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Informações úteis para viajar para o Sudeste Asiático

Informações úteis para viajar para o Sudeste Asiático

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O Sudeste Asiático é um destino popular para viajantes de todo o mundo. Oferece uma gama diversificada de experiências, desde praias deslumbrantes a cidades vibrantes e um património cultural muito rico. Quer sejas um viajante experiente ou quer seja a tua primeira vez na região, planear uma viagem ao Sudeste Asiático pode ser avassalador com tantos países, culturas e atrações diferentes. No entanto, com um pouco de pesquisa e planeamento, podes ter uma viagem memorável e sem aborrecimentos. Neste artigo, iremos dar-te algumas dicas e informações úteis para viajares para o Sudeste Asiático e para te ajudar a planear a tua viagem. Na IATI, especialistas em seguros de viagem, incluímos dicas sobre qual a melhor altura para visitar, como te podes deslocar, vacinas obrigatórias e alguns destinos que não podes perder na região. Quer procures aventura ou umas férias relaxantes, o Sudeste Asiático tem muito para oferecer, e nós estamos aqui para te ajudar a tirar o máximo partido da tua viagem. Vamos começar? Qual a melhor altura para viajar para o Sudeste Asiático? O Sudeste Asiático é uma região com clima tropical, e o clima pode variar muito de país para país e mesmo dentro de cada país. De uma forma geral, a melhor altura para visitar o Sudeste Asiático é durante a estação seca, que normalmente decorre de novembro a abril. Durante este período, podes contar com um clima quente e ensolarado com menos humidade e chuva. Esta altura do ano torna este destino perfeito para explorares as praias, trilhos para caminhadas, e atrações ao ar livre. No entanto, é importante teres em conta que a estação seca é também o pico da época turística, o que significa preços mais elevados e pontos turísticos mais concorridos. Se pretendes evitar as multidões e poupar algum dinheiro, as estações de maio-junho e setembro-outubro podem ser uma boa alternativa, com menos turistas e preços mais baixos e ainda, com clima relativamente bom. Se não te importares de apanhar chuvas ocasionais e quiseres tirar partido de preços ainda mais baixos, a estação das chuvas de maio a outubro pode ser uma boa altura para visitares o Sudeste Asiático. A época do ano para visitar cada país do Sudeste Asiático varia consoante os teus gostos pessoais e o que pretendes fazer na tua viagem, no entanto deixamos-te aqui uma sugestão geral. Qual a melhor altura para viajar para as Filipinas? Entre novembro e março encontrarás as melhores condições meteorológicas para visitares este grande arquipélago. Sol, boas temperaturas e menos hipóteses de grandes fenómenos atmosféricos. Por outro lado, entre junho e outubro, o risco de um tufão cruzar o teu caminho aumenta exponencialmente. Qual a melhor altura para viajar para Myanmar? Novembro, dezembro, janeiro e fevereiro são os melhores meses. Se tiveres a oportunidade de fazer a tua viagem durante os dois primeiros meses do ano, poderás desfrutar do colorido Festival Pagoda. Entre maio e setembro é a estação das chuvas, que, embora longe de se assemelhar aos tufões filipinos, pode estragar a tua viagem. Qual a melhor altura para viajar para a Tailândia? O pico da estação das chuvas é entre agosto e outubro, mas é bem possível que também apanhes as chuvas se lá estiveres em junho e julho. São chuvas fortes que duram algumas horas mas mesmo assim é sempre melhor estar na Tailândia à chuva do que ficar em casa! Se tiveres orçamento para isso, recomendamos que vás entre novembro e fevereiro. Qual a melhor altura para viajar para o Vietname? Dada a forma alongada do Vietname, vamos dividir a sua estação das chuvas em duas. Na parte norte do país, a época das chuvas decorre de maio a agosto. Por outro lado, na parte sul do país, podemos ter a monção até novembro. Outubro a maio são as melhores datas quanto a chuvas e temperaturas. Qual a melhor altura para viajar para a Indonésia? Entre março e setembro encontrarás o melhor tempo, as melhores temperaturas e a menor probabilidade de chuva! Se te dirigires mais especificamente para as Ilhas Bali ou Gili, ficarás satisfeito por saber que é ainda menos provável que chova lá. No entanto, coincidirá com a estação turística elevada e os preços mais elevados. Qual a melhor altura para viajar para a Malásia? A melhor altura para viajar para a Malásia é entre março e outubro, pois esta é geralmente a época mais seca do ano, com menos chuva e mais sol. No entanto, tens que ter em conta que a Malásia é um país tropical, e mesmo durante a estação seca, pode haver chuvas ocasionais e muita humidade. Qual a melhor altura para viajar para o Cambodja? A melhor altura para viajar para o Camboja é durante a estação seca, que normalmente decorre de novembro a abril. Durante este período, o tempo é quente e ensolarado com pouca ou nenhuma chuva, tornando-o ideal para explorar as muitas atrações ao ar livre do país. No entanto, tem em conta que as temperaturas podem ser bastante quentes, particularmente em abril. Como deslocares-te no Sudeste Asiático Esperamos que já saibas em que altura do ano vais marcar a tua viagem para o Sudeste Asiático, agora que já tens essa parte tratada vamos esclarecer outra dúvida que pode estar a passar pela tua cabeça: como vou orientar-me pelo Sudeste Asiático? Felizmente para ti, preparámos-te um guia com informações úteis sobre como te moveres pelo Sudeste Asiático de forma a aproveitares ao máximo o teu tempo e dinheiro. Voo principal Os voos mais baratos de Portugal costumam aterrar nos aeroportos principais da Tailândia ou Hong Kong. A maioria dos aeroportos do Sudeste Asiático estão bem conectados às cidades por via de transportes públicos e 100% seguros. Assim, se chegares a Banguecoque podes escolher entre autocarros, comboios e táxis sem teres de te preocupar com a segurança. O mesmo se aplica a Kuala Lumpur, onde existe um comboio rápido para o centro, e também encontras autocarros para Chinatown ou para a estação central a cerca de meia em meia hora. Não te esqueças que é muito importante viajar com um seguro de viagem que te cubra em todas as situações que possam surgir, de forma a aproveitares ao máximo a tua estadia no Sudeste Asiático. O teu melhor amigo nesta viagem é o IATI Mochileiro, ideal para viajantes aventureiros como tu! Contrata já o teu seguro: Transportes dentro das cidades Embora caóticas, as grandes cidades do Sudeste Asiático estão bem organizadas. Se fores paciente, podes utilizar os autocarros (a opção mais barata) e o metro ou eléctricos. Por outro lado, é muito comum circular no Sudeste Asiático em tuk tuks ou triciclos, que são bicicletas elétricas com assentos na traseira. Lembra-te de negociar o preço antes de entrar, pois normalmente não têm um “taxímetro”. Pede antecipadamente aos habitantes locais a taxa aproximada para não pagares em excesso. Se estiver a viajar para Kuala Lumpur, lembra-te que podes viajar gratuitamente em autocarros GoKL. Eles circulam por quase todo o lado na cidade e são fáceis de reconhecer pela sua cor roxa. A opção mais económica em todos os países nesta área é geralmente o autocarro. Na Tailândia, Malásia, Vietname, Indonésia, Laos e até Myanmar, encontras autocarros mais ou menos modernos. Se quiseres viajar distâncias mais longas e poupar dinheiro, recomendamos que procures os chamados sleep bus, que normalmente têm bancos reclináveis ou mesmo camas, para que possas poupar em alojamento durante a noite enquanto está na estrada. Se estiveres a viajar na Indonésia ou nas Filipinas, terás de usar barcos para te deslocares de uma ilha para outra. Viajar de barco nestes países é normalmente barato e seguro. Se tiveres pouco tempo, uma boa forma de te deslocares rapidamente pelo Sudeste Asiático é utilizar as companhias aéreas low cost da região. Air Asia, Cebu Pacific Air, Jetstar, Tiger Airways são apenas algumas das companhias aéreas que podes utilizar para viajar de um país para outro ou dentro do próprio país por pouco dinheiro. Vacinas obrigatórias para viajar para o Sudeste Asiático Para te facilitar a vida, deixamos aqui uma lista das vacinas necessárias para os países mais visitados e, de seguida, falaremos um pouco sobre cada uma delas. Relembramos que esta informação é para ser utilizada como um guia para preparar a tua viagem, mas a última palavra sobre a tua saúde deve ser sempre a do teu médico. Utiliza esta página para saber quais as vacinas que precisas, mas tem em conta que, dependendo do teu historial, poderão recomendar-te algumas variações no teu centro de vacinação. A única vacina obrigatória em todos os países é a da Febre Amarela, no entanto só é obrigatório caso tenhas estado num país com risco de contágio desta doença. Desta forma, existem vacinas específicas recomendadas para cada país. Vacinas recomendadas para viajar para as Filipinas: VASPR, Febre Tifoide, Poliomielite, Encefalite Japonesa, Raiva, Cólera, Hepatite A, Hepatite B e Tétano/Difteria. Vacinas recomendadas para viajar para Myanmar: Hepatite A, Febre tifoide, Tétano/Difteria, Raiva, Cólera, Hepatite B, Encefalite Japonesa e Meningite. Vacinas recomendadas para viajar para a Tailândia: Hepatite B, Febre tifoide, Tétano/Difteria e VASPR. No caso de estadias longas, também a da Hepatite A, que se transmite através do sangue ou por transmissão sexual. Vacinas recomendadas para viajar para o Vietname: Hepatite A, Febre tifoide, Tétano/Difteria, Raiva, Cólera, Hepatite B, Encefalite Japonesa, Meningite e VASPR. Vacinas recomendadas para viajar para a Indonésia: Hepatite A, Hepatite B, Tétano/Difteria, Encefalite Japonesa, Febre Tifoide e Gripe. Vacinas recomendadas para viajar para a Malásia: Hepatite A, Hepatite B, Encefalite Japonesa, Febre Tifoide e Raiva. Vacinas recomendadas para viajar para o Camboja: Hepatite A, Febre tifoide, Tétano/Difteria, Raiva, Cólera, Hepatite B, Encefalite japonesa, VASPR. O que não podes perder no Sudeste Asiático O Sudeste Asiático é uma região diversa e fascinante que oferece uma vasta gama de experiências para os viajantes. Desde as movimentadas ruas de Banguecoque às praias fascinantes de Bali, não faltam lugares para explorares. Um dos destinos obrigatório no Sudeste Asiático é a antiga cidade de Angkor, no Camboja. Esta cidade é Património Mundial da UNESCO e o lar do famoso complexo do templo Angkor Wat, que é o maior monumento religioso do mundo. Outro ponto imperdível na região é a deslumbrante Ha Long Bay, no Vietname, onde vais ver milhares de ilhas de calcário e ilhotas a sair da água de esmeralda. Para aqueles que procuram uma viagem mais descontraída, as praias das ilhas do sul da Tailândia, tais como Koh Samui e Phuket, irão certamente satisfazer as tuas necessidades. Outros destinos de topo incluem a vibrante cidade de Singapura, a encantadora cidade de Luang Prabang no Laos, e o centro cultural de Ubud em Bali. Uma viagem ao Sudeste Asiático é uma verdadeira aventura e podes ter a certeza que vais encontrar lugares magníficos em todos os países. Esperamos que estas informações para viajares para o Sudeste Asiático tenham sido úteis para planeares a tua viagem, não te esqueças de contratar o teu seguro de viagem para poderes aproveitar ao máximo esta aventura.

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Roteiro de 4 meses pelo Sudeste Asiático

Roteiro de 4 meses pelo Sudeste Asiático

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Viajar a longo prazo sempre foi o desejo de muitos sonhadores e visto por outros tantos como algo impossível. O que é certo é que, seja pela facilidade em percorrer longas distâncias hoje em dia ou pelo desejo de aproveitar o dia a dia da geração atual, há cada vez mais pessoas a fazê-lo. O Sudeste Asiático, pela sua riqueza cultural, pela hospitalidade do povo, pela segurança e pelo baixo custo de vida é um dos destinos mais procurados para quem decide fazer uma viagem deste estilo. Sabias que na Iati temos seguros de viagem para mochileiros que querem entrar nestas aventuras? Este roteiro é apenas uma das mil e uma possibilidades para a tua viagem, os destinos e tempo que dedicas em cada lugar depende sempre de pessoa para pessoa, dos teus gostos e também de algumas condições externas como a chuva ou eventos esporádicos locais. Roteiro de 4 meses pelo Sudeste Asiático Antes de começares a tua viagem pelo Sudeste Asiático, não te esqueças de verificar quais as vacinas obrigatórias e recomendadas para os diferentes países. 21 dias no Vietname: o que ver Ho Chi Minh City – É uma ótima cidade para começares a tua viagem pelo Sudeste Asiático. Tal como o próprio país, Ho Chi Minh tem imensas coisas para ver e fazer. Desde museus e monumentos, a mercados de rua passando por uma rua só de bares e karaoke. 3 a 4 dias são suficientes para explorares a cidade com calma. Nha Trang – É um bom sítio para parar a meio da viagem para o norte do Vietname, um bom sítio para ficar não mais do que um dia e desfrutar da praia. Hội An – A cidade antiga ou cidade das lanternas como é conhecida, com influências japonesas, chinesas e coloniais visíveis, é um lugar para nos perdermos caminhando pelas suas lindas ruas amarelas. Três dias. Hue – Para quem gosta de filmes e das histórias de samurais guerreiros, devem dedicar pelo menos um dia para visitar e explorar as muralhas da cidade imperial. Parque Nacional Phong Nha – Para os amantes de montanhas, do verde, das grutas e da vida no interior, este parque nacional guarda muitos segredos e deves dedicar pelo menos dois dias para explorar a zona. Os tours de grupos para as grutas e os desportos radicais são recomendados. Hạ Long Bay –Se existem sítios no mundo que não deveríamos morrer sem ver, este é, certamente um deles. As pedras de calcário gigantes cobertas de vegetação que se erguem no oceano enchem os olhos e a alma a qualquer um. É como visitar um planeta paralelo, um sonho na terra dos gigantes, tal é a imponência das montanhas. Dois dias para conhecer este paraíso e fazer um cruzeiro pela baía. Hanoi –A capital frenética do Vietname, uma cidade cheia de vida, histórias, cheiros, sabores e memórias, a não perder numa visita ao Vietname. A comida de rua vai ser sempre a melhor opção aqui. Tal como en Ho Chi Minh, 3 a 4 dias é o suficiente Sa Pả –Antes de saires do país rei da comida de rua, Sapa é um lugar místico no alto das montanhas, muito perto da China, que deves visitar. O ideal é guardar 3 dias sendo que dois deles serão passados na montanha com uma guia das tribos locais. Uma experiência de vida entre florestas de bambu, riachos, campos de arroz, aldeias perdidas, patos, cães, galinhas e búfalos. 18 dias no Laos: o que ver Muang Xai –O primeiro contacto com Laos vai apaixonar qualquer um. Acabaste de chegar ao país verde, de aldeias sem fim, poucas cidades e maioritariamente rural. Aqui vais aprender que não é preciso muito para ser feliz e que a natureza pode ser a resposta para muita coisa. Um a dois dias são suficientes e se queres ter uma experiência única, recomenda-se a viagem de barco até à próxima aldeia. Nong Khiaw –Se chegaste de barco, pudeste ver a beleza das montanhas de calcário cobertas de vegetação que acompanharam o caminho. Aqui podes descansar, aproveitar a paisagem e absorver o poder da natureza. Esta aldeia é um canto especial do mundo e se a queres ver do alto, sobe a um dos miradouro da aldeia. Três dias. Luang Prabang –Das cidades mais conhecidas do país e muito devido às suas cascatas turquesa. Aqui podes encontrar um misto de edifícios coloniais e templos budistas e aproveitar para ir ao mercado. Três dias. Vang Vieng –Em outros tempos um destinos de viagem de finalistas de estudantes australianos, é agora um lugar mais tranquilo que merece a visita pelas lagoas que o rodeiam. Três dias. Vientiane – Um dia será suficiente para ver a capital de Laos e um ótimo ponto de partida para o sul do país. Pakse –A cidade pode não ter mil coisas para ver mas é daqui que poded fazer uma das rotas de cascatas mais conhecidas. Basta escolher as que mais gostares e explorar o maravilhoso interior do país. Três dias. 4000 Islands – Não são ilhas paradisíacas, mas o misto de vida do campo com o dia a dia de uma ilha traz uma magia especial a este arquipélago fluvial. Três dias. 13 dias no Cambodja: o que ver Siem Reap –Casa do Angkor Wat, o maior complexo religioso do mundo, é também um bom lugar para explorar o Camboja pela primeira vez e perder-se nos mercados de rua. Dois dias para o Angkor Wat mais um para a aldeia flutuante e para conhecer os projetos de turismo responsavel. Phnom Pehn –A capital do Camboja que foi território do império Khmer e dos colonialistas franceses é um misto de culturas e edifícios que vale a pena explorar em um ou dois dias. Koh Rong –Para quem espera um cenário de filme estilo Lagoa Azul, com areia branco e águas azuis turquesa, esta ilha não pode faltar. Quatro dias para relaxar. Kampot –Para os que procuram um pouco de tranquilidade no campo e muito bom ambiente. Natureza e paz pairam no ar por aqui. Três dias. 10 dias na Malásia: o que ver Kuala Lumpur –Uma cidade multicultural onde diferentes culturas e religiões convivem diariamente em harmonia. Na mesma rua é possível encontrar uma igreja, uma mesquita, um templo hindu e outro chinês. Como não amar? Quatro dias. Cameron Highlands – Para quem gosta de chá e também para quem não gosta, as infindáveis plantações de chá são paragem obrigatória com o seu ponto mais alto a chegar aos 2000 metros de altura. Não te esqueças do casaco! Dois dias. Georgetown, Penang –Uma cidade com edifícios franceses e muitos templos chineses, um misto de sensações e muita, muita comida de rua e arte urbana. Quatro dias. 30 dias na Indonésia: o que ver Java – A Indonésia é gigante e Java por si só é a casa de mais de metade da população nacional. Assim sendo para que possas desfrutar verdadeiramente dos lugares e terminar a viagem num ritmo mais calmo, 15 dias são ótimos para conhecer esta ilha. Bali –Bali é mundialmente conhecido e muitos já desaconselham a visita à ilha dos deuses, contudo garantimos que não te vais arrepender de parar aqui por 15 dias. O truque é evitar zonas com multidões, cadeias e superfícies comerciais que não pareça locais. O interior ainda é muito pouco explorado e vais ficar surpreendido com tudo o que há por descobrir. 10 dias nas Filipinas: o que ver Puerto Princesa, Palawan –A maior cidade do arquipélago de Palawan é um bom ponto de partida para as Filipinas. Podes optar por uma viagem de barco às praias mais perto ou uma visita ao rio subterrâneo. Dois dias. El Nido, Palawan – Pelos menos quatro dias, sendo que um é dedicado a explorar a ilha de mota e os outros dois a fazer tours de barco para conhecer parte das 45 ilhas de areia branca e águas transparentes. A vida no mar vai ganhar outro sentido depois desta viagem. Bohol Island, Bohol –Para terminar a viagem em grande nada melhor que Bohol, uma ilha que tem natureza, campos de arroz, praias lindíssimas e paisagens verdes inesquecíveis. Aproveita para descansar e recarregar baterias, afinal de contas, viajar também cansa. Autora: Janete Silva, Flearound

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Descobre tudo sobre Bohol nas Filipinas

Descobre tudo sobre Bohol nas Filipinas

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As Filipinas são a viagem de sonho de muita gente e muitos são os destinos imperdíveis que fazem desse país um dos mais paradisíacos do sudeste asiático. Um sonho com sete mil ilhas tropicais e 100 milhões de pessoas e um dos únicos dois países asiáticos com predominância cristã (juntamente com Timor-Leste) devido à influência da colonização espanhola. Hoje, decidimos falar-te de Bohol localizado na região das Visayas, grupo de ilhas central das Filipinas, por ser uma ilha tão diversificada que preenche as medidas aos diversos gostos e viajantes. Se estás a ponderar visitar este cantinho filipino, claro está não pode faltar um seguro de viagens à medida para que possas desfrutar tranquilamente da tua aventura sem preocupações extra. Descobre tudo sobre Bohol nas Filipinas! Como chegar a Bohol Desde Manila ou Cebu é possível conseguir um voo directo para Tagbilaran, a cidade principal de Bohol. Nós optamos pelo ferry desde Cebu, sendo uma das formas mais económicas de fazer este trajeto de aproximadamente 3h até Tagbilaran (é importante confirmares o destino porque existe mais do que um porto em Bohol). Uma dica essencial: recomendamos que consultes os horários do ferry online e que te apresentes no porto de Cebu pelo menos duas horas antes para comprar os bilhetes (as filas podem ser longas). Se tiverem oportunidade, melhor será comprar no dia anterior, por exemplo. Informação importante para conhecer Bohol Alugar uma mota vai ser a tua melhor opção de transporte se procuras liberdade de horários e queres explorar a ilha pelos teus próprios olhos. Se preferes ter tudo planeado com antecedência, recomendamos que procures grupos de facebook de backpackers nas Filipinas onde podes discutir com outros viajantes preços e contactos de empresas de aluguer. Se és dos que gosta de ir sem planos e decidir no momento, também não há problema, no porto de Tagbilaran vais encontrar pessoas a oferecer os seus serviços de aluguer de mota Se preferes os transportes públicos ou os famosos triciclos (que são uma espécie de tuk-tuk), ficar alojado em Tagbilaran vai te permitir chegar aos outros cantos da ilha. Desde Bohol, facilmente chegas à ilha de Panglao que é onde estão localizadas as mais (e outras nem tanto) famosas praias da zona de Bohol. O acesso é feito através de uma ponte (que podes atravessar de mota, transportes ou triciclo) e rapidamente estás numa ilha diferente. Dependendo do tipo de alojamento que procuras, esta pode ser uma boa opção, se procuras praia e um ambiente tropical (podes optar pelas praias mais movimentadas e conhecidas como Alona, onde há bastante oferta em termos de alojamento, ou então algo mais tranquilo e fora das rotas turísticas no interior da ilha como a zona de Bingag, por exemplo). O que ver e fazer em Bohol Colinas de Chocolate Chocolat Hills, provavelmente a atração mais conhecida e surpreendente de Bohol. São 1268 montanhas com as mesma forma geológica que ninguém ainda sabe explicar, o que é certo é que devido à imensidade de montanhas iguais forradas com a vegetação o espetáculo desde o parque vale bem a pen. Todos esperam montanhas castanhas, contudo, durante a época de chuvas a cor das montanhas é verde, distanciando-se da cor chocolate que lhe dá o nome. Man-made Forest A caminho das colinas de chocolate, encontra-se a maior floresta feita pelas mãos do Homem do mundo. Este foi um projeto de reflorestação feito por estudantes que durou aproximadamente 30 anos. A floresta é conhecida pelas suas longas árvores e pelo seu frio silêncio que se explica pela ausência de biodiversidade do local. Ainda que a intenção dos estudantes tenha sido boa, uma vez que a espécie não pertence à região os animais não conseguem viver dentro da floresta. Loboc Outra das atividades pelas quais é conhecido Bohol é a viagem de barco pelo rio, que dura no total uma hora. Durante o passeio podes apreciar as margens tropicais do rio mais limpo das Filipinas e a sua biodiversidade Praias de Panglao Tal como referido anteriormente, esta ilha fica a uma ponte de distância de Bohol e é onde podes encontrar praias com areia branca, água cristalina e palmeiras à mistura, mesmo à cenário de filme. A Alona beach é das praias mais conhecidas e ao seu redor foram-se construindo resorts, hotéis e cadeias de restaurantes, como tal é muito movimentada e confusa. Se procuras algo mais calmo e igualmente bonito, recomendamos que visites as praias ao redor, como por exemplo a Dumaluan Beach. Mergulho Para os amantes de mergulho ou snorkle existem várias pontos na ilha para o fazer mas das mais conhecidas é Balicasag, rica em vida marinha. Recomendamos a uma pesquisa detalhada antes de fazer a reserva da atividade de forma a entender se o funcionamento natural dos ecossistemas são respeitados ou postos em causa com a tour em questão Gruta Hinagdanan Se grutas são a tua praia, ainda em Panglao podes visitar a Hinagdanan Cave e o seu lago interior, que foi descoberta por acaso por um agricultor local. Estes são alguns dos motivos que te podem levar a Bohol, mas a sua rica diversidade em natureza e paisagem, desde praias desertas a montanhas em formas de chocolate são apenas exemplos. Uma simples viagem de mota entre as casas de bamboo da aldeia, campos de arroz ou as florestas tropicais vai ser suficiente para teres a certeza que foi uma boa opção. Autora: Janete Silva, Flearound

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6 Razões para visitar as Filipinas

6 Razões para visitar as Filipinas

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As Filipinas são definidas por seus campos de arroz esmeralda, cidades movimentadas, autocarros salpicados de grafitis, vulcões ardentes, pequenos macacos de olhos esbugalhados, búfalos e pessoas sorridentes. Neste artigo atravessamos contigo este país e mostramos-te o forte legado espanhol que ainda podes encontrar nas 1707 ilhas de natureza tão diversificada. É um dilema: a lagoa escondida ou a praia isolada? Fácil! Joga uma seta ao mapa e vais sempre acertar num paraíso. Prepara uma longa viagem, com o seguro IATI Mochileiro, pois este país merece tempo. Tempo para conseguires ver tudo o que há de mais bonito e tempo para apreciares esta experiência profunda, sem pressa de regressar a casa. 6 razões para visitares as Filipinas Ilhas, praias e paisagem paradisíacas São imensas ilhas tropicais com praias incríveis e toneladas de atividades dignas de férias. De todo o grupo, Palawan é o diamante, tanto que foi eleita a melhor ilha do mundo várias vezes. É a maior ilha do país, definida por seus “50 tons de azul” e suas paisagens marinhas fotogénicas. Há muita variedade de tudo nas Filipinas. Além da selva e praias paradisíacas, podes ver gigantescos vulcões, cavernas, terraços de arroz com 2.000 anos de idade, colinas de chocolate, rios subterrâneos e muito mais. O povo Os filipinos são pessoas amáveis e amigáveis. Extremamente acolhedores e curiosos, parecem estar sempre felizes, e adoram cantar e dançar sempre que há uma ocasião para comemorar. Não é por acaso, que nos países vizinhos encontras tantos Filipinos a trabalhar no sector dos serviços ou em companhias aéreas. Se tiveres a sorte de visitar uma casa filipina, não te vão deixar ajudar e se insistires vão dizer que não és um visitante, és um amigo. Natureza As Filipinas têm uma das mais diversificadas espécies de vida selvagem do mundo. São o lar de uma grande diversidade de pássaros, plantas, animais e criaturas do mar. Existem quase 200 espécies de mamíferos nas Filipinas. O Tarsier filipino é uma das menores (e mais engraçadas!) espécies de macacos do mundo. Vais encontrar mais de 600 espécies de aves, mais de 300 espécies de répteis e anfíbios e pelo menos 400 espécies de corais. Do tubarão-baleia gigante ao mais minúsculo peixe do mundo (Pandaca pigmeu), tudo com o que podes sonhar está agregado nas belas ilhas das Filipinas. O Clima A temperatura média ao longo do ano é de 26.6 ° C. A melhor época para visitar este país, é entre novembro e maio. Nas Filipinas também existe uma estação de monções e muita chuva entre junho e outubro. Mas honestamente, isso não impede ninguém de ir lá. Nada é mais mágico do que nadar no mar em um dia chuvoso, onde depois o sol brilha através das nuvens e a água é de 30 graus. Gastronomia A cozinha filipina não é famosa mundialmente. Mas isso não quer dizer que seja má. Muito pelo contrário! Existem muitas coisas que vale a pena experimentares. Leva em mente, que a comida filipina é uma mistura de cozinha malaia, chinesa, espanhola, japonesa e americana. Por exemplo, o Pancit (massa com legumes e carne), o Halo-Halo (sobremesa à base de leite, feijão, fruta e gelado), ketchup de banana ou o Adobo, frango ou porco cozido com molho se soja. Se fores muito corajoso, podes experimentar o Balut, um ovo cozido com um pato em estado embrião dentro. Todas as frutas nas Filipinas são de fazer água na boca, e podes comprá-las em toda parte frescas e baratas: abacaxis, cocos, mangas, durians (se aguentares o cheiro), papaias e muito mais. Se gostas de marisco, de lagosta a caranguejo, camarão tigre ou polvo, vais encontrar tudo por preços muito baixos. Relaxa com uma massagem Uma das melhores coisas para fazer nas Filipinas é cuidar do teu corpo com uma boa massagem. Porque não? Todos nós precisamos de vez em quando. Locais de massagem e spas estão por todo país, desde spas de luxo até simpáticas senhoras a trabalhar na praia. E na maioria dos lugares o preço ronda os 5-8 €. Bons Passeios! Autores: Onde andam os Duarte?

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Nadar com tubarões-baleia nas Filipinas

Nadar com tubarões-baleia nas Filipinas

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Hoje, no blog da IATI, especialista em seguros médicos de viagem, vamos falar sobre uma experiência única: Nadar com tubarões-baleia nas Filipinas. Este é um dos objetivos de muitos viajantes que planeiam visitar este maravilhoso país e é compreensível. Nadar com o maior peixe do mundo (que pode chegar a medir 12 metros de comprimento!) é uma experiência incrível. No entanto, como em qualquer atividade que interage com animais selvagens, vale a pena fazer uma investigação antes de decidir sobre o local onde fazer esta atividade ou a agência a escolher. Nadar com o tubarões-baleia nas Filipinas Ser um turista responsável é uma obrigação num mundo onde já temos acesso a todas as informações na internet. Nem tudo vale para conseguir a selfie perfeita, por isso hoje queremos fazer a nossa parte e falar sobre os melhores e os piores lugares para nadar com o tubarões-baleia nas Filipinas. Oslob (Cebu) Se há um lugar que NÃO recomendamos para nadar com tubarões-baleia nas Filipinas, é Oslob. Embora seja um dos lugares mais acessíveis e mais populares para fazer esta atividade, o que acontece neste lugar é uma verdadeira aberração e não tem nada a ver com o conceito de turismo responsável. Na pequena aldeia de Taw-Awan, a sul de Cebu, os pescadores começaram há alguns anos a alimentar estes animais com uyap (uma mistura de camarões e crustáceos) para os afastar das suas redes. O que começou como uma técnica de pesca, rapidamente se tornou numa atração turística que traz muitas consequências negativas para estes gigantes do mar. Em primeiro lugar, apesar desta mistura não lhes dar os nutrientes necessários para estarem bem alimentados (não devemos esquecer que os tubarões-baleia se alimentam de fitoplâncton ou plâncton), ficam “viciados”. Em vez de migrarem milhares de quilómetros, como fizeram durante milhares de anos, acabam por permanecer na área e todos os dias procuram os barcos que os alimentam com aquela mistura tão pobre. Isto faz com que os se modifiquem padrões migratórios da espécie, que não chega a completar o seu ciclo biológico, podendo também alterar os seus padrões de reprodução. Tudo isto leva, consequentemente, à sua possível extinção. De fato, ficou provado que alguns tubarões-baleia permaneceram em Oslob durante mais de um ano. Em segundo lugar, a alimentação dada pelo homem faz em que os butanding identifiquem a presença de barcos com comida e os comecem a perseguir, com todos os perigos que pode trazer. Aproximar-se dos navios pode magoá-los e alterar o seu padrão de migração. Em terceiro lugar, e embora haja um código de interação para nadar com tubarões-baleia nas Filipinas (nele basicamente é explicado que não te podes aproximar a menos de metro e meio do animal e, obviamente, não lhe podes tocar), não é respeitado Oslob. Sendo o lugar mais visitado das Filipinas para fazer esta atividade, não será difícil de adivinhar quantos danos está a causar a estes animais. De facto, a monitorização que fez a LAMAVE, o Instituto de Investigação de Grandes Animais Marinhos das Filipinas em Oslob demonstrou que em 64 horas foram feitos 1823 contatos físicos. Faz os cálculos, falamos de mais de 29 contatos a cada hora. O estudo da LAMAVE também mostrou que a regra de estar a pelo menos 2 metros de distância não foi cumprida em 97% das vezes. Além do stress que estes animais sofrem por causa dos contatos, os danos colaterais são evidentes. Os tubarões-baleia estão expostos ao contato com bactérias humanas e outros produtos para a pele, como cremes solares. Sem mencionar os golpes que recebem e os cortes que mostram devido ao contato com as hélices dos navios. Então, por favor, se quiseres nadar com o tubarão-baleia nas Filipinas, não vás a Oslob. Nem tudo é válido, não sejas egoísta e respeita estes animais visitando-os noutros sítios onde são respeitados. De seguida, vamos falar sobre alguns deles. Donsol (Luzon) Apoiado pela WWF-Filipinas, o projeto de ecoturismo na pequena cidade de Donsol, a leste de Manila, foi fundado em 1998. Este é um dos melhores lugares para nadar com tubarões-baleia nas Filipinas. No entanto, para poderes desfrutar desta atividade, deves saber que os butandines só aparecem por aqui numa determinada época do ano. De forma natural, e atraídos pela grande quantidade de plâncton e fitoplâncton na baía de Donsol, poderás vê-los a nadar livremente graças às excursões nas bangkas, os barcos tradicionais filipinos, que saem do Donsol Whale Shark Interaction Center. A temporada boa para ver tubarões-baleia em Donsol é entre dezembro e maio aproximadamente, com maior probabilidade nos meses de abril e maio. Depois de um vídeo de apresentação no qual te explicam as regras de interação, sais para águas abertas com o teu barco. Parte da tripulação, sobe a um dos mastros do bangka, e observa o mar com a intenção de encontrar uma mancha negra com pontinhos. Quando te indiquem, saltarás para dentro de água com o guia e serás capaz de ver estes animais livres e sem a necessidade de os alimentar. Não te esqueças de respeitar tudo o que te foi dito antes. Se quiseres nadar com tubarões-baleia em Donsol, para lá chegares o melhor é voar para o Aeroporto de Legazpi saindo de Manila e desde aí apanhar um dos autocarros que vão para Donsol. A viagem dura apenas uma hora e meia. Depois dirige-te ao centro de interação e espera até formar um grupo. Os barcos saem com um máximo de 6 pessoas. Terás que pagar uma taxa de 300 pesos e o valor correspondente ao navio, 3500 pesos entre 6 pessoas. Porto Princesa (Palawan) Se fores viajar para o arquipélago entre abril e novembro, existe a possibilidade de poderes nadar com tubarões-baleia nas Filipinas em Porto Princesa, Palawan. Na baía de Honda foram avistados estes peixes nos últimos anos e a atividade cada vez se torna mais popular, sem chegar a estar massificada, pois esta cidade é pouco visitada por turistas, que vão diretamente para outros lugares como El Nido ou Port Barton. As melhores chances de nadar com tubarões-baleia em Porto Princesa são durante estes meses e, sobretudo, perto dos períodos de lua cheia. O preço da viagem para nadar com os tubarões-baleia em Porto Princesa, nas Filipinas, é de cerca de 1800 pesos por pessoa. Padre Burgos (Leyte) Segundo o Instituto LAMAVE, Padre Burgos é o lugar mais respeitoso onde poderás nadar com tubarões-baleia nas Filipinas. O seu acesso é um pouco mais complicado do que os outros locais, mas vais encontrar um lugar praticamente vazio e visibilidade na água que pode chegar aos 20 metros, muito acima da média em Donsol. A temporada para nadar com tubarões-baleia em Padre Burgos é de novembro até ao final de abril, quando a baía de Sogod se enche de comida para eles. Para chegar até aqui, podes voar até Ormoc ou Tacloban e, desde aí, ir de transporte público até Padre Burgos, algo que pode demorar umas 3 ou 4 horas. Há também conexões para a ilha de Leyte desde Surigao e Cebu, mas essa viagem é ainda mais demorada. O preço da viagem de um dia para nadar com tubarões-baleia em Padre Burgo depende do centro de mergulho que escolheres. Custa cerca de 2800 pesos por pessoa. Gostarias de nadar com tubarões-baleia nas Filipinas? Esperamos ter-te ajudado com estas dicas. Lembra-te que o mais importante é respeitar a natureza, ir a um lugar onde estes seres maravilhosos sejam bem tratados e seguir as regras de segurança. Além disso, viaja em segurança com uma boa apólice de viagens. Dá uma olhadela nas apólices da IATI Seguros e não deixes a tua saúde ao acaso. Artigo traduzido por Susana Almeida

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Roteiro de viagem pelas Filipinas em 15 dias

Roteiro de viagem pelas Filipinas em 15 dias

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Não é segredo que na IATI Seguros somos apaixonados pelas Filipinas. Adoramos as suas praias, as suas palmeiras, as suas paisagens marinhas, a amabilidade do seu povo e sobretudo as possibilidades infinitas que as suas 7107 ilhas oferecem aos viajantes que se atrevem a sair dos roteiros de viagem pelas Filipinas mais conhecidos. O arquipélago mais bonito do Sudoeste Asiático oferece centenas de atividades, no entanto, os transportes de conexão entre as ilhas não são fáceis e às vezes é difícil decidir o percurso a fazer. Por todos estes motivos, vamos tentar ajudar-te a aproveitar ao máximo essa viagem de 15 dias pelas Filipinas que queres fazer. Faz as malas, não te esqueças dos óculos de mergulho nem de contratar um seguro de viagem, e prepara-te para 15 dias fantásticos num dos países mais belos do mundo. Conselhos para organizar um roteiro de viagem pelas Filipinas de 15 dias Antes de começares a planear o teu roteiro de viagem pelas Filipinas, queremos dar-te alguns conselhos e falar-te de algumas particularidades a ter em conta. Antes de mais, deves saber que 15 dias passam a voar neste país. As infraestruturas turísticas nas Filipinas não estão totalmente desenvolvidas, o que significa que o transporte entre dois destinos implica quase sempre um dia completo de viagem. É normal que tenhas de apanhar vários meios de transporte no mesmo dia: barco, ferri, táxi, jeep, trycicle… Aconselhamos a que sejas coerente e não tentes ver todos os lugares de uma só vez, para não teres a sensação de ter passado as férias a viajar de um lado para o outro. Além disso, pensa que em 15 dias não poderás sair demasiado do roteiro mais habitual dos viajantes, e aqui te iremos indicar alguns lugares aos quais é mais fácil chegar. Por esse motivo, se queres conhecer os recantos menos conhecidos do país, recomendamos que planeies umas férias nas Filipinas de, pelo menos, 30 dias. Este itinerário de viagem do qual te vamos falar é apenas uma orientação, já que nas Filipinas anoitece por volta das 18h00 e os voos, dependendo dos destinos, não são muito frequentes. Com isto queremos dizer que, no momento de fazer os cálculos, não tenhas em conta apenas os dias, mas também os horários dos barcos, voos e autocarros. Esta informação costuma ser um pouco difícil de encontrar, pois as páginas das companhias de autocarros ou barcos não costumam estar muito atualizadas, mas podes sempre encontrar essa informação em blogues ou fóruns de viajantes. Por outro lado, deves ter em conta também o horário de chegada e partida do voo internacional para as Filipinas. Os 15 dias dos quais falamos aqui são dias completos, sem considerar esses 2 dias que perderás na entrada e saída do país desde a Europa. Também deves ter em conta a temporada na qual viajas, na altura de desenhar o teu roteiro de viagem de 15 dias pelas Filipinas. Se visitares o país na temporada das monções (aproximadamente entre julho e dezembro na maior parte do país, podendo depender da região), deves considerar que em algumas ocasiões as deslocações ficam ainda mais complicadas. Há cancelamentos nos ferris, o mau tempo no mar impossibilita algumas excursões e as estradas secundárias transformam-se em lamaçais. As chuvas também poderão impedir que desfrutes a 100% de uma viagem na qual a natureza é a protagonista. No entanto, o lado positivo é que haverá menos gente e os preços serão um pouco mais baratos que os de temporada alta, sobretudo no caso dos voos entre ilhas. Por outro lado, se fores em épocas como o Natal, as férias da Páscoa ou o Ano Novo Chinês, deves reservar com bastante antecedência os alojamentos e hotéis, já que nestas alturas as melhores opções acabam rapidamente e os preços sobre até às nuvens. Não te podes esquecer também das vacinas! Cerca de um mês antes da viagem deves fazer uma Consulta do Viajante para que te digam quais são as vacinas obrigatórias e recomendadas para os países do Sudeste Asiático e tas apliquem no caso de ser necessário. Este é um passo muito importante e não deve ser deixado de fora! Depois de todos estes conselhos, continua connosco e descobre o roteiro de viagem de 15 dias pelas Filipinas que te aconselhamos. Dia 1: Chegada a Manila e voo para Puerto Princesa É provável que chegues bastante cansado para começar logo a tua viagem pelas Filipinas, mas recomendamos um último esforço e fazer uma viagem mais até terras “palawenhas”. Puerto Princesa é a porta de entrada a Palawan, que foi considerada por várias publicações internacionais como uma das ilhas mais bonitas do mundo. Se bem que não podemos dizer que seja uma cidade muito bonita, podes sempre dar uma volta pelo centro e conhecer alguns dos edifícios históricos que conserva, dar um passeio pelo Puerto Princesa Baywalk ou, se tiveres mais tempo disponível, sair e conhecer algumas das atrações mais próximas à cidade. Por exemplo, a Praia de Nagtabon não é muito conhecida e, na nossa opinião, é uma das mais bonitas da zona. Para chegares vais precisar de alugar uma moto, mas o esforço vale bem a pena. Durante os últimos meses têm sido avistados tubarões baleia perto da costa de Puerto Princesa. Ao contrário da aberração que acontece em Oslob, onde são alimentados, o seu ciclo migratório é alterado e sofrem maus-tratos, em Puerto Princesa poderás vê-los entre Abril e Outubro. Poderás também nadar com eles, graças a empresas que organizam excursões mas, por favor, sê um viajante responsável e segue sempre as indicações, nunca lhes toques nem uses cremes que os possam afetar. Descobre neste artigoos melhores locais para nadar com tubarões baleia nas Filipinas. Dias 2 e 3: Port Barton Levanta-te bem cedo para chegar a esta pequena aldeia que começou a ser conhecida como ponto turístico há apenas alguns anos. Em Port Barton só há eletricidade durante a tarde, as estradas não estão asfaltadas e não há bares na praia com música eletrónica. Para muitos viajantes, este recanto é um dos pontos altos do seu roteiro de viagem pelas Filipinas pela sua simplicidade. Os dias passam rápido em Port Barton, por isso recomendamos-te que fiques pelo menos 2 dias completos por aqui: um para fazer uma excursão de barco (Island hopping) e outro para o dedicar a visitar a aldeia e os seus arredores. Dias 4, 5 e 6: El Nido Temos quase 100% a certeza de que decidiste ir às Filipinas depois de veres uma das fotos de El Nido. O arquipélago de Bacuit é realmente fotogénico e passar vários dias a saltar de ilha em ilha, cada uma mais paradisíaca que a anterior, é uma das atividades obrigatórias da viagem. O nosso conselho na hora de preparar este roteiro pelas Filipinas em 15 dias é que dediques o dia em que aqui chegares a percorrer os arredores de El Nido em moto. Visita as praias de Nacpan, Las Cabañas ou Duli Beach. Os dias 5 e 6 deves dedica-los a fazer excursões nos tradicionais bangkas. Os percursos mais conhecidos são os do tour A e C. Dias 7, 8 e 9: Bohol e arredores No dia 7 podes apanhar um avião direto a Cebú desde El Nido ou poupar algum dinheiro e voar desde Puerto Princesa até Cebú, ou diretamente até ao aeroporto de Tagbilaran. Não importa qual das opções escolhas, porque demorarás um dia para chegar ao destino, visto não existirem ligações diretas até à ilha de Bohol desde El Nido. A nossa recomendação é que, assim que chegares, te dirijas diretamente à ilha de Panglao, que está ligada a Bohol por uma ponte. Depois de um breve descanso, os dois dias seguintes deverão ser dedicados a conhecer o interior de Bohol (as colinas de chocolate, o centro de conservação do tarsier de Corella, o rio Loboc,..), as praias de Panglao (Dumaluan é a nossa favorita) e a fazer mergulho ou snorkel na vizinha ilha de Balicasag, onde vivem tranquilamente centenas de tartarugas numa reserva marítima. Dias 10 e 11 do roteiro viagem filipinas: Siquijor Uma vez mais vais ter de madrugar para chegar desde o porto de Tagbilaran até Siquijor, uma das ilhas mais místicas do teu roteiro de 15 dias pelas Filipinas. Logo depois de chegares aluga uma moto que servirá para te deslocares sem dificuldades. As estradas são boas e não há muito trânsito, portanto poderás desfrutar do passeio. Ainda que as atrações de Siquijor não sejam impressionantes, a combinação de praias, cascatas, história e os pores-do-sol espetaculares acabam sempre por convencer os viajantes a visitar a “ilha enfeitiçada”. Dias 12, 13 e 14: Malapascua ou Bantayan Propomos que acabes a tua viagem com chave de ouro em alguma das ilhas mais tranquilas de Visayas. Tanto em Malapascua como em Bantayan poderás desfrutar do ritmo tranquilo das Filipinas e de algumas das suas melhores praias. Se ainda tens forças para mergulhar, escolhe Malapascua, conhecida porque nas suas águas vivem tubarões-raposa (zorro-de-olhos-grandes). Considera que vais precisar do dia 12 completo para viajar. O trajeto de Siquijor até Malapascua ou Bantayan demorará o dia todo. É provável que tenhas de apanhar um barco até Dumaguete, outro até Santander (Cebú), alguns autocarros e mais um barco até à ilha correspondente. Dia 15: Manila No dia 15 deverás viajar desde a ilha que escolheste até à capital das Filipinas. Podes dedicar a última parte deste roteiro de viagem pelas Filipinas em 15 dias a descobrir a parte histórica da cidade. A parte intramuros e os arredores dar-te-ão essa dose de história do país que deves conhecer. Aconselhamos que visites a Casa Manila, uma reprodução de como eram as casas coloniais espanholas nas Filipinas, o Forte Santiago e a Igreja de São Agostinho. A apenas alguns metros da muralha está o Parque Rizal, onde encontrarás uma estátua em honra do herói filipino idêntica à que poderás encontrar na Avenida Islas Filipinas em Madrid. A história das Filipinas e de Espanha estão entrelaçadas, por isso aconselhamos a que dediques algumas horas a conhecer este lado do mundo. Esperamos que este plano para um roteiro de viagem de 15 dias pelas Filipinas te tenha servido para te orientares dentro do caos de tantas ilhas maravilhosas para visitar. Recorda que viajar seguro é uma das chaves para que a tua viagem saia como previsto. Contrata uma boa apólice de seguro de viagens com a IATI e viaja tranquilo. Não sabes o que colocar na mala para uma viagem longa? Aqui ficam alguns artigos que te poderão ajudar: • O que levar na mochila para uma viagem longa • Como planear uma viagem longa de forma independente • Viajar com o copo menstrual Artigo traduzido por Susana Almeida

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