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Informações úteis para viajar para o Sudeste Asiático

Informações úteis para viajar para o Sudeste Asiático

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O Sudeste Asiático é um destino popular para viajantes de todo o mundo. Oferece uma gama diversificada de experiências, desde praias deslumbrantes a cidades vibrantes e um património cultural muito rico. Quer sejas um viajante experiente ou quer seja a tua primeira vez na região, planear uma viagem ao Sudeste Asiático pode ser avassalador com tantos países, culturas e atrações diferentes. No entanto, com um pouco de pesquisa e planeamento, podes ter uma viagem memorável e sem aborrecimentos. Neste artigo, iremos dar-te algumas dicas e informações úteis para viajares para o Sudeste Asiático e para te ajudar a planear a tua viagem. Na IATI, especialistas em seguros de viagem, incluímos dicas sobre qual a melhor altura para visitar, como te podes deslocar, vacinas obrigatórias e alguns destinos que não podes perder na região. Quer procures aventura ou umas férias relaxantes, o Sudeste Asiático tem muito para oferecer, e nós estamos aqui para te ajudar a tirar o máximo partido da tua viagem. Vamos começar? Qual a melhor altura para viajar para o Sudeste Asiático? O Sudeste Asiático é uma região com clima tropical, e o clima pode variar muito de país para país e mesmo dentro de cada país. De uma forma geral, a melhor altura para visitar o Sudeste Asiático é durante a estação seca, que normalmente decorre de novembro a abril. Durante este período, podes contar com um clima quente e ensolarado com menos humidade e chuva. Esta altura do ano torna este destino perfeito para explorares as praias, trilhos para caminhadas, e atrações ao ar livre. No entanto, é importante teres em conta que a estação seca é também o pico da época turística, o que significa preços mais elevados e pontos turísticos mais concorridos. Se pretendes evitar as multidões e poupar algum dinheiro, as estações de maio-junho e setembro-outubro podem ser uma boa alternativa, com menos turistas e preços mais baixos e ainda, com clima relativamente bom. Se não te importares de apanhar chuvas ocasionais e quiseres tirar partido de preços ainda mais baixos, a estação das chuvas de maio a outubro pode ser uma boa altura para visitares o Sudeste Asiático. A época do ano para visitar cada país do Sudeste Asiático varia consoante os teus gostos pessoais e o que pretendes fazer na tua viagem, no entanto deixamos-te aqui uma sugestão geral. Qual a melhor altura para viajar para as Filipinas? Entre novembro e março encontrarás as melhores condições meteorológicas para visitares este grande arquipélago. Sol, boas temperaturas e menos hipóteses de grandes fenómenos atmosféricos. Por outro lado, entre junho e outubro, o risco de um tufão cruzar o teu caminho aumenta exponencialmente. Qual a melhor altura para viajar para Myanmar? Novembro, dezembro, janeiro e fevereiro são os melhores meses. Se tiveres a oportunidade de fazer a tua viagem durante os dois primeiros meses do ano, poderás desfrutar do colorido Festival Pagoda. Entre maio e setembro é a estação das chuvas, que, embora longe de se assemelhar aos tufões filipinos, pode estragar a tua viagem. Qual a melhor altura para viajar para a Tailândia? O pico da estação das chuvas é entre agosto e outubro, mas é bem possível que também apanhes as chuvas se lá estiveres em junho e julho. São chuvas fortes que duram algumas horas mas mesmo assim é sempre melhor estar na Tailândia à chuva do que ficar em casa! Se tiveres orçamento para isso, recomendamos que vás entre novembro e fevereiro. Qual a melhor altura para viajar para o Vietname? Dada a forma alongada do Vietname, vamos dividir a sua estação das chuvas em duas. Na parte norte do país, a época das chuvas decorre de maio a agosto. Por outro lado, na parte sul do país, podemos ter a monção até novembro. Outubro a maio são as melhores datas quanto a chuvas e temperaturas. Qual a melhor altura para viajar para a Indonésia? Entre março e setembro encontrarás o melhor tempo, as melhores temperaturas e a menor probabilidade de chuva! Se te dirigires mais especificamente para as Ilhas Bali ou Gili, ficarás satisfeito por saber que é ainda menos provável que chova lá. No entanto, coincidirá com a estação turística elevada e os preços mais elevados. Qual a melhor altura para viajar para a Malásia? A melhor altura para viajar para a Malásia é entre março e outubro, pois esta é geralmente a época mais seca do ano, com menos chuva e mais sol. No entanto, tens que ter em conta que a Malásia é um país tropical, e mesmo durante a estação seca, pode haver chuvas ocasionais e muita humidade. Qual a melhor altura para viajar para o Cambodja? A melhor altura para viajar para o Camboja é durante a estação seca, que normalmente decorre de novembro a abril. Durante este período, o tempo é quente e ensolarado com pouca ou nenhuma chuva, tornando-o ideal para explorar as muitas atrações ao ar livre do país. No entanto, tem em conta que as temperaturas podem ser bastante quentes, particularmente em abril. Como deslocares-te no Sudeste Asiático Esperamos que já saibas em que altura do ano vais marcar a tua viagem para o Sudeste Asiático, agora que já tens essa parte tratada vamos esclarecer outra dúvida que pode estar a passar pela tua cabeça: como vou orientar-me pelo Sudeste Asiático? Felizmente para ti, preparámos-te um guia com informações úteis sobre como te moveres pelo Sudeste Asiático de forma a aproveitares ao máximo o teu tempo e dinheiro. Voo principal Os voos mais baratos de Portugal costumam aterrar nos aeroportos principais da Tailândia ou Hong Kong. A maioria dos aeroportos do Sudeste Asiático estão bem conectados às cidades por via de transportes públicos e 100% seguros. Assim, se chegares a Banguecoque podes escolher entre autocarros, comboios e táxis sem teres de te preocupar com a segurança. O mesmo se aplica a Kuala Lumpur, onde existe um comboio rápido para o centro, e também encontras autocarros para Chinatown ou para a estação central a cerca de meia em meia hora. Não te esqueças que é muito importante viajar com um seguro de viagem que te cubra em todas as situações que possam surgir, de forma a aproveitares ao máximo a tua estadia no Sudeste Asiático. O teu melhor amigo nesta viagem é o IATI Mochileiro, ideal para viajantes aventureiros como tu! Contrata já o teu seguro: Transportes dentro das cidades Embora caóticas, as grandes cidades do Sudeste Asiático estão bem organizadas. Se fores paciente, podes utilizar os autocarros (a opção mais barata) e o metro ou eléctricos. Por outro lado, é muito comum circular no Sudeste Asiático em tuk tuks ou triciclos, que são bicicletas elétricas com assentos na traseira. Lembra-te de negociar o preço antes de entrar, pois normalmente não têm um “taxímetro”. Pede antecipadamente aos habitantes locais a taxa aproximada para não pagares em excesso. Se estiver a viajar para Kuala Lumpur, lembra-te que podes viajar gratuitamente em autocarros GoKL. Eles circulam por quase todo o lado na cidade e são fáceis de reconhecer pela sua cor roxa. A opção mais económica em todos os países nesta área é geralmente o autocarro. Na Tailândia, Malásia, Vietname, Indonésia, Laos e até Myanmar, encontras autocarros mais ou menos modernos. Se quiseres viajar distâncias mais longas e poupar dinheiro, recomendamos que procures os chamados sleep bus, que normalmente têm bancos reclináveis ou mesmo camas, para que possas poupar em alojamento durante a noite enquanto está na estrada. Se estiveres a viajar na Indonésia ou nas Filipinas, terás de usar barcos para te deslocares de uma ilha para outra. Viajar de barco nestes países é normalmente barato e seguro. Se tiveres pouco tempo, uma boa forma de te deslocares rapidamente pelo Sudeste Asiático é utilizar as companhias aéreas low cost da região. Air Asia, Cebu Pacific Air, Jetstar, Tiger Airways são apenas algumas das companhias aéreas que podes utilizar para viajar de um país para outro ou dentro do próprio país por pouco dinheiro. Vacinas obrigatórias para viajar para o Sudeste Asiático Para te facilitar a vida, deixamos aqui uma lista das vacinas necessárias para os países mais visitados e, de seguida, falaremos um pouco sobre cada uma delas. Relembramos que esta informação é para ser utilizada como um guia para preparar a tua viagem, mas a última palavra sobre a tua saúde deve ser sempre a do teu médico. Utiliza esta página para saber quais as vacinas que precisas, mas tem em conta que, dependendo do teu historial, poderão recomendar-te algumas variações no teu centro de vacinação. A única vacina obrigatória em todos os países é a da Febre Amarela, no entanto só é obrigatório caso tenhas estado num país com risco de contágio desta doença. Desta forma, existem vacinas específicas recomendadas para cada país. Vacinas recomendadas para viajar para as Filipinas: VASPR, Febre Tifoide, Poliomielite, Encefalite Japonesa, Raiva, Cólera, Hepatite A, Hepatite B e Tétano/Difteria. Vacinas recomendadas para viajar para Myanmar: Hepatite A, Febre tifoide, Tétano/Difteria, Raiva, Cólera, Hepatite B, Encefalite Japonesa e Meningite. Vacinas recomendadas para viajar para a Tailândia: Hepatite B, Febre tifoide, Tétano/Difteria e VASPR. No caso de estadias longas, também a da Hepatite A, que se transmite através do sangue ou por transmissão sexual. Vacinas recomendadas para viajar para o Vietname: Hepatite A, Febre tifoide, Tétano/Difteria, Raiva, Cólera, Hepatite B, Encefalite Japonesa, Meningite e VASPR. Vacinas recomendadas para viajar para a Indonésia: Hepatite A, Hepatite B, Tétano/Difteria, Encefalite Japonesa, Febre Tifoide e Gripe. Vacinas recomendadas para viajar para a Malásia: Hepatite A, Hepatite B, Encefalite Japonesa, Febre Tifoide e Raiva. Vacinas recomendadas para viajar para o Camboja: Hepatite A, Febre tifoide, Tétano/Difteria, Raiva, Cólera, Hepatite B, Encefalite japonesa, VASPR. O que não podes perder no Sudeste Asiático O Sudeste Asiático é uma região diversa e fascinante que oferece uma vasta gama de experiências para os viajantes. Desde as movimentadas ruas de Banguecoque às praias fascinantes de Bali, não faltam lugares para explorares. Um dos destinos obrigatório no Sudeste Asiático é a antiga cidade de Angkor, no Camboja. Esta cidade é Património Mundial da UNESCO e o lar do famoso complexo do templo Angkor Wat, que é o maior monumento religioso do mundo. Outro ponto imperdível na região é a deslumbrante Ha Long Bay, no Vietname, onde vais ver milhares de ilhas de calcário e ilhotas a sair da água de esmeralda. Para aqueles que procuram uma viagem mais descontraída, as praias das ilhas do sul da Tailândia, tais como Koh Samui e Phuket, irão certamente satisfazer as tuas necessidades. Outros destinos de topo incluem a vibrante cidade de Singapura, a encantadora cidade de Luang Prabang no Laos, e o centro cultural de Ubud em Bali. Uma viagem ao Sudeste Asiático é uma verdadeira aventura e podes ter a certeza que vais encontrar lugares magníficos em todos os países. Esperamos que estas informações para viajares para o Sudeste Asiático tenham sido úteis para planeares a tua viagem, não te esqueças de contratar o teu seguro de viagem para poderes aproveitar ao máximo esta aventura.

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Roteiro de 10 dias no Myanmar

Roteiro de 10 dias no Myanmar

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O Myanmar é a nova jóia turística do Sudeste Asiático. Durante muitos anos o país esteve fechado ao turismo e só há relativamente pouco tempo começou a receber estrangeiros. Este é um dos motivos que mais têm atraído pessoas para este país, a oportunidade de conhecer um país puro que ainda não foi desvirtuado pelo turismo massivo como já acontece na maioria dos países desta região. É no Myanmar que poderás conhecer uma cultura ancestral, que se manteve intocável durante anos e anos, e ver paisagens deslumbrantes. Mas o melhor do Myanmar são as pessoas e os sorrisos. É esta a alma da Birmânia. O turismo no Myanmar tem crescido largamente nos últimos anos e a rede de hotéis e restaurantes disponível é já bastante eficiente. Hoje apresentamos-te um roteiro de 10 dias pela antiga Birmânia, para que possas planear a tua viagem. Antes de mais, não te esqueças de contratara um seguro médico internacional com a IATI para que possas viajar em segurança. Roteiro de 10 dias pelo Myanmar Yangon – 2 dias Yangon foi durante muitos anos a capital da Birmânia e por isso é a maior cidade do Myanmar. É aqui que fica o principal aeroporto do país por isso esta será a melhor porta de entrada no país. Embora Yangon seja uma grande cidade, não é caótica ou confusa como a maior parte das capitais asiáticas. Caminhando pelas ruas de Yangon sentimos que, de alguma forma, fomos transportados para os anos 90, onde a evolução tecnológica ainda não chegou. Uma das principais atrações de Yangon é o Shwedagon Pagoda, o pagoda mais importante do país já que aqui estão guardados 8 fios de cabelo de Buda, o que torna o local especialmente sagrado. A entrada custa 10 000 MMK. Outro pagoda bastante famoso é o Sule Pagoda, que é, ao mesmo tempo, um pagoda e uma rotunda no centro da cidade. O preço de entrada ronda os 4 000 MMK. No final do dia e depois de visitares ambos os templos sugerimos um passeio por um dos principais parques da cidade, o People’s park ou Mahabandoola Garden. Neste último situa-se também o lago Kandawgyi. No dia seguinte poderás visitar outras atrações da cidade como o City Hall e a China town. Caminhar pelas ruas da zona histórica faz também parte do roteiro já que só assim poderás absorver o ritmo e a dinâmica do país. Se tiveres interesse, há uma igreja portuguesa a cerca de 8 km de Yangon, a Ancient Portuguese Church. A melhor forma de lá chegar é de táxi. No local encontrarás um senhor que te explicará tudo sobre a influência portuguesa no Myanmar e a construção da igreja, vale bem a pena. No final do segundo dia recomendamos que apanhes o autocarro noturno até Bagan, aquela que será a segunda paragem deste roteiro. Bagan – 2 dias Bagan é, sem dúvida, a cidade dos templos e pagodas. Uma espécie de Angkor Wat sem centenas de turistas. Assim que entrares em Bagan terás de pagar um ticket que te custará 25 000 MMK e lhte dará acesso a esta zona histórica. Tem-no sempre contigo pois durante a tua estadia é provável que te peçam o bilhete várias vezes. A melhor forma de explorar os templos de Bagan é de scooter elétrica. O preço do aluguer ronda os 5 000 MMK por dia. Tem em atenção que, desde Dezembro de 2018, é estritamente proibido subir ou escalar a qualquer um dos templos. Tem cuidado e lembra-te sempre que estás perante património histórico importantíssimo datado do século XI. Em Bagan é obrigatório assistir ao nascer do sol. O céu pinta-se em tons de vermelho e laranja, ao mesmo tempo que dezenas de balões de ar enfeitam o céu. A paisagem é deslumbrante e vale muito a pena. O templo mais famoso para ver o nascer do sol é o Shwesandaw Pagoda. Se quiseres evitar multidões logo pela manhã poderás escolher qualquer outro lugar. Será um belo momento de qualquer das formas. Durante o resto dos dias recomendamosmos que explores os vários templos desta zona. Poderás fazê-lo de forma independente ou com um guia e ambos têm as suas vantagens. Se, de forma independente, poderás explorar templos completamente vazios e visitar ao seu próprio ritmo, com um guia sempre poderás aprender um pouco mais sobre a história por detrás dos templos. Bagan não é nem de perto tão famoso como Angkor Wat, a maior parte dos templos não estão sequer sinalizados no mapa e, depois de 3 ou 4, poderás sentir que todos são iguais. Neste caso, o guia será a melhor opção. Bagan pode ser muito quente por isso sugerimos que escolhas um hotel com piscina onde poderás refrescar-te no final do dia depois de um dia inteiro a explorar templos. Trekking desde Kalaw até Inle Lake – 2 dias Caso tenhas tempo suficiente aconselhamos também fazer um trekking até ao Inle Lake, aquela que será a terceira paragem deste roteiro. O trekking começa na pequena cidade de Kalaw pelo que terás de ir desde Bagan até Kalaw de autocarro. Lá encontrarás várias agências que fazem trekkings de 2 ou 3 dias. A dificuldade é média e poderás ainda pernoitar num mosteiro no meio das montanhas e passar por aldeias isoladas. Os preços começam em 30 000 MMK. Inle Lake – 2 dias O Inle lake é, a par de Bagan, uma das principais atrações do Myanmar. Este é um dos maiores lagos do país em torno do qual, ao longo de décadas, se desenvolveram várias vilas e aldeias flutuantes. Estando estas tão isoladas acabaram por desenvolver as suas próprias técnicas de cultivo e de pesca, o que torna este lugar único no mundo. Tal como em Bagan, também aqui terás de pagar cerca de 15 000 MMK por um ticket que lhe dará acesso a esta zona. Nyaung Shwe é a vila onde se concentram a maior parte dos hotéis. Aqui terás de alugar um barco que te levará, durante o dia, a vários pontos turísticos ao longo do Inle Lake. Normalmente começam bem cedo, para poder assistir ao nascer do sol nas montanhas. Depois, passarás por vilas flutuantes, mercados, fábricas de prata e de tabaco artesanal e até jardins flutuantes. Poderás também acordar com o teu guia que locais preferes visitar. O preço do barco ronda os 49 500 MMK e leva no máximo 6 pessoas. No dia seguinte sugerimos que alugues uma bicicleta e dês a volta ao lago. Passarás também por pequenas aldeias, escolas e mercados locais. Nos hotéis costumam ter mapas para te ajudar já que este passeio de bicicleta é muito comum. No final poderás voltar de barco com a bicicleta até Nyaung Shwe, apenas terás de acordar o preço com um dos muitos barcos que lá esperam pelos turistas. Mandalay – 2 dias De seguida, e como última paragem, recomendamos Mandalay, aquela que também foi, em tempos, capital da Birmânia. As principais atrações de Mandalay não se situam no centro da cidade mas sim na periferia. O mais famoso é sem dúvida o templo branco, Hsinbyume Pagoda, em Mingun. Para lá chegar terá de apanhar um barco, cujo bilhete de ida e volta custa 5 000 MMK. Do porto até ao templo serão uns 10 minutos de caminhada e passará também por outras atrações como Mingun Pahtodawgyi, um templo que seria o mais alto do mundo se tivesse sido acabado, e o Mingun Bell, o segundo maior sino do mundo, com 90 toneladas. Já na parte da tarde sugerimos que vá até Amarapura, pois é aqui que se situa a famosa U Bein Bridge, onde poderá assistir a um fantástico pôr-do-sol. Mas além da famosa ponte vale também a pena visitar o Mosteiro Mahagandhayon e o Mosteiro Bagaya. No segundo dia aconselhamos que explore a cidade de Mandalay de bicicleta, para que também possa absorver a dinâmica da cidade. Como atrações tem o Palácio de Mandalay e o Templo do Buda Mahamuni. Este último é um dos mais importantes locais de peregrinação no Myanmar. A imagem de Buda pesa 6,8 toneladas e tem cerca de 3,8 metros de altura. É comum que os homens coloquem folhas de ouro na imagem de Buda, como que por tradição (a entrada é proibida para mulheres). Contudo, ao longo dos anos, esta tradição fez com que a própria imagem de Buda ficasse desfigurada pois já conta com uma camada de cerca de 15 cm em folhas de ouro. É possível ver no templo a evolução da imagem de Buda ao longo dos anos. Uma outra atração muito interessante será assistir a um show dos Moustache Brothers. É uma espécie de teatro formado por membros da mesma família onde as pessoas contam as suas histórias de vida em jeito de comédia, abordando também, de uma forma satírica, como era a vida durante o regime militar birmanês. O espetáculo custa 10 000 MMK e é em inglês. Por fim recomendamos que use o aeroporto de Mandalay como porta de saída do país, já que este é também um dos aeroportos principais. Autora: Patricia Carvalho, Girl From Nowhere

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É seguro viajar atualmente para o Myanmar?

É seguro viajar atualmente para o Myanmar?

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O Myanmar, ou antiga Birmânia como também é conhecido, é o maior país do Sudeste Asiático. Faz fronteira com a China, Bangladesh, Índia, Laos e Tailândia e é banhado pelo Mar de Andamão e Golfo de Bengala. Neste artigo a IATI seguros apresenta-te uma visão geral sobre a situação histórica e política do Myanmar bem como as questões relacionadas com a segurança para todos aqueles que pretendam visitá-lo. Antes de embarcar neste país milenar não te esqueças de fazer o teu seguro de viagem pois independentemente do destino a tua segurança está sempre em primeiro lugar. É seguro viajar para o Myanmar? Até há muito pouco tempo atrás o Myanmar era um país para muitos desconhecido já que o turismo por lá era estritamente proibido. As portas ao turismo abriram-se muito recentemente depois de uma dura ditadura militar que, embora na penumbra, ainda vai persistindo. O país está em processo de democratização desde 2011 e, justamente por isso, muitas são as questões lançadas sobre a segurança de se viajar para o Myanmar. Contextualização histórica do Myanmar O Myanmar é um país multicultural já que aqui existem cerca de 8 macro grupos étnicos que se subdividem em 130 minorias étnicas. Cada uma delas com a sua própria cultura a nível de religião, língua e até mesmo tradições. Foi esta multidiversidade que originou problemas quando o país conseguiu a sua independência do Reino Unido, em 1948. Cada um dos grupos étnicos reivindicava direitos diferentes o que originou uma guerra civil. Esta teve o seu fim em 1962 quando os militares deram um golpe de estado que levou à instauração de uma severa ditadura militar que perdurou até 2011. Pouco se sabe sobre o que aconteceu no país durante todo este tempo já que este se fechou ao resto do mundo. A luta pela democratização do país é mundialmente associada aos esforços de Aung San Suu Kyi, que durante anos lutou pelo fim da ditadura tendo mesmo sido presa durante mais de 10 anos pela junta militar. Tendo-se dissolvido a ditadura em 2011, em 2016 Aung San Suu Kyi foi democraticamente eleita como primeira-ministra do país já que esta não pode ser eleita presidente por ser casada com um estrangeiro. Desde então o país abriu as portas ao turismo e está então em processo de democratização. Situação atual do Myanmar Atualmente o Myanmar é um país oficialmente democrático de república parlamentarista. Porém, 25% do parlamento ainda pertence aos militares, o que tem tornado o processo de democratização demorado e não tão pacífico como se desejava. Existem ainda algumas frentes de confronto espalhadas pelo país devido justamente a grupos étnicos que reivindicam a sua independência. O mais famoso tem sido os confrontos com a minoria Rohingya. Os Rohingya são um povo originário do estado de Rahkhine, no Myanmar que nunca foi oficialmente reconhecido. O governo considera que este povo é oriundo da Índia e do Bangladesh e, portanto, nunca os reconheceu como cidadãos de direito. Atualmente este povo tem sido perseguido pela junta militar que infelizmente ainda existe no país e, sem mais solução, têm-se refugiado na Índia e no Bangladesh. Além desta existem ainda outras zonas de confrontos no país de menor dimensão. É seguro viajar para o Myanmar? Em primeiro lugar há que referir que o Myanmar é um país enorme, tendo uma área corresponde a duas vezes a área da Alemanha. Além disso, para o bem e para o mal, os conflitos existentes estão circunscritos em áreas específicas e de acesso proibido para o turista. Na verdade grande parte da população residente nas cidades turísticas pouco sabe sobre aquilo que se passa no resto do país. O Myanmar não é um país onde poderá aventurar-se por cidades e aldeias recônditas e menos turísticas. Existem aquelas que são conhecidas como as áreas brancas e áreas negras. Desta última fazem parte todos os locais que não podem ser visitados justamente por serem alvo de confrontos, onde se incluem as regiões de Myawadi, Tachilik-Mae Sai, Arracão e Estado de Karen. Posto isto, se viajares pelo comum roteiro turístico que engloba as cidades de Yangon, Bagan, Inle Lake e Mandalay, estarás certamente seguro. Embora estas zonas não sejam ainda massivamente turísticas como os restantes países do Sudeste Asiático, têm já uma boa rede de hotéis, restaurantes e meios de transporte. Zonas como Pyin U Lwin, Hsipaw, Hpa-An e as praias de Nagapali são também alguns locais que atraem turistas embora com menor afluência, mas onde será também seguro viajar. De qualquer forma, se por algum motivo não puderes visitar determinada região sabê-lo-ás antecipadamente já que não existirão conexões de transportes para lá. Existem também vários checkpoints no país onde são então controladas as entradas nestas zonas restritas. Porém, se não saíres do roteiro supracitado nem sequer terás contacto com estes pontos de paragem. Assim sendo e de uma forma geral é seguro viajar atualmente para o Myanmar desde que te mantenhas nas áreas permitidas ao turismo. De qualquer forma e para que te mantenhas a par da situação atual do país, deverás sempre aceder às informações no Portal das comunidades do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Autora: Patrícia Carvalho

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