes fazer trilhas pelos calanques até as suas belíssimas praias ou, ainda, em embarcar em um passeio que levar-te-á a 3 ou até 9 calanques. Há diversos tours disponíveis, para que possas escolher de acordo com a tua disponibilidade de tempo e orçamento. Se ainda tiveres mais tempo para desfrutar na região, não deixes de visitar Marselha, Eze, Nice e Cannes, que também arrancarão muitos suspiros teus! Apesar de pela autoestrada o trajeto ser feito muito mais rapidamente, nós sugerimos que faças a viagem pelas estradas secundárias, para que, no caminho, passes também por outras aldeias e paisagens incríveis. Gostaste do roteiro? Então desfruta muito das tuas férias com a IATI e depois conta-nos tudo! Autora: Amanda sem Fronteiras

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Como acampar de forma sustentável

Como acampar de forma sustentável

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As alterações climáticas estão na ordem do dia, são uma preocupação global e cabe a cada um de nós mudar o rumo do planeta. Todas as atitudes fazem diferença e juntos podemos trazer esperança para um futuro mais sustentável para as gerações seguintes. Muitas das vezes, pensamos que adoptar um estilo de vida mais sustentável, minimalista e ecológico implica um grande investimento em novos produtos, mas hoje vamos mostrar-te como isso não é verdade. Uma das melhores formas de combatermos o mundo capitalista e promovermos um estilo de vida mais saudável, é a interação e preservação da natureza. Das melhores formas de conseguir aliar esse estilo de vida ao relaxamento enquanto se viaja é fazer campismo. Não só tens a oportunidade de abrandar o ritmo e parar para contemplar a natureza como podes, muitas vezes, aproveitar os recursos que a terra te dá. Independentemente do destino, é importante estar prevenido para esta aventura na natureza, por isso um seguro internacional de saúde é sempre importante. Como acampar de forma sustentável A parte mais complicada do dia a dia e do planeamento para uma viagem mais sustentável é o planeamento. É certo que exige mais esforço e preparação mas também é verdade que, saber que não vamos condicionar o local e comunidade que estamos a visitar, vai compensar todo o esforço. Acessórios a levar Esta é, provavelmente, a forma mais eficiente de evitar desperdício durante o campismo, se levarmos o material apropriado e necessário evitamos a compra e utilização de descartáveis que facilmente entram na nossa rotina. Pratos, copos e talheres Podem ser de plástico resistente, metal ou mesmo de vidro se não tiverem mais opção. Com isto evitam que se descarte a opção plástica que tende a vender-se pela facilidade com que arruma. Mas pensem se será necessário utilizar algo por 15 minutos que ficará pela terra, provavelmente, centenas de anos. Para além disso, se forem ao bar do campismo ou a um bar ou festa (no verão há romarias por todo o lado) podem levar o copo para beberem à vontade. Sabão em barra e esfregão de lufa ou tricot De certeza que lá por casa em alguma das gavetas existe uma bolsinha de tricot feita pela avó com sabonetes de cheirinho. Ou paninhos de base daqueles que já ninguém usa para os candeeiros. Pois é, são ótimos esfregões para a louça e podem embrulhar o bom velho sabão rosa/azul/macaco e assim lavem a louça ou lavarem não há problema, é tudo natural. Para além disso, cortem um pedaço de sabão a mais e têm champô e gel de banho sem embalagem. Garrafa reutilizável Andar na natureza é ótimo mas, principalmente no verão, convém andar hidratado! Por isso, uma garrafa que se possa utilizar várias vezes é sempre boa ideia, dica: guarda as garrafas de vidro da polpa de tomate e voilà! Elásticos, corda e molas Podem te salvar em momentos inesperados. Cobertores ou edredons Se não tiveres saco cama, não há problema, um cobertor serve. Comida É neste campo que descartamos, muitas vezes, embalagens e plásticos sem fim. A melhor solução? Preparar em casa uns quantos petiscos e snacks para poder levar. Snacks caseiros Bolinhos salgados ou doces, falafel, fruta, frutos secos, cenouras (que mais tarde se podem partir em palitos), ovos cozidos, sandes de compota, etc. Todos estes são, hoje em dia, facilmente encontrados sem embalagens de plástico nos supermercados e feiras/mercados locais. Recipientes e frascos de vidro São uma boa aposta para transportar a comida: quer a que vem de casa, quer a que possam comprar no mercado ou pastelaria locais. Produtos de Higiene Esta é outra área em que facilmente gastamos muitos frasquinhos, embalagens e produtos desnecessários para cabelo, para a cara, para o corpo, para as unhas, para o banho, para depois do banho, etc. Vamos descomplicar pelo planeta e pela nossa saúde, ok? Banho Sabão natural (existem vários de marca portuguesa e nos supermercados) pode facilmente servir para o cabelo, cara e corpo. Se já estás a pensar que o teu cabelo é complicado e espesso e tal: sabias que se juntares um fundinho de vinagre num frasco pequeno de vidro e encheres com água (podes perfumar com lavanda ou cascas de laranja) consegues um amaciador infalível? Não, não ficas a cheirar a salada. Hidratação Óleo de coco é natural, fácil de conseguir e hidrata a maioria das peles, de pequenos a graúdos. Cuidado oral Existem inúmeras pastas naturais em frascos de vidro. Mas também existem inúmeras receitas de pasta de dentes naturais e caseiras online. Protector solar Já existem várias marcas no mercados com apenas ingredientes naturais: podem encontrar várias opções online ou em lojas de produtos ecológicos e naturais. Compras Mesmo que preparem comidinha boa e caseira é natural que, se acamparem mais do que dois dias, eventualmente necessitem de abastecer. Aqui, uma vez mais, a preparação é a melhor táctica. Guardanapos e sacos de pano Seja para as refeições, para embrulhar uma sandes para o lanche, para levar uns bolos da pastelaria ou para limpar alguma coisa que se sujou, é sempre útil ter alguns trapos e paninhos por perto. O mesmo para o pão para o pequeno almoço ou para as compras, se não tens nenhuns, não há problema: corta umas tiras de uma camisa ou lençóis velhos para guardanapos ou recorta uma t shirt velha para um saco. Material de campismo Por fim, se adoras acampar mas não tens todo o material: pede emprestado, afinal é algo que apenas se utiliza algumas vezes ao ano ou então espreita as mil e uma opções em segunda mão, lembra-te que o desperdício de uns é o tesouro de outros. Autora: Janete Silva, Flearound Outros artigos sobre viagens sustentáveis e campismo: • 5 passos para viajar sem plástico • Planear férias com um impacto positivo • Como viajar de forma mais sustentável • 4 experiências a não perder nas Ilhas Cíes • Como preparar a tua mochila

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Um passeio por Amarante

Um passeio por Amarante

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A IATI Seguros, líder na contratação de seguros de viagem online, quer levar-te a passear por Amarante, e por isso deixamos aqui algumas sugestões do que visitar e experimentar nesta linda cidade portuguesa, pertencente ao distrito do Porto, à beira do Rio Tâmega plantada. Amarante oferece um pouco de tudo, natureza, história, arte, gastronomia e festa. O seu centro histórico é pequeno, por isso o segredo da visita é passeares por lá. Vamos? O que ver e fazer em Amarante Convento e Igreja de S. Gonçalo É um dos monumentos mais imponentes de Amarante. A sua construção atual é datada de 1540 e foi construída por deliberação de D. João III de Portugal. Dentro e fora, o tempo é de permanências. Mesmo ao lado, a Igreja de S. Domingos (Nosso Senhor dos Aflitos). Erguida pela Venerável Ordem Terceira dos Dominicanos, de estilo barroco, ficou concluída em 1725. A subida de acesso é íngreme, o chão empedrado e a torre do relógio está lá, para que não nos esqueçamos do tempo, do tempo da história passada e presente. Ponte de São Gonçalo História, lendas e milagres… é disso que nos fala a ponte de São Gonçalo de Amarante. Monumento Nacional desde 1910, a história não deixa esquecer que foi construída no século XVIII, sobre o Rio Tâmega, desmoronada pelas cheias (em 1763), e teve um papel importante na resistência da população e dos soldados portugueses contra as tropas de Napoleão, que invadiram Portugal no início do século XIX (1809). O seu tabuleiro tem 50 metros e a cada passagem surge sempre algo novo. Por isso passa, várias vezes, e deslumbra-te com o que uma mera ponte tem para oferecer. Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso O Museu está instalado numa parte do Edifício do Convento de S. Gonçalo, trazendo à história modernidade. Guarda cerca de 25 obras do pintor Amadeo de Souza-Cardoso e trabalhos de outros artistas amarantinos. O 1€ de entrada é tão simbólico quanto o simbolismo destas obras enquanto contributo cultural desta região. Hotel Casa da Calçada Relais & Chateaux A Casa da Calçada, construída durante o século XIV, está situada em pleno centro histórico de Amarante, com vista privilegiada para a Igreja de São Gonçalo. É, atualmente, um hotel de luxo. Rodeada de árvores centenárias e de uma fortaleza que contrasta com a sua cor amarela, o seu interior respira requinte e sofisticação. Tem um restaurante premiado com Estrela Michelin, chamado Largo do Paço, mas as suas salas convidam também a um chá das cinco. Na muralha que ladeia o Hotel, encontramos a Casa Dolmen, Desenvolvimento Local e Regional, um espaço interpretativo e de conhecimento que coloca Amarante na confluência que a define: Terras de Basto, Minho, Trás-os-Montes e Douro, e na Rota do Românico. É um espaço que merece visita. As Termas de Amarante As Termas de Amarante são uma construção recente, num edifício moderno, mas que carrega em si a memória das curas termais nas antigas Caldas das Murtas, encerradas em meados do séc. XX. Se quase todos os tratamentos exigem prescrição médica, o Balneário Termal, que dispõe de banho turco, massagens e piscina interior, está lá para quem quiser relaxar. Os doces conventuais e os “quilhõezinhos de S. Gonçalo” Onde há conventos, há doces de perder a cabeça. Em Amarante não é diferente. Pela cidade não faltam confeitarias afamadas, como a Confeitaria da Ponte que é a mais antiga (1930). Desde a doçaria conventual, originária do Convento de Santa Clara – Foguetes, lérias, brisas do Tâmega, papos de anjo – aos tão procurados bolos de São Gonçalo, de aspeto fálico, que são sempre motivo de curiosidade e de grandes gargalhadas. Chamam-se popularmente “quilhõezinhos” ou “caralhinhos” de S. Gonçalo, e são presença certa nas festividades da terra. Amarante começa por Amar, e não podia ser de outra forma. Autor: Ir em Viagem Outras cidades no norte de Portugal a não perder: • O que visitar em Braga • Descobre o Porto e deixa-te conquistar pelas belezas da Cidade Invicta • 7 lugares a não perder em Freixo de Espada à Cinta • 5 locais a não perder numa visita a Fafe • 4 lugares a não perder em Penafiel

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É importante aprendermos novas línguas?

É importante aprendermos novas línguas?

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Porque será que é importante aprendermos novas línguas? Ou melhor, é sequer importante aprendermos novas línguas? Cada um de nós pode ter a sua resposta a essas questões. Mas uma coisa é certa: aprender novas línguas é conhecer novos mundos. Se chegaste a este artigo porque estás a pensar aprender uma nova língua no estrangeiro, não te esqueças de fazer o teu seguro de viagens antes! Viajar para conhecer; aprender para compreender Para quem partilha o gosto pelas viagens, acaba por ser recorrente viajar para destinos cujo idioma é desconhecido e, por vezes, cujos caracteres são impossíveis de descodificar. Sendo a comunicação a base de qualquer relação e interação, uma passagem por estes destinos leva, muitas vezes, a episódios engraçados sobre a forma como, por outros meios, as pessoas se entendem sem se entender. Mas também sabemos que aprender uma língua é compreender uma cultura, conhecer as suas pessoas e entender melhor as suas formas de pensar, sobretudo quando são viagens de longa duração. É, de certo modo, uma adaptação nossa, enquanto viajantes, ao outro e não o oposto. Passamos, desta forma, a poder conhecer melhor as suas ruas, as suas histórias, a sua gastronomia, os seus costumes e a ter uma relação mais próxima dos locais. Saber falar o seu idioma, faz com que nos sintamos melhor em lugares que nos são estranhos, no fundo “mais em casa” que é, por vezes, aquilo de que mais sentimos falta quando estamos longe da nossa. Viajar assim torna-se mais fácil e mais genuíno. Mais do que um conjunto de palavras Um idioma não é apenas um conjunto de vocábulos. A forma como são construídas as frases e o próprio uso das palavras em determinados contextos são uma reflexão clara da expressão linguística de uma cultura. É interessante ver como os signos linguísticos, portanto o significante e o significado atribuídos às palavras, estão intimamente ligados à história de uma comunidade. Não precisamos de muito longe para compreender esta ligação. Quantos de nós sabemos que Portugal tem como língua oficial, para aleḿ da língua portuguesa, o mirandês? Uma língua de tradição oral cujos direitos foram reconhecidos pelo Parlamento em 1999. Ao longo dos anos foi preservada pela população agrícola de Miranda do Douro e por uma parte do concelho de Vimioso. Curioso, não é? Tal como o mirandês, infelizmente, existem outras línguas com um pequeno número de falantes que vai diminuindo com os anos e que se vão perdendo no tempo, sem que fique ninguém para contar, ninguém para as falar. Aprender novas línguas é também o perpetuar de um idioma. A importância das línguas nos mundos académico e profissional Também não podemos negar a importância que tem o conhecimento de outras línguas em termos académicos e profissionais. Se vivemos hoje na chamada aldeia global, isso significa que nós somos cidadãos globais; todos os dias consumimos produtos, depara-mo-nos com notícias e lidamos com pessoas dos quatro cantos do mundo. Se quisermos ir mais longe, quantas pessoas é que não têm o desejo de ter uma experiência académica ou profissional no estrangeiro? Isto torna-se mais facilmente alcançável se tivermos um conhecimento mais profundo em línguas, para além da nossa língua materna. Uma prova dessa importância é o facto de ser obrigatório aprender novas línguas na escola. Não só a inglesa, que começamos a aprender desde muito cedo, mas também, e cada vez mais, a francesa, a espanhola e a alemã. Isto claro, no caso português. Os programas de intercâmbio, como o Erasmus, é, para muitos, a primeira experiência fora do país, o primeiro contacto próximo com outra cultura e com outro idioma. Um dos requisitos obrigatórios é o nível B2 de inglês (se o país de destino não tiver como língua oficial o português, no nosso caso), o que significa que a experiência só pode acontecer se o estudante for minimamente fluente. O inglês também é considerado a língua dos negócios, cuja fluência é valorizada e, por vezes, obrigatória em muitas empresas. O seu conhecimento acaba por potenciar um contacto mais direto com pessoas de outros países, fortalecendo as relações internacionais da empresa, para além de que permite a compreensão de documentos e outros materiais que podem não estar traduzidos. Este pode ser o teu trunfo; o fator diferenciador que te vai permitir estar um passo à frente de outros candidatos. No fim, há muito mais a dizer sobre as línguas e sobre o conhecimento das mesmas. Mas respondendo à questão colocada neste artigo: É importante aprender novas línguas? Sim, claro que sim! E se o pudermos fazer enquanto viajamos, melhor! Autor: Gap Year Portugal Outros artigos da Gap Year Potugal: • As viagens desenvolvem soft skills? • Gap year: uma pausa em movimento • Voluntariado vs Volunturismo: dicas e alertas • Andar à boleia: o que fazer e o que não fazer

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Tomar, Cidade Templária

Tomar, Cidade Templária

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Desta vez levamos-te a viajar até à época dos Templários, através da história e cultura da antiga sede da Ordem dos Templários: Tomar. Mais do que uma cidade com grande diversidade monumental, Tomar convida-te à sua descoberta também pela sua paisagem singular e pelo seu legado histórico, ainda muito presente no quotidiano e vivências da cidade. Se viajas desde o Brasil para Portugal ou para a Europa, recomendamos que contrates um seguro IATI Básico, com assistência médica suficiente para a obtenção do visto internacional. Um pouco da história de Tomar Tomar situa-se nas margens do Rio Nabão, e foi conquistada aos mouros, pelo Rei D. Afonso Henriques. Após esta conquista, em 1159, o rei cedeu as suas terras à Ordem dos Templários, como forma de agradecimento pelo esforço prestado pelos Cavaleiros da Ordem, em manterem e expandirem a Fé Cristã no território português. Um ano depois, Dom Gualdim Pais, o Grão-Mestre da Ordem, iniciou a construção do Castelo e do Convento, tornando-se a Sede dos Templários e, posteriormente, da Ordem de Cristo. Isto porque, dois séculos mais tarde, com o desejo do Papa em extinguir a Ordem dos Templários na Europa, o Rei D. Dinis tornou possível a criação da Ordem de Cristo, que acabou por tomar posse das propriedades e membros da extinta Ordem dos Templários. Hoje em dia, estes monumentos são Património da Humanidade, classificados pela UNESCO. O que visitar em Tomar? No centro de Tomar, existe um Convento em cada um dos pontos cardeais, formando assim uma cruz. No Norte, tem o Convento da Anunciada, a Sul está o Convento de São Francisco, a Este está o Convento de Santa Iria e a Oeste tem o Convento de Cristo, o mais conhecido e procurado pelos turistas. No centro da cruz, encontra-se a Câmara Municipal e a Igreja de São João Baptista. Igreja de São João Baptista Esta igreja, destaca-se pelo seu Portal Manuelino e pelo Campanário octogonal. No interior, irás encontrar um conjunto de pinturas de Gregório Lopes, do séc XVI. Parque do Mouchão Na margem do Rio Nabão, podes relaxar num bonito parque e apreciar a Roda do Mouchão, símbolo da prosperidade económica que se viveu em Tomar. Ponte Velha Localiza-se perto do Convento de Santa Iria e poderá ter sido construída sobre uma edificação Romana, ou ter mesmo origem nesse período. Aqueduto dos Pegões Um dos mais bonitos aquedutos de Portugal, com cerca de 6km e construído com a função de abastecer o Convento de Cristo. Levada de Tomar Os primeiros Moinhos e Lagares d’El Rei, foram mandados construir pela Ordem dos Templários, junto ao rio. Dos lagares que perduraram até aos nossos dias, os mais antigos são os que se situam junto à Ponte Velha. Igreja Santa Maria do Olival Um importante exemplo do estilo gótico português! Foi esta igreja que serviu de Sede à Ordem dos Templários e foi aqui que foram sepultados vários mestres da Ordem. Visita também a Igreja da Nossa Sra da Conceição, da Nossa Sra da Piedade e a Capela S.Gregório. Castelo Templário e Convento de Cristo É o ex-libris da cidade e recebe milhares de visitas por ano. Este conjunto monumental é composto por diversos estilos arquitetónicos que atravessam vários séculos de história, nomeadamente, estilo gótico, românico, manuelino e renascentista. Mata dos Sete Montes Conhecida como o pulmão da cidade. Aproveita esta zona verde para recuperares energias e contemplares as maravilhas da natureza envolvente. Sinagoga A sua visita é importante pois, é o templo hebraico mais antigo de Portugal. Aqui encontra-se o Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto. Tomar tem tradição Umas das festas mais emblemáticas de Tomar, é a Festa dos Tabuleiros. Única no Mundo, esta festa que se realiza de 4 em 4 anos, tem uma origem anterior à nacionalidade, que remota ao tempo dos romanos e à evocação da Deusa Ceres, nas antigas festas das colheitas, seja pela abundância de flores, seja pela presença de pão e das espigas de trigo. O ponto alto desta festa é o Desfile dos Tabuleiros, que representam as freguesias do concelho, e percorre cerca de 5 km pelas ruas de Tomar, ladeado pelas colchas que a população pendura à janela, e pelos milhares de visitantes que procuram a cidade para contemplar esta festa tão tradicional. O tabuleiro é transportado por uma rapariga vestida de branco, e terá que ter a altura da mesma. Este é decorado por flores de papel colorido, espigas de trigo, 30 pães de 400g cada, enfiados em canas que saem de um cesto de vime, envolvido por um pano branco bordado. O topo do tabuleiro é ainda composto por uma coroa, encimado pela Cruz de Cristo ou a Pomba do Espírito Santo. Autor: Gato Vadio Travel Blog

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Ilha do Fogo, Cabo Verde

Ilha do Fogo, Cabo Verde

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Calor árido, que não queima na pele, mas que se sente na pele. Que muitas vezes sufoca e tantas outras arrebata. Tinha acabado de chegar à ilha do Fogo. Estava no meio da pista do aeroporto, onde apenas pequenas aeronaves podem aterrar. Estava sentir pela primeira vez a ilha que queima. Saí do aeroporto e entrei numa carrinha Hiace. Na verdade é uma carrinha normal, de 9 lugares, por acaso era mesmo uma Toyota Hiace, mas poderia ser de outra marca que continuaria a ser uma Hiace. Sim, segue a mesma lógica da Gillette. No rádio tocava uma música da Assol Garcia, no volante seguia o Miguel. Eu, que acabava de chegar de São Vicente, já me sentia em casa. O meu braço de fora, que transpirava de tranquilidade, era exemplo disso. Era manhã cedo, e ainda na Hiace, entrava em São Filipe, a capital do Fogo. Pessoas por todo o lado. Umas a comprar, outras a vender. Todas as ruas pareciam ruas de um gigante mercado. Percebi que nem todos eram de São Filipe e que o dia em questão era uma espécie de dia chave da semana para escoar produto. Legumes, peixe, roupa ou utensílios para casa, toda a ilha tinha descido a São Filipe. São Filipe é diferente de qualquer cidade de Portugal e diferente de qualquer outra cidade que já visitei. Mas, senti-me num ambiente familiar. Talvez pela simpatia das pessoas, pelo estilo colonial da sua arquitetura que fazia lembrar uma qualquer telenovela brasileira de época ou porque sim, às vezes não é necessário uma explicação para tudo o que é sentimento novo. Vivem quase 40 mil pessoas na ilha do Fogo, praticamente as mesmas que vivem no meu concelho. No Fogo, é onde está o ponto mais alto de Cabo Verde. O Pico do Fogo, no alto dos seus 2829m, impressiona mais pela sua altura de que pelo seu poder de…fogo. O Pico do Fogo, que se situa na cratera de um vulcão com o mesmo nome. Grande parte dos vulcões estão adormecidos, mas este Pico gosta de mostrar, com frequência, que está vivo. A última erupção foi em 2014. Depois de São Filipe e de percorrer quase todas as estradas e recantos a ilha, subi à cratera do Fogo. Bem, nunca fui à Lua, mas na minha imaginação surge como algo parecido com a cratera do Fogo. Uma espécie de paisagem dantesca, onde o real parece irreal. Visitei Chã das Caldeiras e Portela, duas aldeias localizadas no interior da cratera. Portela, em 2014, desapareceu com a lava. É inacreditável ver os topos das casas misturados com a lava arrefecida. 1000 pessoas ficaram desalojadas. E o mais incrível é que depois do vulcão acalmar na sua actividade, as pessoas voltaram à aldeia e voltaram a construir as suas casas em cima da lava solidificada. Sentado numa cadeira de um pequeno café de Chã das Caldeiras, perguntei ao sr. Ramiro: “porque voltaram, eu percebo que é a vossa terra, mas existe uma grande probabilidade de o vulcão voltar a “atacar”?”. Ele só abanou a cabeça, com uma afirmação em gestos “não sabes o que estás a dizer”, e lá me respondeu: “somos gente do Fogo, voltaremos a reconstruir as vezes que forem precisas, é aqui que nos sentimos bem”. Não sei o que faria no lugar desta gente, mas mais do que percebê-los, fiquei a admirá-los. Voltei a São Filipe e com o pôr do sol, num lugar chamado Savana, admirei a ilha Brava. Meu próximo destino. Ilha do Fogo, Cabo Verde. Crónica escrita por: Carlos Bernardo

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Prémios IATI à excelência na comunicação digital de viagens

Prémios IATI à excelência na comunicação digital de viagens

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Em 2020, e por segunda vez, desde a IATI, líder na venda de seguros de viagem online, vamos premiar os melhores blogueiros e produtores de conteúdo digital sobre viagens. No início, viajar era uma odisseia, uma empreitada perigosa que muito poucos estavam dispostos a fazer. Depois, as viagens serviram para descobrir o Novo Mundo e realizar trocas comerciais. Com a chegada dos grandes barcos a vapor, as viagens começaram a levar os primeiros imigrantes para as Américas em busca de uma vida melhor. Chegaram os aviões e, apesar de caras, as viagens começaram a democratizar-se um pouco mais. Destas viagens nasceram aos primeiros guias de viagem, em papel, que nos contavam o que ver em cada país, cidade ou região. Na época em que grande parte da população começou a viajar, estas eram as únicas formas de conseguir informações para planear as viagens com a família. Lonely Planet, American Traveller, etc etc etc. Com a chegada da internet conseguir informação ficou muito mais fácil e, hoje em dia, muito poucos compramos guias em papel e quase todos procuramos informações nos blogs de viagens que encontramos pela World Wide Web. Sabemos que cada vez mais as pessoas confiam em blogs de viagem para preparar os seus roteiros, e sabemos também que disponibilizar esta informação de forma objetiva e com excelência não é fácil. Por este motivo nasceram em 2019 os Prémios IATI para a excelência na comunicação digital das viagens, criados para estimular e valorizar a profissionalização da comunicação digital de viagens, com o objetivo de premiar e valorizar os melhores criadores de conteúdo em blogs, páginas web e redes sociais do sector das viagens. A grande novidade da edição de 2020 dos prémios IATI é a inclusão de uma categoria dedicada exclusivamente aos blogueiros portugueses, que se vem juntar às outras seis categorias já existentes. Os prémios Em 2020 teremos seis prémios escolhidos pelo juri presente e uma categoria, a de Melhor trajetória e valores viajantes, que está fora do concurso e será atribuído diretamente pelos representantes da IATI. IATI 2020 – Prémio para o melhor blog profissional de viagens Melhor blog revelação – Prémio para o melhor blog revelação de viagens Melhor canal de Youtube – Prémio para o melhor canal Youtube de viagens Melhor Instagram – Prémio para a melhor conta de Instagram dedicada a viagens Melhor blog em português – Prémio para o melhor blog de viagens em Português Melhor trajetória – Prémio especial para a trajetória e valores viajantes. Melhor projeto 2020 de turismo responsável – Prémio especial para projetos de turismo responsável e pessoas que querem mudar o mundo enquanto viajam. Os nomeados para cada categoria serão conhecidos antes do final do ano e o júri será composto por sete especialistas em comunicação digital. A cerimónia terá lugar em Madrid, numa gala no Teatro Barceló a decorrer a 24 de janeiro.

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Roteiro de 20 dias pela Colômbia

Roteiro de 20 dias pela Colômbia

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Antes de chegar ao roteiro final, que efetivamente tivemos a sorte de fazer, falámos com vários aventureiros que já tinham estado na Colômbia para ter uma melhor noção de dias a ficar em cada local; zonas mais ou menos seguras; coisas a não perder e, claro, comida a provar! Uma das prioridades nas nossas viagens é também a segurança e, como tal, aqui na IATI recomendamos sempre que o façam com seguro, escolhendo o que melhor se adaptar ao tipo de viagem/viagens que realizam, mas garantindo uma assistência à altura em caso que algum problema de saúde ou até mesmo com a bagagem, como por exemplo o IATI STANDARD. Roteiro de 20 dias pela Colômbia As nossas viagens são de pouco descanso e por vezes podem não se adaptar ao que procuram, mas fica a nossa sugestão para 20 dias, muito bem passados, na Colômbia: Bogotá – Salento – Medellín – Guatape – Cartagena das Índias – Santa Marta – Cali – Bogotá. Entrámos e saímos do país por Bogotá, portanto, a primeira paragem lá foi mesmo muito curta, apenas para descansar das várias horas de avião e repor o sono. No dia seguinte acordámos cedo, explorámos um bocadinho da zona antiga da cidade e seguimos caminho rumo ao terminal de autocarros, para apanhar o que faz ligação de Bogotá até Arménia, para depois seguir para Salento. De Bogotá para Arménia fizemos o percurso de autocarro, mas não vamos mentir: custou imenso! O que toda a gente nos dizia que seriam 5 a 7 horas foram na realidade 10 horas, pois a estrada estava com algumas obras de manutenção e acabou por ocupar o dia todo – ninguém nos recomendava fazer a viagem à noite e, sendo a primeira que fazíamos neste país, seguimos esse conselho. Chegámos a Arménia perto das 21h! E, SURPRESA, o último autocarro com destino a Salento tinha sido às 20h… Assim sendo, tivemos de ir de táxi (mais caro) … Eram perto de 22h quando conseguimos, finalmente, chegar ao nosso destino! No dia seguinte conseguimos facilmente esquecer as peripécias do caminho até lá, Salento é in-crí-vel! Recomendamos ficar por aqui o tempo que ficámos, 3 dias completos! É “obrigatório” visitar toda a vila de casas coloridas; a Calle Real, repleta de restaurantes, lojas típicas e vendedores de arepas onde se consegue provar este ícone gastronómico da Colômbia; subir os 250 degraus para chegar ao Mirante Alto de La Cruz; sair da vila e ir passar um dia completo ao Valle de Cocora, que fica no Parque Nacional de Los Nevados – vale mesmo a pena cada km que por lá se caminha! O dia no Valle é muito cansativo, mas é mesmo imperdível. Para quem não tiver medo, ainda recomendamos o passeio a cavalo que inicia no centro da vila e segue pelas redondezas de Salento até uma pequena cascata. De Salento para Medellín, ainda estávamos reticentes com as viagens de autocarro e as previsões de duração que nos diziam, acabámos por mudar o nosso plano inicial de fazer este percurso novamente de autocarro. Optámos por comprar um voo interno e fizemos este trajeto de avião… mas alertamos que é bastante mais caro, pior ainda comprando com pouco antecedência. Medellín era a nossa primeira experiência numa cidade grande e cuja segurança era um fator a ter em conta! Íamos ficar 2 dias completos por aqui, num deles explorámos por nós mesmos e provámos a famosa Bandeja Paisa, um dos pratos mais típicos da Colômbia e, no outro dia, fizemos uma tour de dia completo. A tour incluía conhecer uma réplica de um antigo município Paisa; a Praça Botero; o Parque dos Pés Descalços; as imediações do Estádio do Atlético Nacional (Prado Verde); andar de Metro e Metrocable e, a parte mais incrível de todas, conhecer a Comuna 13. Aqui a recomendação IATI é que só vão se acompanhados por um guia, mas é fantástico, ver toda a história política e urbana que a arte de rua deste bairro nos conta! Ficámos encantados com esta cidade e talvez tivesse sido boa ideia mais 1 dia por aqui…, mas, 2 dias deu-nos para isto! A manhã seguinte seria já para despedir de Meddelín e apanhar um autocarro para uma pequena viagem até Guatapé. O trajeto de autocarro (Medellín – Guatapé) é seguro e rápido, apesar de parte do percurso ser de curva e contracurva, é a melhor forma de ir até lá! Ainda aproveitámos a tarde pela vila dos famosos zócalos. Ficámos mais 2 dias completos em Guatapé, que viemos a perceber que podia ter sido apenas 1, mas deu para descansar… A não perder por aqui é mesmo a subida ao topo da Piedra Del Peñol, que recomendamos que o façam pela manhã cedo – por o calor ser mais suportável e para ter menos turistas; e o passeio de barco onde vão conseguir ver a antiga quinta e casa de Plabo Escobar, a La Manuela, que agora está entregue ao exército e já não é permitido encostar os barcos e sair para explorar… Ou seja, no dia que se sobe até à famosa Piedra dá para fazer o passeio de barco também. Nós como tínhamos ainda um dia, aproveitámos para conhecer muito bem este Pueblo, conhecido pelos zócalos, os “abuelos” a fumar cigarros na praça central em frente à igreja e comida paisa que parece melhor de restaurante em restaurante…que perdição de comida a deles! Tivemos por lá na altura da Páscoa, o que também lhe deu algum encanto com as cerimónias típicas. Os zócalos, terminando o suspense, são nada mais nada menos do que as pinturas coloridas e com relevo que decoram maior parte dos edifícios e tornam a vila muito típica e fotogénica. A próxima paragem era mais distante e fazia mudar o ambiente envolvente, apanhámos novamente autocarro até Medellín e fomos diretos ao aeroporto, para voar até Cartagena das Índias! Dada a distância e como são as estradas, recomendamos mesmo avião. Cartagena das Índias é de facto lindíssimo, ficámos por lá 3 dias completos e sentimos que tem muita coisa para ver além das praias que lhe dão fama! Aqui conhecemos um estilo de música e dança típico, a Champeta! Que ritmo que esta gente tem e como dançam…! Os finais de tarde foram sempre passados perto da Torre do Relógio a ver atuações de rua, não nos cansávamos… Há uma tour, com um preço bastante acessível, que dá uma passagem geral pela cidade e redondezas num “comboio turístico”, o que vale a pena pois permite ter noções de distâncias entre os pontos turísticos e conhecer, mesmo que rápido, todos os locais de atração. A cidade só por si é muito bonita e não nos fartávamos de caminhar pelas animadas ruas. À noite há muita animação também, foi provavelmente a zona da Colômbia que sentimos mais isso. Um dos dias dedicámos a fazer praia nas famosas Islas del Rosario, é um dia muito bem passado, mas entre a praia aqui e a que fizemos mais à frente na nossa viagem, já no Tayrona, recomendamos claramente o Tayrona… De Cartagena seguíamos caminho até Santa Marta, mais especificamente para a vila piscatória próxima a Santa Marta, Taganga! Esta vila além de ter o carisma próprio de uma vila piscatória é o local perfeito para apanhar uma lancha até ao Parque Nacional Tayrona… Mas vamos por partes: percurso de Cartagena até Santa Marta, fizemo-lo de minibus, confortável e relativamente rápido (não chega a 4 horas). Após chegados a Santa Marta, um táxi de 15 minutos deixou-nos em Taganga…e que sorte tivemos nós com o taxista que apanhámos! Após entender que gostávamos do jogador El Pibe, um ícone colombiano do futebol, fez-nos uma pequena tour por Santa Marta antes de nos levar ao nosso destino. Estávamos cada vez mais encantados com este povo e cultura. Em Taganga ficámos num hostel com uma vista de cortar a respiração… ficámos por aqui 2 dias completos, sendo que em 1 dia se conhece perfeitamente Taganga e no outro é claramente obrigatório ir até ao parque Tayrona. Há várias formas de ir até ao Tayrona, nós obviamente optámos por a que nos parecia mais aventureira…LANCHA! Todos os relatos sobre viagens atribuladas que tínhamos ouvido e/ou lido mostraram-se reais… mas não é que vale a pena e voltávamos a fazer tudo igual?! O Tayrona é impressionante e, após chegarmos lá é fácil esquecer a hora de lancha contra a corrente do mar…e na hora de regressar, tudo é mais pacifico pois já vamos a favor da corrente. Há quem fique a dormir no Tayrona, talvez ao voltarmos a organizar esta viagem tivéssemos pernoitado por lá e só regressávamos no dia seguinte… Mas diria que muito mais tempo do que isso, num país com tanto por conhecer, também não se justifica. A nível de praia, o dia no Tayrona foi de facto o ponto alto, é só preciso ter alguma atenção aos crocodilos que se passeiam pelo parque… De Taganga seguíamos novamente viagem, até Santa Marta para daí seguir de avião novamente até a uma cidade icónica…estava na hora de conhecer a Capital Mundial de Salsa e ter aulas com quem sabe! Cali! Estávamos particularmente ansiosos!! Iam ser apenas 2 dias completos nesta cidade, portanto havia que aproveitar bem cada segundo. Nestes casos consideramos que tours que percorram toda a cidade são sempre boa opção. Chegámos a Cali ainda de dia, portanto nesse dia explorámos logo um pouco de forma autónoma a zona próxima ao nosso hostel e fomos logo conhecer o famoso gato de Cali, o símbolo da cidade. No dia seguinte tínhamos então uma tour completa que nos levava de carro aos chavões turísticos, com degustação de Lulada (que delicia!) e a terminar da melhor forma numa aula de Salsa! Destacamos o Cristo Rey; o percurso à beira rio com os seus típicos gatos e a aula de Salsa. Mas em Cali nós simplesmente adorámos a mística da cidade, sem sabermos explicar muito bem o porque, foi uma cidade que gostámos mesmo muito de conhecer. Os grafitis pelas ruas, os vendedores ambulantes, os donos do hostel que nos acolheram e ajudaram a aproveitar a cidade ao máximo mesmo não ganhando nada a mais por isso. Dali tínhamos planeado seguir até ao deserto de Tatacoa mas, devido a uma greve chamada Paro, organizada pelos povos indígenas, as estradas que iriamos percorrer desta vez ao volante um carro alugado ficaram por conhecer…Estavam completamente cortadas, situação que se chega a manter vários dias seguidos.. Tivemos de improvisar, remarcar e reorganizar o final de viagem que levávamos planeado, onde mais uma vez a ajuda dos nossos anfitriões foi fulcral! Assim sendo, seguíamos antecipadamente para Bogotá, onde íamos terminar a viagem com 4 dias completos para explorar a capital Colombiana. Fizemos o percurso longo de autocarro, não queríamos vir embora sem enfrentar uma vez mais uma viagem das longas (e baratas), agora noturna. Sendo noturna a viagem de autocarro de Cali a Bogotá é perfeitamente suportável! Repetíamos o plano. Em Bogotá ficámos alojados no bairro mais famoso e antigo da capital: La Candelaria – Amámos a cidade e o bairro! Aqui, apesar de termos sempre muita atenção e cuidados com a nossa segurança, conhecemos tudo de forma autónoma. Tínhamos tempo, portanto não sentimos necessidade de guias/tours/etc. Toda a zona da Candelaria merece claramente ser explorada e fotografada! Vamos deixar então alguns pontos a não perder: Museo Botero (gratuito); Museo del Oro (gratuito ao domingo); Plaza de Bolívar; Cerro Monserrate e procurar uma free WalkingTour para explorar mesmo bem a Candelaria caso não se sintam confortáveis sozinhos como fizemos…mas aqui sim, os grafitis são de perder conta e com cores que não parecem reais! Adorámos o país, sentimo-nos seguros e surpreendidos pela positiva pois levávamos uma ideia completamente errada e, não fosse faltar-nos tanto mundo para conhecer e repetíamos já para o ano…! Ficou muita coisa por conhecer, 20 dias acabam por ser pouco para tamanho País, Pessoas e Cultura! Se ficaste interessado nesta viagem, dá uma vista de olhos ao artigo que escrevemos com curiosidades sobre a Colômbia! Autora: Mara Bento – Anda Comigo

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Devo planear a minha viagem ao detalhe?

Devo planear a minha viagem ao detalhe?

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Para muitas pessoas, viajar ao sabor do vento é viajar ao sabor do stress. Não saber o que é que se vai fazer no dia seguinte, improvisar a dormida quando necessário e mudar de plano a meio são razões mais do que suficientes para ficarem nervosas. Por outro lado, existem aquelas pessoas que preferem a liberdade e a adrenalina, e abominam a pressão de ter de fazer algo “porque já estava decidido”. Independentemente do tipo de pessoa que és, há uma coisa que deves planear de antemão: o teu seguro de viagens. Devemos planear a nossa viagem ao detalhe? A resposta é “depende”. Depende do tipo de pessoa que és, da tua personalidade, dos teus gostos pessoais, do tempo que tens disponível para viajar e do teu orçamento. Há determinados países e atividades que requerem algum planeamento, caso contrário podes correr o risco de não conseguir visitá-los. Exemplo disso são os vistos que alguns países requerem ou as atrações e os monumentos históricos que pedem marcação com meses de antecedência. Uma mistura entre planear e viajar espontaneamente é o balanço perfeito. Hoje, explicamos-te porquê. Convém fazeres alguma pesquisa Seja qual for o teu tipo de viagem preferido, é aconselhável pesquisares sobre o país de antemão. Procura saber mais sobre a história, as tradições, a gastronomia, a língua e elabora uma lista com os lugares que gostavas de visitar. Atenção: isto não significa que tenhas de cumprir a lista como uma bucket list e de colocar check em todos os lugares por onde já passaste. Queres ter uma noção geral do lugar para onde vais e não te queres arrepender mais tarde quando te deres conta de que havia algo que era mesmo a tua cara, mas que te passou ao lado por falta de pesquisa. Saber pequenas curiosidades do país também te abrirá mais portas. Qualquer local se sente feliz quando um estrangeiro conhece o seu país. A probabilidade de simpatizarem contigo é maior porque terás mais um tema de conversa, em particular um tema que lhes interessa. Antes de partires, também convém dares uma olhadela à rede de transportes e ao serviço de acesso à internet. Em certos países precisas de comprar bilhetes de comboio e de autocarro com alguma antecedência, e noutros locais, a falta de acessos, de estradas ou mesmo a barreira linguística podem dificultar a tua movimentação. Se tiveres internet móvel ou wi-fi, em princípio não há problema porque podes usar o tradutor ou fazer pesquisas na hora. Mas… e se não conseguires? Uma breve pesquisa pode poupar-te tempo e stress em viagem. Os locais dão-te sempre as melhores dicas Acredita. As sugestões dos locais são preciosas. Ninguém conhece um lugar melhor do que quem lá vive. Eles sabem onde, quando e como é que deves ir. Não é nada divertido ficar horas e horas numa fila para um restaurante porque dizem “ser o melhor”, quando, se calhar, há um igualmente bom ou melhor ainda que só é frequentado por locais. E, provavelmente, podes contar com preços mais amigos da carteira e filas mais pequenas. Conhecer um país não é apenas passear pelas suas ruas e saltar de lugar para lugar; é conhecer também o seu povo, observá-los e aprender com eles. Verás que uma viagem planeada com dicas de locais terá mais impacto e será mais autêntica! A liberdade de mudar de planos Uma das razões que leva a que muitos viajantes prefiram partir à descoberta com pouco ou nenhum planeamento é o facto de, assim, poderem alterar os seus planos sem perder tempo e dinheiro. “Ir ao sabor do vento” é das sensações mais libertadoras e poderosas que poderás ter em viagem. Não estás dependente de horários, marcações ou roteiros. Se esta não é a tua praia, melhor ainda! Viajar é também sair da zona de confronto, aceitar desafios e experimentar coisas novas. Em suma, o importante é ires! Seja qual for o teu tipo de personalidade e o teu tipo de viagem, não te esqueças de que deves sempre fazer alguma pesquisa (e que pesquisar não é o mesmo do que planear) e que não deves ter medo de mudar o rumo da tua viagem à última da hora. Os imprevistos fazem parte da viagem! Se deixares margem para eles, irás tirar mais proveito da tua aventura. Outros artigos interessantes: • Como poupar dinheiro para viajar • 4 dicas para poupar dinheiro em viagem • Andar à boleia: o que fazer e o que não fazer • Viajar sozinho, isso é para mim? Autor: Gap Year Portugal

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