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O que ver em Kanchanaburi: 12 lugares imperdíveis

O que ver em Kanchanaburi: 12 lugares imperdíveis

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Embora não seja uma das zonas mais visitadas do país, não faltam coisas para ver em Kanchanaburi. Localizada a cerca de 140 quilómetros a oeste de Banguecoque, Kanchanaburi tem um passado ligado à Segunda Guerra Mundial, e a Ponte sobre o Rio Kwai é o seu ponto de referência mais proeminente. No entanto, a região também conta com uma natureza exuberante, vários templos de interesse e muitos alojamentos e restaurantes excelentes, o que faz de Kanchanaburi um local memorável para passar alguns dias. Por todas estas razões, para nós é um dos lugares essenciais para ver na Tailândia, e decidimos escrever um guia completo para que possas tirar o máximo partido da tua visita. Fica atento, pois vamos falar sobre as principais coisas para fazer em Kanchanaburi, alguns lugares menos visitados e dar-te dicas para aproveitares ao máximo os teus dias aqui. Vamos começar! 1. A ponte sobre o rio Kwai: um lugar imperdível em Kanchanaburi Várias das atrações de Kanchanaburi têm um importante passado histórico-militar. A razão? Durante a Segunda Guerra Mundial, os japoneses queriam invadir a Índia através da fronteira com Myanmar, e, por isso, decidiram obrigar os prisioneiros de guerra aliados (britânicos, franceses, australianos e holandeses) e os escravos birmaneses e tailandeses a construir uma linha de comboio que ligasse Banguecoque a Yangon (415 km). As condições de trabalho eram tão duras que se calcula que mais de 110.000 pessoas tenham morrido durante a sua construção, e por isso esta linha de caminho de ferro ficou conhecida como o “Caminho de Ferro da Morte”. Uma das pontes que tiveram de ser construídas durante esta extenuante obra foi a agora famosa ponte Mae Khlung sobre o rio Kwai. Esta ponte foi construída com materiais provenientes de uma ponte semelhante existente na ilha de Java (Indonésia) e foi bombardeada em 1945, mas posteriormente reconstruída pelos próprios japoneses como reparação de guerra. Hoje, a ponte é uma atração turística e centenas de pessoas passam por ela todos os dias com a canção do filme com o mesmo nome na cabeça ou param para ver a linha férrea, que ainda é usada várias vezes por dia. Achamos que vale a pena visitá-la e, se tiveres tempo, apanha o comboio para as cascatas de Sai Yok Noi, de que te falaremos a seguir, através da ponte Tham Krasae. Também é possível visitar esta zona por conta própria com uma mota alugada. 2. Centro Ferroviário Tailândia-Birmânia Outro local histórico importante em Kanchanaburi é o Thailand-Burma Railway Centre, um museu onde podes aprender sobre a importância desta parte da Tailândia durante a Segunda Guerra Mundial e a construção da Death Railway. O museu, com ar condicionado, é bastante interessante e permite ver os instrumentos utilizados e os uniformes usados durante a construção, assim como fotografias que mostram as dificuldades enfrentadas. A entrada custa 160 THB e o museu está aberto diariamente das 9:00 às 16:00. Se quiseres aprofundar mais este tema, recomendamos uma visita ao JEATH War Museum, cujo acrónimo provém das nacionalidades da maioria dos que participaram na construção da linha férrea (japonesa, inglesa, australiana, americana, tailandesa e holandesa). É interessante porque podes ver algumas das casernas onde viviam os prisioneiros, fotografias originais, veículos e um fragmento da ponte de madeira original que foi construída antes da ponte metálica. A entrada custa apenas 50 THB e o museu está aberto das 8:00 às 18:00. 3. Parque Nacional de Erawan Mudando completamente de assunto, queremos recomendar outra das coisas essenciais para fazer em Kanchanaburi e a razão pela qual a maioria dos viajantes vem para esta parte da Tailândia. A cerca de 75 quilómetros da cidade, encontra-se o Parque Nacional de Erawan, que se estende por 550 quilómetros quadrados e onde as cascatas de Erawan são o ponto principal de interesse. Estas cascatas são compostas por 7 quedas de água situadas a diferentes níveis, banhadas por águas turquesa. O nome “Erawan” vem do elefante branco de três cabeças da mitologia hindu, pois a última e maior cascata assemelha-se a ele. As cascatas de Erawan não são um segredo, e por isso centenas de pessoas visitam-nas todos os dias. Por isso, aconselhamos-te a seguir para os níveis superiores logo que chegues. O percurso tem 2 quilómetros de comprimento e, após as duas primeiras cascatas, encontrarás a paz que tanto procuras. Se quiseres explorar o parque ao teu próprio ritmo, há tendas e bungalows para alugar dentro do parque, e também uma série de alojamentos bonitos perto da entrada. Deves ter em conta que a taxa de entrada para o Parque Nacional de Erawan é de 300 THB. Como chegar a Erawan? Podes chegar lá facilmente alugando uma mota em Kanchanaburi, o que demorará cerca de uma hora e um quarto. Se não tiveres carta de condução ou não te apetecer ir de mota, há autocarros para o parque (número 8170, bem sinalizados) que partem da estação rodoviária de Kanchanaburi a cada 40 minutos, aproximadamente, das 8:00 às 17:00. A viagem demora cerca de 90 minutos e o bilhete custa 50 THB. 4. JJ Night Market Kanchanaburi: algo para fazer em Kanchanaburi à noite O que seria de uma cidade tailandesa sem o seu mercado noturno? Pois bem, Kanchanaburi também tem um, e não é nada mau. Está situado muito perto da estação de comboios e, como quase todos os mercados noturnos, tem uma secção de roupa e eletrónica, além de uma secção de comida, com bancas que servem comida típica tailandesa a bons preços. Deves ter em conta que a maior parte das bancas começa a ser desmontada por volta das 21:30. 5. Wat Tham Suea Localizado a cerca de 17 quilómetros da cidade, uma visita a Wat Tham Suea é, na nossa opinião, um dos pontos obrigatórios em Kanchanaburi. O chamado “Templo da Caverna do Tigre” foi construído em 1971 e é um dos templos mais fotogénicos que vais encontrar na tua viagem, composto por vários edifícios coloridos, incluindo um pagode com cerca de 70 metros de altura e uma estátua de Buda de 18 metros dentro de uma grande estrutura em forma de concha. Como chegar lá? A maneira mais fácil é de mota, que podes usar para visitar outros locais em Kanchanaburi que já mencionámos. Também podes negociar um songtaew. Como o templo fica numa colina com uma escadaria de 157 degraus e normalmente está bastante calor, vale a pena apanhar o funicular, que te leva até à entrada por apenas 10 THB. A entrada no templo é gratuita. Ao lado deste templo, fica o Wat Tham Khao Noi, ou “Templo da Pequena Caverna da Colina”, de onde podes desfrutar de excelentes vistas da área circundante e visitar a caverna que dá nome ao templo. A propósito, este templo está muito perto de um restaurante chamado Meena Café, de onde podes desfrutar de belas vistas tanto do templo como dos campos de arroz. Podes escolher entre uma área interior e uma área ao ar livre, dependendo do calor e das tuas preferências. 6. Giant Raintree Fica um pouco longe do centro (cerca de 30 minutos de mota), por isso, se não tiveres muito tempo para explorar Kanchanaburi, talvez não a adiciones à lista. No entanto, esta é uma árvore de acácia espetacular, com mais de 20 metros de altura e 52 metros de diâmetro. Com mais de 100 anos, é provavelmente uma das maiores e mais antigas que alguma vez viste. A entrada é gratuita. 7. Hellfire Pass Outro lugar a visitar em Kanchanaburi relacionado com o Caminho de Ferro da Morte é o Hellfire Pass. Localizado a cerca de 80 quilómetros da cidade, este foi um dos trechos mais difíceis da construção da linha ferroviária, pois os trabalhadores tiveram de destruir uma rocha cortando-a à mão durante todo o dia. À noite, iluminavam-se com tochas, o que criava a sensação de estar no inferno. O governo australiano criou um centro interpretativo gratuito em Hellfire Pass, onde podes ver uma exposição sobre o assunto e fazer alguns passeios a pé (um longo e um curto) pelo desfiladeiro, onde encontrarás vários memoriais. É uma visita um pouco assustadora, mas também vale a pena para admirar a natureza da região. É possível chegar lá de mota a partir de Kanchanaburi em poucas horas e, já que vais para tão longe, podes combinar a visita com uma ida às cascatas do Parque Nacional de Sai Yok, de que falaremos a seguir. Definitivamente, é algo a fazer em Kanchanaburi se tiveres 3 dias ou mais. 8. Cemitérios de guerra para visitar em Kanchanaburi Com tantas pessoas que sofreram e morreram devido às atrocidades da Segunda Guerra Mundial, podes encontrar vários cemitérios em Kanchanaburi para as honrar. O maior deles é o Cemitério de Guerra de Kanchanaburi (Kanchanaburi War Cemetery, Don-Rak), localizado ao lado do Centro Ferroviário Tailândia-Birmânia. Este cemitério contém 6.982 sepulturas de prisioneiros de guerra britânicos, australianos e holandeses. É impressionante ver que a maioria deles tinha menos de 30 anos. Ao lado, fica o Cemitério Wat Thaworn Wararam, um cemitério chinês que se destaca pelos seus panteões, que, na nossa perspetiva ocidental, parecem muito diferentes. A dois quilómetros a sul de Kanchanaburi, podes ainda visitar outro cemitério de guerra, o Chong Kai Allied War Cemetery, situado junto ao rio, onde estão sepultadas 1.740 pessoas. 9. Wat Ban Tham Wat Tham Suea não é o único templo interessante para visitar em Kanchanaburi. Se tiveres tempo, recomendamos que reserves um par de horas para explorar Wat Ban Tham, um templo situado numa colina que te recebe com uma grande boca de dragão aberta e escadas quase intermináveis para subir. Ao longo do percurso, passarás por várias grutas repletas de estalactites, estalagmites e altares budistas, até chegares ao topo, a 200 metros acima do nível do mar. De lá, desfrutarás de uma vista magnífica do rio e de toda a natureza que envolve Kanchanaburi. A entrada é gratuita e é um local menos turístico, onde poderás aproveitar a tranquilidade e aprender um pouco mais sobre o quotidiano dos monges budistas. 10. Ponte Tham Krasae, um sítio curioso para ver em Kanchanaburi Um dos trechos mais bonitos da viagem de comboio entre Kanchanaburi e Nam Tok é o que passa sobre a Ponte Tham Krasae, que atravessa um desfiladeiro de onde se tem uma vista magnífica do rio. Podes também combinar a visita com um passeio a Wat Kra Sae Cave, uma gruta transformada em templo onde se podem ver vários altares budistas. A ponte fica a cerca de 50 quilómetros de Kanchanaburi. Podes chegar lá de comboio e depois caminhar ao longo da linha ou ir de mota. Tenha muito cuidado, especialmente se tiver chovido, e, se possível, tenta marcar a tua visita para coincidir com a passagem do comboio. Há zonas onde podes ficar a ver o comboio passar de perto. Sem dúvida, é um dos locais mais interessantes para visitar em Kanchanaburi pela sua paisagem. 11. Parque Nacional de Sai Yok Localizado a cerca de 60 quilómetros de Kanchanaburi, logo após a ponte Tham Krasae, encontra-se este parque nacional, que é menos conhecido do que Erawan, mas igualmente belo. Embora cubra uma área de 300 quilómetros quadrados, os seus locais mais conhecidos são as cascatas de Namtok Sai Yok Noi e Sai Yok Yai. A primeira está à beira da estrada e é um local popular, especialmente entre as famílias tailandesas aos fins de semana, pois tem até uma área para piqueniques. Na estação seca, a água pode ser um pouco menos límpida e ter um caudal reduzido. Para visitar o Sai Yok Yai, terás de pagar a taxa de entrada do parque (300 THB), mas descobrirás um belo local natural, com uma cascata de 10 metros de altura que corre diretamente para o rio Kwai. Como chegar ao parque? Podes ir de autocarro a partir da estação de autocarros de Kanchanaburi, com a viagem a demorar cerca de 2 horas. Também podes apanhar o comboio para Nam Tok e depois caminhar até à entrada ou apanhar um songtaew. 12. Desfrutar de Kanchanaburi Embora possa parecer um pouco básico, a melhor coisa a fazer em Kanchanaburi é simplesmente apreciá-la. É uma cidade calma e agradável, com muitos alojamentos à beira-rio, bares e restaurantes onde podes relaxar. A oferta hoteleira é muito boa, com bungalows com vista para o rio ou piscinas onde podes relaxar e desfrutar do ambiente natural enquanto te refrescas. O nosso conselho é que explores a área entre a estação de comboios e a ponte do rio Kwai. Dois locais que recomendamos vivamente são o Good Times Resort e o Honeymoon Camping, que também assinalámos no mapa de locais a visitar em Kanchanaburi, abaixo. Delicia-te com um almoço descontraído ou um sundowner à beira do rio em locais como o Tongkan Café, o Davenport Café, o Keereetara Riverside ou o próprio restaurante do Good Times Resort. Também encontrarás várias casas de massagens na zona, com preços a partir de apenas 150 THB por hora. Dicas para visitar Kanchanaburi Agora que já conheces as principais coisas a fazer em Kanchanaburi, aqui ficam algumas dicas para te ajudar a aproveitar ao máximo a tua visita: • Podes chegar facilmente a Kanchanaburi a partir de Banguecoque em cerca de 3 a 3,5 horas. Se estiveres na zona de Khaosan Road, podes apanhar uma carrinha partilhada. A opção mais económica é ir até à estação de Mochit e apanhar um autocarro. Alternativamente, podes apanhar um comboio na estação de Thonburi, um percurso bonito e histórico que te custará apenas 100 THB. • Quantos dias são necessários para visitar Kanchanaburi? Na nossa opinião, pelo menos dois. Um para explorar os sítios e templos relacionados com a guerra e outro para visitar as cascatas de Erawan. Se quiseres ir com calma, considera adicionar mais um dia. • A melhor altura para visitar Kanchanaburi é de novembro a março, durante a estação seca e mais fresca. De março a junho, pode fazer muito calor, ultrapassando os 40°C, e de julho a outubro é mais provável que chova. Mesmo assim, não significa que chova o dia inteiro, e poderás até gostar dos aguaceiros refrescantes. Podes ler mais sobre o tempo em Melhor altura para viajar para a Tailândia. • Como te deslocares em Kanchanaburi? Com exceção de algumas atividades, como Erawan ou o Hellfire Pass, podes explorar Kanchanaburi a pé. Se não quiseres andar tanto, não te preocupes, pois podes alugar uma mota (cerca de 200 THB) ou negociar com um songtaew. Para te familiarizares com os transportes, recomendamos o nosso guia sobre como te deslocares na Tailândia. • Lembra-te de que uma das chaves para viajar na Tailândia com tranquilidade é ter uma boa apólice de viagem, como a IATI Mochileiro. Os cuidados de saúde na Tailândia não são gratuitos e qualquer visita a um médico pode resultar em grandes despesas. • Continua a preparar-te para a tua viagem com estas dicas para viajar para a Tailândia. Pronto para explorar Kanchanaburi? Esperamos que todas estas informações te tenham sido úteis. Não vás embora ainda, pois temos mais artigos no blog da IATI que te ajudarão a planear a tua viagem à Tailândia: • Documentos e Requisitos para viajar para a Tailândia 2024 • É seguro viajar para a Tailândia?

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Melhores destinos de cruzeiro, embarca para o paraíso

Melhores destinos de cruzeiro, embarca para o paraíso

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És um viajante que gosta de explorar o mundo a bordo de um navio de cruzeiro, nunca o experimentaste antes e estás a pesquisar por onde começar para a tua primeira vez? Estás com sorte! Trazemos-te este guia completo dos melhores destinos de cruzeiros para que possas encontrar aquele que melhor se adapta à tua viagem de sonho. Verás que, nestas cidades flutuantes onde não faltam restaurantes, cinemas, teatros e piscinas, é possível visitar os mais diversos locais. Embarca connosco nesta viagem que te levará das mais belas praias das Caraíbas aos impressionantes fiordes noruegueses, passando pelos mares gelados da Antátida. Antes de levantar âncora, é importante saber que a assistência médica a bordo de um navio de cruzeiro é muito cara. Por esta razão, os próprios operadores turísticos recomendam sempre que se faça um cruzeiro com o melhor seguro de viagem que cubra este tipo de viagem. O IATI Estrela é o preferido dos cruzeiristas e, para além de te cobrir até 500.000 euros, inclui coberturas como a “Perda de ligações”, que no caso de não conseguires chegar ao teu cruzeiro devido a um atraso no voo anterior, te permite embarcar na escala seguinte. Faz já o teu seguro de viagem de cruzeiro e desfruta destes destinos sem preocupações. Cruzeiros nas ilhas gregas Não é preciso ir muito longe para encontrar um dos melhores destinos de cruzeiro, pois os cruzeiros pelas ilhas gregas são um dos mais populares do mundo, atraindo milhares de cruzeiristas todos os anos. Durante este belo passeio, verás alguns dos melhores recantos do Mar Egeu e apreciarás os tesouros da Grécia de uma forma muito mais intensa do que numa viagem tradicional. Santorini fará com que te apaixones pelas suas encostas íngremes cheias de casas brancas e telhados azuis; Mykonos dar-te-á as boas-vindas com os seus moinhos de vento “Kato Myli” e cativar-te-á com o seu ambiente único e atmosfera de aldeia piscatória. Não podes deixar este pequeno paraíso sem desfrutar de um copo de vinho na pitoresca Little Venice enquanto as ondas rebentam perto de ti. Claro que seria um “crime” fazer um cruzeiro pelas ilhas gregas e não parar no porto do Pireu, em Atenas. Berço da antiga civilização grega, a tua visita à capital é imperdível, com a Acrópole, o Templo Olímpico de Zeus e a Ágora Romana. Queres desfrutar das melhores vistas de Atenas antes de regressares ao teu cruzeiro pelas ilhas gregas? Apanha o funicular até ao topo do Monte Lycabettus e maravilha-te com este panorama único. Estes tipos de cruzeiros oferecem muitos mais destinos, dependendo do número de dias em que embarcares. Outras ilhas, como Patmos ou Heraklion, fazem frequentemente parte do itinerário, incluindo por vezes paragens em portos de Itália ou da Turquia. As ilhas gregas são, sem dúvida, um dos melhores destinos de cruzeiros do mundo! Cruzeiro nas Caraíbas Para muitos, as Caraíbas não são apenas um dos principais destinos de cruzeiros do mundo, mas uma obsessão. Com dezenas de portos de escala, um cruzeiro nas Caraíbas é sinónimo de longas praias de areia branca, filas intermináveis de coqueiros e águas cristalinas que nunca mais quererás deixar. Cada companhia oferece diferentes itinerários de cruzeiros nas Caraíbas, desde alguns dias a semanas no mar, mas estes são os principais destinos para este cruzeiro: • Curaçao: Este território autónomo do Reino dos Países Baixos irá surpreender-te, não só pelas suas praias de águas turquesa, mas também pela evidente influência holandesa na sua arquitetura, gastronomia e língua. Passeia pelo centro de Willemstad, Património Mundial da UNESCO, e não deixes de visitar locais imperdíveis como o pitoresco Mercado Flutuante e a Riffort Village, um antigo forte que protegia a ilha e que hoje funciona como centro comercial. • Aruba: Aqui, para além de desfrutares de belas praias como Palm Beach, recomendamos que passes algum tempo em algumas das suas principais atracções turísticas. Visita o antigo Farol da Califórnia e conhece a sua história enquanto desfrutas de vistas panorâmicas sobre a ilha; conhece as misteriosas Formações Rochosas de Ayo e tenta descobrir como foram parar ali aquelas enormes massas de pedra; ou perde-te no Parque Nacional Arikok entre curiosos lagartos verdes, catos e paisagens que provavelmente não esperavas encontrar neste destino de cruzeiros. O Parque Nacional Arikok ocupa 20% da ilha! • Bonaire: Se os teus passatempos incluem mergulho ou snorkeling, bem como a descoberta de novos destinos de cruzeiro, inclui Bonaire no teu itinerário pelas Caraíbas. Este lugar oferece uma oportunidade única de mergulhar e descobrir um incrível sistema de cavernas que te deixará de boca aberta (e não apenas porque estás a usar um regulador) com as suas espetaculares estalactites e estalagmites. Cruzeiro nos fiordes da Noruega Um destino de cruzeiro nem sempre tem de andar de mãos dadas com o turismo de praia, e o cruzeiro pelos fiordes da Noruega é um ótimo exemplo disso. Com cada vez mais pessoas a visitarem-no todos os anos, este é um dos itinerários mais populares e está no topo dos principais rankings deste tipo de turismo. Se és um amante da natureza, ficarás fascinado com as espetaculares línguas que se estendem do mar e percorrem as encostas quilométricas e labirínticas dos seus picos íngremes. Águas cristalinas, glaciares e vales verdejantes são apenas algumas das diferentes paisagens que encontrarás ao aproximares-te do mítico Círculo Polar Ártico, mas este maravilhoso destino de cruzeiro também te aproximará de belas cidades e aldeias norueguesas que te farão apaixonar por este país vibrante. Bergen irá hipnotizar-te com o seu colorido bairro Bryggen (Património Mundial da UNESCO), as suas montanhas próximas (Fløyen, Ulriken e Løvstakken) de onde poderás desfrutar de incríveis vistas panorâmicas e monumentos históricos como a Fortaleza Bergenhus, a Torre Rosenkrantz ou a bela Igreja Fantoft, uma réplica em madeira da construída em Fortun em 1150. Tromsø é outra paragem obrigatória no teu cruzeiro pelos fiordes noruegueses. Esta cidade, ideal para apreciar as luzes do norte e o sol da meia-noite, tem a única catedral norueguesa construída em madeira, o muito interessante Centro de Ciência do Norte da Noruega, ideal para quem está a desfrutar de um cruzeiro nos fiordes noruegueses com a família, ou ruas como Storgata, de onde se pode apreciar a vida quotidiana e a arquitetura de uma das principais artérias da cidade. Cruzeiro no Nilo Passámos de praias deslumbrantes a paisagens montanhosas, e agora o nosso leme segue o rumo de um dos rios mais mágicos do mundo – vamos fazer um cruzeiro no Nilo. Como o rio tem mais de 6.000 quilómetros de comprimento, há muitos lugares para descobrir, mas a secção de Luxor a Assuão tende a ser a mais popular. Para além de desfrutares da travessia do que foi outrora a base de toda uma civilização, farás várias paragens durante os 3/4 dias para ver algumas das mais importantes ruínas e templos do Antigo Egito. Um dos pontos altos deste inesquecível destino de cruzeiro será, sem dúvida, o Templo de Luxor. Construído por volta de 1.400 a.C. em honra do deus Amun, deixar-te-á sem palavras com o estado de conservação de algumas das suas jóias e com os enormes gigantes que o guardam. Recomendamos que contrates os serviços de um dos guias oficiais que aí encontrarás, para que possas aproveitar ao máximo este tesouro durante a tua visita. Outra visita obrigatória durante o teu cruzeiro no Egito são os templos de Abu Simbel, esses famosos complexos esculpidos na rocha que já terás visto em tantas fotografias. Se tiveres a sorte de visitar os Templos de Abu Simbel no dia 22 de fevereiro ou de outubro, poderás desfrutar do espetáculo que atrai milhares de turistas todos os anos ao mesmo local: a entrada do sol no interior do templo para iluminar as estátuas dos deuses Ra e Amun. O cruzeiro no Nilo, infelizmente, fica muito longe de uma das principais atrações do Egipto, as pirâmides de Giza, pelo que é normalmente um complemento de uma visita completa ao país. Cruzeiro Disney Se há um cruzeiro que consegue convencer os mais novos da família a “embarcar” numa viagem com estas características, é, sem dúvida, o Cruzeiro Disney. Aqui, o protagonista principal é o navio e não os destinos visitados, pois este enorme navio de cruzeiro está totalmente inserido no universo da fábrica da Disney. Tanto as cabines como o convés, bem como os diferentes restaurantes, são baseados nos filmes mais famosos da empresa, e é bastante normal encontrares diariamente o Pluto, o Mickey, o Jack Sparrow ou até um cavaleiro jedi da Guerra das Estrelas. O destino mais famoso dos cruzeiros Disney são as Bahamas, com paragem em Castaway Cay, a ilha privada da Disney. Aqui, para além de praias escandalosas onde podes mergulhar entre “misteriosos tesouros do cinema”, há centenas de atividades para entreter toda a família, desde insufláveis para os mais pequenos a salões de festas para os adultos. Cruzeiro na Antártida E terminamos esta lista dos melhores destinos de cruzeiros com outra paisagem excecional e totalmente diferente das anteriores: o continente gelado. Um cruzeiro na Antártida é uma aventura para os corajosos que queiram conhecer esta terra inóspita onde há mais pinguins do que humanos e que surpreende todos os que a visitam com os seus enormes glaciares e, claro, o frio extremo. É possível fazer um cruzeiro antártico entre novembro e março, pois são os meses menos rigorosos em termos climatéricos, mas é importante reservar o teu lugar com antecedência, pois tendem a ser muito procurados apesar do seu elevado custo. Desertos de gelo, colónias de aves autóctones, baleias, canais gelados e até banhos “refrescantes” ao largo das remotas Ilhas Shetland do Sul garantirão um regresso a casa que marcará um antes e um depois no teu currículo de viagem.

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13 lugares imperdíveis para visitar na Austrália

13 lugares imperdíveis para visitar na Austrália

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Comecemos pelo óbvio: há tanto para visitar na Austrália que planear uma viagem a este canto do mundo pode ser um pouco avassalador. Para teres uma ideia, a Austrália é o sexto maior país do planeta e tem mais de 15 vezes do tamanho de Portugal. Além disso, a sua geografia é extremamente diversificada, com ecossistemas que vão desde as montanhas cobertas de neve dos Alpes Australianos e da Tasmânia até aos vastos desertos, florestas tropicais e temperadas e pradarias sem fim. É por isso que na IATI, especialistas em seguros de viagem e amantes da Oceânia, vamos ajudar-te a decidir quais os destinos a visitar na Austrália, dizendo-te porque é que eles são tão apelativos. Nem todos são iguais, por isso o importante é fazeres um pouco de pesquisa para veres o que se adequa à tua viagem. Acompanha-nos e descobre as principais coisas para ver e fazer na Austrália. Quantos dias são necessários para visitar a Austrália? Com as informações acima, provavelmente já estás a pensar que é preciso uma vida inteira para riscar da lista todos os lugares para ver na Austrália. Isso pode ser verdade, mas ainda podes desfrutar e obter uma boa impressão deste fabuloso país em muito menos tempo. A não ser que estejas no Sudeste Asiático ou na Nova Zelândia, chegar aqui requer tempo e dinheiro, por isso diríamos que 20 dias é uma boa quantidade de tempo para visitar a Austrália. Obviamente, se conseguires arranjar mais tempo, quanto mais melhor! Se só tiveres 15 dias, ainda podes fazer muito na Austrália se otimizares o teu itinerário. Para facilitar a tua vida, reunimos os melhores itinerários de 15 e 20 dias para a Austrália, com diferentes variações. Qual é a melhor época para conhecer a Austrália? Dada a dimensão do país, podemos falar de diferentes zonas climáticas e, por conseguinte, de diferentes alturas para visitar a Austrália. Poderíamos fazer uma dissertação sobre este assunto, mas, em termos gerais, de abril a outubro é a melhor altura para visitar a Grande Barreira de Coral, a Floresta Daintree, Whitsundays, a Ilha Fraser, Darwin, Broome e o Parque Nacional Karinjini. De novembro a março: Sydney, Jervis Bay, Uluru, Rottnest Island, Ningaloo Reef, Melbourne, Great Ocean Road e Tasmânia. 1. Sydney Não é a capital, mas é a mais conhecida de todas as cidades australianas e, a menos que seja a tua segunda viagem, seria um pecado não a visitar. O ícone de Sydney é a fabulosa Opera House, desenhada pelo arquiteto dinamarquês Jørn Utzon e Património Mundial da UNESCO. No entanto, a cidade tem tantas outras atrações culturais e naturais que precisarás de, pelo menos, três ou quatro dias inteiros para a apreciar. Na verdade, grande parte do sua atratividade é simplesmente desfrutar e ver o dia a dia dos seus habitantes porque, não por acaso, tem sido considerada um dos locais onde se obtém a melhor qualidade de vida. Há muito para fazer em Sydney, mas recomendamos que não percas o passeio de Bondi Beach e Coogee Beach, duas das mais belas praias da cidade. Além disso, a partir de Sydney podes desfrutar de outra das áreas naturais mais impressionantes para ver na Austrália, as Blue Mountains, localizadas a apenas 20 quilómetros do centro da cidade. Também classificadas como Património da Humanidade, podes fazer uma viagem de um dia às Wentworth Falls, às Three Sisters e ao Katoomba Scenic Railway, declarado o caminho de ferro mais íngreme do mundo. 2. Melbourne, outra cidade imperdível em Sydney Ninguém duvida que Sydney é uma cidade imperdível na Austrália, mas Melbourne, a capital do estado de Victoria, é uma concorrente à altura, e raro é o viajante que não fica encantado (ou mesmo com vontade de ficar e viver) lá depois de a visitar. O seu distrito financeiro compacto, facilmente percorrível a pé, a sua arte de rua, os pinguins de Saint Kilda Quay e bairros encantadores como Fitzroy são algumas das atrações a ver em Melbourne, mas também podes desfrutar de outros locais interessantes para visitar na Austrália. O primeiro deles é a agradável Brighton Beach, famosa pelas suas casas de banho coloridas. Outro muito especial é Phillip Island, que tem belas praias e dá-te a oportunidade de testemunhar a Penguin Parade, um “desfile” de pequenos pinguins azuis que regressam aos seus ninhos a cada pôr do sol. 3. Great Ocean Road Se for a tua primeira viagem à Austrália, não deixes de fazer a icónica Great Ocean Road, sem dúvida uma das melhores viagens rodoviárias do mundo. Ao longo dela, poderás desfrutar de paisagens costeiras de cortar a respiração, incluindo belas praias, muito surf e a possibilidade de avistar coalas e cangurus em estado selvagem a uma curta distância de ti. Já ouviste falar dos Doze Apóstolos? A Great Ocean Road também passa por este incrível marco natural, por isso recomendamos que conduzas ou faças uma viagem de carrinha de campismo ao longo dela durante a tua viagem à Austrália. A rota começa em Torquay e termina em Allansford, mas a maioria dos viajantes começa em Melbourne. É melhor passar pelo menos duas noites aqui para teres uma ideia do que se trata. 4. Uluru e Kings Canyon No coração da Austrália está Uluru, também conhecido como Ayers Rock. Esta formação rochosa de uma cor avermelhada intensa devido à sua composição de arenito, com 348 metros de altura, 9 quilómetros de contorno e 2,5 quilómetros subterrâneos, é um dos maiores monólitos do mundo, mas também um lugar sagrado para os aborígenes australianos. Por isso, é essencial visitar primeiro o Centro Cultural Uluru-Kata Tjuta, onde podes aprender mais sobre a cultura e a história do povo local. Embora já não seja possível escalar o Uluru, o melhor é inscreveres-te num dos passeios guiados à sua volta, especialmente ao nascer e ao pôr do sol, quando adquire aquela tonalidade vermelha que o torna tão especial. O Parque Nacional Uluru-Kata Tjuta também abriga as montanhas Olga ou Kata Tjuta, igualmente cruciais para a cultura aborígene. Já que tiveste que investir tempo e dinheiro para chegar a esta parte do país, recomendamos que adiciones o Kings Canyon, a apenas 3 horas de carro de Uluru, à tua lista de coisas para fazer na Austrália. Com paredes verticais de até 100 metros de altura e uma vida selvagem única no mundo, há várias trilhas ao redor do canyon que te deixarão de boca aberta. 5. A Grande Barreira de Coral, um ponto de visita obrigatório na Austrália Esta seleção de locais a visitar na Austrália estaria incompleta sem a Grande Barreira de Coral, que é o maior recife de coral do mundo. Localizada ao largo da costa de Queensland, no nordeste do país, estende-se por cerca de 2.600 quilómetros e pode ser vista do espaço. Como deves imaginar, é um paraíso para os amantes do mar. Devido à sua diversidade biológica (mais de 600 tipos de corais, mais de 1.600 espécies de peixes, mais de 130 espécies de tubarões e raias…), às suas águas cristalinas e quentes e à facilidade de acesso, é fácil inscreveres-te em excursões de snorkelling ou de mergulho a partir de Cairns, Townsville ou Port Douglas, de onde partem diariamente. Também é incrível vê-la pelo ar, por isso, se o teu orçamento permitir, reserva um passeio de helicóptero e realiza um sonho de toda a vida. 6. Tasmânia Sabias que a Tasmânia é a 26ª maior ilha do mundo? Localizada no sul da Austrália, diz-se que a Tasmânia é uma pequena Nova Zelândia, um Éden para os amantes da natureza e de recantos tranquilos. Lar do esquivo diabo-da-tasmânia, desfrutarás de paisagens de cortar a respiração, como os Alpes da Tasmânia e a Baía de Wineglass, e o melhor é fazê-lo durante 5 dias ou mais num carro ou carrinha de aluguer. 7. Ilhas Whitsundays e Praia de Whitehaven Se, como nós, és um amante de ilhas e praias paradisíacas, outro ponto imperdível na Austrália são as Ilhas Whitsundays. Estas estão localizadas no estado de Queensland, na Grande Barreira de Coral, e são um grupo de cerca de 70 ilhas de areia branca e fina, banhadas por águas cristalinas e adornadas por uma vegetação exuberante que as torna ainda mais especiais. Entre as suas praias, a mais conhecida é a Whitehaven Beach, considerada uma das mais belas do mundo. A sua areia é composta por 98% de sílica, o que lhe confere uma cor branca intensa e uma textura farinhenta apetitosa. Para visitar este canto da Austrália, o melhor é chegar a Airlie Beach e fazer uma excursão a partir daí. No entanto, se tiveres tempo livre e o orçamento não for um problema, não percas a oportunidade de passar a noite numa das ilhas. 8. Daintree Rainforest, um parque nacional deslumbrante para ver na Austrália Como podes ver, entre os lugares a visitar na Austrália não faltam parques com uma natureza chocante. Outro que não podes perder é a Daintree Rainforest, também localizada na costa de Queensland, a norte de Cairns. Com 1.200 quilómetros quadrados, é a maior floresta tropical da Austrália e uma das mais antigas do mundo. Acredita-se que tenha cerca de 180 milhões de anos, o que a torna aproximadamente 10 milhões de anos “mais velha” do que a Amazónia. Para aproveitar ao máximo, o melhor é fazeres um passeio ao longo do rio Daintree, repleto de crocodilos, parar nos vários miradouros, fazer caminhadas, dar um mergulho no maravilhoso desfiladeiro Mossman (uma piscina de água límpida rodeada de vegetação) e, claro, passear por Cape Tribulation, que talvez tenha uma das praias mais selvagens e bonitas da Austrália. 9. Darwin e Parque Nacional de Kakadu O Parque Nacional de Kakadu é outro Património Mundial a visitar na Austrália. Nos seus mais de 20.000 quilómetros quadrados (uma área semelhante à de Israel), podemos encontrar uma enorme variedade de ecossistemas e, portanto, fauna e flora muito diferentes. No entanto, o mais espetacular são as suas planícies de inundação, repletas de crocodilos marinhos e crocodilos de Johnston. Além disso, Kakadu é um local sagrado para os aborígenes australianos e podem encontrar-se interessantes pinturas rupestres em Ubirr, Nourlangie e Nanguluwur, que se acredita terem sido continuamente habitadas por humanos durante mais de 20.000 anos. Assim, o parque oferece múltiplas oportunidades: passeios de barco, caminhadas pela natureza, mas também sítios culturais e cascatas… Nota que não é recomendável visitar durante a estação das chuvas (outubro a abril), uma vez que muitas áreas são inacessíveis. 10. Ilha Kangaroo A terceira maior ilha a visitar na Austrália é um “jardim zoológico sem jaulas”, um paraíso para os amantes dos animais que querem apreciá-los da forma como devem ser apreciados: em estado selvagem. De facto, um terço da ilha foi declarado parque nacional ou área protegida e encontrarás cangurus, coalas, leões-marinhos, golfinhos e até um ornitorrinco ocasional. Também a incluímos nesta lista de coisas para fazer na Austrália por causa das suas praias de areia branca, ideais para nadar. A mais impressionante é Vivonne Bay, sempre no topo das praias mais espetaculares do país. É também um local ideal para fazer caminhadas ou simplesmente desfrutar de uma confortável e agradável viagem de carro. A ilha Kangaroo é acessível por via aérea, com um aeroporto, ou por ferry a partir de Cape Jervis, a duas horas de Adelaide. A melhor maneira de explorar a ilha é de carro alugado e recomendamos que passes pelo menos 3 a 4 dias aqui. 11. Visitar Byron Bay, algo especial para fazer na Austrália Este pequeno canto de Nova Gales do Sul é mundialmente famoso pelo seu ambiente hippie e surfista e nós encorajamo-te a ir e ver (e desfrutar) por ti próprio. Não que haja muito o que fazer em Byron Bay, mas isso é parte do seu apelo. É simplesmente um lugar para vivenciar num ritmo tranquilo. Desfruta do mar, inscreve-te para uma aula de surf, passeia e procura arte de rua, ouve uma banda ao vivo, vê o pôr do sol… Além disso, se for entre maio e novembro, podes ter a sorte de avistar uma baleia. 12. Ilha Rottnest Como podes ver, há mais do que algumas ilhas para visitar na Austrália e cada uma tem algo que as caracteriza e as torna atraentes. A Ilha Rottnest tem alguns habitantes encantadores: os quokkas, pequenos marsupiais rechonchudos pelos quais temos a certeza que te vais apaixonar. Existem várias rotas de ciclismo ao redor da ilha que te levam ao longo das belas praias de areia branca, muitas oportunidades de mergulho com snorkel e é uma viagem de um dia muito fácil a partir de Fremantle ou Perth. 13. Austrália Ocidental Acabámos por fazer um resumo geral, mas não queríamos deixar de mencionar a região da Austrália Ocidental, especialmente se gostas de lugares menos conhecidos e de viagens de estrada. Assim, entre as coisas para fazeres na Austrália, sugerimos uma rota entre Perth e Esperance que te levará a descobrir praias paradisíacas desertas (e uma onde os outros banhistas serão cangurus, como em Lucky Bay), estradas intermináveis (cuidado com as emas), parques nacionais e aldeias curiosas, praticamente desertas. Resumindo, é uma oportunidade para conhecer esta “Austrália profunda” e para colecionar experiências que nunca mais esquecerás. Se puderes alugar uma carrinha e pernoitar em parques de campismo, prometemos que vais gostar ainda mais. Se ficou algo por dizer ou se tiveres alguma pergunta, podes deixar nos comentários e nós respondemos!

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Dicas para viajar para o Brasil: o que ter em conta

Dicas para viajar para o Brasil: o que ter em conta

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Quer estejas a dar os primeiros passos na preparação da tua viagem ou já estejas a preparar tudo, estas dicas para viajar para o Brasil vão ajudar-te a evitar os erros mais comuns quando se trata de explorar este país enorme. A quinta maior nação do planeta tem as suas particularidades quando se trata de viajar, e é mais do que normal que surjam questões relacionadas com assuntos importantes como a segurança, os transportes e a saúde, mas também com outras que podem parecer mais banais mas que também te preocupam, como o vestuário ou como ter internet no telemóvel. Com tanto para ver no Brasil, o esforço de planeamento é mais do que justificado e na IATI facilitámos-te a vida, contando-te tudo o que precisas de ter em conta quando viajas para o Brasil, com base na nossa experiência. Continua a ler e descobre as melhores dicas para viajar para o Brasil. Vamos começar! 1. Tens todos os teus documentos à mão? Embora por vezes os possamos dar como garantidos (o que também pode resultar numa ou duas surpresas no aeroporto), um dos melhores conselhos que te podemos dar para viajares para o Brasil é verificares quais são os documentos necessários para entrar no país. Os portugueses não precisam de visto para estadias turísticas inferiores a 90 dias, mas são necessários os seguintes documentos: • Passaporte: válido por pelo menos 6 meses a partir da data prevista para saída do Brasil. • Bilhete de avião de regresso: o Ministério dos Negócios Estrangeiros indica que a data de regresso já deve estar confirmada. • Meios económicos suficientes para te sustentares no Brasil: recomenda-se um montante mínimo de 170 reais por dia (cerca de 31 euros). Para o comprovar, podes apresentar um cartão de crédito e o último extrato bancário, dinheiro, etc. • Comprovativo de alojamento durante a tua estadia no Brasil: se ficares alojado num hotel, as reservas são pagas ou garantidas com um cartão de crédito. Normalmente, é suficiente ter as reservas para os primeiros dias de viagem. Se ficares alojado numa residência privada, é necessário uma carta-convite original com assinatura reconhecida por um notário brasileiro e acompanhada de um comprovativo de residência (por exemplo, conta de eletricidade ou água). • Certificado de vacinação ou profilaxia internacional contra a febre amarela: só será solicitado se proveniente de um dos países considerados de risco de transmissão da doença nos últimos 90 dias. Portugal não é um desses países, mas países vizinhos como Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela são. De qualquer forma, encontrarás informações mais detalhadas no nosso artigo sobre Documentos para viajar para o Brasil. 2. Quantos dias são necessários para viajar para o Brasil? Com os seus 8.514.215 quilómetros quadrados, o Brasil é o terceiro maior país das Américas e o quinto maior do planeta, pelo que precisarias de meses para dizeres que o conheces bem, mas não desanimes! Obviamente, quanto mais dias passares a viajar pelo Brasil, melhor, mas podes fazer uma viagem bastante completa em cerca de 3 semanas, tendo em mente que não poderás abranger tudo. Em resumo, não há um número específico, mas uma das melhores dicas que te podemos dar para viajares pelo Brasil é tentares juntar o maior número de dias possível. 3. Que vacinas são necessárias para viajar para o Brasil e recomendações de saúde? É aconselhável visitares um centro de vacinação internacional com pelo menos 3 semanas de antecedência para que um profissional possa aconselhar-te sobre a necessidade de vacinação ou precauções a tomar. Como estes centros são muito procurados, é preferível marcar a consulta o mais cedo possível. Dito isto, o MNE recomenda a vacinação contra a febre-amarela se pretendes visitar o Norte do Brasil ou os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Goiás ou o Distrito Federal. Considera também a profilaxia contra a malária se planeias ir para a região amazónica, Pantanal ou interior do nordeste. Outras vacinas recomendadas incluem as contra hepatite, sarampo e rubéola. A dengue, a febre chikungunya e a Zika, doenças transmitidas pela picada do mosquito Aedes, são endémicas, pelo que é importante usar repelente de mosquitos, especialmente de manhã e à noite. Também não é aconselhável consumir água da torneira e deves ter cuidado com frutas e legumes. 4. Segurança no Brasil, recomendações É bastante provável e compreensível que uma das tuas principais preocupações nesta viagem seja a segurança. Infelizmente, o país tem tido uma má reputação neste sentido ao longo de muitos anos, devido à alta taxa de criminalidade em certas áreas, sendo necessário ter cuidado, especialmente em grandes cidades como São Paulo, Salvador da Bahia e Rio de Janeiro. No entanto, com um pouco de bom senso e algumas dicas para evitar problemas, que os brasileiros seguem diariamente, não há razão para que te aconteça algo de mal, e prometemos que vais desfrutar ao máximo deste grande país. Aqui estão algumas das mais importantes: • Evita chamar a atenção, não andes com a máquina fotográfica ou o telemóvel à vista, e evita usar jóias ou roupas caras, especialmente em áreas urbanas movimentadas. Evita também sacos e mochilas grandes e chamativos que possam ser confundidos com equipamento fotográfico. • Pergunta aos próprios brasileiros quais as zonas a evitar. Os hotéis onde ficas alojado podem dar-te conselhos úteis. • Neste sentido, é aconselhável ficar em hotéis em áreas tranquilas que tenhas pesquisado e considerado seguras. Fazer alguma pesquisa prévia vai poupar-te dores de cabeça. • Ao chegar ao aeroporto, é preferível contratar um transfer ou utilizar serviços como Uber. Evita os táxis de rua sempre que possível. • É aconselhável não transportar grandes quantias de dinheiro. Muitos pagamentos podem ser feitos com cartão. • Não deixes a tua bolsa ou mochila em cima da mesa ou pendurada na cadeira quando estiveres num bar ou restaurante. É mais seguro mantê-la ao colo, pois muitas vezes é alvo de furto quando estás distraído. • Prefere utilizar caixas automáticas em agências bancárias ou em centros comerciais. Mantém-te atento à possibilidade de clonagem de cartões. Muitos bancos oferecem a opção de desativar o cartão quando não o estás a utilizar, o que pode ser útil. • Nas praias, evita as mais isoladas e não deixes os teus pertences desacompanhados. Para mais informações sobre este assunto, podes encontrar detalhes em “É seguro viajar para o Brasil?“. 5. Viagens seguras para o Brasil Considerando tudo o que foi dito acima e as recomendações do próprio ministério: “Aconselha-se aos turistas viajar com um seguro de saúde com repatriamento garantido, bem como serem portadores de um cartão de crédito que possa cobrir eventuais despesas que venham a ocorrer em caso de urgência médica.”. Viajar com um seguro de viagem para o Brasil que responda rapidamente e bem quando mais precisares é crucial. O IATI Estrela é o teu parceiro de aventura ideal, pois oferece uma ampla cobertura médica e também para outros aspetos igualmente importantes da viagem, como roubo, cancelamentos, perda de bagagem, repatriamento e casos de regresso antecipado por motivos que podem ser mais comuns do que pensas (como hospitalização ou falecimento de um familiar). Podes obter o seguro aqui: 6. Como te deslocares no Brasil – as distâncias são longas! Já mencionámos como o Brasil é grande, o que significa que uma parte importante da tua viagem é decidires como te movimentar. Para distâncias longas, é melhor comparar entre autocarros e aviões. Se estiveres a planear esta viagem com antecedência e/ou em época baixa, não descartes as opções aéreas, pois as companhias aéreas de baixo custo como a GOL, LATAM ou Azul oferecem voos a partir de 30 euros. Se os preços estiverem demasiado altos ou se preferires fazer viagens mais curtas, a rede de autocarros do Brasil é boa. Os autocarros são geralmente confortáveis, limpos e seguros. Podes procurar por empresas de autocarros económicas como a Buser, a Flixbus e a wemobi. Dentro das cidades, depende um pouco da localização e das tuas preferências, mas em grandes cidades como o Rio ou São Paulo podes utilizar o metro ou a rede de autocarros. Uma boa dica para viajar pelo Brasil é instalares o aplicativo Uber, que funciona muito bem nas cidades e é uma forma segura e relativamente económica de te deslocares. 7. Organizar um itinerário de acordo com os dias que tens disponíveis, uma das dicas para viajar para o Brasil A organização de um itinerário está intimamente relacionada com a questão do número de dias da tua viagem e dos meios de transporte. Sendo um país tão grande, é fácil “fluir”, mas nunca é demais fazer uma pequena pesquisa para descobrires quais são as áreas mais interessantes e como as interligar. Aqui está um possível roteiro de 20 dias pelo Brasil: • Dias 1, 2 e 3: Rio de Janeiro • Dias 3, 4 e 5: Cataratas do Iguaçu (lado brasileiro e argentino) • Dias 6 e 7: Salvador da Bahia • Dias 8 e 9: Parque Nacional da Chapada Diamantina • Dias 10, 11 e 12: Lençóis Maranhenses • Dias 13, 14, 15 e 16: Ilha Grande • Dias 17 e 18: Paraty • Dia 19: Regresso ao Rio de Janeiro • Dia 20: Regresso a casa Pode parecer que são muitos dias em alguns lugares, mas consideramos os tempos de deslocamento, que podem ser longos. Este é apenas um exemplo; poderias adicionar destinos completamente diferentes e trocar Ilha Grande por locais como Jericoacoara ou a ilha de Boipeba, perto de Salvador da Bahia. É uma questão de fazeres um pouco de pesquisa para veres o que te agrada. Também consideramos a hipótese de voar para o Rio de Janeiro, mas também há boas ofertas da Europa para São Paulo. Se tiveres menos tempo, o melhor conselho para viajares para o Brasil é escolheres uma ou mais áreas que te interessem. Por exemplo, poderias fazer uma viagem de duas semanas focada no Rio de Janeiro, São Paulo, arredores de ambos e nas Cataratas do Iguaçu, ou uma que te leve a explorar o Nordeste, visitando lugares como Salvador da Bahia, Pipa, Lençóis Maranhenses e Amazónia. Podes também dar uma olhadela a este itinerário de 15 dias pelo Brasil: • Dias 1 e 2: Rio de Janeiro • Dias 3, 4 e 5: Cataratas do Iguaçu • Dias 6, 7 e 8: Lençóis Maranhenses • Dias 9, 10, 11 e 12: Ilha Grande • Dias 13 e 14: Paraty • Dia 15: Regresso ao Rio de Janeiro Dá também uma vista de olhos nos nossos outros artigos do blog, que te ajudarão a preparar o teu itinerário: • O que ver em São Paulo • Como organizar o teu Carnaval no Rio de Janeiro • Viajar pela Amazónia • Viagens ao Brasil com crianças: sim ou não? 8. Pesquisar a melhor altura para viajares para o Brasil Desenhar um itinerário é importante, mas também é crucial considerar o fator “clima”. Talvez não queiras estar na praia se estiver frio ou se as probabilidades de chuva forem elevadas, certo? No entanto, deves ter em mente que, sendo um país tão grande e com ecossistemas tão diversos, a melhor altura do ano pode variar conforme a zona que vais visitar. Para resumir um pouco: • Época alta/seca: as temperaturas são mais altas e chove menos em lugares como Rio de Janeiro, Ilha Grande ou Paraty entre dezembro e março. Isto significa mais pessoas nestes locais e, consequentemente, preços mais elevados para o alojamento. Durante o Carnaval, os preços em alguns destinos são ainda mais altos. Em Salvador da Bahia e parte do Nordeste brasileiro, a estação seca vai de outubro a março, o que torna as praias mais atrativas. Em Iguaçu, a alta temporada também vai de outubro a março. • Época baixa/fria/chuvosa: de julho a setembro, faz mais frio no sul do país, tornando o Rio de Janeiro, Ilha Grande e Paraty menos apelativos e reduzindo os preços dos alojamentos. Em Salvador da Bahia e arredores, é a época das chuvas, o que também leva a preços mais baixos. • Época média: Os meses intermédios, de abril a novembro, também são bons meses para viajares para o Brasil. Com temperaturas moderadas, oferecem um bom equilíbrio entre os preços e o bom tempo, embora possam ocorrer surpresas. Dito isto, não podemos aconselhar uma época específica para viajares para o Brasil, mas encorajamos-te a fazê-lo quando puderes, pois certamente encontrarás um destino com bom tempo. 9. O que vestir numa viagem ao Brasil, dicas Intimamente ligado à secção anterior, o que deves levar na tua mochila dependerá muito do clima que podes esperar na altura e também das atividades que tens em mente. Mesmo assim, nesta lista de recomendações e dicas para viajares para o Brasil, gostaríamos de falar sobre alguns básicos que costumam ser muito úteis em geral: • Protetor solar e repelente de mosquitos. • Capa de chuva e proteção impermeável para a mochila. • Sapatos de caminhada, de preferência à prova d’água. Se passares muito tempo na praia, sandálias de caminhada também serão úteis. • Para transportar dinheiro de forma mais segura, uma pochete e/ou um cinto de dinheiro. • Um kit básico de primeiros socorros. • Roupas confortáveis e respiráveis, mas também quentes para situações de clima mais frio ou para viagens de avião ou autocarro. • Uma toalha de secagem rápida. • Fatos de banho/biquínis. Tem em conta que no Brasil não é permitido o topless. • Adaptadores universais de fichas, pois existem 3 tipos: duas fichas redondas, duas fichas planas verticais e uma mistura de ambas. 10. Como lidar com o dinheiro no Brasil, algumas dicas Provavelmente já sabes que a moeda do Brasil é o real brasileiro, e é com ele que terás de lidar durante a tua viagem. Mas como vais gerir o teu dinheiro? Levantar no multibanco? Trocar? Aqui estão algumas dicas para viajares para o Brasil relacionadas com a gestão do dinheiro: • Leva cartões que ofereçam uma boa taxa de câmbio, como o N26, Wise ou Revolut. Lembra-te que os bancos convencionais costumam cobrar taxas de câmbio e de levantamento no estrangeiro. • Anda sempre com algum dinheiro. Aconselhamos a não trocar dinheiro no aeroporto e a fazê-lo no centro das grandes cidades. Também é possível sacar dinheiro em caixas eletrónicas como o Citibank, Bradesco ou Banco do Brasil, que não cobram taxas de transação. Para isso, cartões como os mencionados na secção anterior são essenciais. Certifica-te de que são ATMs em agências bancárias ou centros comerciais, para evitar que o teu cartão seja clonado. • Se necessário, paga com cartão. O pagamento com cartão (crédito e débito) é amplamente aceite, mesmo em pequenas lojas. Mas não entregues o teu cartão a qualquer pessoa; dirige-te sempre ao POS. Infelizmente, a clonagem de cartões é bastante comum, por isso recomendamos que tenhas cuidado e utilizes a funcionalidade de “desligar” o cartão quando não estiveres a utilizá-lo. Estas são algumas sugestões para facilitar a tua gestão financeira durante a viagem ao Brasil. 11. Como poupar dinheiro numa viagem ao Brasil – é caro? O Brasil não é um país caro, mas também não é tão barato como a maioria do Sudeste Asiático. Se já estiveste na Colômbia, podemos dizer que os preços das viagens são bastante semelhantes. Aqui ficam alguns exemplos para te ajudar a orientar: • Alojamento: a partir de 5 euros por cama num hostel e 30-50 euros por um quarto duplo individual. • Comida: um almoço executivo ou prato feito (PF) custa cerca de 2-4 euros, os buffets ou as refeições por quilo têm preços aproximados. Se te sentares num restaurante, os preços quase duplicam. • Bebidas: uma caipirinha custa cerca de 2-4 euros, dependendo do local onde a bebes. Uma cerveja grande custa 2 euros. • Transportes: um transfer de autocarro do Rio de Janeiro para São Paulo custa entre 20 e 25 euros. Os voos estão disponíveis a partir de cerca de 30 euros, dependendo da antecedência com que fazes a reserva. • Excursões: depende muito do que está incluído, mas podes estimar entre 15 e 40 euros. Se estás preocupado em gastar muito, aqui estão algumas dicas para viajares barato pelo Brasil: • Come em restaurantes por peso ou procura pratos feitos à hora do almoço. Existem também bancas de cachorros-quentes, hambúrgueres e salgados, embora sejam menos saudáveis. • Evita excursões organizadas. Podes visitar muitos pontos turísticos, especialmente nas cidades, por tua conta. • Procura voos domésticos com antecedência. Se conseguires organizar a tua viagem com antecedência, poderás encontrar bons preços. • Compra um cartão SIM local. Estas são algumas dicas para te ajudar a poupar durante a tua viagem ao Brasil. 12. Não deixes de experimentar os pratos típicos da cozinha brasileira Certamente já seguiste este conselho noutros países, mas não te esqueças de o fazer aqui também. Pesquisa sobre a gastronomia brasileira e experimenta os pratos típicos, pois faz parte da viagem. Na nossa experiência, os básicos são feijoada, moqueca, acarajé, pão de queijo, vatapá, coxinha, churrasco e o omnipresente açaí. 13. Viaja conectado, descobre como ter internet Uma forma conveniente de viajar pelo Brasil é teres internet no telemóvel. Como em qualquer país, desta forma podes consultar mapas, usar o tradutor ou procurar informações enquanto te deslocas sem precisares de procurar uma rede wifi. Embora já existam empresas como a Holafly ou a Airalo, onde podes comprar um ESIM antes de viajar, se quiseres poupar dinheiro, a forma mais económica é obteres um SIM de uma empresa local como a Claro, a Vivo ou a TIM. Podes comprá-lo num dos quiosques do aeroporto, mas será ainda mais barato se fores a uma loja Claro, a maioria das quais se encontra em centros comerciais. Não te esqueças de levar o teu passaporte. Mais conselhos para viajar para o Brasil Se as dicas acima não foram suficientes, aqui estão algumas dicas adicionais para viajar para o Brasil que podem não se enquadrar nas secções anteriores: • Faz as tuas reservas de alojamento com antecedência, especialmente se for na época alta e ainda mais se quiseres desfrutar dos carnavais no Rio de Janeiro. • Levanta-te cedo! Isto é especialmente importante no Rio de Janeiro para visitar locais emblemáticos como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, onde as filas podem durar horas. Coloca o teu despertador bem cedo se quiseres evitar as multidões nas Cataratas do Iguaçu. • Conversa bastante com os brasileiros – eles tendem a ser pessoas de mente muito aberta e vão ajudar-te a aproveitar muito mais a tua viagem. • É verdade que o Brasil não é o país mais seguro do mundo, mas com os conselhos que te demos e um pouco de cautela, nada te deverá acontecer. Por isso, também não sejas paranoico, pois acabarás por ficar desorientado. • É preferível gastar um pouco mais em alojamento e ficar em bairros seguros, com bons restaurantes e bares, para não teres de depender dos transportes. • Se gostas da marca Havaianas, aproveita! Por serem brasileiras, os preços das famosas sandálias são facilmente metade do preço na Europa. Se nos esquecemos de alguma dica para visitar o Brasil ou se tiveres alguma dúvida, não hesites em deixar-nos uma mensagem nos comentários.

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Seguro de viagem para a Suécia

Seguro de viagem para a Suécia

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Estás prestes a embarcar numa viagem única, que te levará a paisagens naturais incríveis, a cidades de uma beleza cativante, a uma gastronomia saborosa e, com alguma sorte, às espetaculares luzes do norte que fascinam tantos. Vais com uma coisa em mente: divertir-te. E para isso, é essencial ter o melhor seguro de viagem para a Suécia para te proteger do início ao fim da tua visita. Neste artigo vamos mostrar-te qual é a melhor apólice para este destino, que coberturas vais precisar aqui e como a subscrever de uma forma super simples. Låt oss börja! (Vamos começar!) Porquê fazer um seguro de viagem para a Suécia? Enquanto estamos no nosso país, desfrutamos da tranquilidade de um sistema de saúde pública que nos garante acesso aos melhores especialistas e hospitais sem termos de pagar nada do nosso bolso. Quando saímos do país, cada destino que visitamos apresenta realidades completamente diferentes e temos de nos adaptar a elas. Um exemplo claro disso é este belo país nórdico. Aqui, é fácil encontrar centros médicos de primeira classe, mas o preço muito elevado faz com que até o próprio Ministério dos Negócios Estrangeiros insista na importância de ter um bom seguro de viagem para a Suécia que não deixe nada ao acaso. Um tropeção durante um passeio pelo centro de Estocolmo que resulte numa entorse, um marisco estragado que provoque problemas digestivos, um acidente durante uma viagem de carro pelo país ou, sem ir tão longe, qualquer alergia ou doença que não seria um grande problema no teu país, pode significar milhares de euros em faturas que arruinariam completamente a tua viagem até aqui. Por outro lado, ao teres a tua apólice internacional, terás acesso aos melhores especialistas sem teres de pagar nada do teu bolso. Falamos sempre de “seguro de viagem” e não de “seguro de saúde internacional” porque vamos muito para além da saúde. Numa viagem como esta é preciso ter em conta muitas outras coisas e, graças a esta apólice, também estarás coberto em casos como roubo, problemas com a tua bagagem, incidentes com o teu transporte e, claro, o tão caro repatriamento. Outra razão para subscrever? Poderás até receber o teu dinheiro de volta se não puderes viajar. Continua a ler e descobre todos os detalhes. Qual é o melhor seguro de viagem para a Suécia? Na secção seguinte vamos mostrar-te quais são as coberturas que não podem faltar nesta viagem. Se quiseres avançar porque já estás consciente da importância vital de ter o teu seguro de viagem para a Suécia, não esperes mais e obtém o teu IATI Estrela. Não arrisques e desfruta da viagem que mereces! O que deve ter o melhor seguro de viagem na Suécia, características e particularidades Cada destino é único e requer um seguro específico, pois uma escapadela romântica a Paris não é o mesmo que uma viagem de 10 dias aos Himalaias. As que te mostramos a seguir são as coberturas que devem e estão incluídas no teu IATI Estrela: Serviço 24 horas na tua língua A primeira coisa que queres de um seguro de viagem para a Suécia é que te facilite a vida e que, em caso de incidente, possa resolvê-lo rapidamente. Já imaginaste ter de pedir ajuda numa língua que não dominas, como o sueco? Seria uma enorme perda de tempo e, pior ainda, poderia envolver detalhes que até poderiam ser vitais em momentos de emergência. É por isso que com a tua IATI Estrela serás sempre atendido na tua língua e tudo correrá bem. Estamos disponíveis para ti 24 horas por dia, 7 dias por semana. Quer seja feriado ou precises de nós de madrugada, estaremos sempre à tua disposição. O contacto connosco é totalmente gratuito através da nossa aplicação, WhatsApp ou e-mail. Além disso, se preferires contactar-nos por telefone e depois enviar-nos o recibo, reembolsar-te-emos para que não tenhas de pagar o custo da chamada internacional. 24 horas, na tua língua e gratuitamente. 100% IATI. Alta cobertura para cuidados de saúde Quando se diz que os cuidados médicos na Suécia são caros, não se está a exagerar, pois as faturas de internamentos, exames médicos ou transferências de ambulância podem ascender a milhares de euros. Por isso, dotámos a IATI Estrela com até 5.000.000 euros exclusivamente para cuidados médicos. Desta forma, seja qual for o problema com que te depares, terás acesso aos melhores recursos médicos disponíveis. Desportos de aventura na Suécia Estocolmo, a aurora boreal, Gotemburgo, Gripsholm… são apenas algumas das coisas incríveis que se podem ver aqui. Mas cada vez mais viajantes aproveitam a oportunidade para tirar o máximo partido deste destino e desfrutar de atividades como caminhadas, ciclismo, desportos de neve, rafting… Pura adrenalina e contacto total com a natureza! Este tipo de experiências chama-se “desportos de aventura” e a maioria das companhias não as cobre. Mas, felizmente para ti, a IATI Estrela inclui, sem custos adicionais, a Cobertura de Desportos de Aventura. Graças a ela, estarás coberto para uma longa lista destas atividades e poderás desfrutar da tua viagem com a certeza de que, se algo acontecer, também estarás em boas mãos. Sem franquias, não pagas nada do teu bolso Quando se trata de escolher o teu seguro de viagem para a Suécia, precisas de ter cuidado, porque muitas empresas fazem os seus preços escondendo as temidas franquias nas letras pequenas. Por exemplo, uma franquia típica de 100 euros significa que terás sempre de pagar os primeiros 100 euros por cada assistência recebida. Se, após um acidente, tiveres de ir várias vezes ao médico para fazer tratamentos ou exames: pagarás sempre do teu bolso os primeiros 100 euros por cada tratamento. Sempre e sempre. Isto nunca acontecerá com o teu IATI Estrela porque não há surpresas ocultas. Somos 100% claros e tratamos das tuas despesas médicas desde o primeiro cêntimo. Sem necessidade de adiantar dinheiro para cuidados médicos Por outro lado, os seguros de saúde privados que oferecem cobertura no estrangeiro (já te dissemos que são sempre muito mais baixos do que os que te mostramos) não facilitam as coisas. Obrigam-te a pagar as despesas médicas do teu próprio bolso e, depois, a iniciar um longo processo para recuperar o teu dinheiro. Se isto acontecer num caso grave, terás de pagar milhares de euros sem saber quanto e quando o receberás de volta. Graças a este seguro de viagem para a Suécia, tudo é muito mais simples. Quando precisares de assistência e nos contactares, nós encaminhar-te-emos para o centro médico mais próximo e mais adequado ao teu caso. Quando lá chegares, estarão à tua espera e nós encarregar-nos-emos das despesas da visita, dos exames médicos, do internamento e até dos medicamentos que te forem receitados. Não tens de pagar nada. Se uma emergência te impedir de nos contactar antes de receberes cuidados médicos, não te preocupes. Basta enviar-nos as faturas e os relatórios médicos correspondentes e nós reembolsar-te-emos o mais rapidamente possível. Bagagem perdida e roubo incluídos Como já viste que o Ministério dos Negócios Estrangeiros adverte, um bom seguro para a Suécia deve ir além da tua saúde e deve garantir que também estarás nas melhores mãos em todos os casos que podem ocorrer numa viagem como esta. Por isso, com o IATI Estrela também terás coberturas como: • Deslocação de um membro da família: 1.400 euros. • Convalescença no hotel: 1.400 euros. • Roubo e danos na bagagem: 2.500 euros. • Furto: 100 euros. Atraso na partida do meio de transporte: 300 euros. • Atraso na entrega da bagagem registada: 300 euros. • Alteração dos serviços aéreos inicialmente contratados: 200 euros. • IATI oKupas: 3.000 euros. E, além disso, entre muitas outras, também terás a melhor cobertura para diferentes casos de repatriamento. Opção de cancelamento – cancelar a tua viagem à Suécia Não estamos propriamente a falar de uma viagem barata. É preciso reservar voos, alojamento, atividades ou até mesmo um carro alugado para explorar o país por tua conta. É um investimento considerável quando se viaja e é normal que surjam dúvidas como: “Perco todo esse dinheiro se tiver de cancelar a minha viagem por um motivo grave?” Na IATI, com mais de 135 anos de experiência, evoluímos todos os dias para responder a todas as tuas necessidades de viagem à medida que elas surgem. É por isso que fomos pioneiros na criação do Suplemento de Cancelamento de Viagem. Com ele, juntamente com a tua IATI Estrela, podemos reembolsar-te até 6.000 euros das despesas que não podes recuperar junto dos teus fornecedores oficiais, se tiveres de cancelar a tua viagem por qualquer um dos muitos motivos tidos em conta nas condições. Este suplemento é o preferido de milhares de viajantes que já conseguiram recuperar o seu dinheiro e podes obtê-lo com apenas um clique quando comprares o teu seguro internacional para a Suécia. Vale totalmente a pena! Cobertura do seguro de viagem para a Suécia Como podes ver, graças a estas coberturas de topo, o IATI Estrela é, sem dúvida, o melhor seguro de viagem para a Suécia. Mas, para além disso, esta super apólice tem muitas outras que certamente te interessarão e que podes consultar em detalhe na sua página de contratação. Aqui ficam os valores de algumas das principais coberturas, resumidamente. Quanto custa um seguro de viagem para a Suécia? É normal que, depois de ver estas grandes coberturas, penses que o preço será elevado. Mas agora vem a surpresa. Graças à excelente relação qualidade/preço do IATI Estrela, o custo é apenas uma pequena parte do teu orçamento de viagem. E poupar-te-á milhares de euros no caso de um incidente grave. Vê por ti mesmo: Como subscrever o melhor seguro de viagem para a Suécia No menu, terás de introduzir os teus dados de viagem: • O teu local de residência • O destino da tua viagem: neste caso, a Suécia • As datas de início e fim da tua viagem • O número de viajantes • Tipo de seguro: seguro de viagem Depois de preencheres o menu, clica em “Calcular”, escolhe a tua IATI Estrella e clica em “Contratar”. É aqui que podes adicionar o Suplemento de Cancelamento e ter a certeza de que podes receber o teu dinheiro de volta se cancelares a tua viagem, como te explicámos. Preenche os teus dados pessoais, faz o pagamento e receberás um e-mail com os detalhes da tua apólice e os contactos para quando precisares de assistência. É isso mesmo! Informações úteis para viajar em segurança para a Suécia: Saúde na Suécia Os cuidados médicos são extremamente caros, por isso é crucial ter um seguro de viagem para a Suécia que cubra esses custos. O IATI Estrela é o mais indicado para este destino porque, além de oferecer uma grande cobertura para questões de saúde, também te protegerá em situações como roubo, problemas com a tua bagagem, incidentes com os teus voos ou mesmo se precisares de ser repatriado. Não esperes mais e faz já o teu seguro!

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Qual é a melhor época para viajar para o México?

Qual é a melhor época para viajar para o México?

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Descobrir a melhor época para viajar para o México pode ser complicado. Apesar de provavelmente já saberes que, em certas alturas, chove na zona de Cancún/Riviera Maya ou que até pode haver furacões, o México é um país muito grande com várias regiões e climas diferentes, pelo que é necessário esclarecer algumas dúvidas. Por isso, se estás a pensar fazer um itinerário no México, aqui vamos dizer-te como são as estações do ano, quando chove e quando não deves visitar as praias, quando os furacões ocorrem com mais frequência e, em suma, tudo o que precisas de saber para teres um melhor tempo. Continua a ler e descobre qual é a melhor época para viajar para o México. Como é o clima no México? A primeira coisa a ter em conta é que o México é um país enorme e diversificado. Na verdade, cobre uma área de 1.964.375 km² na qual se podem encontrar desertos, montanhas com mais de 5.000 metros de altura, montanhas cobertas de neve, zonas de selva e, claro, praias. O clima do México é, portanto, muito variado. O Trópico de Câncer divide o México em zonas temperadas e tropicais. No norte, as temperaturas são mais baixas entre dezembro e fevereiro, enquanto no centro e no sul as temperaturas são mais constantes e variam consoante a altitude. O norte recebe geralmente menos precipitação do que o sul. Não te preocupes, neste artigo, ficarás a saber mais sobre o clima e, mais importante ainda, sobre a melhor época para viajar para o México. Quando é a estação das chuvas no México? Furacões? Em termos gerais, podemos dizer que a estação das chuvas no México decorre de maio a novembro. Mesmo assim, é importante ter em conta que se trata de um país grande e que na costa noroeste o clima é mais árido, enquanto no sul há um clima mais tropical que tende a ser mais chuvoso. Durante a estação das chuvas no México, normalmente não chove o dia todo. Costumam ser aguaceiros, por vezes bastante fortes, que duram entre minutos e algumas horas, mas depois dissipam-se e podes aproveitar o resto do dia. Ao decidir qual a melhor altura para viajar para o México, também é importante saber que a época dos furacões decorre aproximadamente de junho a novembro, mas há uma maior probabilidade de ocorrência de furacões entre setembro e outubro. Embora os furacões possam ocorrer ao longo de ambas as costas, os mais violentos são os que atingem a costa leste, as Caraíbas e o Golfo do México. Os furacões no México não costumam ser muito violentos, nem ocorrem todos os anos com grande intensidade, mas vale a pena prestar mais atenção às notícias durante estes meses. Quando é que faz mais calor no México? Em termos de temperaturas, pode dizer-se que o México é quente durante todo o ano, especialmente de junho a setembro. No entanto, é importante ter em conta que, no interior, existem cidades situadas a uma altitude considerável (acima dos 2.000 metros acima do nível do mar), pelo que nos meses de inverno (novembro a fevereiro) pode fazer bastante frio, especialmente à noite. As temperaturas nas zonas costeiras variam entre os 20ºC e os 33ºC, pelo que poderás desfrutar das praias do México em qualquer altura. Se estiveres a planear mergulhar no México, terás de verificar a estação do ano em função da zona que pretendes visitar. Por exemplo, a Riviera Maya é melhor de março a maio, mas no Mar de Cortez é melhor de agosto a novembro, sendo setembro e outubro a época dos tubarões-martelo. O tempo no México por zonas Como te dissemos, o México é um país grande. Aqui está um resumo do tempo em cada zona: • Melhor época para viajar para a Riviera Maya e para o resto da Península de Yucatán: se quiseres evitar as chuvas e os furacões, é melhor visitar esta parte do país de novembro/dezembro a março/abril. Durante o resto do ano, continua a estar calor. • Melhor altura para visitar a Cidade do México e o centro do México: os meses mais chuvosos são de maio a outubro, mas também os meses mais frescos em termos de temperatura, variando entre 12°C e 24°C. De novembro a fevereiro pode ficar bastante fresco, com mínimas de 6°C. Abril, maio e junho são os meses mais quentes, com máximas de cerca de 27ºC. • Melhor época para a Baixa Califórnia e o norte do México: o clima é mais ou menos estável durante todo o ano, mas no verão (julho-setembro) as temperaturas sobem consideravelmente, podendo ultrapassar os 40ºC na Baixa Califórnia e nas zonas desérticas. É também nesta altura que pode chover um pouco mais. Em algumas zonas do norte, pode fazer bastante frio entre dezembro e fevereiro, especialmente quando sopram os ventos frios dos EUA. • Melhor altura para visitar o sul do México: se quiseres descobrir os estados de Chiapas e Oaxaca, de novembro a maio é quando terás o melhor tempo e a menor probabilidade de chuva. A melhor altura para viajar para o México mês a mês Embora já saibas mais ou menos qual a melhor altura para viajar para o México, talvez estejas interessado em ver como o tempo se comporta mais ou menos em cada mês: • Viajar para o México em janeiro: este é um ótimo mês para ver a maior parte do país, uma vez que é a estação seca. Seria ideal para desfrutar da Península de Yucatán, mas tem também em conta que é época alta, pelo que os preços são mais elevados. Tem em atenção que em cidades de grande altitude, como a Cidade do México ou San Cristóbal de las Casas, pode fazer frio à noite. O mês de janeiro marca o início da época de observação de baleias cinzentas na Baixa Califórnia. • Viajar para o México em fevereiro: muito semelhante a janeiro, mas com um pouco menos de turismo. Para nós, é a melhor altura para viajar para o México, juntamente com março. • Viajar para o México em março: possivelmente o melhor mês de todos, o tempo é mais estável, agradável nas zonas interiores e a altura ideal para apreciar as baleias na Baixa Califórnia. • Viajar para o México em abril: este é o mês mais seco na Península de Yucatán, pelo que é um bom mês para desfrutar das praias. Mas não te esqueças que a Semana Santa é uma loucura em termos de preços e multidões, pois é também um feriado mexicano. Por isso, é uma boa ideia reservar tudo com antecedência. • Viajar para o México em maio: as chuvas começam a aparecer no sul, mas não com a intensidade dos meses de verão. Em geral, é um mês bastante quente. • Viajar para o México em junho: começa a época baixa e, com ela, os bons preços. São normais aguaceiros curtos durante a tarde e a noite, mas nada que te impeça de desfrutar da tua viagem. Pode ser uma boa altura para viajar para as zonas do interior. • Viajar para o México em julho: julho é um mês chuvoso e mais quente, especialmente no sul. Não significa que esteja sempre a chover, mas é mais provável que chova durante a tarde ou à noite. É a época de observação de tubarões-baleia em Holbox. • Viajar para o México em agosto: muito semelhante a julho, com o bónus adicional de um furacão na costa leste. É uma boa altura para visitar a Baixa Califórnia e Los Cabos. • Viajar para o México em setembro: esta é uma altura muito económica, pois é o auge da época dos furacões. Se quiseres evitar os furacões, é melhor não ir para a costa. • Viajar para o México em outubro: a chuva começa a abrandar, sobretudo no final do mês, e os preços continuam a ser baixos. As temperaturas são agradáveis. • Viajar para o México em novembro: esta é, sem dúvida, uma das melhores alturas para visitar o México. O risco de furacões diminui e celebra-se também o Dia dos Mortos (no início do mês), tornando a tua viagem memorável. • Viajar para o México em dezembro: o clima é ameno e agradável, mas deves ter em conta que durante a segunda metade do mês os preços multiplicam-se. Lembra-te que esta é a teoria e que o tempo pode ser muito instável, especialmente nas zonas do sul. Época alta e época baixa no México Para além do clima, ao decidir quando viajar para o México, é preciso ter em conta a época alta e a época baixa, o que se traduz em preços diferentes para o alojamento e o transporte. É assim que funciona: • Época alta no México: aproximadamente de novembro a abril. Coincide com o melhor tempo nas zonas turísticas, quando há pouca chuva e menos calor. Especialmente durante as festividades do Dia dos Mortos e do Natal, os preços dos quartos quase duplicam e, naturalmente, encontrarás mais pessoas em todo o lado. • Época baixa no México: como já deves ter adivinhado, é durante a estação das chuvas. Decorre aproximadamente de julho a outubro, altura em que existe também um maior risco de tufões. Neste caso, encontrarás melhores preços em hotéis e voos e, claro, menos pessoas nas praias da Riviera Maya. Ainda assim, julho e agosto são óptimos na Baixa Califórnia e em Los Cabos, pelo que encontrarás aqui muito turismo, especialmente dos Estados Unidos. Então, qual é a melhor altura para viajar para o México? Depois de tudo o que foi dito, podes ainda estar a perguntar-te qual é a melhor altura para viajar para o México. Resumindo: de dezembro a abril, encontrarás bom tempo em todo o país, mas evita o Natal e a Páscoa. Se quiseres fazer uma viagem um pouco mais barata, fevereiro e março são muito adequados. Por outro lado, outro mês ótimo para viajar para o México é novembro. As temperaturas são agradáveis, há pouco risco de furacões e celebra-se também o Dia dos Mortos. Neste caso, é aconselhável reservar alojamento com antecedência entre 30 de outubro e 5 de novembro. Perguntas frequentes sobre a melhor altura para viajar para o México Esperamos já ter respondido a todas as tuas perguntas sobre a melhor época para viajar para o México, mas aqui ficam algumas das perguntas mais frequentes sobre o tema, para maior esclarecimento: Qual é a melhor altura para viajar para Cancún? De dezembro a abril é uma boa altura devido ao clima seco e à ausência de risco de furacões. Tem em conta que dezembro é época alta, assim como a Páscoa, por isso recomendamos que reserves com antecedência. Qual é a melhor altura para ir à Riviera Maya? Desde o final de novembro até maio. Quais são os meses de chuva no México? Aproximadamente de maio a novembro. Setembro e outubro são os meses com maior risco de furacões, especialmente na costa leste. Qual é a época alta no México? Na zona da Riviera Maya, de dezembro a abril, sendo o Natal e a Páscoa os períodos mais movimentados. Como é viajar para o México em agosto? É um mês relativamente barato, mas é importante considerar que é a época das chuvas na Riviera Maya e há risco de furacões. Pronto para visitar o México? Temos a certeza de que te ajudámos a escolher. Antes de partires, não percas estes outros artigos do nosso blog: • Itinerário de viagem de 15 dias para o México • Documentos e requisitos para viajar para o México • O que ver e fazer no México: 9 imperdíveis

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Como visitar o Coliseu romano: bilhetes, preços, horários e conselhos

Como visitar o Coliseu romano: bilhetes, preços, horários e conselhos

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Se estás a procurar como visitar o Coliseu romano, chegaste ao lugar certo. Como apaixonados por Roma, aqui vamos contar-te as melhores maneiras de o visitar, como comprar bilhetes, quanto custam, horários de abertura e conselhos para que o desfrutes ao máximo. Quer optes por fazê-lo por conta própria ou com uma visita guiada, na IATI, especialistas em seguros de viagem, queremos fornecer-te toda a informação para que possas desfrutar daquele que é possivelmente o monumento mais importante a ver em Roma. Continua a ler e descobre como visitar o Coliseu. Vamos começar! História e curiosidades sobre o Coliseu Necessita de pouca apresentação, mas comecemos por dizer que o Coliseu ou Anfiteatro Flávio é um dos lugares mais fascinantes que temos neste planeta. Construído entre os anos 72 e 80 d.C. pela dinastia de imperadores Flávia, este foi o maior dos anfiteatros construídos pelo Império Romano. Estima-se que tinha uma capacidade para cerca de 65.000 pessoas com 80 filas de bancadas e os espectadores reuniam-se nele para assistir a combates de gladiadores, recriações de batalhas famosas, caçadas de feras, peças de teatro clássicas e até execuções. O Coliseu foi utilizado durante mais de 500 anos, mas, com a chegada dos bizantinos, foi perdendo importância. Foi saqueado e chegaram a utilizar-se partes deste para erguer novos edifícios. Os desastres naturais também afetaram a sua estrutura, mas boa parte ainda se mantém de pé e visitar o Coliseu por dentro significa imergir numa história de quase 2.000 anos. O percurso pelo seu interior passa por uma exposição com painéis explicativos, bem como alguns objetos de interesse, mas também te permite admirar as bancadas onde os romanos se sentavam conforme a sua classe social. Se comprares os bilhetes mais completos para o Coliseu, também poderás entrar na arena e no hipogeu Como visitar o Coliseu Existem, basicamente, duas maneiras de visitar o Coliseu: 1. Por conta própria: comprando o bilhete na bilheteira ou no site oficial e indo por tua conta para desfrutar dos diferentes lugares. Neste caso, também podes comprar a audioguia e assim aprendes sobre a história do monumento. 1. Com uma visita guiada: irás acompanhado de um guia especializado que te contará todos os detalhes. As visitas guiadas podem ser compradas na própria página oficial do Coliseu (com vagas muito limitadas) ou em páginas de agências online como esta. Considera que o bilhete para o Coliseu também te permite o acesso ao Fórum Romano e ao Palatino durante 24 ou 48 horas, dependendo do tipo que adquiriste. Visitas guiadas ao Coliseu de Roma Como deves imaginar, o Coliseu é um lugar com uma história de quase 2.000 anos e repleto de detalhes que, indo por tua conta, costumam passar despercebidos. Por isso, mesmo que não sejas fã de excursões, fazer uma visita guiada pelo Coliseu não é, de modo algum, uma má ideia. Vais aprender muito mais e, além disso, vais evitar as filas de entrada, já que os guias têm um acesso prioritário por outra porta. Por outro lado, os bilhetes para o Coliseu esgotam rapidamente, especialmente se não os comprares com antecedência, por isso, se decidiste não fazer a visita guiada e ir por conta própria, pode ser que finalmente não tenhas outra opção senão contratar um dos seguintes tours para poder visitá-lo: • Visita guiada pelo Coliseu: a mais simples, com entrada para o Coliseu e visita guiada de 1 hora. • Visita guiada pelo Coliseu, Fórum e Palatino: um pouco melhor que a anterior, já que visitarás também o Fórum e o Palatino com um guia. Dura aproximadamente 3 horas. • Coliseu, Fórum e Palatino + Arena de gladiadores: é mais completa que a anterior porque inclui o acesso à Arena do Coliseu. • Coliseu Subterrâneo e Arena + Fórum e Palatino: além da Arena, visitarás os subterrâneos. • Oferta: Vaticano + Coliseu, Fórum e Palatino: uma opção excelente para passar um dia de aprendizagem por Roma. Visitam-se os Museus do Vaticano de manhã e o Coliseu, Fórum Romano e Palatino, tudo isso acompanhado de um guia de língua portuguesa. Tipos de bilhetes para o Coliseu romano Se estás a pensar em visitar o Coliseu por conta própria, ou seja, gerir diretamente tu a compra dos bilhetes, estes são os tipos existentes neste momento: • 24h – Coliseu Fórum Romano Palatino (entrada geral): com este bilhete podes visitar o Coliseu sem a arena, o Fórum Romano-Palatino e os Fóruns Imperiais. É válido durante 24 horas e só se pode aceder uma vez a cada lugar. Mais informações aqui. • 24h – Coliseu Fórum Romano Palatino (entrada geral) + visita guiada em português: a tudo o que falámos no ponto anterior, acrescenta-se uma visita com um guia oficial de língua poruguesa de 45 minutos. • Bilhete Full Experience Arena: o mais completo de todos, já que além do Coliseu, o Fórum Romano-Palatino e os Fóruns Imperiais, inclui o acesso à Arena do Coliseu. É válido durante 2 dias. Mais informações aqui. • Bilhete Full Experience Subterrâneos e Arena: além da Arena, podes visitar o hipogeu ou subterrâneos. • Early Morning – Visitas com o elevador panorâmico: elevador panorâmico até à galeria intermédia e daí até ao ático do Coliseu das 7:30 às 9:00. No entanto, só pode ser comprado através de guias autorizados. • Luna sul Colosseo: são visitas guiadas à noite em italiano ou em inglês de 75 minutos. Realizam-se todos os dias, exceto às segundas-feiras, das 20:00 às 24:00. Preços dos bilhetes para o Coliseu Os preços dos bilhetes para o Coliseu comprados na sua página oficial são os seguintes: • 24h – Coliseu Fórum Romano Palatino (entrada normal): 16€. • Entrada normal + visita guiada em português: 21€. • Full Experience Arena: 22€. • Full Experience + visita guiada em português: 32€. • Early Morning – Visitas com o elevador panorâmico: 18€. • Luna sul Colosseo: 25€. • Audioguia: 8€. É possível entrar gratuitamente no Coliseu de Roma? Sim! É possível visitar gratuitamente o Coliseu de Roma no primeiro domingo de cada mês e em certos dias do ano que costumam coincidir com o 25 de abril (Aniversário da Liberdade), o 2 de junho (Dia da República) e o 4 de novembro (Dia da Unidade Nacional e das Forças Armadas). Em qualquer caso, deverás comprar o bilhete na bilheteira, situada aqui. Também podem entrar gratuitamente no Coliseu as seguintes pessoas: • Menores de 18 anos. • Cidadãos da União Europeia (UE) com deficiência acompanhados por um familiar ou pessoa que comprove a condição de acompanhante em serviço de assistência. • Guias turísticos e intérpretes da UE no exercício da sua atividade profissional. • Professores de História da Arte. • Investigadores de matérias relacionadas com os bens culturais. Em qualquer um destes casos, é importante levar um documento comprovativo. Para te certificares destas datas ou ver se há alguma mais que te possa interessar para visitar o Coliseu gratuitamente, aconselhamos que consultes a página oficial. Há descontos para o Coliseu? Os jovens da União Europeia com idades entre os 18 e 25 anos também têm direito a descontos para o Coliseu. Devem comprar o bilhete reduzido (4€ no caso do bilhete mais simples). Embora não seja um desconto propriamente dito, deves saber que o Coliseu é uma das atrações incluídas nos passes turísticos de Roma: OMNIA Rome & Vatican Card e Go City: Rome Explorer Pass. Ainda assim, terás de reservar o horário com antecedência e pagar os 2€ de taxas de gestão. É importante que analises se te interessa comprá-los ou não, dependendo dos lugares que tens pensado visitar. Geralmente, compensa no caso de quereres visitar muitas atrações turísticas ou fazer visitas guiadas. Onde comprar bilhetes para o Coliseu Agora que já sabes quanto custa visitar o Coliseu e os tipos de bilhetes que existem, talvez te perguntes onde podes comprar os bilhetes. Tens estas opções: • Na bilheteira: As bilheteiras para comprar bilhetes para o Coliseu estão abertas das 9:00 às 18:15. Ainda assim, considera que, além de teres de esperar nas filas, pode ser que não haja bilhetes disponíveis para o momento em que queres entrar. Se quiseres ter mais sorte, o melhor é que estejas lá antes da abertura. • Na página oficial do Coliseu: considera que normalmente só estão à venda com um mês de antecedência e que realmente esgotam rápido, já que na maioria dos casos há intermediários à espera para comprá-los e revendê-los. Se quiseres comprar assim, aconselhamos-te a pôr um alarme exatamente um mês antes da visita. Quando os comprares, receberás um e-mail com os teus bilhetes. Avisamos que a página não é muito intuitiva e que, apesar de ter tradução para português, muitos textos aparecem em inglês ou em italiano. Finalmente, também podes inscrever-te numa das visitas guiadas ao Coliseu que mencionámos. Estas, além da grande vantagem de ires acompanhado por um guia que te conta tudo, permitem-te evitar as filas, já que os guias têm acesso por outra porta. Relembramos quais são as mais interessantes: • Visita guiada pelo Coliseu • Visita guiada pelo Coliseu, Fórum e Palatino • Coliseu, Fórum e Palatino + Arena de gladiadores • Coliseu Subterrâneo e Arena + Fórum e Palatino • Oferta: Vaticano + Coliseu, Fórum e Palatino Horários para visitar o Coliseu Os horários de visita ao Coliseu dependem da época do ano e é sempre melhor verificar com antecedência, mas, em geral, abre das 9:00 às 16:30 no inverno e das 9:00 às 19:00 (ou 19:15) nos meses de verão. A última entrada é uma hora antes do horário de encerramento. Em relação a datas, fecha a 25 de dezembro e a 1 de janeiro. Melhor hora para entrar no Coliseu de Roma Visto que as visitas ao Coliseu estão reguladas por intervalos horários e a disponibilidade de bilhetes é limitada, não achamos que seja crucial escolher uma hora exata. Ainda assim, se tiveres a sorte de poder escolher, achamos que o melhor é ir na primeira hora do dia ou na última hora da tarde, que é quando há menos viajantes. Se procuras evitar multidões, recomendamos evitar feriados e fins de semana. Conselhos para visitar o Coliseu romano Aqui tens algumas recomendações e conselhos para visitar o Coliseu, baseados na nossa experiência: • Se tens as datas bem definidas, não hesites e compra os teus bilhetes para o Coliseu romano ou reserva a tua visita guiada o quanto antes. • Na medida do possível, evita visitar o Coliseu de Roma ao fim de semana ou em feriados. • Se queres tirar boas fotos do Coliseu, o melhor é que te afastes um pouco dele. Obterás panorâmicas excelentes a partir da Via Nicola Salvi e da Via Celio Vibbena. Também saem fotos fantásticas desde a Piazza di Santa Francesca Romana. • Vais visitar o Coliseu no verão? Aconselhamos-te a levar chapéu/boné e água, já que passarás bastante tempo ao sol. • Calcula que a visita te levará entre 1 hora e 1 hora e 45 minutos. • Existem casas de banho no Coliseu, concretamente no rés-do-chão. • Não leves malas ou mochilas volumosas, já que não há cacifos para as deixar. • Tem cuidado com objetos de valor. Sendo um lugar muito turístico, os carteiristas aproveitam qualquer descuido. • Se compraste bilhetes para o Coliseu de Roma com data e hora determinadas, é melhor chegares com pelo menos 15 minutos de antecedência. • Para chegar ao Coliseu, podes ir de metro com a linha B (paragem Colosseo), de elétrico com as linhas 3 e 8 (paragem Piazza del Colosseo) ou de autocarro com as linhas 75, 81, 175, 204, 673, N2 e N10. Em qualquer caso, o Google Maps dar-te-á as indicações necessárias conforme o lugar onde te encontres. • Não te esqueças de levar um bom seguro de viagem como o IATI Escapadinhas. Apesar de estares dentro da UE, as coberturas médicas são limitadas e os seguros de viagem vão muito além do puramente hospitalar. Perguntas frequentes sobre a visita ao Coliseu de Roma A seguir, encontras algumas das perguntas mais habituais dos viajantes sobre a visita ao Coliseu de Roma: Qual é a melhor maneira de visitar o Coliseu romano? Na nossa opinião, o melhor é fazer uma visita guiada que inclua pelo menos a Arena ou os subterrâneos do Coliseu. É um lugar tão fascinante que quanto mais vires, melhor. Onde comprar bilhetes para o Coliseu? Podem ser comprados na bilheteira ou previamente através da página oficial do Coliseu. Da nossa perspetiva, é melhor evitar a bilheteira para não esperar tanto tempo na fila. Considera que os bilhetes só são postos à venda com um mês de antecedência e esgotam rapidamente. Quanto custa a visita ao Coliseu? Depende do tipo de bilhete, mas os preços variam entre 16€ e 32€. As visitas guiadas começam nos 40€. Quanto tempo demora a ver o Coliseu? Entre 1 a 3 horas, dependendo do tipo de viajante que sejas e se vais com guia ou não. Qual é a página oficial do Coliseu romano? É esta: https://colosseo.it/es/ Há visitas guiadas ao Coliseu de Roma? Sim, claro. Há visitas de todo o tipo e em vários idiomas. De facto, há visitas até à noite. Esperamos ter-te ajudado a resolver todas as tuas dúvidas sobre a visita ao Coliseu de Roma, mas podes fazer-nos as perguntas que achares convenientes nos comentários. Além disso, não vás já embora! No blog da IATI temos imensa informação de viagem, entre a qual destacamos os seguintes artigos sobre Itália: • O que fazer em Roma • Documentos e requisitos para viajar para Itália

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Melhor altura para viajar para a Nova Zelândia

Melhor altura para viajar para a Nova Zelândia

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Com meia volta ao mundo para lá chegar, deves estar a perguntar-te qual é a melhor altura para viajar para a Nova Zelândia. Seja porque queres fazer muitas caminhadas, explorar o país de carrinha sem derreter/congelar ou evitar as alturas em que os preços de tudo sobem, nós da IATI, vamos agora ser ainda mais práticos e contar-te tudo sobre a melhor altura para viajar para a Nova Zelândia. Ao longo deste guia, vamos falar-te do clima na Nova Zelândia, das diferenças entre a Ilha do Norte e a Ilha do Sul, das épocas alta e baixa e de alguns eventos de interesse que determinam a melhor altura para viajar para a Nova Zelândia. Como é o clima na Nova Zelândia Sem sermos demasiado técnicos, gostaríamos de falar um pouco sobre o clima, que é um fator decisivo para determinar a melhor altura para viajar para a Nova Zelândia. O país está localizado no hemisfério sul, entre os paralelos 34 e 47, o que corresponde quase à localização da Itália no hemisfério norte. No entanto, como estamos a falar de ilhas mais expostas aos ventos frios e às correntes oceânicas, a Nova Zelândia tem um clima mais temperado, com temperaturas médias anuais entre os 10ºC no sul e os 16ºC no norte. Claro que, tal como em Portugal, o clima varia de região para região. Assim, na Costa Oeste é bastante húmido, enquanto em Canterbury é semi-árido e em Northland é subtropical. Ainda assim, podemos dizer que, em termos gerais, o clima é mais chuvoso do que em Portugal, razão pela qual em toda a Nova Zelândia podemos desfrutar de espaços naturais exuberantes. No entanto, seja qual for a altura do ano em que decidas viajar para a Nova Zelândia, é aconselhável levares todo o tipo de roupa, uma vez que as mudanças bruscas de tempo são comuns. Não te esqueças de um impermeável, de sapatos de caminhada em goretex e de proteção solar. Devido ao buraco de ozono nesta parte do mundo e à falta de poluição, o sol queima muito mais do que em Portugal, por isso tem extra cuidado. O uso de várias camadas de roupa também é fundamental para te manteres confortável. Quando é o verão na Nova Zelândia? Uma vez que o arquipélago se situa num hemisfério diferente do da Europa, deves ter em conta que as estações do ano são “invertidas”. Ou seja, o verão na Nova Zelândia é entre dezembro e março, o outono entre março e junho, o inverno entre junho e setembro e a primavera de setembro a dezembro. Em termos de meses em particular, janeiro e fevereiro são os meses mais quentes, enquanto julho é o mais frio. Como mencionado, o sul da Ilha do Sul é mais fresco, com uma temperatura média de verão de cerca de 17ºC. O noroeste da Ilha do Sul, por outro lado, é mais quente, com temperaturas médias em janeiro e fevereiro a rondar os 22ºC. Época alta e época baixa na Nova Zelândia Para além dos fatores climáticos, como não estamos num país muito económico, é importante ter em conta quando é a época alta na Nova Zelândia, uma vez que os preços do alojamento, do aluguer de carros ou carrinhas e dos voos sobem bastante. Como provavelmente adivinharás, a época alta na Nova Zelândia coincide com o verão. Ou seja, entre dezembro e março, altura em que os neozelandeses e os australianos têm as suas férias. Quanto mais próximas as datas forem do Natal, mais pessoas encontrarás nos locais turísticos, pelo que recomendamos que faças a tua reserva com bastante antecedência. A época baixa, por outro lado, é no inverno. Julho e agosto são os meses mais frios e menos soalheiros, pelo que será mais calmo e os preços serão mais baratos. Naturalmente, nas estâncias de esqui de Queenstown, por exemplo, passa-se o contrário. Durante a primavera e o outono, com exceção de épocas específicas como a Páscoa, existe aquilo a que podemos chamar a época média. Ou seja, a ocupação é média, tal como os preços do alojamento, do aluguer de automóveis e dos voos. Como é o tempo na Nova Zelândia por estação Já sabemos um pouco sobre o tempo na Nova Zelândia e as suas estações, mas queremos ser um pouco mais específicos e vamos dizer-te como é viajar de acordo com a estação que escolheres: • Viajar para a Nova Zelândia no verão: de dezembro a fevereiro, as temperaturas são relativamente altas, com máximas de cerca de 25ºC na Ilha do Norte e cerca de 17ºC na Ilha do Sul. Mesmo assim, as noites podem ser frias, especialmente no sul, onde os termómetros podem descer até aos 12°C. Os dias são longos e soalheiros, e é uma ótima altura para viajar para a Nova Zelândia se estiveres à procura de praia, de campismo ou de alguns dos trilhos mais conhecidos, como o maravilhoso Tongariro Alpine Crossing. Em fevereiro, Wellington acolhe o Festival da Nova Zelândia, um dos mais importantes festivais culturais do país. • Viajar para a Nova Zelândia no outono: as temperaturas são um pouco mais frescas do que no verão (especialmente em maio) e os dias são mais curtos, mas há menos turismo. Embora a maior parte das árvores da Nova Zelândia sejam sempre verdes, em algumas regiões, como Central Otago e Hawke’s Bay, poderás apreciar o esplendor do outono. Só é aconselhável reservar com antecedência se a tua viagem coincidir com a Páscoa. Em março, realiza-se o espetacular Te Matatini, o festival nacional de artes performativas, onde poderás assistir a atuações de haka de todo o país. Realiza-se de 2 em 2 anos num local diferente. Sendo a Nova Zelândia uma terra de vinho, nesta altura do ano também encontrarás uma série de festivais relacionados com o vinho. • Viajar para a Nova Zelândia no inverno: de junho a agosto é a altura em que chove e faz mais frio na maior parte da Nova Zelândia, especialmente na Ilha do Sul. As temperaturas variam entre os 12ºC e os 16ºC, com as temperaturas mais frias, naturalmente, nas cadeias montanhosas, que estarão quase de certeza cobertas de neve quando as temperaturas atingirem valores abaixo de zero. Como podes imaginar, é uma ótima altura para a prática de desportos de inverno, mas mais desconfortável se planeares acampar ou dormir numa autocaravana. Os dias são muito mais curtos e algumas estradas no sul podem ficar cortadas devido a deslizamentos de terras ou neve. Queenstown acolhe o Queenstown Winter Festival, que irás adorar se fores um esquiador ou praticante de snowboard. • Viajar para a Nova Zelândia na primavera: pensamos que esta é a melhor altura do ano para a Nova Zelândia, pois entre finais de setembro e meados de dezembro os dias começam a ficar mais longos, as temperaturas máximas são uns confortáveis 19°C e os dias são mais longos, fazendo com que a viagem valha mais a pena sem a necessidade de andar à pressa por causa do turismo. A vegetação também se torna mais bonita e verás prados cheios de cordeiros recém-nascidos. Em novembro, realizam-se as Oamaru Heritage Celebrations, que recriam a atmosfera da cidade do século XIX. Como está o tempo nas ilhas do Norte e do Sul? Se é a tua primeira vez no país, normalmente acabarás por visitar as duas ilhas principais do arquipélago, mas achamos que vale a pena analisar o tempo em cada uma delas para determinar a melhor altura para viajar para a Nova Zelândia. • O tempo na Ilha do Norte: De um modo geral, o tempo na Ilha do Norte é muito mais quente do que na Ilha do Sul. Mesmo assim, os verões também não são extremamente quentes, com uma temperatura média diária de cerca de 20°C. Excecionalmente, algumas zonas do interior podem atingir temperaturas superiores a 30ºC, mas não apanharás demasiado calor. No norte da ilha, de Auckland para cima, encontrarás um clima subtropical e, por conseguinte, temperaturas mais elevadas e mais precipitação ao longo do ano, especialmente no inverno. Para baixo, incluindo Wellington, as temperaturas descem um pouco. Não percas a lista de coisas para fazer na Ilha do Norte da Nova Zelândia. • O tempo na Ilha do Sul: como se pode imaginar, é mais frio do que na Ilha do Norte, mas as condições climatéricas variam consoante as regiões. O leste (onde fica Christchurch) recebe menos chuva do que o oeste e as temperaturas não costumam cair abaixo de 10ºC no inverno. O sudoeste é muito mais frio do que o resto da Nova Zelândia, mas o norte e o nordeste da Ilha do Sul são as regiões com mais horas de sol. Qual é a melhor altura para viajar para a Nova Zelândia? A nossa experiência e opinião De certeza que já tiraste as tuas próprias conclusões, mas, segundo a nossa experiência, a melhor altura para viajar para a Nova Zelândia é a primavera e o outono. Ou seja, os meses de outubro, novembro, abril e maio, bem como o início de dezembro e o final de março. Desta forma, tens a garantia de temperaturas amenas (especialmente se estiveres a dormir numa carrinha ou campervan), mais horas de sol e preços moderados. Qualquer altura do ano é boa, mas, em termos de clima, se quiseres ter a certeza de bom tempo porque queres desfrutar ao máximo da natureza, incluindo praias e lagos, a melhor altura para viajar para a Nova Zelândia é, sem dúvida, o verão. Ou seja, entre dezembro e fevereiro, altura em que também há mais horas de sol e os dias são muito mais longos. Como já te dissemos, vais encontrar mais pessoas nas atrações turísticas (sem estarem superlotadas em nenhum momento, claro) e os preços sobem, por isso, se decidires viajar entre estas datas, é melhor reservar com bastante antecedência. Como somos muitos viajantes IATI que tiveram a sorte de viajar para a Nova Zelândia, podemos também dizer-te que, para além das datas acima mencionadas, recomendamos que dediques pelo menos 18-20 dias a visitar o país. Desta forma, poderás tirar o máximo partido de um bilhete de avião que normalmente não é muito barato. Perguntas frequentes sobre a melhor altura para viajar para a Nova Zelândia Finalmente, gostavamos de responder às perguntas mais frequentes dos viajantes sobre a melhor altura para viajar para a Nova Zelândia: Quando é a época baixa na Nova Zelândia? Nos meses mais frios, ou seja, de meados de junho a meados de setembro. Quantos dias são recomendados para uma viagem à Nova Zelândia? 18 a 20 dias são o número ideal. Quais são os meses de verão na Nova Zelândia? De meados de dezembro a meados de março. Quando é o inverno na Nova Zelândia? De meados de junho a meados de setembro. Qual é a melhor altura para viajar para a Nova Zelândia? É possível viajar para a Nova Zelândia durante todo o ano, mas a melhor altura para o clima é o verão (dezembro a março), mesmo assim, é quando os preços são mais elevados e há mais pessoas. Por isso, meses como abril, maio, outubro e novembro são perfeitos.

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Itinerário de 10 dias pela Irlanda

Itinerário de 10 dias pela Irlanda

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Estás a pensar em explorar a Ilha Esmeralda? Bem, a IATI quer ajudar-te com um excelente itinerário de 10 dias na Irlanda que te mostrará o melhor de um destino que tem tanto para oferecer. A Irlanda é uma terra cheia de mistérios, lendas e paisagens memoráveis. Uma cultura antiga e um povo cuja natureza descontraída, atrevida e extremamente hospitaleira faz deles os anfitriões perfeitos. Prepara-te para contemplar penhascos dramáticos com vista para a natureza selvagem do oceano; para brindar com uma cerveja preta enquanto uma banda celta faz uma multidão de pubs dançar de alegria; para vaguear por longas áreas selvagens intocadas; para apreciar as vistas e os sons do mar; passear ao longo de longas praias de areia dourada emolduradas por dunas verdes; passear por florestas antigas; absorver a cultura urbana das suas cidades vibrantes; ou viver o passado entre as imponentes torres de pedra de palácios, castelos, catedrais e mosteiros. Entre as melhores coisas para ver na Irlanda, descobrirás vários lados de um único país. Bem-vindo à Ilha Esmeralda! Dia 1: Dublin Normalmente, qualquer itinerário na Irlanda começa pela sua capital, Dublin. A velha Baile Átha Cliath – o seu nome gaélico – é uma cidade de grandes contrastes que se estende por ambas as margens do rio Liffey. Por um lado, é um caldeirão de culturas e, por outro, mantém o seu antigo sentimento celta. Grande parte da culpa desta mistura cultural deve-se ao milagre económico que a Irlanda viveu no final do século XX e início do século XXI. Nessa altura, o país passou a ser conhecido como o Tigre Celta. O segredo estava em atrair grandes multinacionais estrangeiras, oferecendo-lhes enormes benefícios fiscais. Este facto trouxe consigo uma enorme vaga de imigração de todos os cantos da Europa e de outras partes do mundo. Atualmente, ao caminhar pelas ruas de Dublin, ouvem-se dezenas de línguas diferentes. Isto também é evidente nas lojas, nos restaurantes, nas celebrações culturais e noutras facetas da vida quotidiana. É um caldeirão de culturas que torna a capital verdadeiramente interessante. Passeia pelos seus maravilhosos parques, como o central St. Stephen’s Green e a Merrion Square, ou o grandioso Phoenix Park, onde poderás ver veados a correr livremente; diverte-te nos pubs do mundialmente famoso Temple Bar ou na animada George Street; faz compras nas artérias comerciais de Grafton Street, O’Connell Street ou Parnell Street; e visita museus interessantes, o histórico Trinity College – com a sua maravilhosa biblioteca, digna de um dos filmes de Harry Potter – e o Castelo de Dublin. A vida fervilha na melhor cidade para ver na Irlanda. Dia 2-3: Wiclow, Killarney e o Anel de Kerry Deixamos a capital para começar a descobrir a magnífica natureza que pode ser vista na Irlanda. Para isso, dirigimo-nos para sul. A pouco mais de uma hora de carro de Dublin, encontram-se as Montanhas Wicklow, onde nos esperam uma série de opções de caminhadas, com trilhos que serpenteiam por picos cobertos de arbustos coloridos, lagos antigos e manchas de floresta. As rotas variam entre pouco mais de uma hora e vários dias, e podes pernoitar numa variedade de cabanas e experimentar a natureza selvagem irlandesa em profundidade. Em termos de património histórico, aqui podes visitar o complexo monástico de Glendalough, construído por São Kevin e os seus seguidores entre os séculos VIII e XII. Uma verdadeira joia do património. Após esta paragem de meio dia, recomendamos que te dirijas diagonalmente para sudoeste, para a Ilha Esmeralda. A costa atlântica irlandesa é simplesmente maravilhosa. Chegarás à cidade medieval de Killarney, porta de entrada para o Anel de Kerry, uma das mais belas paisagens da Irlanda… e da Europa! Passa a noite a passear pelas ruas de Killarney e a absorver o ambiente de férias e, no dia seguinte, conduz todo o dia, sem pressas, parando nos melhores locais do Anel, como o Castelo de Ross, a Praia de Rossbeigh, Moll’s Gap ou a Cascata Torc, sem esquecer as Ilhas Skellig, que se tornaram famosas por terem sido palco de várias cenas da saga “Guerra das Estrelas”. Dia 4: Península de Dingle Ao norte do Anel de Kerry fica a romântica Península de Dingle. Conduzir à sua volta é outra das melhores coisas para fazer na Irlanda. Se puderes passar dois dias aqui, tanto melhor, mas também o podes fazer num único dia bem passado. Dingle representa a típica paisagem irlandesa, em todo o seu significado, e é um verdadeiro “must” em qualquer itinerário na Irlanda. Pequenas aldeias piscatórias, com as suas casas coloridas, intercalam-se com vastos prados verdejantes salpicados de flores, colinas ondulantes, praias intermináveis e falésias incessantemente batidas pelas águas agitadas e acinzentadas do Atlântico. A praia de Inch, o miradouro que oferece uma vista panorâmica das ilhas Blasket ou a cidade de Dingle são algumas das paragens essenciais deste dia. O troço de estrada conhecido como Slea Head é simplesmente maravilhoso. Dia 5-6: Penhascos de Moher, Galway e Parque Nacional de Connemara Com o coração pesado, é altura de dizer adeus ao sudoeste da Ilha Esmeralda e continuar a subir ao longo da costa oeste. A próxima paragem da tua viagem pela Irlanda são as Falésias de Moher. É o local mais visitado da Irlanda (mais de um milhão de pessoas por ano), pelo que é de esperar um bom número de turistas, especialmente na época de verão. Os Cliffs of Moher não são os mais altos do país – a altura média é de 120 metros e o ponto mais alto está a 214 metros acima do mar – mas são os mais espetaculares, tanto pela sua localização como pela sua extensão (cerca de 8 km). Se quiseres passar algumas horas aqui, recomendamos que percorra os trilhos que as acompanham. Assim que saíres da zona próxima do centro de visitantes, ficarás praticamente sozinho com estes gigantes da natureza. Depois, é altura de regressar à civilização em Galway. Galway é uma cidade com apenas 80.000 habitantes. Tem um ambiente muito descontraído e estudantil, dando a sensação de estares sempre de férias. O seu centro histórico está repleto de pubs onde se pode ouvir música ao vivo, pequenas lojas, museus e praças animadas. É a paragem ideal neste itinerário pela Irlanda, antes de fazeres a ligação com o norte do país. A caminho do antigo noroeste da Irlanda, encontrarás o Parque Nacional de Connemara, um local pouco percorrido, maravilhosamente autêntico e quase exclusivamente criado pelo homem, a Abadia de Kylemore, um convento beneditino fundado no local de um antigo castelo, cuja imponente silhueta, rodeada de vegetação, se reflete nas águas de um lago. Dias 7-8: Donegal e Sligo O noroeste da Irlanda é uma das zonas menos visitadas do país. Essa é uma das razões pelas quais recomendamos que te demores por lá. Outra razão é o facto de ser nos condados de Sligo e Donegal que as raízes gaélicas ainda prosperam. Estudantes de todo o país são enviados para esta área para mergulharem na antiga cultura irlandesa. As pessoas que encontrarás nas pequenas aldeias, quintas e cidades esparsas são totalmente autênticas e extremamente hospitaleiras. Experimenta saborear uma Guinness em qualquer um dos pubs de Sligo ou na pequena aldeia de Dunfanaghy. Ao longo do caminho, verás centenas de quintas, mas há também zonas naturais intocadas pelo homem para visitar. Uma delas são as falésias de Slieve League. Raramente visitados e longe do trilho turístico, estes gigantes de pedra erguem-se 600 metros acima do mar, o que faz deles um dos mais altos penhascos costeiros da Europa. Para as explorares em profundidade, segue o caminho pedestre que serpenteia entre elas ao longo de quilómetros. Outro lugar imperdível é o Parque Florestal de Ards, uma área natural de cerca de 480 hectares que esconde um dos últimos exemplos da antiga floresta irlandesa. Finalmente, se ainda tiveres tempo, o Parque Nacional de Glenveagh oferece um antigo castelo, lagos, montanhas, jardins botânicos, cascatas, miradouros e vida selvagem. Perfeito para passeios ao ar livre. Dia 9: Travessia da Irlanda do Norte No nosso nono dia deste fantástico itinerário de 10 dias pela Irlanda, deixamos a República da Irlanda para trás e dirigimo-nos para a Irlanda do Norte. Na verdade, a paisagem pouco muda, mas temos uma moeda diferente – a libra esterlina – e um sotaque inglês diferente do dos irlandeses do sul. Se és fã da famosa série da HBO, “Game of Thrones”, talvez consigas identificar vários dos locais por onde passas, uma vez que muitas cenas de diferentes temporadas foram filmadas aqui. O local mais famoso de todos é The Dark Hedges, um pequeno troço de estrada onde as faias de ambos os lados abraçam os seus ramos no meio, criando uma espécie de túnel de árvores. Na série, é “The King’s Road”. A caminho da capital, Belfast, podes visitar locais como o Castelo de Dunluce, que se impõe a partir do seu ponto de vista sobre o mar; a ponte suspensa Carrick-A-Rede, que atravessa dois penhascos; e a Calçada dos Gigantes, que é o sítio natural mais visitado da Irlanda do Norte. A Calçada dos Gigantes é constituída por uma série de colunas de basalto perfeitamente hexagonais viradas para o mar. Embora a sua origem geológica esteja comprovada, não faltam lendas sobre batalhas entre gigantes de outros tempos – e as lendas são sempre mais excitantes do que a realidade! Dia 10: Belfast e despedida de Dublin Depois de teres saboreado muitas das melhores coisas para ver na Irlanda, é altura de terminar a tua viagem. Em primeiro lugar, vale a pena passar algumas horas na capital da Irlanda do Norte, Belfast, uma cidade que melhorou drasticamente nas últimas duas décadas, passando de uma cidade industrial e economicamente deprimida para uma cidade moderna e culturalmente vibrante. A experiência de visitar o Titanic Belfast, um impressionante museu interativo, instalado num edifício vanguardista em forma de navio, que te permite mergulhar nos pormenores da triste história do mais famoso transatlântico da história: o RMS Titanic, insere-se, sem dúvida, nesta última categoria. O Titanic foi construído nos estaleiros navais de Belfast em 1911. Segue o Belfast Mural Trail e toma uma bebida num dos pubs históricos de Belfast, como o The Crown Liquor Saloon ou o White’s Tavern – este último fundado no século XVII – antes de regressares a Dublin e despedires-te de uma das mais belas ilhas da Europa.

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Seguro de viagem para a Antártida

Seguro de viagem para a Antártida

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O chamado “continente branco” é um destino de sonho para milhares de viajantes que anseiam descobrir uma das zonas mais inóspitas do planeta. Dadas as suas características únicas, é absolutamente essencial ter o melhor seguro de viagem para a Antártida para fazer esta expedição sabendo que estarás nas melhores mãos, aconteça o que acontecer. Paisagens brancas sem fim, baleias, pinguins, recantos escondidos, centros de interpretação, a aventura de chegar por mar, passando pela dura Passagem de Drake… O que te espera deixará uma marca inapagável. Neste guia, vamos mostrar-te qual é a melhor apólice internacional para viajar para cá, quais as coberturas necessárias e como obtê-las ao melhor preço. Porquê fazer um seguro de viagem para a Antártida? No nosso país, temos a tranquilidade de saber que estamos apoiados por um sistema de saúde público e que temos acesso garantido a grandes especialistas sem ter de pagar nada do nosso bolso. As coisas mudam completamente quando saímos das nossas fronteiras e cada país que visitamos tem condições diferentes. A Antártida é um dos exemplos mais claros disso porque, para começar, “nem sequer é um país”. Sendo o único território do planeta que não pertence a nenhum país, os acordos de saúde e as regras de um determinado país não se aplicam aqui. A assistência médica será prestada, em primeiro lugar, pelo navio de cruzeiro que visitar a zona, o que tem um custo muito elevado. Por esta razão, as autoridades insistem na importância vital de ter um seguro para viajar para a Antártida com a maior cobertura possível para garantir que recebes o tratamento necessário e sejas transferido para outro território, se necessário. Um problema grave de hipotermia se o frio polar se apoderar de ti, um mau marisco que te causará problemas digestivos, um acidente de caiaque nas suas águas geladas, um golpe no barco com as fortes ondas na Passagem de Drake que te causará uma entorse ou qualquer doença simples que em casa não seria um grande problema, aqui poderia resultar em despesas de milhares de euros ou transferências para o continente americano em busca dos cuidados necessários. Com o melhor seguro de viagem para a Antártida terás acesso aos serviços médicos disponíveis sem ter de pagar nada do teu bolso, o que é absolutamente essencial para esta aventura já de si dispendiosa. Nota também que nos referimos sempre a “seguro de viagem” e não a “seguro médico”. Isto porque o seguro de viagem internacional para a Antártida vai muito além da saúde e cobre todos os outros imprevistos que podem acontecer aqui. Como detalhamos abaixo, casos de roubo, problemas com a tua bagagem ou mesmo repatriação também estarão cobertos. Mas há ainda mais! Podes até receber o teu dinheiro de volta se tiveres de cancelar a tua aventura e não puderes ir. Continua a ler e nós contamos-te tudo. Qual é o melhor seguro de viagem para a Antártida? Já deves saber que o seguro de viagem para a Antártida é imprescindível. Se assim for, e se quiseres ir diretamente para ele, não esperes mais e obtém o IATI Mochileiro agora. Este é o melhor seguro para este grande destino e garante que estás coberto do início ao fim. Não esperes mais e adquire-o agora: O que deve ter o melhor seguro de viagem para a Antártida: Características Já sabes que esta não é uma viagem qualquer e, por isso, precisa de uma cobertura específica. Da mesma forma que não levarás contigo a mesma bagagem que levarias para uma viagem de fim de semana a Londres, o seguro não pode ser o mesmo. As que vês aqui são as coberturas que não podem faltar na tua apólice para a Antártida, todas elas incluídas no teu IATI Mochileiro. Serviço 24 horas na tua língua O fuso horário aqui é o mesmo que na Nova Zelândia, por exemplo. Isso significa que quando é noite lá, é dia aqui. É importante que possas aceder à assistência de que necessitas em qualquer altura. Por isso, estaremos disponíveis 24 horas por dia, 365 dias por ano, sem exceções. Como não existe uma língua oficial, aqui fala-se uma grande variedade de línguas. Russo, chinês, inglês… O que aconteceria se tivesses de descrever os teus sintomas numa língua que não conheces? Para além de perderes muito tempo, poderias também perder pormenores vitais. É por isso que, com este seguro de viagem para a Antártida, ajudamos-te sempre na tua própria língua. Facilitamos as coisas para ti. Podes contactar-nos gratuitamente através da nossa aplicação, WhatsApp ou e-mail. Se preferires fazê-lo por telefone, basta enviares-nos o comprovativo da chamada e nós reembolsamos-te para que não tenhas de pagar a conferência internacional. Cobertura extensiva de cuidados médicos Este é um dos “países” mais caros em termos de assistência médica, uma vez que esta é prestada em cruzeiros, bases científicas ou mesmo através de transferências para o continente, que são muito caras. Muitas fontes governamentais costumam recomendar ter 100.000 euros no teu seguro para viajar para a Antártida, mas na IATI vamos sempre mais longe e, graças ao teu IATI Mochileiro, terás até 1.000.000 euros exclusivamente para assistência médica, 5 vezes mais! Graças a esta enorme cobertura, terás um amplo leque de possibilidades para receber os melhores cuidados de saúde. Garantia IATI. Desportos de aventura na Antártida Duas das coisas que muitas pessoas sonham fazer aqui são trekking e caiaque entre glaciares, baleias e pinguins. Este tipo de atividades são chamadas “desportos de aventura” e a grande maioria das apólices no mercado não as cobrem. Felizmente para ti, o IATI Mochileiro tem a maior cobertura de desportos de aventura do mercado e garante a tua proteção para uma série de atividades deste tipo, sem custos adicionais. Para além disso, inclui 15.000 euros exclusivamente para busca, salvamento e resgate, algo que é absolutamente essencial aqui. Por este motivo, este é o melhor seguro de viagem para a Antártida. Sem franquias, não pagas nada do teu bolso Tem cuidado, pois é muito comum que as companhias de seguros aumentem os seus preços escondendo, nas letras pequenas, as temidas franquias. Como já deves saber, no caso de uma franquia típica de 100 euros, isso significa que terás de pagar os primeiros 100 euros de cada assistência que receberes. Isto pode representar muito dinheiro se tiveres de te deslocar várias vezes para tratamentos, exames e check-ups após um acidente. Por outro lado, este seguro não tem franquia oculta. Nós assumimos as tuas despesas médicas desde o primeiro cêntimo. Não pagar os cuidados médicos É também importante saber que as companhias de seguros de saúde privadas que oferecem cobertura no estrangeiro (são sempre muito inferiores a estas) obrigam-te a pagar os cuidados de saúde que recebes. Depois, tens de te sujeitar a um longo processo para obter o reembolso de tudo o que pagaste. Isto pode custar-te milhares de euros. Graças ao teu IATI Mochileiro, tudo é muito mais simples para ti. Quando nos contactares para pedir assistência, dir-te-emos exatamente onde te deves dirigir e trataremos dos custos da assistência, dos exames, dos internamentos ou mesmo dos custos dos medicamentos que te forem receitados. Se tiveres de consultar um especialista numa situação de urgência sem poderes contactar-nos primeiro, não há problema. Basta enviares-nos os relatórios médicos e as faturas correspondentes e nós reembolsar-te-emos o mais rapidamente possível. Bagagem perdida e roubo incluídos Numa viagem, podem acontecer e acontecem incidentes que vão para além da saúde. Este é o melhor seguro de viagem para a Antártida porque também os tem em conta e oferece-te a melhor cobertura também em casos como estes: • Deslocação de um membro da família: 600 euros. • Convalescença num hotel: 840 euros. • Roubo e danos na bagagem: 1.500 euros. • Atraso na entrega da bagagem registada: 300 euros. • Atraso na partida do meio de transporte: 270 euros. • Adiantamento de fundos em caso de roubo: 3.000 euros. • Responsabilidade civil privada: 60.000 euros. E, entre muitos outros, o repatriamento, muito dispendioso e caro, que o Ministério dos Negócios Estrangeiros insiste em que esteja coberto. Opção de cancelamento – cancelar a tua viagem à Antártida Esta é uma viagem única, em grande estilo. É acompanhada de grandes despesas, por exemplo, com a reserva de voos, alojamento e cruzeiros. É um investimento e tanto e é normal que surjam dúvidas como: “Se tiver de cancelar esta viagem por um motivo grave, perco todo o dinheiro que investi?”. Na IATI temos mais de um século de experiência e somos líderes em seguros de viagem. Estamos sempre a responder às novas necessidades das viagens e fomos pioneiros na criação do Suplemento de Cancelamento de Viagem. Graças a este suplemento, reembolsamos até 3.500 euros pelas despesas que não podes recuperar diretamente junto dos teus fornecedores oficiais, se tiveres de cancelar a tua viagem por qualquer um dos muitos motivos considerados. Graças a este suplemento, milhares de viajantes recuperaram o seu dinheiro. Podes obtê-lo com um simples clique no momento da subscrição do teu seguro. Cobertura do seguro de viagem para a Antártida As que acabaste de ver são as coberturas que não podem faltar na tua viagem à Antártida. Mas esta apólice todo-o-terreno tem muitas outras que podes consultar na sua página de contratação. Quanto custa o seguro de viagem para a Antártida? Depois de teres lido que é um destino caro e sabendo que o IATI Mochileiro tem uma cobertura que o torna o melhor seguro de viagem para a Antártida, podes pensar que o seu preço está a subir em flecha. Muito pelo contrário. Graças à sua excelente relação qualidade/preço, o custo é uma parte muito pequena do teu orçamento de viagem. Por outro lado, poupar-te-á milhares de euros se tiveres de fazer face a uma assistência importante. Como comprar o melhor seguro de viagem para a Antártida No menu, deves introduzir os dados da tua viagem: • O teu local de residência; • O destino da viagem: neste caso “Mundo”; • As datas de início e fim da tua viagem; • O número de viajantes; • Tipo de seguro: seguro de viagem; • Já estás a viajar: Sim/Não; Completa o menu, clica em “Calcular”, seleciona o teu IATI Mochileiro e clica em “Contratar”. É aqui que podes adicionar o complemento de cancelamento de viagem e receber muito dinheiro de volta se tiveres de cancelar esta aventura – não hesites! Preenche os teus dados pessoais, efetua o pagamento e receberás no teu e-mail os dados de contacto e toda a informação sobre a tua apólice internacional para a Antártida. É fácil! Informações úteis para viajar em segurança para a Antártida Saúde na Antártida Os cuidados médicos na Antártida, quer em navios de cruzeiro quer (em casos mais extremos) em terra, implicam custos que podem ascender a milhares de euros. Por isso, é essencial ter um seguro para garantir que estás em boas mãos do princípio ao fim. O IATI Mochileiro é o melhor seguro para este destino. Para além de uma enorme cobertura médica, também te protegerá com uma cobertura de viagem em casos como roubo, incidentes com o teu transporte, problemas com a tua bagagem ou, por exemplo, repatriamento. Não esperes mais. Não arrisques e adquire-o já: Preços e coberturas em vigor à data da atualização deste guia. Sujeito a alterações.

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Viajar sozinha para Guatemala, é seguro?

Viajar sozinha para Guatemala, é seguro?

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Artigo escrito por Claudia Rodriguez, de Viajar por Filipinas É realmente seguro viajar sozinha na Guatemala? Fiz estas perguntas a mim própria antes de me aventurar numa viagem a solo pela América Central, por isso compreendo perfeitamente todos os teus receios. Como alguns países da região, a reputação da Guatemala como um país inseguro não ajuda, por isso é sempre aconselhável fazeres a tua pesquisa com antecedência e leres as experiências e conselhos de outras mulheres viajantes. Para que possas montar o teu itinerário na Guatemala e aproveitá-lo a 1000%, mesmo desde a fase de preparação, vou contar-te tudo sobre viajar sozinha para Guatemala. Aqui vamos nós! Porquê viajar sozinha para a Guatemala? É possível? Não só é possível viajares sozinha para a Guatemala, como é uma viagem que vais adorar imenso. É um destino cheio de atrações naturais (provavelmente já ouviste falar do Lago Atitlán e de Semuc Champey), mas também de oportunidades para aprenderes sobre a sua cultura, quer seja ancestral com Tikal , ou mais contemporânea em cidades como Antigua ou Chichicastenango. Além disso, a Guatemala também oferece uma infinidade de atividades fora do comum, como subir as encostas de um vulcão para veres outro em erupção, fazer um retiro de ioga junto a um lago majestoso ou, porque não, perderes-te numa selva densa durante alguns dias. É fácil deslocares-te na Guatemala utilizando os transportes públicos. Há autocarros e carrinhas ou shuttles para os principais destinos turísticos e são muito seguros. Tem cuidado com os chamados “chicken buses” ou “polleras”, onde por vezes ocorrem furtos e roubos. Do ponto de vista económico, é possível viajares sozinha para a Guatemala a baixo custo. É um destino acessível na rota dos mochileiros pelas Américas. Podes dormir em hostels em dormitórios partilhados por apenas 7 euros por noite, mas se quiseres ter o teu próprio quarto individual, não terás de gastar muito dinheiro. Podes encontrar quartos só para ti por apenas 10 euros. Do meu ponto de vista, a Guatemala é um local ideal se for uma das tuas primeiras viagens a solo, mas se não quiseres ir para um destino extremamente turístico ou sobrelotado. Cada vez mais nós, mulheres viajantes, somos encorajadas a descobri-la sozinhas e, embora em locais como Antígua ou o Lago Atitlán haja muito turismo, basta afastares-te das zonas mais populares para te sentires um pouco aventureira. Em suma, é o local perfeito para qualquer tipo de viajante. É realmente seguro viajar sozinha para a Guatemala? É verdade que as recomendações de segurança do Ministério dos Negócios Estrangeiros Português não são nada lisonjeiras. Em várias ocasiões, afirmam que “as condições de segurança são deficitárias”, uma vez que pode haver “assaltos, furtos, situações de abuso sexual e sequestros (de tipo express) em todo o país.”, pelo que “se possível, deverá deixar os seus documentos e objetos de valor em local seguro”. Dito isto, com exceção da Cidade da Guatemala, que é considerada bastante perigosa, especialmente nas zonas 3, 5, 6, 7, 8, 11, 12 e 18, Mixco e Villanueva; 99% dos destinos turísticos guatemaltecos são classificados como de risco médio. Como também te contamos em “É seguro viajar para a Guatemala?“, com o mínimo de precauções e bom senso, nada te deve acontecer e, de facto, a grande maioria dos viajantes sai satisfeita da experiência. Embora eu te vá contar tudo sobre as dicas para viajares sozinha na Guatemala mais adiante, a minha recomendação é que tentes ficar nas áreas mais centrais das cidades ou vilas e evites andar em ruas solitárias, especialmente à noite. Também é aconselhável perguntar no alojamento quais os sítios considerados seguros e quais os que não o são, bem como quaisquer outras recomendações. Eles sabem mais sobre a criminalidade do que qualquer outra pessoa. Quanto a deslocações, utilizei os shuttles em todas as minhas viagens, fiz algumas excursões e, para viagens muito longas como a de Flores para a Cidade da Guatemala, apanhei um autocarro noturno. Dentro das próprias cidades, aplicações como a Uber funcionam muito bem. É preciso ter em atenção que, como em toda a América Central, as mulheres estrangeiras chamam a atenção, especialmente quando viajam sozinhas. E embora viajares sozinha na Guatemala seja seguro, nalguns casos serás alvo de olhares ou mesmo de alguns elogios. Não que, na minha perspetiva, isso seja grave ou perigoso, mas é preciso habituares-te à ideia. Se, a dada altura, te sentires sozinha ou precisares de companhia, não encarares isso como um fracasso, é completamente normal. Procura alternativas como juntares-te a uma excursão organizada (podes encontrá-las facilmente nos alojamentos ou em agências online como a Civitatis ou a GetYourGuide) ou ficares em hostels, onde encontrarás certamente outros viajantes como tu, ansiosos por conversar. Em termos de saneamento, toma as mesmas precauções que deves ter em conta num destino tropical como este. Não bebas água da torneira, tem cuidado com o que comes (sem enlouquecer, a comida de rua guatemalteca é muito saborosa) e evita ao máximo as picadas de mosquito, pois existe o risco de contraíres doenças como o dengue, chikungunya ou Zika. Além disso, não te esqueças de fazer um bom seguro de viagem que te cubra quando mais precisares. O MNE salienta que “As condições sanitárias são razoáveis tanto na capital como nas zonas eminentemente turísticas. No resto do país, os cuidados de saúde a estrangeiros são, na maioria das vezes, prestados em hospitais privados, envolvendo custos elevados. É muito recomendável adquirir um seguro médico abrangente, válido no exterior, que cubra totalmente os encargos com eventuais despesas de saúde no local, bem como os custos de eventual um repatriamento sanitário”. É por isso que o IATI Mochileiro será o teu companheiro ideal para esta aventura. Para além de te cobrir as despesas de saúde que possas ter se precisares dele por um motivo mais comum, também te cobrirá se decidires fazer um percurso pedestre como o do Vulcão Acatenango ou o do Vulcão Pacaya. Além disso, o seguro cobre as despesas de regresso ao país de origem por razões como a morte ou a hospitalização de um membro da família e outras circunstâncias que ultrapassem o âmbito puramente médico, como o roubo ou os danos na bagagem. Destinos recomendados para viajar sozinha na Guatemala – O que fazer sozinha na Guatemala? Há muito para fazer na Guatemala, mas, para mim, estes são os melhores destinos para descobrires sozinha, pelo que oferecem, pelo seu ambiente e pela relativa facilidade de acesso: Antígua Rapidamente me apaixonei pelos encantos de Antígua e, depois de ter visitado muitos países, continuo a achar que esta é a cidade mais bonita da Guatemala, da América Central e uma das mais espectaculares do continente. Antiga capital do país, está repleta de ruas de paralelepípedos ladeadas por coloridas casas coloniais, muitas delas convertidas em charmosos hostels ou cafés onde se pode provar um dos melhores cafés do mundo. Além disso, Antígua está rodeada por espetaculares vulcões que são visíveis de quase todos os ângulos. O Volcán de Fuego, o Volcán de Agua ou o Volcán Acatenango são cones vulcânicos que, de certeza, te vão surpreender. Um dos melhores sítios para os ver é a partir do Cerro de la Cruz. Antígua é também o ponto de partida para várias excursões interessantes que darão um pouco de adrenalina à tua viagem sozinha na Guatemala. A mais conhecida é a caminhada de Acatenango, que te dará uma visão de perto do Volcán de Fuego expelindo lava. A subida é dura, uma vez que vais subir até aos 4.000 metros acima do nível do mar e superar uma queda de 1.800 metros, mas a recompensa é enorme. Flores e Tikal Seria um verdadeiro pecado não visitares Tikal durante a tua viagem a solo à Guatemala. É uma das mais incríveis cidades maias da América Central, bem como um dos maiores sítios arqueológicos do planeta. Escondida debaixo de uma densa floresta tropical durante cerca de 1000 anos, só em 1948 é que os primeiros arqueólogos a visitaram. Foi declarado Património Mundial da UNESCO em 1979. O Templo do Grande Jaguar, situado na Grande Praça, é uma das mais belas estruturas maias que se pode ver. Mas caminhar pela selva, ouvindo macacos uivadores e um enorme número de pássaros, torna a experiência ainda mais especial. A maioria dos viajantes que visitam Tikal fazem-no a partir da encantadora ilha de Flores, situada no lago Petén Itzá. Com casas de estilo colonial, aqui encontrarás agradáveis hostels onde poderás passar vários dias em paz e sossego enquanto fazes excursões a Yaxhá, outro importante sítio arqueológico, ou às grutas de Actún Kan. Lago Atitlán e Chichicastenango O Lago Atitlán é um daqueles lugares que transmitem um “algo” que nos faz querer ficar mais tempo. Situado a 1.560 metros de altitude e abraçado pelos vulcões San Pedro, Atitlán e Tolimán, é o local ideal para conheceres a cultura guatemalteca, relaxares ou até fazeres um retiro espiritual ou de ioga (não é por acaso que é um dos melhores destinos para a prática de ioga). Se gostas de montanhas, também podes considerar escalar o Vulcão San Pedro ou o Nariz do Diabo. Apesar de algumas cidades se terem tornado demasiado “turísticas” para o meu gosto, penso que San Juan La Laguna ainda conserva muito encanto e que a escolheria como base para alguns dias. Por outro lado, os vaivéns ou excursões para Chichicastenango partem das principais cidades ao longo do lago para visitar um dos mercados mais pitorescos da região. O “Chichi” fica a cerca de uma hora de distância e realiza-se todas as quintas-feiras e domingos, com centenas de bancas que vendem artesanato, frutas e legumes. Semuc Champey Chegar a Semuc Champey exige algum esforço, pois são 12 horas de viagem desde o Lago Atitlán, mas a recompensa é outro lugar mágico. “Onde o rio se esconde sob as pedras”, que é o significado de Semuc Champey em maia, é um monumento natural maravilhoso. Trata-se de um conjunto de piscinas de cor turquesa formadas pela passagem do rio Cahabón. Pode ser visto de diferentes pontos de vista, mas, como já deves ter adivinhado, é melhor trazeres o teu fato de banho para dar um mergulho. Dicas para viajar sozinha para a Guatemala Como podes ver, podes viajar sozinha para a Guatemala como mulher, e é também um ótimo destino para te ligares a ti própria, rodeares-te de uma natureza exuberante e descobrires uma cultura ancestral. Para ajudar a aproveitar ainda mais, aqui estão algumas dicas para viajares sozinha para a Guatemala que eu gostaria de ter lido antes de partir: • Evita áreas solitárias, especialmente à noite. Pergunta ao teu hotel quais são as áreas seguras e quais não são. • Não exibas objetos de valor. Mesmo assim, em zonas muito turísticas, como o centro de Antígua, não terás qualquer problema em mostrar a tua máquina fotográfica ou o teu telemóvel. • Recomendo que fiques em zonas centrais, pois não terás de andar em sítios mais isolados. • Embora mais caros do que os autocarros, os shuttles são uma forma confortável e segura de viajares sozinha na Guatemala. Os vaivéns podem ser reservados com antecedência no alojamento ou online. • Pessoalmente, gosto de chegar aos sítios quando já é dia. Isto dá-me mais confiança quando procuro alojamento. • Fazer o melhor seguro para a Guatemala, o IATI Mochileiro, far-te-á sentir mais relaxada e protegida. • Em Semuc Champey, Flores, Tikal e Caraíbas, é melhor usares repelente de mosquitos, especialmente ao amanhecer e ao anoitecer. Mais dicas para viajar sozinha na Guatemala • É senso comum, mas não deixes os teus pertences sem vigilância, mesmo nos transportes públicos. Leva sempre contigo objetos de valor e nunca os deixes nos porões de bagagem ou nas prateleiras superiores dos autocarros. • Se possível, não apanhes táxis de rua e utiliza a Uber. Também podes pedir ao teu alojamento para chamar um táxi oficial. • Se planeias visitar a Cidade da Guatemala, é melhor inscreveres-te numa excursão ou utilizar os serviços de um táxi. Algumas zonas são bastante inseguras. • Para excursões que exijam esforço físico ou um mínimo de perigo, como a caminhada do Acatenango, recomendo que verifiques cuidadosamente as opiniões de outros viajantes. São percursos que exigem empenho e responsabilidade, pelo que é melhor teres cuidado. • Levantar dinheiro em caixas multibanco em agências ou centros comerciais, que normalmente estão vigiados. Recomendo também que leves vários cartões de crédito ou débito para o caso de algum deles falhar. • Descarrega a aplicação Maps.me e o mapa da Guatemala, para poderes ver onde estás mesmo quando ficares sem cobertura. Ter internet no teu telemóvel também te ajudará a manter a calma. • É seguro viajares sozinha para Guatemala e totalmente possível, mas se alguma vez te cansares disso, há muitos hostels em quase todos os destinos onde podes conhecer outros viajantes e fazer excursões. • E a mesma coisa que vos digo sempre: usem o vosso instinto e bom senso, eles não costumam falhar. Pronta para viajares sozinha para a Guatemala? Esperamos ter esclarecido as tuas dúvidas e que te sintas realmente encorajada a descobrir este pequeno pedaço da América Central, que eu achei espetacular. Mesmo assim, se tiveres alguma dúvida ou quiseres contribuir com algo, deixa nos comentários. Fica por aqui, porque no blogue da IATI criámos ainda mais conteúdos sobre a Guatemala que, de certeza, te vão interessar: • É seguro viajar para a Guatemala? • Itinerário de viagem de 15 dias por Guatemala: melhor rota

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Como trabalhar a viajar pelo mundo? Vivir viajando

Como trabalhar a viajar pelo mundo? Vivir viajando

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~Artigo escrito por Vivir Viajando~ Viajar e ganhar dinheiro é o sonho de muitos. Acordar todos os dias num destino diferente, viver grandes aventuras, conhecer novas pessoas e, ainda por cima, ganhar dinheiro pelo caminho parece demasiado bom para não quereres experimentar algo assim, não é? Hoje vou contar-te como trabalhar e viajar pelo mundo. Abres o Instagram (ou qualquer outra rede social) e vês pessoas que poderiam ser tu a viver na estrada e outras, muitas vezes a partir das suas casas a poucos quilómetros de distância, a quererem vender-te um curso infalível no valor de milhares de euros com o qual, em poucos meses, garantem que o teu sonho se tornará realidade. Sou o Jairo (todas as opiniões que vais ler a seguir são exclusivamente minhas), sou o que alguns chamam de “nómada digital” há 8 anos e este artigo vai ser uma espécie de mistura de conselhos sobre opções para trabalhar em todo o mundo e um ou dois avisos para que não penses que podes ser um desses nómadas digitais de um dia para o outro. Cuidado, há curvas à frente e doses de realidade que podem não ser as que estás à procura. O Working Holiday Visa, um começo perfeito Estávamos em 2010 e eu estava no meio do Laos, na minha primeira grande viagem. Tinha estado a poupar durante muito tempo para a realizar, mas as poupanças estavam a começar a diminuir e eu sabia que dentro de alguns meses teria de regressar a casa. E depois? Nessa viagem, conheci outros viajantes de diferentes nacionalidades e muitos deles falaram-me de algo que, na altura, era novo para mim, o Working Holiday Visa. Disseram-me que se tratava de um visto com o qual se podia ficar em países como a Nova Zelândia, o Canadá ou a Austrália durante um ano e ganhar dinheiro enquanto se vivia a aventura. Essa informação ficou-me na cabeça. Nunca tinha pensado em viver a viajar ou trabalhar à volta do mundo, mas de repente encontrei uma forma de prolongar a viagem de sonho que estava a viver. Foi 4 anos depois, em 2014, que finalmente consegui o meu Working Holiday Visa para a Nova Zelândia e em outubro desse mesmo ano comecei esta aventura que mudou o rumo da minha vida. Por experiência própria, posso garantir que optar por um Working Holiday Visa é uma ótima opção para começar a dar forma a esta ideia de viver, viajar e trabalhar pelo mundo. No meu caso, limpei apartamentos, apanhei maçãs, embalei kiwis e fui lavador de pratos num hotel de luxo no sopé de Mordor. Quanto é que se ganha? Bem, isso depende de ti. Eu fui com a intenção de viver a experiência e ganhar algum dinheiro e saí de lá com muitas aventuras atrás de mim e alguns milhares de dólares poupados (sinceramente não sei dizer quanto). Muitas pessoas utilizam este visto para viver durante um ano num país destes e depois gastam o dinheiro ganho numa longa viagem ao Sudeste Asiático ou à América do Sul, onde esses dólares podem durar muitos meses. Conheci vários amigos, como o Saul ou o Alberto, por exemplo, que trabalharam MUITO, com horários muito duros, mas saíram do país com muito dinheiro. Na Nova Zelândia, há todo o tipo de empregos no campo e também no setor do turismo, como acontece em países como a Austrália ou o Canadá. Por isso, se estás à procura de uma forma de começar a trabalhar pelo mundo e a viver na estrada, este é o meu caso real: o Working Holiday Visa é uma ótima forma de dar o primeiro passo. Seja qual for o país para onde vás, um requisito obrigatório (e também 100% recomendado) é ter um seguro de viagem que te cubra durante toda a tua experiência. Como se trata de uma viagem de tantos meses, o que melhor se adequa é o IATI Grandes Viajantes, com uma cobertura enorme, mas concebido para te cobrir durante um ano sem que o preço suba em flecha. Podes encontrá-lo aqui: Woofing, Workaway e outras plataformas Outra opção para começar no mundo das viagens remuneradas é inscreveres-te em sites como o Woofing ou o Workaway. Esta proposta geralmente não inclui benefícios financeiros, mas é uma ótima maneira de poupar dinheiro e prolongar a tua vida de viajante. Estes sites tendem a ligar viajantes como tu a pessoas que precisam de ajuda de alguma forma. Já utilizei ambos, uma vez cada. Em 2011, estive a fazer Woofing numa aldeia remota da Tailândia de que já nem me lembro o nome. Em troca de alojamento e alimentação, trabalhei 4 horas por dia a construir casas de adobe. Durante o tempo que lá estive, portanto, para além de viver uma experiência diferente que nunca teria tido de outra forma, não gastei um único cêntimo e isso permitiu-me prolongar a minha viagem. É importante informares-te bem antes de aceitar uma proposta deste género, porque muitas delas exigem normalmente um grande esforço físico e podem não ser o que procuras. Em relação ao Workaway, trabalhei num hostel na Nova Zelândia. Neste caso, foi-me dado alojamento gratuito em troca de menos de 2 horas de limpeza do quarto de manhã, na “malcheirosa” cidade de Rotorua. Graças a isso, pude dedicar parte do meu dia a começar a escrever para outras pessoas e a gerar o meu primeiro rendimento como Nómada Digital (mais sobre isso adiante). Como podes ver, viver enquanto viajas pode ser qualquer coisa, desde gerar rendimentos pelo caminho até prolongar uma viagem com base em colaborações como estas. Neste sentido, o próximo ponto, House Sitting, também pode interessar-te. House Sitting, cuidar de animais em todo o mundo Na mesma linha do ponto anterior, de não gerar dinheiro mas poupar para poder prolongar a viagem, uma proposta muito interessante é o House Sitting. Através de plataformas como a Trusted Housesitters, viajantes como tu podem entrar em contacto com pessoas que precisam de alguém para cuidar dos seus animais de estimação enquanto estão fora. Para além de passar uns dias sem gastar em alojamento, é uma forma única de conhecer uma cidade como um local. No meu caso, já tomei conta de um cão enorme em Miami, num bairro cinematográfico, de uma matilha de 5 cães numa vivenda em Bali, de 2 gatos em Amesterdão, de 2 gatos em Kuala Lumpur, de um lindo shiba inu no centro de Tóquio, de um cão de praia em Tarragona, de 2 gatos em Cómpeta… e de 1 gato + 1 cão + 100 ovelhas + 2 touros + muitas galinhas na Nova Zelândia. Nas casas de Miami, Tóquio ou Nova Zelândia, passei mais de um mês em cada casa, imagina quanto poupei! Inscreveres-te nestes sites implica, evidentemente, o pagamento de uma taxa anual. Mas com apenas um animal de estimação de que vais tomar conta, já ficas com isso pago. O meu conselho é que tenhas muito cuidado ao criar o teu perfil, é melhor ter demasiada informação do que pouca. Quando estiveres a cuidar de animais de estimação, receberás comentários dos seus donos que ajudarão os outros a confiar em ti, mas não ter referências no início pode custar um pouco mais. Restauração Os bares e restaurantes podem ser encontrados em quase todos os cantos do mundo e são também uma ótima opção para ganhar dinheiro e trabalhar enquanto se viaja pelo mundo. Não é necessário ir a um bar perdido na selva da Malásia, como fez o meu amigo Pablo do Chile, há opções muito mais próximas. Eu, por exemplo, em 2007, fiz a minha mochila e fui viver para Amesterdão. Durante esses meses, trabalhei num restaurante peruano e num restaurante japonês (comida grátis!) e vi que é muito fácil encontrar trabalho no setor da hotelaria e restauração e que, se nos esforçarmos um pouco, podemos até ser promovidos. Se a ideia de tentar trabalhar à volta do mundo e viver em viagem te agrada, talvez te interesse saber que acima do Círculo Polar Ártico, em países como a Noruega, a Finlândia ou a Suíça, o salário mínimo é muito elevado. Fazer uma estadia sazonal num hotel/restaurante que ofereça alojamento pode ser uma excelente fonte de rendimento. Para além dos bares e restaurantes, os hotéis e os hosteis abrem um enorme leque de possibilidades para viajar pelo mundo e ganhar dinheiro. Guia turístico ou animador turístico Provavelmente já viste o anúncio nas redes sociais mais do que uma vez: “Viaja de graça e vive uma experiência única como guia turístico!” Ao longo dos anos, costumo lê-lo da seguinte forma: “Trabalha 24 horas de graça e faz uma agência ganhar muito dinheiro à tua custa”. Há muitas pessoas que podem sentir-se atraídas pela ideia de fazer uma viagem e liderar um grupo de pessoas por um país, mas lembra-te de que não serás apenas um do grupo, é um ótimo emprego! Estes anúncios vendem-te a experiência idílica de trabalhar gratuitamente em troca de voos para o destino em questão, mas não deixa de ser um trabalho não remunerado. No domínio da possibilidade de ganhar dinheiro a viajar como guia, há também as agências que pagam. Esta é a norma. Também pode ser uma ótima experiência e normalmente ganha-se bastante bem. Mas digo-te o mesmo, não penses que vais ganhar dinheiro por viajar. Ganha-se dinheiro a trabalhar no duro. Tomar conta de um grupo de pessoas, 24 horas por dia, cada uma com as suas necessidades e hábitos, gerir orçamentos, alojamento, transportes… não é tarefa fácil. É um trabalho muito enriquecedor, mas não é adequado para toda a gente. Um aspeto bastante negativo deste trabalho é o facto de muitas empresas te obrigarem a fazer uma primeira viagem sem remuneração como “teste”. Certifica-te de que compreendes as condições antes de começar. Viver a viajar e trabalhar à volta do mundo como instrutor de mergulho Tenho vários amigos que fazem isto e acho que é um mundo fantástico. Se já mergulhaste e gostas de mergulhar, talvez possas pensar em trabalhar em todo o mundo como instrutor de mergulho. Em muitas partes do mundo, procuram-se instrutores de mergulho e, se o mundo subaquático te atrai, esta pode ser uma boa forma de gerar rendimentos. O normal é mergulhares algumas vezes antes e ver se é algo em que te vês a trabalhar, mas algumas pessoas corajosas fazem o que é conhecido como “Do zero ao herói” e passam de nunca terem mergulhado antes a fazer o Open Water (curso básico), o Advanced e o Instructor Course, um após o outro, num período muito curto de tempo. Pensa nisso, talvez daqui a alguns meses possas estar a viver numa bela ilha das Filipinas e a trabalhar nesta área… Trabalhar num cruzeiro Talvez o mar seja a tua praia, não debaixo dele mas sim acima dele. Esta é uma das poucas coisas de que falo neste artigo sem a ter experimentado, mas a minha amiga Bárbara experimentou-a pela primeira vez em 2015 e tem navegado pelos mares desde então e está muito feliz por ter tomado essa decisão. Num navio de cruzeiro podes trabalhar em muitas coisas. Desde nadador-salvador na piscina, limpeza de quartos, animador, catering… e o melhor de tudo é que, enquanto estiveres num cruzeiro, tens alojamento, cozinha e zero despesas enquanto estiveres a parar em diferentes portos e novos destinos. Para mim, estar em alto mar durante tanto tempo não me convém, mas talvez para ti possa ser uma forma de começar. Ser um nómada digital Deixei para o fim a questão de seres um Nómada Digital porque suponho que muitos de vocês chegarão aqui à procura precisamente disto. Descobri que era um Nómada Digital algum tempo depois de ter começado a sê-lo. Há uns anos, este conceito não estava na moda e até vários “gurus” começarem a vender cursos para dizer como o fazer, éramos apenas pessoas que trabalhavam online… o que, por outras palavras, vende menos. Sou um Nómada Digital há 8 anos e nunca fiz um único curso de “Como ser um Nómada Digital”, zero. Por várias razões… 1. 100% do conteúdo que se pode encontrar nestes cursos, que valem milhares de euros, está disponível gratuitamente no Google se pesquisares um pouco. 1. São normalmente cursos completamente vazios que poderiam ter sido desenhados por Pablo Coelho com frases como “Segue os teus sonhos”, “Encontra o teu talento e partilha-o com o mundo”, “Sê o nómada que queres ser”. Frases aos 0’60. 1. Os únicos que beneficiam destes cursos são aqueles que os dão. E, como digo, a grande maioria não é nómada nem digital. Pode parecer egoísta mas, se tivesses a chave do sucesso para ganhar milhões de euros a viajar, fá-lo-ias ou contarias o teu grande segredo por quatro libras a desconhecidos? Já falei muitas vezes com um desses falsos gurus e ele ri-se quando lhe digo que, por causa dele, existe agora um enorme cemitério digital de blogues de viagens que nunca passaram do primeiro ano e deixaram as suas poupanças na tentativa. 1. A história acaba normalmente numa espécie de ciclo em pirâmide. Faz-se um curso muito caro, que pouco valor traz, e percebe-se que a única forma de ganhar dinheiro com tudo isto é tentar vender esse mesmo curso a outra pessoa que tenha as mesmas ilusões que se tinha no início… para receber uma comissão de venda. Na maioria dos casos, isto é o máximo que um nómada digital pode conseguir. Então, como é que podes ser um Nómada Digital sem cair neste beco sem saída? Spoiler: aqui vem um banho de realidade de que provavelmente não vais gostar. 1. Ter algum tipo de habilidade anterior para usares. 1. Trabalhar muito, muito, muito duro sem pensar que, em breve, estaremos a nadar em piscinas de notas. O que é que eu quero dizer com algum tipo de habilidade? Bem, se fores, por exemplo, um programador, ou se fores bom em coisas como escrever, tirar fotografias, editar vídeos, fazer páginas web… etc, tens uma possível porta aberta para entrar neste caminho de viver a viajar como um Nómada Digital e ganhar dinheiro à volta do mundo. Se não, pode ser mais difícil ou impossível e NADA ACONTECE. Não é tão fabuloso como o vendem (isso dá para outro artigo) e não é a tua única opção. Tal como vos contei o meu caso com o Working Holiday Visa, vou contar-vos como me tornei um Nómada Digital sem sequer me aperceber. No meu caso, foi através de um blogue de viagens. Ganhar a vida com um blogue de viagens Atualmente, vivo de escrever online sobre viagens e muitas pessoas já me escreveram a dizer coisas como “ei, quero fazer o mesmo, pergunta se estão à procura de pessoas” ou “vou começar um blogue, vou fazer uma viagem este ano e assim posso ganhar algum dinheiro”. Depois vem a parte em que temos de explicar que as coisas não funcionam assim. Eu adorava ser astronauta, mas se ligar para a NASA vai ser difícil que me digam “sim, claro, venha amanhã e partiremos para Marte”. Por um lado, é preciso ter experiência. Muitos de nós, bloguistas de viagens, começámos por ser um hobby, uma forma de partilhar as nossas viagens com a família e os amigos. Ao escrever e escrever, tornamo-nos “menos maus” e aprendemos com centenas de erros. Depois, o fator sorte também é importante. Há pessoas que são muito boas a escrever e que não ganham um único euro. Mas se o fizermos bem e dedicarmos muito tempo a isso, talvez alguém o veja e queira colaborar connosco. Foi assim que comecei a escrever para outros e, gradualmente, fui ganhando mais experiência e, pouco a pouco, dinheiro. Outra opção é ganhar dinheiro diretamente com o teu próprio blogue, o que também exige muito tempo e não te dará qualquer lucro antes de entrares em licença sabática no próximo verão. Neste aspeto, é muito importante que saibas que hoje em dia a concorrência é brutal. Há muita, muita, muita gente a escrever sobre viagens. Alguns que começaram com a ilusão de contar as suas aventuras aos amigos e evoluíram e outros, também totalmente legítimos, que vieram com a intenção clara de monetizar desde o minuto 1. Não estou a dizer para não o fazeres. Mas estou a dizer que o deves fazer com o realismo necessário para saber que não é fácil, nem rápido, nem ninguém te vai dar nada de graça. Tens horas de escrita pela frente, horas a aprender a fazer um site que tanto os humanos como os robôs do Google gostem, horas a não perceber porque é que o Wordpress não faz o que queres, horas a descobrir conceitos como SEO e, talvez depois de tudo isso, um momento em que possas dizer “Funcionou!”. Mas, meu amigo, se não funcionar, não há problema nenhum. Não fizeste nada de errado. Tentaste. Tentaste mesmo. Eu sou um Nómada Digital há 8 anos e posso dizer-te três coisas: 1. Não é preciso nenhum curso para o ser. 1. Aqueles que mais falam sobre isso e repetem vezes sem conta que o são… provavelmente estão apenas à procura do seu dinheiro. Foge destes. 1. Trabalho, perseverança e esforço são a chave, mas não uma fórmula mágica. O que posso fazer se quiser ser um Nómada Digital? Como já referi, Nómada Digital é apenas um termo fixe utilizado hoje em dia para aqueles de nós que trabalham online. Há uma série de competências compatíveis com ele: • Copywriter • Community Manager • Tradutor • Fotógrafo • Videógrafo • Designer • Web designer • SEO • Criador de conteúdos Podia falar durante horas sobre mais formas de viver a viajar, trabalhar pelo mundo e as duas faces de ser um nómada digital. Mas acho que com esta primeira dose acho que já tens um bom ponto de partida. Se tiveres dúvidas ou perguntas, terei todo o gosto em lê-las nos comentários.

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Itinerário de viagem de 21 dias em Moçambique

Itinerário de viagem de 21 dias em Moçambique

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Moçambique é um daqueles destinos do nosso vasto e variado mundo que deixa uma marca em todos os viajantes que o exploram profundamente. Para que passes a fazer parte desse grupo, vamos deixar-te um itinerário de viagem de 21 dias em Moçambique. Este país do sul de África foi o primeiro do continente onde os colonizadores europeus construíram uma edificação. O explorador que chegou a esta ilha, em 1498, foi o português Vasco da Gama. Foi este grande navegador que batizou Moçambique como “A terra da boa gente”, devido ao caráter hospitaleiro e amável dos habitantes com quem se deparou. Até hoje, esse epíteto continua válido. Moçambique é um país que possui grandes atrações naturais – selvas, grandes extensões onde habitam centenas de espécies de animais selvagens, montanhas, praias paradisíacas, ilhas rodeadas por fascinantes mundos submarinos e muito mais –, mas o seu maior tesouro continua a ser o povo que o povoa. Pouco visitado pelo turismo internacional, os poucos viajantes experientes que se aventuram a percorrer este país africano alongado são recebidos por uma alegria e calor humanos difíceis de encontrar nas nossas sociedades ocidentais cinzentas e monótonas. Viajar por Moçambique por conta própria, contudo, exige alguma paciência. O transporte público é limitado e as estradas não são as melhores. Isto leva a que demores horas a percorrer distâncias não muito longas. Outra opção é voar entre os diferentes pontos de interesse, mas assim perdes a oportunidade de conhecer a vida real dos moçambicanos. Algo que tens de experimentar para sentir o país a um nível mais profundo. O ideal, para fazer um bom percurso por Moçambique, é combinar ambos os meios de transporte, incluindo o barco para excursões pontuais pelas maravilhosas águas do Índico. Quanto à melhor época do ano para realizar esta viagem a Moçambique, o ideal é entre maio e novembro, quando as temperaturas não são demasiado altas e o clima é seco. De dezembro a abril é a estação chuvosa e algumas estradas podem ficar congestionadas. Deixa-te envolver pela magia africana com este magnífico itinerário de viagem de 21 dias em Moçambique! Dia 1 e 2: Chegada e visita a Maputo A capital do país, Maputo, é o principal ponto de entrada para Moçambique. Maputo é uma cidade quente em todos os aspetos. Não é à toa que é conhecida como o “Rio de Janeiro de África” pela sua vida noturna espetacular e divertida. Mas, como uma boa capital africana, Maputo também é caos, mercados coloridos, humidade e manifesta certa presença do legado colonial deixado pelos portugueses após cinco séculos de ocupação. Parte desse património é o Forte de Nossa Senhora da Conceição de Lourenço Marques, uma fortaleza construída no último quarto do século XVIII. Ao cair da noite, é hora de te deixares levar pelos ritmos musicais africanos contagiantes em bares e discotecas como Opium, Leblon ou Copa Cabana Night Club. A maioria das pessoas passa rapidamente por Maputo, mas é uma cidade interessante o suficiente para dedicares pelo menos dois dias. Especialmente se chegares durante um fim de semana. Dia 3, 4 e 5: Tofo Depois de conheceres a capital, é altura de continuarmos a nossa rota por Moçambique em direção à sua bela costa. A primeira paragem, após cerca de 8 horas de viagem de autocarro, leva-nos a conhecer a pequena localidade de Tofo. Antigamente uma vila de pescadores completamente adormecida, Tofo notou uma certa mudança na sua existência tranquila quando, há pouco mais de uma década, os viajantes mochileiros estrangeiros a descobriram e a declararam “paraíso terrestre”. Desde então, algumas pensões, pequenas agências que organizam atividades na área, restaurantes, mercados e outros negócios turísticos surgiram nas suas ruas de areia. Aqui podes mergulhar em águas de sonho, percorrer a costa de caiaque, fazer yoga, andar de quadriciclo ou, simplesmente, relaxar e desfrutar de praias espetaculares – como as de Barra ou Tofinho – enquanto conversas com os locais e observas a vida a passar. Dois dias aqui são necessários num bom itinerário por Moçambique. Dia 6 e 7: Vilanculos e o arquipélago de Bazaruto Apanhámos um autocarro ou uma “chapa” – um meio de transporte coletivo moçambicano que consiste numa furgoneta desgastada que só parte quando está totalmente cheia de pessoas e bagagens – para percorrer os pouco mais de 300 km que separam Tofo de Vilanculos. Vilanculos é uma vila de pescadores um pouco mais desenvolvida que Tofo, mas muito menos turística e, portanto, mais autêntica. Além de percorreres as suas ruas e conversares com as pessoas no mercado, a melhor coisa que podes fazer em Vilanculos é explorar o belíssimo arquipélago de Bazaruto. Formado por seis ilhas – Bazaruto, Magaruque, Benguerra, Banque, Shell e Santa Carolina – com dunas, vegetação e praias virgens, o Parque Nacional de Bazaruto oferece águas transparentes onde podes admirar diferentes formações de coral e dezenas de espécies coloridas de peixes. No entanto, a experiência mais procurada é nadar junto aos manchados tubarões-baleia. Este gigante dos oceanos é comum na área, juntamente com tartarugas bobas, raias-manta, golfinhos e diferentes espécies de tubarões recifais. Para os amantes da vida marinha, esta é uma paragem obrigatória num itinerário de viagem de 21 dias em Moçambique. Dia 8, 9 e 10: Parque Nacional da Gorongosa Depois de explorar a costa sul de Moçambique, é hora de seguirmos rumo ao noroeste e viajarmos cerca de 10 horas até aos limites do Parque Nacional da Gorongosa. Este parque nacional e os animais que o habitavam sofreram danos significativos durante a longa e sangrenta guerra civil moçambicana (1977-1992). Com o tempo, as espécies foram reintroduzidas e, hoje em dia, embora não tenha atingido o esplendor de outrora, é um ótimo lugar para admirar muitos dos protagonistas da vida selvagem do sul de África. É recomendável incluí-lo no teu roteiro por Moçambique e passar alguns dias observando impalas, antílopes, javalis, hipopótamos, elefantes e, se tiveres sorte, algum leão. Se és amante de aves, ficarás feliz em saber que aqui residem mais de 300 espécies diferentes, incluindo várias endémicas e quase endémicas. Dia 11, 12, 13 e 14: Gurué e trekking até ao Monte Namuli Vai ser preciso mais um dia de viagem para chegarmos à cidade de Gurué. Com pouco mais de cem mil habitantes, é uma cidade importante na província moçambicana de Zambezia e servirá como base para realizarmos um dos trekkings mais bonitos em Moçambique: aquele que te leva a subir até ao topo do Monte Namuli. O Monte Namuli, com os seus 2.420 metros de altitude acima do nível do mar, é o segundo pico mais alto de Moçambique. No entanto, o que é verdadeiramente singular é que esta montanha é sagrada para os macuas, uma etnia que habita na região. Por isso, para subir ao monte é necessário pedir permissão à chefe da aldeia que se encontra na sua base (é recomendável levar-lhe alguns presentes). Esta rota de caminhada, com cerca de 3 dias de duração, é uma experiência inesquecível no teu itinerário por Moçambique. Irás atravessar campos de cultivo, aldeias, rios, colinas, e tudo isso sobre essa terra avermelhada que é o sangue de África. Não percas a oportunidade de interagir com as pessoas numa das zonas mais autênticas e menos visitadas do país. Dia 15, 16 e 17: Ilha de Moçambique Depois de explorarmos o interior de Moçambique, é hora de regressarmos à costa. Para isso, teremos que atravessar Nampula e seguir pela estrada que leva à Ilha de Moçambique. Este local tem uma grande importância histórica, pois aqui estão as construções europeias mais antigas do continente africano. A capela de Nossa Senhora do Baluarte, construída pelos portugueses em 1522, é, de facto, o primeiro edifício europeu construído no hemisfério sul. Outro edifício a visitar na Ilha de Moçambique é o Forte de São Sebastião, que ainda se mostra imponente apesar dos seus quatro séculos de existência. A Ilha de Moçambique possui outro lado, muito mais decadente, mas igualmente belo. Existem muitas antigas casas e palacetes – em grande parte, abandonados e quase em ruínas – que permitem vislumbrar a sua época de esplendor passada, quando ainda era a capital do país sob o governo português. As praias também são atrativas, mas não possuem a beleza das do norte ou do sul do país. Quanto ao dia-a-dia, há uma mistura entre estrangeiros e habitantes locais que torna a ilha um lugar muito interessante e multicultural. Dia 18, 19 e 20: Pemba e o Parque Nacional das Ilhas Quirimbas A última paragem nesta completa rota por Moçambique leva-nos a Pemba, a cidade que serve de acesso ao paraíso do Parque Nacional das Ilhas Quirimbas. O arquipélago das Quirimbas é formado por cerca de 20 ilhas e ilhotas, que se espalham ao longo dos quase 400 km de costa que separam Pemba do Rio Rovuma. Nele encontrarás águas cristalinas, praias intocadas, antigas construções coloniais em estado de decadência, manguezais, florestas, pessoas amáveis e muita tranquilidade. É o lugar ideal para relaxar na praia, fazer snorkel, passear num dhow – barcos à vela com uma tradição centenária na região – e admirar as estrelas ao cair da noite. As três ilhas principais onde ficar são Ilha do Ibo, Matemo e Ilha de Quirimba. Dia 21: Regresso a Maputo e volta para casa O arquipélago das Quirimbas é o ponto final ideal para um completo itinerário por Moçambique. Agora é hora de voar de Pemba para Maputo e levar contigo para casa, na memória, lembranças inesquecíveis para toda a vida.

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O que ver na Namíbia: Top 10 sítios que não podes perder

O que ver na Namíbia: Top 10 sítios que não podes perder

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Diz-se muitas vezes que este país é “puro deserto”, pelo que podes perguntar se há assim muito para ver na Namíbia para além dos quilómetros e quilómetros de estradas onde não passas por ninguém. E a verdade é que todos os que partem para este tesouro africano regressam apaixonados depois de descobrirem um lugar de que não se fala por tudo o que tem para oferecer. Neste guia sobre o que ver na Namíbia, mostramos-te os locais que não podes perder para aproveitares ao máximo este destino. Tudo pronto? Vamos começar! Windhoek Windhoek, a capital do país, é a porta de entrada para a grande maioria dos viajantes que vêm descobrir tudo o que há para ver na Namíbia. Se viajares sozinho num carro alugado, é provável que te dirijas para aqui em busca de um grande supermercado onde possas fazer algumas compras básicas de comida, bebida e até mesmo carvão ou lenha para os churrascos que vais fazer durante a maior parte da tua viagem. Embora Windhoek não seja a cidade mais interessante que visitarás, se tiveres algum tempo no teu itinerário de viagem pela Namíbia, não deves perder a oportunidade de passear e apreciar o património arquitetónico colonial em locais como a Christuskirche (Igreja de Cristo), os belos Jardins do Parlamento ou o interessante Museu da Independência. Se estiveres a planear passar a noite aqui, talvez queiras ir ao Brewers Market e ver algumas das melhores cervejas artesanais. Parque Nacional de Etosha O Parque Nacional de Etosha é, para muitos, o sítio que não pode faltar na lista de locais a visitar na Namíbia. Esta enorme extensão de terra (mais de 22.000 quilómetros quadrados) é um dos melhores locais do mundo para experimentares um safari em auto-condução e marcará um antes e um depois no teu “CV de viagem”. Recomendamos que passes 3 dias completos, deslocando-te de leste para oeste (ou vice-versa) à medida que percorres as estradas e dormes nos diferentes acampamentos. Ao contrário de outros safaris de auto-condução, como o do Parque Nacional Kruger, na África do Sul, onde a magia reside em perderes-te ao longo das diferentes estradas, aqui a ação decorre em torno dos charcos. Sendo a maior parte do terreno desértico, estes charcos atraem centenas de animais que vagueiam pelo parque, criando cenários únicos. Verás girafas nervosas que se agacham para beber com medo de serem atacadas, javalis engraçados que tomam banhos de lama, grandes grupos de zebras e gnus que caminham juntos para se alertarem mutuamente em caso de aparecimento de predadores, belas famílias de elefantes que perfuram o solo em busca de algo para beber e, claro, grandes felinos. Embora a chita e o leopardo também habitem em Etosha, os leões são os mais fáceis de avistar, pois deslocam-se em grupos. As melhores alturas para ver estes e outros felinos serão sempre as horas mais frescas, perto do nascer e do pôr do sol. Okaukuejo, Halali e Namutoni são as três principais áreas de alojamento e onde começarás a aventura de cada dia. As duas primeiras têm também charcos muito interessantes. Em Halali há um pequeno charco onde os animais vêm todas as noites para se refrescarem e onde não é difícil ver rinocerontes. Okaukuejo tem um enorme charco onde uma grande variedade de animais passa todo o dia. Se tiveres uma sanduíche ou um lanche para comer, é um ótimo lugar para vires e desfrutares da tua refeição enquanto elefantes, impalas, gnus e zebras desfilam pacificamente à tua frente. Arte rupestre Há várias paisagens muito especiais para ver no noroeste da Namíbia. A primeira delas é Twyfelfontein. Neste vale, Património Mundial da UNESCO desde 2007, estima-se que existam mais de 3000 petróglifos com idades compreendidas entre os 2000 e os 6000 anos. A visita dura cerca de uma hora e o teu guia levar-te-á a ver algumas destas notáveis gravuras feitas pelos bosquímanos, enquanto te conta a história do local e como só em 1921 um alemão começou a descobrir e a documentar este enorme tesouro cultural. A pouca distância dali, e a caminho das próximas pinturas rupestres de que te vamos falar, há outro local que merece uma paragem. O Damara Living Museum é um “museu vivo” onde podes conhecer o modo de vida e as tradições de uma das tribos mais importantes da Namíbia, os Damara. Conhecerás as suas plantas medicinais, as suas danças, os seus jogos, a sua forma de fazer fogo e, se quiseres, podes levar para casa uma bela recordação comprando alguns dos seus artesanatos. No final da visita, dirige-te ao Maciço de Brandenberg, onde te espera a próxima paragem e uma das mais famosas pinturas rupestres do país, a White Lady. Descoberta no início do século XX por um explorador alemão, continua a suscitar controvérsia 100 anos mais tarde e é fonte de muitas teorias diferentes. Para alguns, esta “White Lady” pode representar a chegada de uma mulher branca da região mediterrânica, provavelmente fenícia. Para outros, não passa de uma xamã que se pintou de branco para se destacar do resto das pinturas como um membro importante da tribo. Seja como for, é um daqueles locais a visitar na Namíbia que não deves perder. Spitzkoppe Mesmo que estejas a viajar na Namíbia há alguns dias, nunca deixarás de te surpreender com as paisagens em constante mudança desta aventura. Dunas, rios, mar e, aqui, imponentes formações rochosas que te deixarão sem palavras. A nossa primeira recomendação é que não hesites e passes uma noite na zona de campismo do próprio Parque Spitzkoppe, mais concretamente na parte ocidental do parque, para desfrutares de um pôr do sol épico. Há muito para fazer em Spitzkoppe. Podes fazer caminhadas com guias que te levarão a ver a flora e a fauna (há animais em liberdade, como o órix e as zebras, que podes ver de perto), visitar pinturas rupestres acessíveis, maravilhar-te com um dos céus estrelados mais espectaculares que alguma vez viste à noite, caminhar ao longo de formações rochosas, como o popular arco The Bridge e, porque não, simplesmente relaxar na tua tenda rodeado pelo silêncio e pela beleza deste lugar. Swakopmund e Sandwich Harbour Se no ponto anterior falámos da constante mudança de paisagens que verás na Namíbia, aqui está outro exemplo claro. Ao entrares nesta parte da Costa Oeste, é provável que te vejas subitamente imerso num espesso nevoeiro que cobre uma área de mais de 50 quilómetros durante grande parte do ano. E isso, vindo do deserto puro onde o sol reina num céu perpetuamente limpo, é um choque e tanto. Swakopmund é uma cidade sem qualquer tipo de importância, onde os colonos alemães começaram a construir as suas primeiras casas no final do século XIX. Podes passear e apreciar o seu legado arquitetónico mas, para além disso, a atração desta cidade é a sua famosa excursão ao Sandwich Harbour. Esta excursão de meio dia começa com o pick-up no teu hotel e segue para o sul ao longo da costa. Durante mais de 6 horas, passarás por áreas repletas de belos flamingos cor-de-rosa, corvos-marinhos e pelicanos antes de chegares ao ponto alto da excursão, as dunas de 90 metros de altura à beira-mar, um cenário único visto em poucos lugares do mundo. Prepara-te para uma descarga de adrenalina enquanto o teu guia te acelera para cima e para baixo nas íngremes paredes de areia no seu 4×4 e depois desfruta de um delicioso brunch com vista (se o nevoeiro o permitir) para o mar a partir do topo de uma duna. No regresso a Swakopmund, não te esqueças de olhar pela janela do carro – se tiveres sorte, poderás avistar alguma da vida selvagem que ali vive, como órix, chacais e até hienas do deserto. Cape Cross + Costa dos Esqueletos A apenas uma hora de carro de Swakopmund fica Cape Cross e seria uma pena perder este lugar único para ver na Namíbia. Cape Cross é o lar de uma das maiores colónias de leões marinhos do mundo e vê-la em primeira mão é uma experiência única. Assim que entrares no parque e saíres do carro, ficarás rodeado por milhares destes animais de todos os tamanhos, desde espécimes enormes a crias recém-nascidas que gritam pela mãe. Para além de ficares espantado com a visão desta enorme colónia, ficarás também surpreendido com os gritos incessantes e o cheiro forte e desagradável da zona. Acredita em nós, por muito mau que cheire ou por muito alarido que façam, é uma visita a fazer na Namíbia que vale bem a pena. Uma vez em Cape Cross, dependendo do tempo que tiveres para viajar pelo país, podes querer continuar para norte até à Costa dos Esqueletos. Devido à ferocidade do mar e à fraca visibilidade, esta zona alberga os “esqueletos” de vários navios que se afundaram ao longo dos anos. Alguns viajantes são encorajados a ir um par de horas mais a norte para ver alguns destes destroços, mas outros acham que é demasiado longe e não passam Cape Cross. Se o teu itinerário não te permitir dedicar muito tempo a esta atividade, ficarás satisfeito por saber que a meio caminho entre Cape Cross e Swakopmund há um naufrágio a poucos metros da costa, junto a uma saída à beira da estrada. Pesquisa no Google Maps por “Zeila Shipwreck Namibia” e encontrarás facilmente. Solitaire O próximo local a visitar na Namíbia do qual te vamos falar é um dos mais famosos e espetaculares do país, mas antes, vamos mencionar uma paragem curiosa que encontrarás no caminho. A cerca de uma hora de carro antes de lá chegares, espera-te, num cruzamento de estradas, o posto de gasolina de Solitaire. Este lugar perdido “no meio do nada” ganhou fama por algumas coisas muito curiosas. Em primeiro lugar, o cemitério de carros clássicos que se amontoam em redor da entrada, onde sempre há algum turista a tirar fotografias. Além disso, na pastelaria conhecida como Mc Gregor’s Bakery, vendem o que dizem ser o melhor bolo de maçã de todo o país. Queres experimentá-lo? Deserto do Namibe Já viste alguma vez árvores com mais de 1.000 anos de idade? Essa é a estimativa da idade das que se encontram em Sossusvlei, um salar situado no deserto central da Namíbia. Alguma vez o local foi um pântano fértil, mas com o passar do tempo, o vento encarregou-se de mover as dunas e de cortar o acesso à água que corria até lá. O resultado foi uma enorme planície, uma espécie de pátio ovalado com uma aparência semelhante à da argila seca e rachada, mas de cor branca, povoada apenas pelos esqueletos retorcidos das árvores que, quase negras, continuam a lutar para se manterem de pé há mais de mil anos, provavelmente porque o ar é demasiado seco e as dunas mal o deixam passar. Além deste lugar tão pitoresco, esta zona do Deserto do Namibe guarda um sem-fim de dunas míticas às quais se permite acesso livre. A Duna 45 é ideal para subir antes do pôr do sol e desfrutar de lá da vista do crepúsculo. Por outro lado, Big Daddy é uma enorme duna que te levará mais de uma hora a subir e oferecerá vistas espetaculares sobre o Deadvlei. Se quiseres visitar esta zona do país, recomendamos que fiques hospedado na área de acampamento no interior do parque. Poderás aceder uma hora antes de manhã à zona das dunas, ideal para ver o nascer do sol a tempo, e uma hora a mais à tarde. Além disto, não é raro que durante a noite passem hienas e órix ao redor da tua tenda ou enquanto desfrutas de um churrasco noturno. A partir daí, também poderás visitar o Sesriem Canyon, um desfiladeiro com cerca de 30 metros de profundidade ideal para caminhadas à sombra quando o sol está mais quente. Cuidado! Aqui vivem famílias de babuínos e é melhor ignorá-los e não os irritar. Faixa de Caprivi A Faixa de Caprivi é um estreito território namibiano que se estende entre Angola e Botsuana, tocando também com a Zâmbia e o Zimbábue. Se estás à procura de uma viagem à Namíbia ainda mais diversificada, não podes perder esta zona e hospedar-te aqui em algum dos alojamentos que existem à beira do mítico Rio Okavango, como o Ngepi Camp. Aqui ficarás maravilhado ao ver (e ouvir “gritar”) dezenas de hipopótamos em frente ao teu bungalow enquanto vês manadas de elefantes, leões, búfalos e outros animais selvagens a passear na outra margem do rio. Cruzar um dia para o Botsuana Se chegaste até à Faixa de Caprivi à procura das melhores atividades para fazer na Namíbia… Por que não aproveitar para visitar o Botsuana? Aceder ao país vizinho a partir daqui é extremamente fácil e rápido, e te dará a oportunidade de explorar a região do Delta do Okavango de outro ângulo. Que tal um passeio numa tradicional canoa mokoro? Além disso, a caminho da fronteira, passarás pelo Parque Nacional de Bwabwata que, apesar de pequeno, oferece a oportunidade de avistar facilmente e do teu próprio carro uma grande variedade de animais, como elefantes, zebras, crocodilos, macacos, javalis… Uma oportunidade única para fazer outro safári por conta própria. Estes são os lugares que não deves perder na tua primeira viagem à Namíbia. E dizemos “primeira viagem” porque temos a certeza de que vais adorar e vais querer repetir. Para te ajudar a tornar esta aventura um sucesso, lê este guia: • É seguro viajar para a Namíbia?

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