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Guia sobre como trabalhar e viajar pelo mundo

Guia sobre como trabalhar e viajar pelo mundo

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Descobre como ganhar dinheiro enquanto viajas! Muitas pessoas passam meses e meses a viajar pelo mundo e a pergunta que muitos fazem é: como o fazem? Serão ricas? Preparámos um guia de como trabalhar e viajar pelo mundo, para que tu também possas fazê-lo se assim o desejares. Algumas pessoas passam anos a poupar dinheiro e depois gastam-no a viajar pelo mundo, mas outras seguem outra estratégia: trabalham enquanto viajam. Neste guia, vamos explicar-te o que é mais comum e como podes conseguir um emprego no estrangeiro. Cuidar de crianças (Aupair) em todo o mundo Uma aupair é geralmente uma rapariga (também pode ser rapaz) entre os 18 e 30 anos de idade, com um bom nível de inglês e alguma experiência a cuidar de crianças, com estudos (é valorizado) e carta de condução, que vai para o exterior e que vive com uma família onde presta auxílio a uma família com as crianças. As aupairs, geralmente, vão ao abrigo de um programa de intercâmbio, recebem uma mesada da família anfitriã. Os deveres e responsabilidades de uma aupair estão estritamente relacionados ao cuidado das crianças e ao trabalho doméstico leve em torno da área das crianças. Podes precisar de um visto, dependendo do sítio onde queiras ir. Muitos países oferecem um visto específico de AuPair. É uma excelente maneira de ires para um lugar no mundo, poderes aprender uma língua nova ou aperfeiçoar, conheceres novas realidades e uma nova família. Se gostas de crianças, este intercâmbio é a tua oportunidade de viajares, cuidares das crianças e aproveitares o tempo livre para explorar. Ao apresentares o teu atestado médico e a tua candidatura, podes começar a tua aventura vivendo em lugares como França, Irlanda, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Inglaterra, China ou Itália. Sabe mais informação aqui. Nestes casos, a família encarrega-se da tua alimentação, alojamento e de uma mesada, como já referimos. Este valor varia, mas situa-se entre 120-150 euros por semana. Também tens a possibilidade de procurar uma família quando estás no destino, por exemplo, nos Estados Unidos há agências que se ocupam disso, pagas a primeira semana de rendimentos e eles procuram-te uma família, estas famílias tendem a ser mais abastadas e podes obter um salário melhor, até 500 dólares por semana. A última dica que te queremos passar é referente ao seguro. Se fores para um país da UE, não precisarás de um seguro adicional, ainda que seja altamente aconselhável, principalmente, dada a situação da pandemia. Em quase todos os outros casos, precisarás definitivamente de um seguro. Falaremos em mais detalhes posteriormente. Colheita de fruta na Nova Zelândia Muitos portugueses vão para a Nova Zelândia para apanhar fruta durante 12 meses e depois continuam a viajar a partir de lá. O visto para trabalhar na NZ chama-se WorkingHoliday. Existem alguns pré-requisitos para a obtenção deste visto. É necessário ter um passaporte português válido e estar dentro da faixa etária de 18 a 30 anos. Ao obteres o mesmo, vai-te permitir que permaneças durante um ano a trabalhar no país e, durante a permanência, também podes estudar durante até seis meses. A solicitação deve ser feita online, no site da imigração da Nova Zelândia, e são apenas 50 vagas disponíveis. A partir do website de emigração, vão-te informar em que dia tens de te candidatar. Fica atento e sê rápido, uma vez que as vagas esgotam muito rapidamente. Nota: Podes ir e voltar do país quantas vezes quiseres, desde que esteja dentro do prazo dos 12 meses que te foram concedidos pela imigração. O visto possui múltiplas entradas. Há outro visto temporário chamado Trabalho sazonal: para colher fruta em Otago, aqui está a página para solicitares o visto. Este trabalho é muito bem pago. O dinheiro que ganhas depende da quantidade de fruta que colhes, num dia bom, quando não chove, podes receber mais de 200 euros. É por isso que muitas pessoas trabalham muito aqui durante o período que podem permanecer e depois viajam pelo mundo, especialmente, na Ásia. Nota importante: devido à covid-19, as candidaturas ao visto estão temporariamente suspensas. Contudo, não desanimes! A qualquer momento o mundo pode voltar a abrir para estes trabalhos necessários. Trabalhar em hotelaria no Reino Unido Para trabalhar e viajar pelo mundo, há inúmeras hipóteses à tua disposição. Hotelaria é outro exemplo. É o mais fácil e mais comum entre os portugueses, uma vez que está perto de nós e é uma ótima oportunidade de aprender a língua mais falada no mundo. No entanto, com a saída de Londres da União Europeia, a partir de 1 de outubro de 2021, os cidadãos portugueses não residentes (sem settled/pre-settled status) precisam de passaporte para entrar no Reino Unido. No que toca a vistos, para exerceres qualquer tipo de trabalho, seja temporário ou não, precisas de um visto. Existem vários vistos temporários que podes solicitar, dependendo do tipo de trabalho que vais realizar. Se tiveres entre 18 a 30 anos e quiseres viver e trabalhar no UK por até 2 anos podes solicitar o visto Youth Mobility Scheme Visa. Há mais condicionantes que tens que ter em conta para solicitares este visto. Sabe mais no site oficial do governo do UK. Professor de português O português é uma das línguas mais importantes do mundo e uma das mais faladas, é por isso que na maioria dos países as escolas podem precisar de professores de português. Não estamos a falar apenas de países europeus, podes fazê-lo também na Tailândia, Japão, China… Se te sentes à vontade e tens qualificações para tal, porque não aproveitar o teu conhecimento para partilhar com outros e ganhar algum dinheiro? Dinheiro esse que podes usar para explorar e viajar o mundo! Criador de conteúdo Queres trabalhar e viajar pelo mundo ao mesmo tempo, mas nenhum dos trabalhos que enumerámos te interessa? Deixamos-te então esta nova “profissão” que tem crescido exponencialmente todos os dias. O consumo de informação aumenta a cada dia. Há cada vez mais e mais pessoas a dedicarem-se à criação de conteúdo digital e a ter sucesso nesta área. Se gostas ou já costumas partilhar conteúdo nas tuas redes sociais, porque não partilhares conteúdos sobre as tuas viagens e até enviares propostas para hotéis em sítios no mundo onde queiras ficar, propondo que, em troca de conteúdo, possas passar lá umas noites? Esta nova profissão vai-te permitir que estejas a trabalhar em qualquer sítio do mundo e que tenhas a possibilidade de explorares todos os destinos da tua lista. Para além disso, há inúmeras outras coisas que podes fazer, como produzir conteúdo escrito e/ou fotográfico como freelancer. Sê criativo e lança-te à aventura, há um mundo de possibilidades lá fora! Se queres saber mais, consulta este nosso novo artigo sobre os melhores destinos para os nómadas digitais. Conselhos para trabalhar e viajar pelo mundo ao mesmo tempo Seguro de viagem Depois de leres este guia onde enumeramos algumas das possibilidades que tens para viajares e trabalhares ao mesmo tempo, queremos elucidar-te sobre a importância de teres um seguro de viagem. Estando no nosso país, por vezes não temos consciência da sorte que temos em ter um sistema de saúde gratuito e de qualidade que nos garanta um atendimento de qualidade em caso de qualquer emergência. Assim que cruzamos as fronteiras, deparamos-nos com uma situação distinta, dependendo do país que visitamos. Muitas vezes e claro, vai depender do sítio que escolheres para trabalhar, o preço que temos que pagar para ter acesso aos cuidados de saúde pode ser totalmente exorbitante. Fora do nosso país, no desconhecido, existe sempre a possibilidade de sofrermos imprevistos ou acidente que acabam a poder atrapalhar a nossa aventura. Ao contratares um seguro de viagem garantes a tua tranquilidade e segurança. Na IATI desenvolvemos seguros próprios para quem viaja pelo mundo. • Se pretenderes trabalhar no estrangeiro entre 6 e 12 meses – seguro IATI Grandes Viajantes • No caso de a duração for mais curta depende do país que fores: • Para países da Europa IATI Escapadinhas duração até 90 dias; • países fora da Europa viagem SEM atividades nem desportos IATI Standard; • Se for países fora da Europa viagem COM atividades ou desportos IATI Mochileiro ou IATI Estrela; Não hesites em entrar em contacto para te ajudarmos a esclarecer todas as tuas dúvidas e questões e teremos todo o gosto em ajudar-te a escolher o seguro mais adequado para o teu trabalho no exterior. No entanto, se já estás preparado para viajar e trabalhar pelo mundo, explora já as tuas opções:

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Como preparar a tua mochila para o Gap Year

Como preparar a tua mochila para o Gap Year

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Se tomaste a decisão de fazer um gap year e agora chegou a fase de preparar a mochila, deves estar a pensar “Se às vezes fazer a mala para umas semanas de férias é difícil, para um ano de viagem então…”. Deixa-nos dar-te uma novidade: fazer uma mala para um gap year é mais fácil do que parece. Vais estar a viajar durante um bom número de meses e depressa vais aperceber-te de que tudo aquilo que colocaste em cima da tua secretária para levar na viagem não cabe dentro da mochila. Vais ter de repensar em tudo. O único objeto que recomendamos que não deixes de lado é o seguro internacional de saúde! É algo que deves ter sempre em conta e que vai sem dúvida ajudar-te no caso de precisares de algum médico. Como preparar a mochila para o Gap Year Para que nada te escape, o ideal é fazeres uma lista de itens. Aqui deixamos-te com algumas coisas que não podes mesmo deixar de fora: Documentos e dinheiro • Passaporte e Cartão de Cidadão e respetivas fotocópias; • Carta de Condução e fotocópia; • Cartão Europeu de Saúde (se viajares dentro da Europa); • Cartão de crédito e débito; • Cartão de estudante (para descontos); • Dinheiro (dólar é a moeda mais universal); • Seguro de viagem; • Passagens aéreas; • Vistos. Roupa, sapatos e outros acessórios Quando começares a fazer a mala vais querer meter dezenas de pares de meias, camisolas e calças… Mas o espaço é finito e não te esqueças que existe sempre a possibilidade de lavar a roupa em lavandarias self service por todo o mundo! Aposta pela diversidade em vez de quantidade, para estares preparado para qualquer situação. Clima quente • Roupa interior; • T-shirts e tops; • Casaco ou camisola quente; • Calças e calções; • Leggings ou calças de desporto; • Meias; • Fato de banho; • Impermeável; • Calçado confortável; • Chinelos; • Cinto; • Óculos escuros; • Chapéu ou boné; • Pijama. Em caso de clima frio, acrescenta: • Camisolas quentes; • Casacos; • Cachecol; • Luvas; • Gorro; • Meias quentes. Dica: Inclui um conjunto smart casual para situações inesperadas. Nunca sabes as oportunidades que podem surgir em viagem! Higiene Acontece o mesmo que com a roupa, não precisas fazer contas e levares champô e pasta dos dentes suficiente para um ano! Leva frascos pequenos e quando for necessário podes comprar mais sem problemas! • Escova e pasta de dentes; • Escova de cabelo ou pente; • Creme hidratante; • Desodorizante; • Perfume; • Gel de banho, champô e amaciador; • Toalhitas; • Lenços de papel; • Pinça; • Cotonetes; • Gilete; • Corta-unhas; • Produtos de higiene feminina. Dica: Sabão azul e branco é uma excelente opção para lavar a loiça, lavar a roupa e para aplicar na pele e no cabelo. Tecnologias • Telemóvel; • Bateria portátil; • Máquina fotográfica; • Computador ou tablet; • Auriculares; • Carregadores; • Adaptador universal; • Ficha tripla. Farmácia • Medicamentos para a dor de cabeça, diarreia, alergias e enjoos; • Antibiótico; • Primeiros socorros; • Repelente; • Pensos rápidos; • Creme para queimaduras; • Desinfectante; • Protetor solar e aftersun. Dica: Marca uma consulta do viajante com alguma antecedência para saberes se precisas de tomar alguma vacina e que cuidados deves ter nos locais por onde vais passar. Outros • Mochila pequena para o dia-a-dia; • Caderno e caneta; • Livro; • Kit de costura; • Sacos; • Elásticos; • Tampões para os ouvidos; • Saco de cama e lençol-saco; • Tenda, lanterna e corda (se fores acampar); • Isqueiro; • Cadeado; • Talheres desdobráveis; • Cantil; Esta lista vai ajudar-te a que não te esqueças de nada. Se leste até ao final, reparaste que aqui estão apenas os essenciais. Isto porque, se há coisa que te tens de lembrar no momento de elaborar a mala é que tudo aquilo que não levares, podes comprar no destino. A maior parte dos gappers leva mochilas muito vazias, apenas com aquilo que é verdadeiramente necessário. Lembra-te também de que vais lavar a tua roupa semanalmente ou quinzenalmente, o que significa que terás sempre roupa lavada para usar. Quanto mais roupa colocares na tua mochila, mais peso terás de carregar todos os dias. O ideal é que a tua mala não tenha mais do que 12kg. Nós sabemos, parece pouco e, na verdade, é! Vais descobrir que, em viagem, não tens as mesmas necessidades do que no teu dia-a-dia. Neste caso, menos é mais; mais facilidade em mover-te, mais descanso para as tuas costas, mais espaço para souvenirs e mais energia para explorar e tirar partido do teu Gap Year! Há uma grande probabilidade de colocares demasiadas coisas na tua mala, especialmente se esta é a tua primeira viagem. Não há problema! Podes deixar coisas pelo caminho. Com a experiência vais dar-te conta de que cada vez consegues viajar com menos. Para além das soft skills, fazer malas cada vez mais pequenas é outra das lições que aprenderás com o Gap Year! Atenção: Esta lista é apenas para te guiares. A lista é grande e cobre bastantes itens, mas não significa que tenhas de levar tudo aquilo que aconselhamos e não garantimos que não nos tenha escapado nada! Autor: Gap Year Portugal

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4 dicas para viajares com amigos

4 dicas para viajares com amigos

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Viajar com amigos pode ser incrível, mas também pode ser uma grande dor de cabeça. Em muitos casos, até pode ser os dois! E porquê? Se vais viajar com amigos, certamente estás super entusiasmado/a. Provavelmente já se conhecem há bastante tempo, partilham o mesmo gosto pelas viagens e até têm alguns interesses em comum. Até aqui, está tudo bem. No momento em que começam a planear a viagem há alguma discordância em determinados aspetos, mas concordância noutros, como o seguro de saúde internacional da IATI. Mas a cedência faz parte do processo e conseguem delinear o vosso plano com sucesso. Dicas para viajares com amigos Chega o dia da viagem e está tudo pronto para viver a grande aventura. Afinal de contas, viajar permite-te conhecer novos lugares, ter experiências únicas e aprender mais sobre o mundo, sobre ti mesmo e sobre a/as pessoa/as com quem estás. Dizem que é nestes momentos que ficas a conhecer o melhor e o pior dos teus amigos. Estão fora da vossa zona de conforto e isso faz com que se tenham de adaptar rapidamente a um novo estilo de vida e a uma nova cultura. Os traços mais fortes das personalidades de cada um começam a saltar à vista, as opiniões divergem e entra a desarmonia. Hoje damos-te 4 dicas para lidares com momentos como este que podem (ou não) surgir durante uma viagem com amigos. É importante estarem todos na mesma página Esta é a chave; é das coisas mais importantes a definir no pré-viagem e a manter durante a viagem. Antes de tomarem quaisquer decisões, falem entre vocês para perceberem o que é que cada um espera da viagem: do que é que gosta, o que é que quer fazer, até onde é que está disposto a ceder e o que fazer perante determinada situação. A pergunta “como é que gostas de viajar?” é crucial. Imagina que um de vocês prefere dormir em hostels, o outro couchsurfing (descobre como arrasar no couchsurfing!) e outro prefere AirBnB. Ou até mesmo relativamente a meios de transporte: um prefere transportes públicos, outro Uber e o outro diz que se não andamos a pé pela cidade nunca a vamos conhecer verdadeiramente. Estas questões não estão apenas relacionadas com preferências, mas também o budget em si. É importante definirem o orçamento geral em conjunto para estarem em sintonia. Este é o tipo de coisas sobre as quais se devem debruçar antes de se lançarem à aventura. No fundo, devem conhecer-se bem para saberem o que esperar de cada um e evitar discordâncias que, à partida, podiam ter sido evitadas. Amigo não empata amigo O facto de estarem todos na mesma página, não quer dizer que tenham de fazer as mesmas coisas e de passar 24/7 juntos. Amigo não empata amigo, como se costuma dizer em bom português. Viajar juntos não significa estar juntos a toda a hora. Se queres muito fazer uma coisa e o resto do grupo quiser fazer outra, vai na mesma! Não vão deixar de ser amigos por isso, nem a viagem vai perder o significado inicial de “viagem de amigos”. Nem sempre têm de estar de acordo com as atividades e não há mal nenhum com isso. Não há problema em querer estar sozinho Fazer uma viagem com amigos pode ser algo muito intenso, especialmente se for de longa duração. Acabam por passar muito tempo juntos, muito mais do que costumam passar num dia normal no vosso país. Por isso, não estranhes se alguém do teu grupo ou a pessoa com quem estás a viajar quiser algum tempo para ele/ela próprio/a. Ás vezes é importante respirar e passarmos tempo connosco próprios para assimilar tudo aquilo pelo que estamos a viver. Leva um livro contigo, prepara uma playlist ou sai a andar pela cidade. Vai fazer-te bem! E acredita: não há mesmo problema em querer estar sozinho. Procura ser flexível Embora os vossos gostos e opiniões possam divergir, é importante tentares ser flexível durante a viagem. Grande parte das decisões vão ser tomadas em grupo, por isso tenta ser descontraído, ouve as ideias de todos e lembra-te: go with the flow! Divirtam-se! O objetivo de viajar com amigos é divertir-se. Se tiverem desavenças, procurem resolvê-las o mais depressa possível. Como se costuma dizer em inglês “choose your battles”; há coisas pelas quais não vale a pena chatear-se ou deixar que nos salte a tampa. Uma viagem com amigos pode ser das mais divertidas de sempre. O importante é manter a calma, ser flexível, abstrair-se de pequenos problemas, ter mente aberta e uma boa comunicação entre todos. Autor: Gap Year Portugal

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Viajar sozinho, isso é para mim?

Viajar sozinho, isso é para mim?

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Há quem se debata com decisões como “cereais antes ou depois do leite”, e outros questionam-se sobre “viajar sozinho ou viajar acompanhado”. Se estás a pensar fazer uma viagem nos próximos tempos, provavelmente já passaste por esta fase. E se estás a ler este artigo, provavelmente, é porque queres fazer uma viagem com o teu grupo de amigos, mas nenhum deles pode, ou porque estás a considerar fazer uma viagem sozinh, mas precisas daquele boost inicial. De todas as formas, ainda estás na primeira fase, o chamado pré-viagem, o que significa que é a altura certa para escolheres um seguro de saúde internacional à tua medida antes de partires à aventura. Viajar sozinho é para mim? Viajar sozinho é daquelas experiências que todas as pessoas deveriam ter, pelo menos, uma vez na vida. Muitas pessoas têm por hábito descartar esta opção porque só a ideia de se lançarem ao mundo sem ninguém para amparar a queda as assusta, já para não falar do receio de “estar sozinho”. É importante frisar: viajar sozinho não é sinónimo de estar sozinho. Quando viajas a solo, muitas das vezes só consegues estar sozinho se quiseres; e às vezes tens de querer muito. O ser humano é curioso e é movido pela necessidade. Naturalmente, as pessoas vão interessar-se pela tua odisseia, ainda para mais estando sozinho. E tu, por não teres ninguém a viajar contigo, vais sentir necessidade de falar com aqueles que estão ao teu redor. As amizades em viagem surgem de forma natural, mesmo que sejas uma pessoa tímida. Acredita! Ironicamente (ou não), é muito mais fácil fazeres amigos se viajares sozinho. Se não tiverem nada em comum, pelo menos têm o facto de serem viajantes e de terem escolhido o mesmo destino. Não estranhes se, de repente, receberes um convite para ir almoçar ou até mesmo para te juntares ao plano de alguém. Em viagem não há grandes cortesias neste aspeto. Alinha! Uma das grandes vantagens de viajar sozinho é, sem dúvida, a liberdade. Não estás dependente de ninguém, não tens de dar explicações a ninguém ou de discutir as opções em cima da mesa: tu decides. Podes ficar mais tempo numa determinada cidade porque te apetece ou mudar os planos à última da hora; podes andar ao teu ritmo. A probabilidade de te sentires stressado é muito menor porque não tens de esperar por ninguém, nem dar uso à expressão amigo não empata amigo; és a única pessoa que toma as decisões. Sabias que acabas por poupar mais dinheiro se viajares sozinho? A explicação é fácil: se és tu quem decide, tu é que geres o teu orçamento. Para além de que, se viajares em modo low cost, é muito mais fácil arranjar boleias, encontrar anfitriões no couchsurfing e até mesmo cama nos dormitórios. Ao viajares sozinho terás a oportunidade de te conhecer de uma forma muito mais íntima. Viajar expõe-te a situações inesperadas, facetas que desconhecias e medos e obstáculos que tens de ultrapassar. No fundo, vais aprender a estar contigo mesm que é algo que também assusta já que, no nosso dia-a-dia, não estamos habituados a estar única e exclusivamente connosco. O teu único foco será a tua felicidade e o teu bem-estar, o que fará com que te preocupes em maximizar todos os momentos e as experiências. O autoconhecimento é dos maiores ensinamentos que se pode retirar deste tipo de viagem. Vais dar-te conta de que és muito mais forte do que pensavas, muito mais inteligente e capaz. Sair da nossa zona de conforto e procurar adaptar-nos a um novo ambiente é, já por si, uma forma de nos testar, não só a nós como também aos nossos limites. Com todas essas vivências, a tua confiança só pode aumentar! Afinal de contas, quem é que tomou todas as decisões? Quem é que superou todos os desafios que se apresentaram? Arrisca e experimenta viajar a solo. No final da viagem, podes chegar à conclusão de que não é o teu estilo de viagem, mas pelo menos tentaste e certamente trazes uma bagagem que não levaste contigo. E não, não estamos a falar da bagagem que despachaste quando chegaste ao aeroporto; estamos a falar da bagagem emocional e de todo o conhecimento sobre ti e sobre o mundo que trazes. Se gostaste deste artigo, aqui ficam mais algumas recomendações: • 10 motivos porque viajar sozinho é uma experiência incrível • Truques e dicas de segurança para mulheres que viajam sozinhas • As viagens desenvolvem soft skills? • 13 Dicas essenciais para aproveitares a tua viagem ao máximo Autores: Gap Year Portugal

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Como tirar o máximo partido de um Gap Year

Como tirar o máximo partido de um Gap Year

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Já decidiste fazer um Gap Year e já escolheste o seguro de viagens IATI que mais se adequa à tua viagem. Agora chegou o momento de maximizá-lo. Como? Nós damos-te umas dicas. Planear um gap yearnem sempre é tarefa fácil. É preciso olhar bem para o orçamento e ver como é que ele pode esticar para todas as atividades. Como já dissemos anteriormente, um gap year é como um bilhete de identidade, o que significa que não há fórmula certa ou errada, e que tu tens a liberdade de fazer aquilo que quiseres. Esta pausa no teu quotidiano é o momento ideal para aprenderes mais sobre ti e sobre o mundo que te rodeia. Cada dia vai ser uma nova experiência, uma nova aprendizagem e, por isso, é importante que estejas de mente aberta e com disposição para beber todo o conhecimento. Como tirar partido do teu gap year? Uma das formas para tirar o maior partido do teu gap year é, precisamente, o planeamento. Não merece a pena planear tudo ao pormenor, mas uma pesquisa pré-viagem é essencial para não perderes pitada dos lugares por onde vais passar. Desta forma, estarás a reduzir o tempo de pesquisa durante a viagem e podes organizar-te à priori. Durante o nosso dia-a-dia tentamos evitar momentos constrangedores e fora da nossa zona de conforto, mas, durante o gap year, deves procurar exatamente o oposto! Sair da nossa zona de conforto permite-nos estar mais alerta para coisas diferentes e abertos a todo o conhecimento. Se não dominamos um determinado assunto, automaticamente vamos estar muito mais predispostos a ouvir os outros e a aprender com eles. Sempre quiseste experimentar uma profissão ou um curso, mas nunca tiveste oportunidade de o fazer? Está na altura! Através de plataformas de voluntariado e de work exchange podes experimentar distintas áreas do teu interesse pessoal, académico ou profissional. Ao fazeres work exchange vais estar a dar vida àquele teu desejo de trabalhar numa quinta, num hostel, num bar, numa comunidade ou até a desenvolver competências que sejam úteis para ti. Há imensas oportunidades na área da comunicação, marketing, decoração, natureza, trabalho comunitário e melhorias em sites e SEO, por exemplo. Para além disso, também podes integrar projetos de impacto social e ecológicos. No que diz respeito aos cursos, a Gap Year Portugal tem um programa que te permite experimentar até três cursos na universidade, durante duas semanas cada. Imagina que estás indeciso quanto ao teu futuro e essa é, na realidade, uma das razões pelas quais estás a fazer um gap year. Esta é a única oportunidade para experimentares cursos sem estares, efetivamente, na universidade. Tira o maior proveito do teu gap year, maximizando as tuas habilidades e conhecimento! Os momentos de reflexão são super importantes durante toda esta pausa. Por vezes, as pessoas estão tão embrenhadas na experiência que estão a viver que não param para pensar. Já ouviste falar de aprendizagem reflexiva? É exatamente aquilo que soa. Aprender enquanto refletes. Acredita que nem sempre é tarefa fácil, mas acaba por ser uma forma de rever toda a informação que tens recebido, tratá-la e tirar o maior proveito dela. Afinal, as viagens também servem para desenvolveres as tuas soft skills. Em viagem, somos confrontados com realidades muito distintas à nossa e a um ritmo de vida ao qual não estamos habituados. Observamos com atenção as diferenças e similitudes com a nossa cultura. Este exercício acaba faz com que, involuntariamente, pensemos nas nossas atitudes e ações perante determinados momentos. Aqui já estamos a refletir e, por seguinte, a aprender mais sobre nós e sobre os outros. Aproveita para escrever durante a viagem: terás uma boa recordação e vai ajudar-te a assimilar tudo de uma forma mais prática. Maximizaste o teu gap year de tal forma que, uma vez de regresso a casa, não sabes o que fazer? Aqui fica mais uma dica: partilha a tua experiência! Se tiveste um ano incrível, cheio de histórias, peripécias e realizações, por que não partilhar com os outros? Junta a tua família e amigos numa sessão de fotografias, escreve as tuas aventuras num blog, envia artigos sobre as tuas experiências para jornais e revistas do tema e fala com a Gap Year Portugal. Podes tornar-te num advisor que vai ajudar outros gappers a pôr a mochila às costas e a desafiar-se a ter um ano diferente. Ainda não tens a certeza de que o Gap Year é a melhor opção para ti? Sabe mais sobre este ano de pausa em movimento com o nosso artigo! Autores: Gap Year Portugal

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